Texto extraído de: NAPOLITANO, Marcos. Negacionismo e revisionismo histórico no século XXI. In: PINSKY, Jaime;
PINSKY, Carla Bassanezi. Novos combates pela história: desafios-ensino. São Paulo: Contexto, 2021, p.107.
Marcos Napolitano compreende que o professor deve estar preparado para lidar com situações e argumentos negacionistas em sala de aula. De modo a enfrentar esse desafio, não cabe ao professor, na visão do autor:
(Fonte: Agência Brasil, 27 de junho de 2024).
O texto faz referência à tentativa de golpe de Estado no(na)
O quilombo traz, como experiência, a presença de tecnologias e da cosmovisão africana na sua formação, durante o escravismo, e nas suas práticas de resistência. O jongo, manifestação que surge nas fazendas cafeeiras durante o século XIX, também estabelece essa relação. A representação do quilombo, como território que reorganizou as práticas africanas no Brasil associadas à resiliência, e do jongo, como filosofia de vida e prática organizada a partir de códigos trazidos do continente africano, seguem a linha de compreensão da formação da diáspora africana a partir da epistemologia da ancestralidade.
(Oliveira, 2009.)
Mostrar a presença das tecnologias africanas e afrodescendentes no Brasil implica, entre outros fatores:
Em relação à essência do texto apresentado, marque V ou F, conforme sejam verdadeiras ou falsas as afirmativas.
( ) Prioriza a utilização indiscriminada da tecnologia militar na solução dos conflitos interétnicos. ( ) Confirma a heterogeneidade cultural e a necessidade de preservá-la como fonte de conhecimento. ( ) Considera a era do globalismo como um fenômeno social em defesa das tradições culturais de cada povo. ( ) Defende o respeito às minorias e aos “excluídos da história”, a exemplo dos negros, dos gays e das mulheres. ( ) Enfatiza a responsabilidade dos ocidentais na busca pela convivência pacífica entre culturas diversas.
A alternativa que contém a sequência correta, de cima para baixo, é a
I. O final do século XVIII foi uma época de crise para os velhos regimes da Europa e seus sistemas econômicos. Foram décadas repletas de agitações políticas, chegando até o ponto de revoltas, de movimentos coloniais em busca de autonomia, às vezes atingindo a secessão. II. Sua base teórica foi cunhada, entre outros, pelo filósofo e pensador suíço Jean-Jacques Rousseau, um dos nomes mais destacados do pensamento conhecido como iluminismo, que concebia o homem como um ser livre, igual a seus semelhantes, com os quais deveria conviver fraternalmente. III. Entre todas as revoluções contemporâneas, a Revolução Francesa foi a única ecumênica. O fato de esse movimento ter rompido radicalmente com um sistema estabelecido havia pelo menos cinco séculos levou muitos pensadores a afirmar que ela não foi apenas um movimento nacional, mas uma revolução de caráter supranacional. IV. No momento do desencadeamento da Revolução, a França vivia uma república oligárquica sob Luís XV, que detinha um poder controlado pela camada de privilegiados constituída pelo clero e pela nobreza, que vivia em torno do governante sem pagar impostos e às custas da maioria do povo francês.
Assinale a alternativa correta.
FGV•
O fenômeno da vulgarização científica do século XIX foi bastante debatido na história das ciências e na história dos livros e das edições dos países europeus e norte-americanos, como fruto da revolução industrial, do desenvolvimento de uma cultura de massas principalmente pelo mercado editorial, e da ampliação do sistema de ensino. Estudos recentes sobre a circulação de impressos têm salientado a importância dos suportes midiáticos como foi a imprensa nos circuitos existentes entre França, Portugal e Brasil, que, via processos de “transferências culturais”, possibilitam observar a conformação da mundialização da cultura e de uma civilização transnacional dos jornais.
KODAMA, Kaori. Nas coxias da ciência: a peça “Gutenberg – drama histórico em 5 atos e em prosa” de Juliette Figuier: práticas de vulgarização científica e invisibilização feminina no século XIX. Tempo, Vol. 29, n. 2, 2023. (Adaptado).
Com base no trecho, assinale a afirmativa que descreve corretamente a relação entre cultura e ciência no século XIX.
1. A globalização promoveu uma maior integração das economias latino-americanas aos mercados internacionais, mas diminuiu a vulnerabilidade dessas economias a crises externas, graças à diversificação produtiva.
2. O Mercosul foi criado com o objetivo de fortalecer a cooperação econômica entre os países da América do Sul, facilitando o comércio intra-regional e reduzindo as barreiras tarifárias.
3. A globalização também trouxe desafios para a soberania dos Estados latino-americanos, mas a maioria conseguiu manter políticas econômicas completamente independentes das grandes potências e do capital transnacional.
