Questões de Concursos
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Nada por aqui
Considere o texto do artigo da Constituição da República Federativa do Brasil abaixo transcrito
Art. 134 ……………………………… ……………………………… ………………………
[…]
§ 2º Às Defensorias Públicas Estaduais são asseguradas autonomia funcional e administrativa e a iniciativa de sua proposta orçamentária dentro dos limites estabelecidos na lei de diretrizes orçamentárias e subordinação ao disposto no art. 99, § 2º.
A partir da análise do parágrafo especificado, tendo em vista as decisões em sede de controle concentrado de constitucionalidade e as constatações doutrinárias, a norma em destaque, com relação à classificação quanto a sua eficácia, é
As boazinhas que me perdoem
Qual o elogio que uma mulher adora receber? Bom, se você está com tempo, pode-se listar aqui uns 700: mulher adora que verbalizem seus atributos, sejam eles físicos ou morais. Diga que ela é uma mulher inteligente, e ela irá com a sua cara. Diga que ela tem um ótimo caráter e um corpo que é uma provocação, e ela decorará o seu número. Fale do seu olhar, da sua pele, do seu sorriso, da sua presença de espírito, da sua aura de mistério, de como ela tem classe: ela achará você muito observador e lhe dará uma cópia da chave de casa. Mas não pense que o jogo está ganho: manter o cargo vai depender da sua perspicácia para encontrar novas qualidades nessa mulher poderosa, absoluta. Diga que ela cozinha melhor que a sua mãe, que ela tem uma voz que faz você pensar obscenidades, que ela é um avião no mundo dos negócios. Fale sobre sua competência, seu senso de oportunidade, seu bom gosto musical. Agora quer ver o mundo cair? Diga que ela é muito boazinha.
Descreva uma mulher boazinha. Voz fina, roupas pastéis, calçados rente ao chão. Aceita encomendas de doces, contribui para a igreja, cuida dos sobrinhos nos finais de semana. Disponível, serena, previsível, nunca foi vista negando um favor. Nunca teve um chilique. Nunca colocou os pés num show de rock. É queridinha. Pequeninha. Educadinha. Enfim, uma mulher boazinha.
Fomos boazinhas por séculos. Engolíamos tudo e fingíamos não ver nada, ceguinhas. Vivíamos no nosso mundinho, rodeadas de panelinhas e nenezinhos. A vida feminina era esse frege: bordados, paredes brancas, crucifixo em cima da cama, tudo certinho. Passamos um tempão assim, comportadinhas, enquanto íamos alimentando um desejo incontrolável de virar a mesa. Quietinhas, mas inquietas.
Até que chegou o dia em que deixamos de ser as coitadinhas. Ninguém mais fala em namoradinhas do Brasil: somos atrizes, estrelas, profissionais. Adolescentes não são mais brotinhos: são garotas da geração teen. Ser chamada de patricinha é ofensa mortal. Quem gosta de diminutivos, definha.
Ser boazinha não tem nada a ver com ser generosa. Ser boa é bom, ser boazinha é péssimo. As boazinhas não têm defeitos. Não têm atitude. Conformam-se com a coadjuvância. PH neutro. Ser chamada de boazinha, mesmo com a melhor das intenções, é o pior dos desaforos.
Mulheres bacanas, complicadas, batalhadoras, persistentes, ciumentas, apressadas, é isso que somos hoje. Merecemos adjetivos velozes, produtivos, enigmáticos. As inhas não moram mais aqui. Foram para o espaço, sozinhas.
MEDEIROS, Martha. Liberdade Crônica. Porto Alegre: L&PM, 2014.
Leia o caso clínico, abaixo, para responder a questão:
M.Z.G, sexo masculino, 6 meses. A mãe refere que a criança apresenta febre alta há 10 dias de 39º a 40º, associado à tosse seca esporádica e coriza hialina. Há 6 dias, febre persistente e alta, melhorando, temporariamente, com a medicação. A criança passou a apresentar vômitos, diversas vezes ao dia, contendo leite, sem sangue, além de diarreia (cerca de 7 evacuações ao dia), com fezes líquidas, amareladas, sem muco ou sangue. Relatou, ainda, extrema irritabilidade à mobilização da cabeça durante o banho. Há dois dias, houve melhora da diarreia, porém persistência da febre alta e vômitos.
EXAME FÍSICO
O lactente apresenta-se choroso, hipocorado (2+/4+), desidratado (2+/4+), acianótico, anictérico, febril ao toque, taquipneico, BNF sem sopros, RCR, em 2T. FC = 160 bpm; AR = MV+, com estertores bilaterais. FR=72 ipm; Abdome globoso, Rh+, flácido. Palpação dificultada pelo choro. Boa perfusão periférica, sem edemas. Oroscopia: monilíase oral. SNC: fontanela anterior normotensa, 2 polpas digitais. Dor ao fletir o pescoço.
HD: meningite meningocócica.