Questões de Concursos

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Uma mulher de 29 anos procura tratamento relatando pensamentos repetitivos de contaminação e necessidade de lavar as mãos dezenas de vezes ao dia para aliviar a ansiedade. Reconhece que os pensamentos são excessivos, mas sente forte compulsão em realizar os rituais. O terapeuta propõe exposição gradual ao objeto temido (sujeira) e prevenção da resposta compulsiva (não lavar as mãos imediatamente).

Segundo Rangé (2011), a técnica terapêutica cognitivocomportamental utilizada nesse caso é denominada:
Considere os seguintes modelos de séries de tempo:

I. Yt = 1 + Yt–1 + εt
II. Yt = εt – εt–1
III. Yt = 0,8Yt–1 + 0,2Yt–2 + εt

Sabendo-se que εt representa um ruído branco, considerando os modelos dados, é correto afirmar que Yt representa uma variável estacionária de segunda ordem apenas em
Em março de 1990, foi instituído o plano Collor, que bloqueou temporariamente grande parte dos saldos em conta corrente e cadernetas de poupança acima de um determinado valor. A respeito o plano Collor, assinale a alternativa correta.
Um jovem, vítima de um acidente de motocicleta, chega a um serviço de urgência com quadro de queda da pressão arterial, com hemoglobina baixa, dor à palpação de abdômen e distensão abdominal. É encaminhado para laparotomia e durante a cirurgia tem uma parada cardíaca. Verifica-se rompimento de fígado e baço. Assinale a a alternativa correta quanto à causa básica a ser registrada na declaração de óbito.
A questão entre liturgia, martyria (testemunho) e diaconia (serviço) é central na compreensão pós-conciliar da missão da Igreja.
Considerando a teologia litúrgica contemporânea, assinale a alternativa que expressa corretamente essa relação.
Nos termos do Código de Processo Penal, é correto afirmar que a competência será determinada pela continência,

O jornal e sua importância na escola

Os estudantes do 4º ano de uma escola municipal de Boa Vista, capital de Roraima, queriam saber como se faz um jornal, esse importante meio de comunicação social, como é impresso e onde os jornalistas buscam as informações, além de comentarem sobre as seções de que mais gostavam e as notícias que tinham lido em casa com suas famílias.

Esse bate-papo com os alunos aconteceu durante a visita que fiz para realizar uma formação de professores da rede municipal de ensino. O assunto foi sobre como potencializar o uso do jornal na escola.

Quando tem a chance de se informar por meio de um veículo de imprensa adequado, a criança se sente inserida na situação, percebe que as notícias também são produzidas para ela – o que, por consequência, proporciona que se veja como parte integrante e ativa da sociedade. É o que os educadores promovem ao realizar frequentemente rodas de leitura e comentários sobre as matérias com linguagem adequada ao público infantojuvenil ou quando elaboram a produção do jornal da turma tendo como referência as leituras jornalísticas realizadas.

De acordo com a pesquisadora Délia Lerner, precisamos ensinar os alunos a ler e a escrever os gêneros textuais reais da mesma forma como fazem os leitores e escritores adultos ou do mundo fora da escola.

Além disso, saber que estão produzindo um texto que não ficará esquecido dentre as páginas de um caderno e que poderá ser lido por muitas pessoas, e não apenas pelo professor, torna o trabalho muito mais significativo e envolvente. É a realidade trazida pela leitura de notícias, na ponte que o jornal cria entre a escola e a mundo.

(Jacqueline de Grandi. “O jornal e sua importância na escola”. https://www1.folha.uol.com.br/opiniao, 14.08. 2022. Adaptado)

No trecho “Os estudantes do 4º ano de uma escola municipal de Boa Vista, capital de Roraima, queriam saber como se faz um jornal, esse importante meio de comunicação social, como é impresso...”, empregam- -se as vírgulas nas expressões destacadas com a finalidade de indicar o sentido de
Homem de 45 anos apresenta melena. Ele fuma 20 cigarros por dia há 20 anos. Não usa nenhum medicamento e está em bom estado geral. A endoscopia mostra uma úlcera duodenal com base limpa (Forrest III).
Nessa circunstância, é correto afirmar:

O desemprego e a renitente crise econômica, ___________ após mais de dois anos de pandemia, têm provocado efeitos nefastos na já precária _________ habitacional da cidade de São Paulo. Para parte da população mais vulnerável, a solução entre comer e pagar o aluguel é viver em favelas – isso sem contar os que não conseguem escapar da situação de rua: o número de _________ avançou 31% durante a crise sanitária, atingindo ao menos 31.884 pessoas.

(Expulsos de casa. Editorial. Folha de S.Paulo, 27.06.2022. Adaptado)

De acordo com a norma-padrão, as lacunas do texto devem ser preenchidas, respectivamente, com os termos:
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do texto a seguir.

“Os estudos de utilização de antimicrobianos são importantes para as ações de controle de infecção hospitalar. A DDD (dose diária definida) é ________e representa a dose diária média de cada fármaco na sua indicação principal para adultos. Ela é expressa na forma de peso da substância ativa em gramas, miligramas, UI e outros. Sua grande vantagem é permitir estudos comparativos intra e interinstitucionais, em distintos períodos de tempo e no conteúdo ___________das especialidades farmacêuticas. A DUR (drug utilization review) é um método que fornece subsídios para melhorar a utilização de medicamentos na instituição. Ela contribui para diagnosticar a_________ da utilização de um fármaco.”

(Adaptado de GOMES, M.J.V.M e REIS, A.M.M. Ciências Farmacêuticas: Uma Abordagem em Farmácia Hospitalar. 1a ed.)
Paciente procura assistência médica por aumento progressivo do volume abdominal, sendo detectada ascite. Exames séricos: hemoglobina: 11,1 g/dL; leucócitos: 6600/mm3; plaquetas: 135000/mm3; bilirrubina: 0,9 mg/dL; creatinina: 0,8 mg/dL; fosfatase alcalina: 120 U/L; alanina aminotransferase: 25 U/L; albumina: 3 g/dL; tempo de protrombina com RNI de 1,7. Exames do líquido ascítico: leucócitos: 96/mm3(85% linfócitos); albumina: 1,5 g/dL; proteína: 2 g/dL; coloração de Gram: sem organismos.
Considerando a principal hipótese diagnóstica, é correto afirmar acerca dessa patologia:

Mulher de 47 anos que recebeu um transplante de fígado há 6 meses desenvolve sinais meníngeos e febre. A análise do líquido cefalorraquidiano com tinta nanquim revela uma infecção fúngica.

Nessa circunstância, a etiologia mais provável é

Leia o texto a seguir para responder à questão.


A vida humana


Certa feita, segundo os índios bororo, a pedra e a taquara deram início a um debate para saber qual das duas se assemelhava mais à vida humana.

– Sem dúvida alguma, a vida humana se parece mais comigo – disse a pedra, categoricamente –, pois a vida humana é tão resistente sobre a Terra quanto as pedras.

Neste ponto, a taquara contestou:

– De forma alguma, amiga pedra. A vida humana se parece comigo, e não com você. Os homens morrem como as taquaras, ao invés de durarem perpetuamente como as pedras.

A pedra alterou-se ligeiramente.

– Ora, tolices! A vida humana se parece comigo! Não vê, então, como ela resiste ao frio e ao calor, não se dobrando nem ao vento, nem às intempéries?

– Não, não, enganas-te – disse a taquara. – O homem, na verdade, tem bem pouco de pedra. Ele morre como nós, as taquaras, morremos, porém renasce nos seus filhos.

Então, mostrando à pedra os seus filhos – a taquara estava dentro de um enorme e ruidoso taquaral –, ela pôs, por assim dizer, uma pedra sobre a questão:

– Veja como somos parecidos com os homens: somos maleáveis, temos a pele frágil e, finalmente, nos reproduzimos sem parar.

Então a pedra, reconhecendo a derrota, ficou muda e nunca mais disse palavra.


(Franchini, A. S. As 100 Melhores Lendas do Folclore Brasileiro)


Assinale a frase que está coerente com o sentido do texto e em conformidade com a norma-padrão de concordância nominal.

Leia o texto para responder à questão.


Qual é o papel de um museu que conta histórias de vida?

O Museu da Pessoa foi criado em 1991 com o objetivo de registrar e preservar histórias de vida de todo e qualquer indivíduo. A ideia é valorizar essas memórias e torná-las uma fonte de compreensão, conhecimento e conexão entre as pessoas, dos narradores aos visitantes que a instituição atrai.

O Museu da Pessoa é colaborativo, ou seja, qualquer pessoa pode se voluntariar para contar sua história. Todas as pessoas que se dispõem a falar são entrevistadas por colaboradores da instituição, que durante longas conversas buscam estimular os participantes a lembrar os detalhes de sua trajetória. É possível encontrar nos arquivos histórias de professores, poetas, comerciantes e trabalhadores rurais, de variadas idades e regiões do país.

A curadora e fundadora do Museu da Pessoa, Karen Worcman, teve a ideia de criar a instituição no fim dos anos 1980, quando participou de um projeto de entrevistas com imigrantes no Rio e percebeu que os depoimentos ouvidos ajudavam a contar a história mais ampla do país. Mais de 25 anos depois da fundação do museu, Worcman pensa o mesmo. “A história de cada pessoa é uma perspectiva única sobre a história comum que todos nós vivemos como sociedade”, disse a curadora ao jornal Nexo.

Para Worcman, as narrativas do acervo podem fazer o público do museu não só conhecer a vida de outras pessoas mas também “aprender sobre o mundo e a sociedade com o olhar do outro”. Abertas a outros pontos de vista, as pessoas transformam seu modo de ver o mundo e criam uma sociedade mais justa e igualitária.

(Mariana Vick, Nexo Jornal, 29 de junho de 2020. Adaptado)




Considere os enunciados:

•  O Museu da Pessoa possibilita______ qualquer indivíduo o registro de suas memórias.

•  Devido_________ entrevistas realizadas por colaboradores da instituição, é possível encontrar histórias de muitas pessoas, de variadas idades e regiões do país.

•  A instituição___________ qual Karen Worcman estava vinculada realizava entrevistas com imigrantes no Rio de Janeiro.

Em conformidade com as considerações de Almeida (2006), no Dicionário de questões vernáculas, sobre o emprego do acento indicativo de crase, as lacunas dos enunciados devem ser preenchidas, respectivamente, com:

Homem de 45 anos com diabetes tipo 1 apresenta quadro de fortes dores abdominais. Relata que há 3 dias parou de usar a insulina. Ele está afebril, com frequência cardíaca de 120 bpm, pressão arterial de 100 x 65 mmHg, frequência respiratória de 32/min e saturação de oxigênio de 98% em ar ambiente. O exame físico é relevante desidratação 2+/4 e dor abdominal difusa moderada, sem sinais de peritonismo. Exames séricos: glicemia: 430 mg/dL; potássio: 3,0 mEq/L; bicarbonato arterial: 7 mEq/L. O eletrocardiograma mostra apenas taquicardia sinusal. Ele recebe 3 litros de cloreto de sódio a 0,9% e insulina IV em bolo (15 unidades), seguida de bomba de infusão contínua (0,1 U/kg/hora de insulina). Algumas horas depois, ele sofre uma parada cardíaca.
A etiologia mais provável dessa evolução é

Mulher de 52 anos, com hipertensão arterial e diabete tipo 2, apresenta quadro súbito de fraqueza no lado direito do corpo há 2 horas. O exame físico revela déficit do lado direito do corpo. Não há anormalidades sensoriais e a linguagem é preservada. Escala de Glasgow: 15. Glicemia capilar: 138 mg/dL. Tomografia de crânio sem contraste não mostra alterações relevantes.

A mais provável localização dos achados descritos é

Leia o texto para responder à questão.

Qual é o papel de um museu que
conta histórias de vida?


O Museu da Pessoa foi criado em 1991 com o objetivo de registrar e preservar histórias de vida de todo e qualquer indivíduo. A ideia é valorizar essas memórias e torná-las uma fonte de compreensão, conhecimento e conexão entre as pessoas, dos narradores aos visitantes que a instituição atrai.
O Museu da Pessoa é colaborativo, ou seja, qualquer pessoa pode se voluntariar para contar sua história. Todas as pessoas que se dispõem a falar são entrevistadas por colaboradores da instituição, que durante longas conversas buscam estimular os participantes a lembrar os detalhes de sua trajetória. É possível encontrar nos arquivos histórias de professores, poetas, comerciantes e trabalhadores rurais, de variadas idades e regiões do país.
A curadora e fundadora do Museu da Pessoa, Karen Worcman, teve a ideia de criar a instituição no fim dos anos 1980, quando participou de um projeto de entrevistas com imigrantes no Rio e percebeu que os depoimentos ouvidos ajudavam a contar a história mais ampla do país. Mais de 25 anos depois da fundação do museu, Worcman pensa o mesmo. “A história de cada pessoa é uma perspectiva única sobre a história comum que todos nós vivemos como sociedade”, disse a curadora ao jornal Nexo.
Para Worcman, as narrativas do acervo podem fazer o público do museu não só conhecer a vida de outras pessoas mas também “aprender sobre o mundo e a sociedade com o olhar do outro”. Abertas a outros pontos de vista, as pessoas transformam seu modo de ver o mundo e criam uma sociedade mais justa e igualitária.


(Mariana Vick, Nexo Jornal, 29 de junho de 2020. Adaptado)

De acordo com Bechara (2019), uma oração subordinada adjetiva pode ter valor explicativo ou restritivo, a depender do fato de ela modificar ou não a referência do antecedente. Com base na distinção feita pelo autor, assinale a alternativa em que está destacada uma oração subordinada adjetiva restritiva.

Leia o texto para responder à questão.

Qual é o papel de um museu que
conta histórias de vida?


O Museu da Pessoa foi criado em 1991 com o objetivo de registrar e preservar histórias de vida de todo e qualquer indivíduo. A ideia é valorizar essas memórias e torná-las uma fonte de compreensão, conhecimento e conexão entre as pessoas, dos narradores aos visitantes que a instituição atrai.
O Museu da Pessoa é colaborativo, ou seja, qualquer pessoa pode se voluntariar para contar sua história. Todas as pessoas que se dispõem a falar são entrevistadas por colaboradores da instituição, que durante longas conversas buscam estimular os participantes a lembrar os detalhes de sua trajetória. É possível encontrar nos arquivos histórias de professores, poetas, comerciantes e trabalhadores rurais, de variadas idades e regiões do país.
A curadora e fundadora do Museu da Pessoa, Karen Worcman, teve a ideia de criar a instituição no fim dos anos 1980, quando participou de um projeto de entrevistas com imigrantes no Rio e percebeu que os depoimentos ouvidos ajudavam a contar a história mais ampla do país. Mais de 25 anos depois da fundação do museu, Worcman pensa o mesmo. “A história de cada pessoa é uma perspectiva única sobre a história comum que todos nós vivemos como sociedade”, disse a curadora ao jornal Nexo.
Para Worcman, as narrativas do acervo podem fazer o público do museu não só conhecer a vida de outras pessoas mas também “aprender sobre o mundo e a sociedade com o olhar do outro”. Abertas a outros pontos de vista, as pessoas transformam seu modo de ver o mundo e criam uma sociedade mais justa e igualitária.


(Mariana Vick, Nexo Jornal, 29 de junho de 2020. Adaptado)

Assinale a alternativa correta quanto à norma-padrão de concordância verbal, em conformidade com o Manual de Redação da Presidência da República.
A alegria da música

Eu gosto muito de música clássica. Comecei a ouvir música clássica antes de nascer, quando ainda estava na barriga da minha mãe. Ela era pianista e tocava... Sem nada ouvir, eu ouvia. E assim a música clássica se misturou com minha carne e meu sangue. Agora, quando ouço as músicas que minha mãe tocava, eu retorno ao mundo inefável que existe antes das palavras, onde moram a perfeição e a beleza.
Em outros tempos, falava-se muito mal da alienação. A palavra “alienado” era usada como xingamento. Alienação era uma doença pessoal e política a ser denunciada e combatida. A palavraalienaçãovem do latimalienum, que quer dizer “que pertence a um outro”. Daí a expressãoalienar um imóvel. Pois a música produz alienação: ela me faz sair do meu mundo medíocre e entrar num outro, de beleza e formas perfeitas. Nesse outro mundo eu me liberto da pequenez e das picuinhas do meu cotidiano e experimento, ainda que momentaneamente, uma felicidade divina. A música me faz retornar à harmonia do ventre materno. Esse ventre é, por vezes, do tamanho de um ovo, como naRêverie, de Schumann; por vezes é maior que o universo, como noConcerto nº 3de Rachmaninoff. Porque a música é parte de mim, para me conhecer e me amar é preciso conhecer e amar as músicas que amo.
Agora mesmo estou a ouvir uma fita cassete que me deu Ademar Ferreira dos Santos, um amigo português. Viajávamos de carro a caminho de Coimbra. O Ademar pôs música a tocar. Ele sempre faz isso. Fauré, numa transcrição para piano. A beleza pôs fim à nossa conversa. Nada do que disséssemos era melhor do que a música. A música produz silêncio. Toda palavra é profanação. Faz-se silêncio porque a beleza é uma epifania do divino, ouvir música é oração. Assim, eu e o Ademar adoramos juntos no altar da beleza. Terminada a viagem, o Ademar retirou a fita e m’a deu. “É sua”, ele disse de forma definitiva. Protestei. Senti-me mal, como se fosse um ladrão. Mas não adiantou. Existem gestos de amizade que não podem ser rejeitados. Assim, trouxe comigo um pedaço do Ademar que é também um pedaço de mim.

(Rubem Alves,Na morada das palavras.Adaptado)

A frase do texto caracterizada por um pressuposto é:
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