4. As desigualdades regionais dentro dos países do Mercosul, especialmente entre áreas urbanas e rurais, foram reduzidas pelo processo de globalização, graças ao crescimento econômico sustentável e equitativo.
5. O Mercosul tem enfrentado desafios políticos e econômicos significativos, incluindo disputas comerciais e diferenças ideológicas entre seus membros, que ameaçam a continuidade do bloco.
Alternativas:
Fonte: NORA, Pierre. Entre memória e história: a problemática dos lugares. Projeto História, São Paulo, v. 10, dez., 1993, p.9.
O debate pontuado no campo da historiografia sobre os conceitos de memória e história, adverte que:
Texto extraído de: NAPOLITANO, Marcos. Negacionismo e revisionismo histórico no século XXI. In: PINSKY, Jaime; PINSKY, Carla Bassanezi. Novos combates pela história: desafios-ensino. São Paulo: Contexto, 2021, p.102.
O trecho foi extraído do texto de Marcos Napolitano, pelo qual objetiva apontar aos pesquisadores e aos professores de História sobre como lidar com os temas do negacionismo e do revisionismo histórico. A esse respeito, julgue as afirmativas que fazem parte da argumentação do autor:
I. O revisionismo pode ser compreendido como um processo de revisão do conhecimento factual das interpretações historiográficas dominantes, com base em novas questões teóricas, novas hipóteses, novos métodos de análise e novas fontes primárias. Esse é o oxigênio da área de História, mesmo quando remexe em passados sensíveis e explicações aceitas.
II. O revisionismo deve ser encarado como um legítimo e necessário trabalho da historiografia. Portanto, antepõe-se ao negacionismo, que se trata da negação de um processo, evento ou fato histórico estabelecido pela comunidade de historiadores como efetivamente ocorrido no passado, em que pesem várias possibilidades de interpretação validadas pelo debate historiográfico.
III. O revisionismo histórico é, em si, um revisionismo de matriz ideológica, pois parte da premissa de que o pesquisador e professor de história não são emissores de opiniões vazias. Dessa forma, a seletividade intencional das fontes primárias e a construção de hipóteses constituem bons mecanismos de reivindicação do reconhecimento de procedimentos metodológicos por parte do revisionismo histórico.
IV. Estão entre as principais armadilhas argumentativas dos negacionistas: defender a necessidade de outras versões sobre um evento histórico, denunciar a ausência de “prova” documental que “prove” que um crime ou violência foi cometido no passado; e tomar o fato reconhecido e chancelado pela pesquisa histórica como “interpretação”, defendendo seu método como “factual”.
Estão CORRETAS:
FGV•
FGV•
1. Governo Castelo Branco 2. Governo Costa e Silva 3. Governo Emílio Médici
( ) Criou o Programa de Integração Nacional (PIN) com o objetivo de ocupar e integrar partes da região norte e utilizou o lema “Brasil: ame-o ou deixo-o” como propaganda política patriótica. ( ) Instaurou o Ato Institucional número 5 como ferramenta para intimidar os opositores do governo, intensificando os instrumentos de repressão, e criou a Fundação Nacional do Índio (FUNAI). ( ) Formou Serviço Nacional de Informações (SNI) com o objetivo de controlar informações que interessavam a Segurança Nacional, e foi durante seu governo que o Banco Central foi criado.
Assinale a afirmativa que apresenta a relação correta, na ordem apresentada.
Desde que a Grã-Bretanha tomou posse das Ilhas Malvinas ou Falklands, em 1833, ao expulsar a base naval argentina ali instalada, a Argentina passou a reivindicar a devolução desse território insular. Os próprios britânicos questionavam, a princípio, os títulos jurídicos que lhes embasavam a possessão do arquipélago: as investidas inglesas na América do Sul se repetiram depois do fim das guerras napoleônicas (em 1815), chegando até as Malvinas em 1833. O duque de Wellington, vencedor de Napoleão em Waterloo, porém, havia escrito:
“Revi os papéis concernentes às ilhas Falkland. De nenhum modo me fica claro que tenhamos algum dia possuído soberania sobre essas ilhas”. A soberania sobre as ilhas foi causa de um enfrentamento armado entre os dois países em 1982, a Guerra das Malvinas.”
(Disponível em: https://funag.gov.br/loja. Acesso em: fevereiro de 2024.)
Nos dias atuais, as Ilhas Malvinas:
Fonte: MARQUESE, Rafael de Bivar. Feitores do corpo, missionários da mente: senhores letrados e o controle dos escravos nas Américas, 1660-1860. São Paulo: Companhia das Letras, 2004, p. 45.
A partir da expansão da produção açucareira nas Antilhas Francesas e Inglesas, bem como na Colônia Portuguesa, no século XVII, aumentou, cada vez mais, a necessidade de justificativa do governo dos escravizados. Entre as formas legitimadoras desse tipo trabalho estavam: