Após receber o diagnóstico de doença hepática crônica,
Carlos se apresenta em uma unidade hospitalar com queixa
de cansaço constante, perda de peso não intencional e
edema abdominal. Os exames laboratoriais indicam níveis
elevados de bilirrubina e transaminases hepáticas.
Considerando que Carlos está com 40 anos, a principal
recomendação dietética para este paciente com doença
hepática crônica é:
Diagnosticada com diabetes tipo 2 e apresentando
hiperglicemia pós-prandial elevada, Raquel, 45 anos,
decide buscar um nutricionista para melhorar sua saúde
através de bons hábitos alimentares. Após a avaliaçãonutricional, ela relata que tem dificuldades para seguir uma
dieta equilibrada devido à falta de tempo e preparo de
refeições saudáveis. Ainda, o seu IMC após a avaliação é
29 kg/m². Desta forma, qual a principal recomendação
dietética para o controle da diabetes tipo 2 nesse caso?
Mauricio, diagnosticado com doença celíaca, é levado
para a emergência por sua esposa após apresentar
distúrbios gastrointestinais, como diarreia e dor
abdominal, após ingestão de alimentos que contêm glúten.
Com base nisso e considerando que o paciente possui 40
anos, qual a recomendação dietética mais apropriada para
esse paciente com doença celíaca?
Os alimentos são pilares do cuidado nutricional. Qual das alternativas a seguir exemplifica a aplicação prática desse
princípio em um contexto dietoterápico?
A doença renal crônica (DRC) é caracterizada por perda
progressiva da função dos rins, tendo como principais fatores de
risco o diabetes mellitus e a hipertensão arterial descontrolados.
Sobre a dietoterapia indicada para a DRC, leia as afirmativas a
seguir e assinale V para a afirmativa verdadeira e F para a falsa.
( ) A dieta proposta deve prover um balanço nitrogenado
negativo, por meio de 0,9 g/kg/dia de proteínas para
pacientes com taxa de filtração glomerular menor que 25
mL/min, sem diálise.
( ) Na doença renal crônica em estágio terminal, recomenda-se
restrição de sódio e potássio, assim como dieta com alto teor
de fósforo, cálcio e de vitamina D ativa (calcidiol) para
prevenção da osteodistrofia renal.
( ) A diálise peritoneal favorece a perda proteica, portanto,
recomenda-se para os pacientes com esse tipo de
tratamento, uma ingestão diária de proteínas igual a 1,0g/kg
de massa corporal, sendo 20% deste nutriente de alto valor
biológico.
De acordo com as Diretrizes da Sociedade Brasileira de
Diabetes (2017-2018), determinados valores de glicemia em jejum são compatíveis com diagnóstico de pré
-diabetes ou risco aumentado para diabetes tipo 2, por
exemplo:
Diagnosticada com hipertensão arterial sistêmica e
apresentando níveis de pressão arterial elevados (160/100
mmHg), Dona Maria, de 60 anos, está em tratamento
medicamentoso, mas ainda apresenta resistência no
controle da pressão arterial. O IMC da paciente é de 30
kg/m², e ela tem histórico de ingestão elevada de sódio na
dieta. Considerando tais informações, a principal
recomendação dietética para o controle da hipertensão
nesse caso é:
Joca é um paciente do hospital MNM, com histórico de
doença renal crônica. Durante uma avaliação, ele se
apresenta com edema nas extremidades inferiores e
pressão arterial elevada. Ele é acompanhado em terapia
renal substitutiva (hemodiálise) e tem dificuldades em
controlar a ingestão de líquidos e proteínas. Baseando-se
nos fatos e, considerando que Joca possui 55 anos, a
principal recomendação nutricional para este paciente em
terapia renal substitutiva será:
Mário, diagnosticado com hipertensão e com histórico
de consumo excessivo de álcool e dieta rica em sódio e
gorduras saturadas, é levado para a emergência
apresentando aumento da pressão arterial e queixas de
cansaço ao realizar atividades físicas. Considerado que
Mário já possui 50 anos, qual a recomendação dietética
mais adequada para controlar a hipertensão nesse
paciente?
O pré-diabetes (pré-DM) é caracterizado por níveis de glicose no
sangue mais elevados do que o normal, mas não suficientemente
altos para ser diagnosticado como diabetes tipo 2. O diagnóstico é
feito por meio de exames de glicose, como a glicemia de jejum ou
o teste de tolerância à glicose. O pré-diabetes pode ser revertido
ou controlado com mudanças no estilo de vida (MEV). A
intervenção precoce é crucial para prevenir a progressão para o
diabetes tipo 2 e reduzir o risco de complicações graves.
Dentre os componentes da MEV estão a adoção de hábitos
alimentares que auxiliam nessa prevenção. Assinale a opção que
mostra a maior eficácia na prevenção do surgimento do DM 2 em
pré-diabéticos.
Certo paciente masculino de 70 anos, diagnosticado
com Doença Arterial Periférica (DAP), apresenta dor
intermitente nas pernas ao caminhar, especialmente em
esforços físicos. O exame de índice tornozelo-braço (ITB)
revelou valores baixos, sugerindo comprometimento da
circulação nas extremidades inferiores. Com base nessas
informações, qual a recomendação dietética mais
apropriada para esse paciente com Doença Arterial
Periférica?
Diagnosticada com dislipidemia (colesterol total
elevado e triglicerídeos altos), Cláudia apresenta um
histórico de consumo excessivo de gorduras saturadas e
baixo consumo de fibras. Após a realização de uma
avaliação em determinado hospital, o exame de colesterol
HDL mostrou níveis reduzidos. Considerando que Cláudia
completou 50 anos, qual a recomendação nutricional mais
apropriada para o controle da dislipidemia nesse paciente?
A obesidade é uma doença multifatorial, crônica, não transmissível
e que atualmente está atingindo proporções epidêmicas. O
diagnóstico adequado da obesidade permite intervenções
nutricionais mais assertivas para o sucesso do tratamento.
Em relação ao diagnóstico e à avaliação nutricional da obesidade,
avalie as afirmativas a seguir e assinale (V) para a verdadeira e (F)
para a falsa.
( ) As medidas de circunferência abdominal > 80 cm em mulheres
e > 94 cm em homens são pontos de corte para risco
cardiovascular aumentado.
( ) Os valores de Índice de Massa Corporal (IMC) > 35 Kg/m2
correspondem à classificação de obesidade grau III, associado
a risco grave de comorbidades.
( ) O uso de dobras cutâneas em indivíduos obesos apresenta
limitações, como dificuldade de reprodutibilidade e ausência
de equações específicas para obesos para estimativa de
gordura corporal.
A Educação Alimentar e Nutricional (EAN) é um campo de
conhecimento e prática contínua e permanente, intersetorial e
multiprofissional, que usa diferentes abordagens
educacionais. Tem sido considerada uma estratégia fundamental
para a prevenção e controle dos problemas alimentares e
nutricionais, na prevenção e controle das doenças crônicas não
transmissíveis (DCNT), da cultura alimentar, no fortalecimento de
hábitos regionais, na redução do desperdício de alimentos e na
promoção do consumo sustentável e da alimentação saudável.
Nesse sentido, assinale a opção que indica, corretamente, um
princípio do Marco de Referência em Educação Alimentar e
Nutricional para as Políticas Públicas.
Alguns alimentos devem ser evitados na dieta do indivíduo com diagnóstico de fenilcetonúria. Assinale a alternativa que indica uma combinação de alimentos permitida
para tais indivíduos, de acordo com o Protocolo Clínico
e Diretrizes Terapêuticas – Fenilcetonúria (Ministério da
Saúde, 2019).
Uma idosa de 65 anos foi diagnosticada com
osteoporose. Durante uma consulta de rotina, ela relatou
queixas de dores nas costas, especialmente ao realizar
movimentos de flexão. A densidade óssea foi confirmada
como baixa através de exame de densitometria óssea.
Ainda, ela relata dificuldades para caminhar e aumento do
risco de fraturas devido à fragilidade óssea. Qual a
principal recomendação dietética para o manejo da
osteoporose nesse paciente?
Certa paciente feminina não identificada de 45 anos,
com histórico de câncer de mama, em tratamento
quimioterápico, apresenta perda de apetite, náuseas
frequentes e cansaço extremo ao dar entrada em um
hospital de emergência. Ela apresenta dificuldades para
manter uma alimentação equilibrada devido aos efeitos
colaterais do tratamento. Qual a principal estratégia
nutricional para esse paciente em tratamento
quimioterápico?
A Gastrite consiste na inflamação da mucosa gástrica e pode ser
favorecida por medicamentos, como o ácido acetilsalicílico,
ingestão de bebidas alcoólicas, fumo e em situações de estresse
(queimaduras graves, politrauma etc.), estando associada ao
desequilíbrio entre os fatores que agridem e os que protegem a
mucosa.
Considerando as recomendações nutricionais da gastrite, analise
as afirmativas a seguir e assinale (V) para a verdadeira e (F) para a
falsa.
( ) O fracionamento deve ser de 4 a 5 refeições/dia (evitar longos
períodos em jejum).
( ) Café do tipo descafeinado não resulta em irritação da mucosa,
podendo ser consumido com moderação.
( ) Pimenta vermelha possui capsaicina, substância irritante
gastrintestinal, devendo ser evitada.
O manejo nutricional em oncologia deve ser
compreendido na confluência entre hipermetabolismo
tumoral, resistência anabólica, inflamação crônica e
impacto terapêutico das dietas. Autores como Fearon et
al. (2012) e Arends et al. (ESPEN, 2021) argumentam
que a intervenção dietética não pode ser interpretada
isoladamente de processos metabólicos adaptativos. À
luz dessas evidências, qual proposição expressa de
forma mais consistente a lógica da nutrição clínica em
pacientes oncológicos?
João, um senhor de 60 anos, diagnosticado com
hipertensão arterial sistêmica, apresenta pressão arterial
de 160/100 mmHg e histórico de ingestão elevada de sódio.
Durante uma consulta de rotina, ele apresenta edema nas
pernas e queixa-se de cansaço durante atividades físicas
leves. O IMC do paciente é 32 kg/m². Qual a abordagem
nutricional mais adequada para o controle da hipertensão
nesse paciente?