Leia o texto abaixo e responda à pergunta.

“O rigor das leis inglesas, que reservavam ao rei a caça maior e aos nobres a menor, explica o sonho social com comunidades rurais livres e a popularidade das narrativas sobre personagens como Robin Hood.” (JÚNIOR, Hilário Franco. A Idade Média: nascimento do Ocidente. São Paulo: Brasiliense, 2006, p. 129)

Qual é o significado da figura de Robin Hood na cultura popular medieval, em relação às estruturas de poder estabelecidas?

Há um quadro de Klee que se chama Angelus Novus. Representa um anjo que parece querer afastar-se do lugar que permanece imóvel. Seus olhos estão arregalados, sua boca e suas asas prontas para voar. Tal é o aspecto que deve ter necessariamente o anjo da história. Ele tem o rosto voltado para o passado. Onde diante de nós aparece uma série de eventos, ele não vê senão uma só e única catástrofe, que não cessa de amontoar ruínas sobre ruínas e as joga a seus pés. Ele bem que gostaria de se deter, acordar os mortos e reunir os vencidos. Mas do paraíso sopra uma tempestade que abate suas asas, tão forte que o anjo não pode tornar a fechá-las. Essa tempestade o empurra incessantemente para o futuro, para o qual ele tem as costas voltadas, enquanto diante dele as ruínas se acumulam até o céu. Essa tempestade é o que nós denominamos progresso.
BENJAMIN, Walter. Magia e técnica, arte e política: ensaios sobre literatura e história da cultura. São Paulo: Brasiliense, 1994.

A descrição de Walter Benjamin discute o conceito de História e sugere que
O populismo é intrinsecamente instável porque se estrutura na cooperação entre classes e no obscurecimento dos interesses divergentes desses grupos. Em períodos difíceis, quando se prova ser impossível satisfazer a todos os participantes do pacto populista, o sistema entra em colapso, vítima de suas próprias contradições.

Fonte: WALKER, Thomas. O surgimento do populismo no Brasil: Um estudo do Município de Ribeirão Preto. R. Ci. pol., Rio de Janeiro, 21 (4) :73-94, out./dez. 1978, p. 75.

Embora o termo “populismo” seja objeto de debates entre cientistas políticos e historiadores, é correto afirmar que se trata de um movimento político conhecido por
De acordo com a Proposta Curricular da Rede Municipal de Ensino de Florianópolis (2016), orienta-se que a prática do/a professor/a de História procure:

Leia o texto para responder às questões 1 e 2.

“Nas últimas décadas, o conceito de fonte histórica ampliou-se significativamente, e elas passaram a ser vistas como vestígios de diversas naturezas deixados por sociedades do passado.” (XAVIER, 2010, p. 1099). Dessa maneira, passaram a ser incorporadas nos estudos históricos diversas fontes, que não se restringem apenas à fonte escrita. Para Boschi (2007), dentre as fontes para pesquisas históricas, a mais utilizada é a fonte escrita, mas temos o relato oral, registros e a “[…] utilização do patrimônio cultural imaterial das coletividades”, a literatura, as imagens (BOSCHI, 2007, p. 36).

Assinale a alternativa correta, segundo o texto 1.

Qual conceito é enfatizado pelo historiador Roger Chartier em sua obra “História e Leitura do Tempo” (2009) como fundamental para a construção da história cultural?

Leia o fragmento a seguir.

Trata-se de um sistema político predominante na Europa, durante a transição do sistema feudal para o Estado Moderno, em que o poder do governante era legitimado pela lei divina. Nesse modelo, acreditava-se que o poder do monarca era concedido por Deus para governar a sociedade, o que também implicava o cumprimento de funções religiosas.

Assinale a opção que apresenta corretamente o sistema político descrito no fragmento.

Assinale a opção que descreve corretamente a relação entre a tecnologia militar e o desenvolvimento da Primeira Guerra Mundial.
O movimento operário [brasileiro], [...] liderado por homens [...] atuou no sentido de fortalecer a intenção disciplinadora de deslocamento da mulher da esfera pública do trabalho e da vida social para o espaço privado do lar.
Assim, [...] a mulher é pensada na linguagem romântica das classes dominantes, fundamentadas pelo saber médico, como encarnação das emoções, dos sentimentos, irracional, incapaz de resistir, mesmo que os documentos da época nos revelem que as mulheres tenham participado em peso das mobilizações políticas, que muitas tenham paralisado as fábricas [...].
RAGO, Margareth. Do cabaré ao lar: a utopia da cidade disciplinar e a resistência anarquista, Brasil 1890-1930. São Paulo: Paz e Terra, 2014.

A partir do texto, avalie as afirmativas abaixo.
I. A dinâmica de poder no universo operário brasileiro estava intrinsicamente relacionada às formas de pensar o “ideal feminino” da classe burguesa.
II. A análise presente no texto é fomentada pela base curricular pernambucana, pois a autora expressa um viés crítico acerca das relações de gênero, discussão prevista no Currículo de Pernambuco.
III. Os debates atuais acerca das questões de gênero ampliaram a emergência de estudos sobre o protagonismo das mulheres em contextos diversos na história.
IV. O texto é compreendido como um recurso didático por expor uma contextualização abordada pela grade curricular de Pernambuco aos alunos do 6º e 7º ano do Ensino Fundamental II.

Quais são as afirmativas corretas?

Qual é uma das principais contribuições da abordagem da história regional para o estudo da história do Brasil, levando em conta a complexidade das diferentes áreas geográficas e culturais do país?

Na constituição das relações e significados de gênero, diversos elementos interagem para moldar as experiências individuais e coletivas das pessoas. A esse respeito, assinale a alternativa INCORRETA.

Assinale a opção que descreve corretamente um conflito ocorrido durante o Período Regencial no Brasil.

“O que domina a mentalidade dos homens da Idade Média e o que determina o essencial de suas atitudes é o sentimento de insegurança.” (Goff, Jacques Le. Tradução José Rivair de Macedo. A civilização do ocidente medieval. Bauru. SP. Edusc. 2005. P 325)

Partindo deste contexto, analise as proposições a seguir:


I- Para combater a insegurança material e moral, a Igreja percebia que só havia uma solução: apoiar-se na solidariedade do grupo e na vida nas comunidades de que se fazia parte.


II- No pensamento medieval, os objetos eram considerados como a figuração de alguma coisa que lhe corresponderia num plano mais elevado, o sagrado, tornando-se símbolo.


III- O simbolismo medieval tem um grande reservatório que é a natureza, mas não dá importância ao significado das palavras. A nominação não é conhecimento e tomada de posse das coisas.


IV- No simbolismo medieval, o mundo animal era sobretudo o universo do bem, eles são sempre símbolos de força, de pureza e de um mundo sagrado.


É CORRETO o que se afirma apenas em:

Ao elaborar um plano de aula de História para as séries finais do ensino fundamental, o professor parte do princípio que “não há intencionalidade na ação estudada, nem na ação do historiador.” (Horn, Geraldo Balduíno, Germinari, Geyso Dongley. O ensino de História e seu currículo: teoria e método. 3ª Edição. Petrópolis. Vozes, 2010. p. 99).


Tendo como premissa este pressuposto, podemos afirmar que o professor vê o conhecimento histórico como:

A Lei de Diretrizes e Bases (1996), estabelece que o dever do Estado com a educação escolar pública será efetivado mediante a garantia de educação básica obrigatória e gratuita:

Observe as habilidades da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) abaixo:

I. Explicar o significado de “modernidade” e suas lógicas de inclusão e exclusão, com base em uma concepção europeia.
II. Identificar os processos de urbanização e modernização da sociedade brasileira e avaliar suas contradições e impactos na região em que vive.


As habilidades acima elencadas correspondem, respectivamente, ao:
"Para se pensar o ensino de história, é fundamental considerar a utilização de diferentes fontes e diferentes tipos de documentos. Um objeto só se torna o documento quando apropriado para um narrador que ele confere sentido, tornando o capaz de expressar a dinâmica da vida da sociedade. Portanto o que nos interessa no conhecimento histórico é perceber a forma como os indivíduos construíram com diferentes linguagens, suas narrações sobre o mundo em que viveram e vivem, suas instituições e organizações sociais."

BNCC, 2017, p.395. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/abase. Acesso em: 06 fev.de 2024

Assim, a História na BNCC, propõe o desenvolvimento de habilidades e competências importantes para analisar e compreender o significado de diferentes objetos, lugares, circunstâncias, temporalidades, movimentos de pessoas, coisas e saberes.
Nas competências citadas a seguir, assinale aproposição que esteja alinhada às diretrizes específicas da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) para o ensino de História nos anos finais do Ensino Fundamental.
Texto I
Um mulato baiano, muito alto e mulato Filho de um italiano e de uma preta hauçá
Foi aprendendo a ler olhando mundo à volta E prestando atenção no que não estava à vista Assim nasce um comunista
Um mulato baiano que morreu em São Paulo Baleado por homens do poder militar Nas feições que ganhou em solo americano A dita guerra fria, Roma, França e Bahia
VELOSO, Caetano. Um comunista. Abraçaço. São Paulo: Universal Music, 2012. Disponível em: https://g.co/kgs/MVbap4s. Acesso em: 19 jul. 2024.
Texto II
(Carlos Marighella) Essa mensagem é para os operários de São Paulo, da Guanabara, Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Rio Grande do Sul, incluindo os trabalhadores do interior para criar o núcleo do exército de libertação
[...]
Mártir, o mito ou Maldito sonhador Bandido da minha cor Um novo Messias Se o povo domina ou não Se poucos sabiam ler E eu morrer em vão Leso e louco sem saber Coisas do Brasil, super-herói, mulato
[...]
Da Bahia de São Salvador Brasil Capoeira mata um mata mil, porque Me fez hábil como um cão
[...]
Confesso que queria Ver Davi matar Golias
[...]
Não se faz revolução sem um fura na mão Sem justiça não há paz, é escravidão Revolução no Brasil tem um nome
RACIONAIS MC's. Mil Faces de um Homem Leal (Marighella). São Paulo: Boogie Naipe, 2017. Disponível em: https://g.co/kgs/q8TVV81. Acesso em: 19 jul. 2024.

Incorporar músicas como recurso didático no ensino de História complementa o processo de ensino-aprendizagem. Nesse sentido, o uso das fontes apresentadas no Texto I e Texto II se fundamenta no princípio de que
Sobre as múltiplas concepções de tempo e temporalidade, assinale a alternativa INCORRETA.
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