“Tomemos um exemplo. Alguém diz que em alguma parte do oceano há uma ilha que, por
causa da finalidade, ou melhor, da impossibilidade de encontrar aquilo que não existe, alguns
chamam ‘Perdida’. Eles fabulam que, muito mais do que se diz das ilhas afortunadas, esta ilha
é opulenta pela sua inestimável abundância de todo tipo de riqueza e de toda delícia; e eu, sem
possuidor ou habitante qualquer, seja superior pela superabundância de bens a todas as outras
terras habitadas em todo lugar pelos homens. Que alguém me diga tudo isso, e eu
compreenderei facilmente este dizer, no qual não há nenhuma dificuldade”
Fonte: Anselmo. Proslogion. In: Reali, G. & Antiseri, D. História da Filosofia – Patrística e Escolástica. Volume 2.
São Paulo: Paulus, 2023.
A Ilha Perdida é uma metáfora que antepôs o Liber pro Insipiente de Gaunilon (e retomado por
Tomás) e o Liber Apologeticus de Anselmo (e retomado por Descartes). Sobre a prova a priori
da existência de Deus, como defendida por Anselmo no argumento ontológico, é CORRETO
afirmar:
O Brasil é um país de proporções continentais: seus 8,5 milhões km² ocupam quase a metade
da América do Sul e abarcam várias zonas climáticas – como o trópico úmido no Norte, o semiárido no Nordeste e áreas temperadas no Sul. Evidentemente, estas diferenças climáticas
levam a grandes variações ecológicas, formando zonas biogeográficas distintas ou biomas: a
Floresta Amazônica; o Pantanal; o Cerrado; a Caatinga; os campos dos Pampas; e a Mata
Atlântica. Além disso, o Brasil possui uma costa marinha de 3,5 milhões km², que inclui
ecossistemas como recifes de corais, dunas, manguezais, lagoas, estuários e pântanos.
A variedade de biomas reflete a enorme riqueza da flora e da fauna brasileiras: o Brasil abriga
a maior biodiversidade do planeta. Esta abundante variedade de vida – que se traduz em mais
de 20% do número total de espécies da Terra – eleva o Brasil ao posto de principal nação entre
os 17 países megadiversos (ou de maior biodiversidade).
Além disso, muitas das espécies brasileiras são endêmicas, e diversas espécies de plantas de
importância econômica mundial – como o abacaxi, o amendoim, a castanha do Brasil (ou do
Pará), a mandioca, o caju e a carnaúba – são originárias do Brasil.
Mas não é só: o país abriga também uma rica sociobiodiversidade, representada por mais de
200 povos indígenas e por diversas comunidades – como quilombolas, caiçaras e seringueiros,
para citar alguns – que reúnem um inestimável acervo de conhecimentos tradicionais sobre a
conservação da biodiversidade.
Porém, apesar de toda esta riqueza em forma de conhecimentos e de espécies nativas, a maior
parte das atividades econômicas nacionais se baseia em espécies exóticas: na agricultura, com
cana-de-açúcar da Nova Guiné, café da Etiópia, arroz das Filipinas, soja e laranja da China, cacau
do México e trigo asiático; na silvicultura, com eucaliptos da Austrália e pinheiros da América
Central; na pecuária, com bovinos da Índia, equinos da Ásia e capins africanos; na piscicultura,
com carpas da China e tilápias da África Oriental; e na apicultura, com variedades de abelha
provenientes da Europa e da África.
Este paradoxo traz à tona uma ideia premente: é fundamental que o Brasil intensifique as
pesquisas em busca de um melhor aproveitamento da biodiversidade brasileira – ao mesmo
tempo mantendo garantido o acesso aos recursos genéticos exóticos, também essenciais ao
melhoramento da agricultura, da pecuária, da silvicultura e da piscicultura nacionais. Como se sabe, a biodiversidade ocupa lugar importantíssimo na economia nacional: o setor de
agroindústria, sozinho, responde por cerca de 40% do PIB brasileiro (calculado em US$ 866
bilhões em 1997); o setor florestal, por sua vez, responde por 4%; e o setor pesqueiro, por 1%.
Na agricultura, o Brasil possui exemplos de repercussão internacional sobre o desenvolvimento
de biotecnologias que geram riquezas por meio do adequado emprego de componentes da
biodiversidade. Produtos da biodiversidade respondem por 31% das exportações brasileiras, com destaque
para o café, a soja e a laranja. As atividades de extrativismo florestal e pesqueiro empregam
mais de três milhões de pessoas. A biomassa vegetal, incluindo o etanol da cana-de-açúcar, e
a lenha e o carvão derivados de florestas nativas e plantadas respondem por 30% da matriz
energética nacional – e em determinadas regiões, como o Nordeste, atendem a mais da metade
da demanda energética industrial e residencial. Além disso, grande parte da população
brasileira faz uso de plantas medicinais para tratar seus problemas de saúde.
Por tudo isso, o valor da biodiversidade é incalculável.
