Questões de Concursos
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Nada por aqui
É evidente que nem um juízo verdadeiro, nem uma proposição verdadeira podem ser contrários de outro juízo verdadeiro e de outra proposição verdadeira. As proposições contrárias são as que afirmam e predicam qualidades contrárias, enquanto as proposições verdadeiras são suscetíveis de ser verdadeiras ao mesmo tempo: ora, os contrários não podem pertencer simultaneamente ao mesmo sujeito.
Aristóteles. Órganon.
Considerando o assunto do texto apresentado, julgue o item que se segue.
O juízo é um ato do espírito pelo qual é possível afirmar ou
negar uma coisa de outra.
Nietzsche chamava também os “últimos homens” de macacos-aranha saltitantes. Parecem o “rebanho” que “salta de lá para cá, há pouco amarrado em seu desejo e desalento, estacado no momento”. Hoje, os “últimos homens” de Nietzsche saltam diante da câmera. Surge um novo homem: Homo saliens — o homem saltitante. Embora pelo seu som seja parente do Homo sapiens, nele se esvaneceu completamente a virtude do discernimento e da sabedoria que caracterizava o Homo sapiens. Salta para chamar a atenção.
Byung-Chull Han. Capitalismo e impulso de morte.
A partir do texto anterior, julgue o item a seguir, acerca de aspectos da filosofia e da consciência cotidiana para Nietzsche.
Ao apresentar a figura do “último homem” associada à do
seu contrário, o “além do homem” ou “super-homem”,
Nietzsche anunciava uma nova perspectiva de sentido para a
humanidade.
Com relação à noção de arte e de absoluto na filosofia hegeliana, julgue o item a seguir.
O sistema do espírito absoluto em Hegel obedece a uma
hierarquia composta pelas figuras da arte, da filosofia e da
lógica.
Por força da industrialização da cultura, desde o começo do filme já se sabe como ele termina, quem é recompensado e, ao escutar a música, o ouvido treinado é perfeitamente capaz, desde os primeiros compassos, de adivinhar o desenvolvimento do tema e sente-se feliz quando ele tem lugar como previsto.
ADORNO, T. W.; HORKHEIMER, M. Dialética do esclarecimento:
fragmentos filosóficos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2009.
A crítica ao tipo de criação mencionada no texto teve
como alvo, no campo da arte, a
O período de tempo que vai mais ou menos da data de publicação do De revolutionibus de Nicolau Copérnico, isto é, de 1543, à obra de Isaac Newton, Philosophia naturalis principia mathematica, publicada pela primeira vez em 1687, é comumente apontado hoje como o período da “revolução científica”. Trata-se de um poderoso movimento de ideias que adquiriu, no século XVII, as suas características determinantes na obra de Galileu, que encontra os seus filósofos — em aspectos diferentes — nas ideias de Bacon e Descartes e que depois iria encontrar a sua expressão, agora clássica, na imagem newtoniana do universo concebido como uma máquina, ou seja, como um relógio.
Giovanni Reale e Dario Antiseri. História da Filosofia: do humanismo a Kant. São Paulo: Paulus, 1990.
Com base no fragmento de texto precedente, julgue o item que se segue, acerca da filosofia e do conhecimento científico no período moderno.
Em Newton, a metáfora do relógio pode ser justificada,
em grande parte, por sua relação com o mecanicismo e pela
busca de precisão no estudo da natureza e do próprio universo.
Kant fez uma virada para poder lançar as bases de um novo modelo do pensar filosófico, modelo delineado aos impasses nos quais as disputas filosóficas de seu tempo tropeçavam. Contrariamente às outras ciências, a metafísica sempre fracassara, sendo o motivo de tal tropeço o modo tradicional de pensar o objeto da metafísica, o incondicionado, que não pode ser sem contradição. Foi depois de preparar o campo e mudar completamente os termos da filosofia que Kant fez com que ela pendesse mais para uma epistemologia.
(CHADS, Bruno Holmes. A Superação Kantiana dos Impasses da Metafísica. Trabalho de Conclusão de Curso (Filosofia). Niterói: UFF, 2016. p 14. Adaptado.)
Quando o enunciado menciona que Kant fez com que a metafísica pendesse mais para uma epistemologia, pretende esclarecer que a metafísica