Questões de Concursos
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Nada por aqui
Leia o texto a seguir.
Processo lógico que orienta o comportamento racional na consecução de atividades intencionais voltadas para o futuro. Algo que deve ser definido pelas organizações para que possam traçar um caminho a ser seguido.
BERNARDONI, Doralice Lopes; CRUZ, June A. Westarb. Planejamento e
orçamento na administração pública. Curitiba: Ibpex, 2010.
O texto faz referência ao conceito de
Leia o Caso Clínico 2 para responder à questão.
Caso Clínico 2
Uma mulher chega à farmácia do bairro solicitando orientação farmacêutica. Ela relata que sua filha de 5 anos está com infecção do trato urinário (ITU) e iniciou naquele dia antibioticoterapia com 10 ml de solução oral de cefadroxil (250 mg/5 ml) de 12 em 12 horas. Segundo a mãe, após a administração da segunda dose, a filha vomitou e ela teve dúvidas de como proceder em relação ao medicamento administrado.
Leia o texto a seguir.
Os alunos surdos precisam ser acompanhados com o auxílio do intérprete da Língua de Sinais, profissional fluente na língua falada/sinalizada do seu país, qualificado para desenvolver essa função (Barbosa-Junior, 2011). De acordo com Quadros (2004, p. 27), o tradutor intérprete de Língua de Sinais é aquele “profissional que domina a Língua de Sinais e a língua falada do país e que é qualificado para desempenhar a função de intérprete da Libras. No Brasil, o intérprete da Língua de Sinais deve dominar a Língua Brasileira de Sinais e a língua portuguesa”.
Disponível em: < https://educacaopublica.cecierj.edu.br/artigos/17/14/o-papeldo-intrprete-de-libras-no-processo-de-ensino-aprendizagem-do-a-aluno-asurdo-a>. Acesso em: 3 mar. 2024.
Qual é o papel do intérprete de Libras, conforme destacado
no texto base?
Insônia infeliz e feliz
De repente os olhos bem abertos. E a escuridão toda escura. Deve ser noite alta. Acendo a luz da cabeceira e para o meu desespero são duas horas da noite. E a cabeça clara e lúcida. Ainda arranjarei alguém igual a quem eu possa telefonar às duas da noite e que não me maldiga. Quem? Quem sofre de insônia? E as horas não passam. Saio da cama, tomo café. E ainda por cima com um desses horríveis substitutos do açúcar porque Dr. José Carlos Cabral de Almeida, dietista, acha que preciso perder os quatro quilos que aumentei com a superalimentação depois do incêndio. E o que se passa na luz acesa da sala? Pensa-se uma escuridão clara. Não, não se pensa. Sente-se. Sente-se uma coisa que só tem um nome: solidão. Ler? Jamais. Escrever? Jamais. Passa-se um tempo, olha-se o relógio, quem sabe são cinco horas. Nem quatro chegaram. Quem estará acordado agora? E nem posso pedir que me telefonem no meio da noite pois posso estar dormindo e não perdoar. Tomar uma pílula para dormir? Mas e o vício que nos espreita? Ninguém me perdoaria o vício. Então fico sentada na sala, sentindo. Sentindo o quê? O nada. E o telefone à mão.
Mas quantas vezes a insônia é um dom. De repente acordar no meio da noite e ter essa coisa rara: solidão. Quase nenhum ruído. Só o das ondas do mar batendo na praia. E tomo café com gosto, toda sozinha no mundo. Ninguém me interrompe o nada. É um nada a um tempo vazio e rico. E o telefone mudo, sem aquele toque súbito que sobressalta. Depois vai amanhecendo.
As nuvens se clareando sob um sol às vezes pálido como uma lua, às vezes de fogo puro. Vou ao terraço e sou talvez a primeira do dia a ver a espuma branca do mar. O mar é meu, o sol é meu, a terra é minha. E sinto-me feliz por nada, por tudo. Até que, como o sol subindo, a casa vai acordando e há o reencontro com meus filhos sonolentos.
LISPECTOR, Clarice. A descoberta do mundo. Rio de Janeiro: Rocco, 1999.