Sua redução compromete a sustentabilidade do meio ambiente, a disponibilidade de recursos
naturais e, assim, a própria vida na Terra. Sua conservação e uso sustentável, ao contrário,
resultam em incalculáveis benefícios à Humanidade.
Neste contexto, como abrigo da mais exuberante biodiversidade do planeta, o Brasil reúne
privilégios e enorme responsabilidade.
Adaptado de: https://antigo.mma.gov.br/biodiversidade/biodiversidade-brasileira.html.
No âmbito das entidades do setor público, quando o fato gerador do passivo ocorre antes ou no momento do empenho da despesa orçamentária, indique o procedimento contábil a ser seguido:
Com base no Manual de Contabilidade Aplicada ao Setor Público (MCASP), a despesa orçamentária e a receita orçamentária são classificadas em duas categorias econômicas: corrente e de capital. Classifique as despesas/receitas a seguir de acordo com as RESPECTIVAS categorias econômicas:
I. Despesa com aquisição de livros para biblioteca pública. II. Despesa com serviços de manutenção para manter o bem em condições normais de operação, não resultando em aumento relevante da vida útil do bem. III. Receita com a alienação de ativo imobilizado. IV. Receita com contribuições de melhoria.
Para Maria da Glória Gohn, “(...) podemos dizer que a respeito dos movimentos sociais
temos as seguintes correntes teóricas: a histórico-estrutural, a culturalista-identitária e a
institucional/organizacional-comportamentalista.” (2014. p. 27). Com base nas ideias da
autora, qual das alternativas abaixo melhor representa a corrente teórica histórico-estrutural?
Segundo Filatro e Cavalcanti (2023), as metodologias denominadas Inov-Ativas podem ser
divididas em (Cri)ativas, Ágeis, Imersivas e Analíticas. Sobre esse tema, avalie as três afirmações
a seguir:
I. As metodologias (Cri)ativas são centradas no protagonismo do aluno, foco nos papéis e
nas atividades.
II. As metodologias Ágeis usam a mobilidade tecnológica e conexão contínua, foco na
duração e nos conteúdos.
III. As metodologias (Cri)ativas dependem muito da atuação humana – professores, alunos,
especialistas, representantes da comunidade – enquanto as metodologias Ágeis, Imersivas
e Analíticas valorizam a contribuição das mídias e tecnologias na educação.
Alguns autores, como Marco Antonio Moreira, no livro Teorias de Aprendizagem (2011),
afirmam que o termo Teoria de Aprendizagem é utilizado sem muito rigor, e que a Teoria de
Piaget, ou a Teoria dos Constructos de George Kelly, também entram no rol de teorias de
aprendizagem, e até o construtivismo é tratado como uma teoria da aprendizagem. Assim,
considere as seguintes afirmações:
I. Pelo fato de a definição de Teoria da Aprendizagem não ser rigorosa, não se pode associála à aprendizagem cognitiva.
II. Conceitualmente, Teoria de Aprendizagem é uma construção humana para interpretar de
forma sistemática uma área do conhecimento.
III. Uma das justificativas para não ser rigoroso com o termo Teoria de Aprendizagem, é que
a própria definição de aprendizagem leva a muitos significados.
Takeuchi e Nonaka (2008) descrevem, com base em pesquisas e envolvimento em
iniciativas reais de criação de conhecimento organizacional, os seguintes Promotores do
Conhecimento, EXCETO:
“[...] as citações dos profetas incluídas nos evangelhos abriram uma gama de possibilidades
icônicas de todo imprevisíveis”.
Texto extraído de: GINZBURG, Carlo. Olhos de madeira: nove reflexões sobre a distância. São Paulo: Companhia
das Letras, 2001, p. 116.
No capítulo Ecce, da mencionada obra, o historiador italiano propõe-se a contatar as análises
sobre o Novo Testamento e a iconografia cristã. Sobre essa proposta analítica e suas
conclusões, é CORRETO afirmar:
A compostagem é um processo de tratamento biológico aeróbico que transforma resíduos
orgânicos em um material estabilizado, chamado de composto ou húmus. As tecnologias de
compostagem podem ser divididas em três grupos, são eles:
A vulnerabilidade ambiental é muito preocupante nas últimas décadas, e parece continuar
sendo nos dias futuros se a humanidade não reduzir o consumo e a demanda por recursos
naturais. Nesse contexto, qualquer análise deve fundamentar-se na avaliação das taxas de
extração e de regeneração dos recursos naturais. Para reverter a vulnerabilidade ambiental, é
CORRETO
“Nem a mão nua, nem o intelecto abandonado a si mesmo têm poder. Os resultados são
alcançados com instrumentos e com auxílios e destes tem necessidade não menos o intelecto
do que a mão. Como os instrumentos ampliam e regem o movimento da mão, também os
instrumentos da mente guiam ou mantêm o intelecto”
Fonte: Francis Bacon. Novum Organum. In: Reali, G. & Antiseri, D. História da Filosofia – Do Humanismo a
Descartes. Volume 3. São Paulo: Paulus, 2023.
