Uma estudante universitária de 23 anos marcou avaliação clínica pois vinha apresentando episódios recorrentes de perda de consciência desde a adolescência, geralmente em situações de estresse emocional intenso ou durante prolongada permanência em pé em ambientes quentes. Ela descreveu que, momentos antes de perder a consciência, sentia tontura, visão turva, suor frio e náuseas. Em um dos episódios mais recentes, enquanto estava em pé em uma fila, começou a sentir esses sintomas e desmaiou, recuperando a consciência em menos de 2 minutos. Negou doenças prévias e afirmou que se sentia saudável. Durante a consulta médica, não foram encontradas alterações ao exame físico. A paciente levou Holter de 24 horas, eletrocardiograma e ecocardiograma, que estavam dentro da normalidade. A paciente queria saber o que fazer ao ter a sensação de desmaio.
Nesse contexto de um quadro sugestivo de síncope vasovagal, além de sugerir que ela deite no chão ou outro tipo de superfície quando sentir os pródromos de síncope, o médico deve orientá-la a:
Na fisiopatologia da cetoacidose diabética, observam-se:
Um homem de 61 anos, diabético, em uso de linezolida por grave infecção cutânea, iniciou um quadro de confusão mental, sudorese, agitação e tremor. Ao exame, apresentava mioclonia e rigidez muscular. A pressão arterial era de 178 por 104 mmHg, a frequência cardíaca era de 112 batimentos por minuto e a temperatura axilar era de 38,2 °C. Entre as medicações, estava fazendo uso de citalopram 40 mg ao dia. Após a realização de exames complementares para afastar outras doenças, foi levantada a hipótese de síndrome serotoninérgica. Foi suspensa a fluoxetina e foram implementadas medidas de suporte clínico. Na síndrome serotoninérgica, o tratamento dependerá da sua gravidade.
Entre as medicações que estão indicadas para uso pela equipe médica, é correto apontar:
Um homem de 43 anos, após ganho de peso e alguns sintomas dispépticos, procurou o ambulatório de clínica médica. Não havia qualquer histórico de doença pregressa e uso regular de medicação. Seu consumo de álcool era ocasional (em torno de 30 gramas por semana). Não havia história familiar de doença hepática, tampouco sinais ou sintomas como icterícia, dor abdominal ou alteração de hábito intestinal. Ao exame, detectaram-se IMC de 29; circunferência abdominal de 102 cm (altura 1,89 m); pressão arterial de 140 x 90 mmHg; e hepatimetria de 16 cm em linha hemiclavicular direita com fígado palpável e borda romba. Exames laboratoriais revelaram: glicemia de jejum 110 mg/dl, HDL colesterol 40 mg/dl, LDL colesterol 130 mg/dl, triglicerídeos 160 mg/dl, aspartato aminotransferase (AST) de 70 U/L (normal: 15 a 41) e alanina aminotransferase (ALT) 67 U/L (normal: 10 a 35). O restante do hemograma, da bioquímica e do coagulograma foi normal. Na segunda consulta, trouxe a ultrassonografia de abdômen e outros exames solicitados.
Sobre a investigação de doença hepática gordurosa associada a disfunção metabólica, é correto afirmar que:
Homem de 72 anos apresenta quadro de sonolência, hipotensão e taquicardia. A avaliação inicial revela glicose sanguínea de 828 mg/dL. O exame de urina mostra nitritos 2+/4, leucócitos 3+/4 e cetonas 1+/4. Os testes iniciais de sangue mostram sódio: 155 mEq/L; potássio: 5,2 mEq/L; ureia: 162 mg/dL; creatinina: 1,98 mg/dL; bicarbonato arterial: 18 mEq/L.

Sobre o caso descrito, assinale a alternativa correta.
Paciente do sexo masculine, 29 anos, evoluiu com fraqueza muscular progressiva em membros inferiores associada a parestesia, após quadro de gastroenterite recente. Sem relato de trauma e sem queixa de dor.

O tratamento indicado de acordo com a suspeita clínica é:
Homem de 72 anos, ex-fumante, é acompanhado por DPOC (GOLD grau IV). Ele está em condição estável nos últimos meses e faz uso regular de broncodilatadores inalatórios (antagonista muscarínico de ação prolongada e agonista β de ação prolongada). IMC: 18,5 Kg/m2. Mediante interrogação, o paciente relata dores de cabeça matinais e dificuldade de concentração. A gasometria arterial atual mostra: pH: 7,32; PO2: 62 mmHg; PCO2: 57 mmHg; bicarbonato: 30 mEq/L.
Assinale a alternativa que apresenta o próximo passo indicado.
“Um paciente de 65 anos, tabagista, apresenta quadro de dor abdominal e massa palpável em flanco esquerdo, além de hematúria. Foi solicitada uma tomografia computadorizada de abdômen com contraste, que revelou tumor solitário compatível com carcinoma de células renais. Após o estadiamento, optou-se por nefrectomia radical.” Considerado a epidemiologia desta patologia, qual o subtipo histológico esperado desta peça?
Homem de 78 anos com DPOC (GOLD grau III – grupo E) é levado ao hospital pelo serviço pré-hospitalar (SAMU). Há 3 dias, ele evolui com piora da dispneia e aumento do volume e purulência do escarro. À chegada no hospital, ele está sonolento; temperatura: 37,8 ºC; oximetria de pulso com saturação de 100%; frequência cardíaca: 110 bpm; pressão arterial: 132 x 75 mmHg; frequência respiratória: 30 ipm; ausculta pulmonar com sibilos difusos. Radiografia de tórax mostra campos pulmonares hiperinsuflados, mas sem consolidação. Exames séricos: proteína C reativa: 4,5 mg/dL (normal: até 1,0); neutrófilos: 12210/mm3. Gasometria arterial à chegada (máscara de oxigênio): pH: 7,28; PCO2: 76 mmHg; PO2: 162 mmHg; bicarbonato: 33 mEq/L.
Nesse momento, o próximo passo recomendado é
“Um paciente de 75 anos, etilista, apresenta quadro de cefaleia, febre e rigidez de nuca há um dia. Foi feita punção lombar que revelou celularidade: 1.000 células/mm³ com 65% de polimorfonucleares, glicose: 10 mg/dL e proteínas: 70 mg/dL. A coloração por Gram revelou bacilos Gram-positivos.” De acordo com a história e os resultados dos exames, e em caso de positividade na cultura do líquor deste paciente, assinale o micro-organismo que provavelmente será encontrado.

Diagnóstico Diferencial em Dor Torácica

Paciente de 58 anos, tabagista, chega ao PS com dor precordial opressiva de 40 minutos, irradiada para mandíbula, associada a sudorese fria. O ECG mostra supradesnivelamento de ST em V2-V4. Qual a conduta IMEDIATA?

“Paciente do sexo masculino, 60 anos de idade, etilista e tabagista, apresenta há dois dias quadro de febre com calafrios, tosse produtiva, dispneia, dor torácica e diarreia. Ao exame físico: regular estado geral, consciente, dispneico, temperatura axilar: 41°C, FC: 90 bpm, PA: 116 x 76 mmHg, MV +, crepitações em base esquerda, FR: 32 irpm. Laboratório: Hb: 11 g/dL, Leucócitos: 16.000/mm³, Plaquetas: 170.000/mm³, Na: 130mEq/L, K: 5,0 mEq/L, Ureia: 20 mg/dL, Creatinina: 0,9 mg/dL e TGO (AST): 250 UI/L. Radiografia de tórax: infiltrado broncopneumônico em base pulmonar esquerda.” As alterações apresentadas por este paciente sugerem a seguinte etiologia para a pneumonia:
“Um homem de 75 anos apresenta queixa de fadiga há dois anos e aparecimentos de grandes equimoses com pequenos traumas. Foi solicitado hemograma: Hb: 8,5 g/dL; Ht: 27%; Leucócitos: 60.000 (segmentados = 15%, linfócitos = 78%, eosinófilos = 1% e monócitos = 6%); Plaquetas: 55.000/mm³. Ao exame físico: linfadenopatia cervical. Exame abdominal sem alterações. Na investigação diagnóstica posterior, constatou-se leucemia linfocítica crônica.” Qual é o estadiamento de RAI deste paciente?
“Um senhor de 75 anos comparece à consulta com queixa de epigastralgia, anorexia e emagrecimento de 12 kg nos últimos 4 meses. Apresentava o diagnóstico prévio de gastrite crônica atrófica. No exame clínico suspeita-se de disseminação linfática devido à palpação de linfonodo endurecido em região supraclavicular esquerda e em região periumbilical.” De acordo com tais informações, qual das características a seguir é mais compatível ao subtipo difuso de Lauren?
Uma paciente de 23 anos realizou ultrassonografia abdominal de rotina, na qual foi observado nódulo sólido de 4 cm de diâmetro no fígado. Foi realizada tomografia abdominal com contraste venoso trifásico, que mostrou lesão hipercaptante, bem circunscrita, com cicatriz central localizada em segmento VII do fígado.
Dentre os diagnósticos abaixo, o mais provável é:
Sobre a epidemiologia e fatores de risco para a hipertensão arterial (HA), analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa correta.
I. Há maior prevalência de HA ou elevação dos níveis pressóricos naqueles que ingeriam seis ou mais doses ao dia, o equivalente a 30 g de álcool/dia: 1 garrafa de cerveja, 2 taças de vinho ou 1 dose (de destilados. Esse limite deve ser reduzido à metade para mulheres.
II. Há clara evidência que sustenta a relação entre a apneia obstrutiva do sono e a HA e o aumento do risco para HA resistente. Existe uma associação mais forte de caucasianos e pacientes do sexo feminino.
III. A diminuição do peso promove a diminuição da pressão arterial tanto em indivíduos normotensos quanto em hipertensos.

Estão corretas as afirmativas:
Uma paciente de 55 anos acaba de receber o laudo histopatológico da biópsia de mama. Ao ler o laudo você conclui por um câncer de mama associado ao tipo histológico mais comumente observado (responsável por 90 % dos casos).

De acordo com o caso descrito, é correto afirma que trata-se do carcinoma
Paciente do sexo feminino, 27 anos, procura atendimento médico com queixa de episódios frequentes de cefaleia bilateral, de moderada intensidade, sem fotofobia, que piora no final do dia e com situações de estresse.

A medicação indicada para profilaxia desse quadro é:

Após a chegada de paciente de 66 anos com pneumonia comunitária, o residente de clínica médica precisou revisar alguns pontos sobre o tema. O paciente estava prostrado e desorientado. Sua frequência respiratória era de 35 irpm e sua pressão arterial, 100 x 60 mmHg. Não havia qualquer comorbidade descompensada ou internação prévia. O paciente era hipertenso leve em bom controle.

Sobre a condução nessa primeira abordagem, é correto afirmar que:

Mulher, 52 anos, relata dificuldade para iniciar o sono e acorda várias vezes durante a noite nos últimos 3 meses. Refere cansaço diurno, irritabilidade e dificuldade de concentração no trabalho. Nega uso de medicamentos, álcool ou substâncias estimulantes recentes. Relata estresse familiar.

Acerca da conduta frente à insônia na Atenção Primária à Saúde (APS), é CORRETO afirmar que compete ao médico:
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