Sobre as teorias do filósofo inglês, da era industrial, Francis Bacon, é CORRETO afirmar:
O raio de um condutor esférico isolado e de potencial 400 V é igual a 5 cm. Use a
permissividade elétrica igual a 9 X10-12 C
2
/Nm2 e π = 3. A energia armazenada no condutor é,
APROXIMADAMENTE:
Ao configurar uma atividade no Moodle, alguns parâmetros são comuns entre as
ferramentas disponíveis. Assinale com V (VERDADEIRO) ou com F (FALSO) as afirmações feitas
sobre esses parâmetros e suas configurações:
( ) Ao configurar um questionário, na seção “Duração” é possível definir o dia e a hora que a
atividade será aberta e o dia e a hora para encerramento. Além disso, é possível configurar
um tempo limite que funciona como um cronômetro, marcando o tempo a partir do
momento que o(a) aluno(a) iniciou a atividade, limitando o tempo para a execução da
tarefa.
( ) Na seção “Nota”, quando estamos configurando um questionário, o parâmetro “Tentativas
permitidas” possibilita definir o número de vezes que o(a) aluno(a) pode tentar realizar
uma atividade, mesmo a atividade já tendo sido encerrada.
( ) Sobre a “Nota” de um questionário que pode ser respondido mais de uma vez, o Moodle
sempre pega a nota da última tentativa do(a) aluno(a).
( ) Ao configurar um questionário, na seção “Restrições extras nas tentativas”, é possível
definir uma senha para acessar a atividade através do parâmetro “Senha necessária”.
A sequência CORRETA de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é
“Portanto, diga que esta proposição ‘Deus existe’ em si mesma é por si evidente, porque o
predicado se identifica com o sujeito; Deus, com efeito, como veremos a seguir, é seu próprio
ser: porém, como ignoramos a essência de Deus, para nós não é evidente, mas necessita ser
demonstrada por meio das coisas que nos são mais conhecidas, apesar de que por si sejam
menos evidentes, isto é, por meio de efeitos”.
Fonte: São Tomás. A Suma Teológica, volume I. In: Reali, G. & Antiseri, D. História da Filosofia – Patrística e
Escolástica. Volume 2. São Paulo: Paulus, 2023.
Tomás de Aquino apresenta cinco vias a posteriori para demonstrar a existência de Deus. O
tomismo, por “repousar” no aristotelismo, parte dos entes do mundo para remontar o Princípio
que é Deus. Sobre as Cinco Vias de Tomás de Aquino, assinale a alternativa CORRETA:
Uma boia está com 75 % do volume submerso enquanto uma pessoa cochila sobre ela. O
corpo da pessoa está fora da água e sua massa é de 63 kg. A boia possui volume igual a 0,35 m3
.
A densidade da água em que a boia foi colocada é igual a 1000 kg/m3
. Qual é a densidade da
boia?
Na obra de Campos e Blikstein (2019), Martinelli reflete sobre a inovação na educação a
partir de dois conceitos fundamentais que abordam tanto a introdução de novos projetos e
práticas pedagógicas quanto a resposta a demandas de grupos de interesse específicos.
Considerando essa perspectiva, assinale a perspectiva CORRETA.
“A fenomenologia do espírito se conclui justamente com o ser como absolutamente
mediado. No curso da fenomenologia, o espírito prepara para si próprio o elemento do saber.
Neste elemento, os momentos do espírito se desdobram na forma da simplicidade, a qual sabe
o próprio objeto como si própria. Aqui os momentos não caem mais um fora do outro na
oposição entre ser e saber, mas permanecem juntos na simplicidade do saber, são o verdadeiro
na forma do verdadeiro, e sua diversidade é apenas diversidade do conteúdo. Seu movimento,
que no elemento do verdadeiro em forma de verdadeiro se estrutura em todo orgânico,
constitui a lógica ou filosofia especulativa”
Fonte: Hegel. Fenomenologia do Espírito. In: Reali, G. & Antiseri, D. História da Filosofia – Do Romantismo ao
Empiriocriticismo. Volume 5. São Paulo: Paulus, 2023.
A “Ciência do aparecer do espírito” ou a Fenomenologia em Hegel representa um processo de
elevação até o saber absoluto e em meio à dialética. Sobre a Filosofia hegeliana, é CORRETO
afirmar:
“O operário torna-se tanto mais pobre quanto mais produz riqueza, quanto mais sua produção
cresce em potência e extensão. O operário torna-se uma mercadoria tanto mais barata quanto
mais cria mercadorias. Com a valoração do mundo das coisas cresce em relação direta a
desvalorização do mundo dos homens. O trabalho não produz apenas mercadorias; ele produz
a si próprio e ao trabalhador como uma mercadoria, precisamente na proporção em que
produz mercadorias em geral” (Marx. Obras filosóficas da juventude. In: Reali, G. & Antiseri,D. História da Filosofia – Do Romantismo ao Empiriocriticismo. Volume 5. São Paulo: Paulus, 2023).
Sobre a Filosofia do Materialismo Histórico e Dialético, é CORRETO afirmar: