Essa teoria do século XVIII que juntou racionalismo e empirismo é conhecida como
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Essa teoria do século XVIII que juntou racionalismo e empirismo é conhecida como
I - o primeiro momento é aquele que afirma com cautela a necessária evidência de algum conhecimento como o elemento da verdade, evitando precipitações.
II - o segundo momento, segundo o qual, para conhecer algo, é necessário compartimentalizar as dificuldades em tantas partes necessárias e possíveis.
III - conduzir o pensamento a partir dos objetos mais complexos, passando depois para os mais simples.
IV - enumerar de modo simples, todas as partes, até o momento da certeza que nada foi omitido, já que a evidência não requer revisões gerais.
Assinale a alternativa que contenha APENAS as afirmações corretas.
SPINOZA, B. Tratado teológico-político. Tradução de Diogo Pires Aurélio. Lisboa: Casa da moeda, 2004, p. 126. (Texto adaptado)
Conforme Spinoza, o sentimento de medo conduz o homem à superstição. Por isso, os momentos em que os adivinhos têm grande influência sobre a população e os governos são aqueles de grandes dificuldades. A superstição é uma incerteza dos bens desejados, e se desenvolve na
É muito importante entender que a significatividade do mundo, constituída pelas estruturas linguístico-conceituais, não se reduz a uma significatividade apenas cognitiva. Proporcionar uma significação para o mundo pode também consistir em lidar com ele no sentido do “padecer”.
CABRERA, J. Margens das filosofias da linguagem. Brasília: UnB, 2003 (adaptado).
TEXTO II
Mundo, mundo, vasto mundo se eu me chamasse Raimundo seria uma rima, não seria uma solução. Mundo, mundo, vasto mundo Mais vasto é meu coração.
ANDRADE, C. D. Antologia poética. Rio de Janeiro: Record, 1996 (fragmento).
Com base nas informações presentes no Texto I, a consideração sobre o mundo no Texto II tem uma significação:
O professor deve capacitar o aluno para que este analise processos políticos, econômicos, sociais, ambientais e culturais nos âmbitos local, regional, nacional e mundial, em diferentes tempos, a partir da pluralidade de procedimentos epistemológicos, científicos e tecnológicos, de modo que o estudante compreenda e se posicione criticamente em relação a eles, considerando diferentes pontos de vista e tomando decisões baseadas em argumentos e fontes de natureza científica.
I. Quando o pensador fala que “nascemos do mundo”, quer dizer que, desde cedo, existe um campo aberto de possibilidades à nossa disposição, que pode nos permitir sermos livres ou não. II. Podemos compreender que o filósofo está buscando explicar o significado e o conceito de liberdade com base em dois aspectos: o da construção e o da liberdade situada. Em ambos os aspectos, o mundo abre caminhos, mas também impõem limites para a vivência da liberdade. III. Pode-se compreender a nossa existência com base em dois fundamentos: que nunca há determinismo e que nunca há escolhas absolutas, “pois nunca somos consciência nua”, algo pronto, acabado, somos seres abertos a uma infinidade de possibilidades. IV. O pensador está concordando com o pensamento de Rousseau, que afirma: “o homem no seu estado natural não é livre”, porque já nasce pronto. Segundo o filósofo, o homem é “o lobo do próprio homem”. Para ambos os pensadores, é a sociedade que torna o homem livre bondoso e virtuoso. Em outras palavras, é a sociedade que constrói a essência humana.
Sobre essa controvérsia, Habermas defende
I. A ética do “filósofo dos jardins” propõe a busca da eliminação do medo como condição para a felicidade. O medo deve ser dissolvido pelo conhecimento racional das causas naturais e pelo esclarecimento quanto à natureza da alma e da morte.
II. A Física de Epicuro não tem apenas função teórica. Ela também é, de certo modo, terapêutica: conhecer que tudo se reduz a átomos e ao vazio ajuda o indivíduo a se libertar dos temores em relação às divindades religiosas ou em relação àqueles de fundo metafísico.
III. A teoria do conhecimento epicurista sustenta que os sentidos são enganosos, e, por isso, a razão pura deve ser o único critério válido de verdade e ação.
IV. O ideal ético epicurista do prazer, compreendido como aponia e ataraxia, não é incompatível com a prudência e a virtude, que são instrumentos para o cálculo racional da melhor forma de vida.
Quais estão INCORRETAS?
Habermas defende a tese de que a tolerância religiosa formulada nos séculos XVI contribuiu para o surgimento da democracia e sua legitimação nas sociedades ocidentais. A necessidade de vários credos religiosos ressaltou a importância da tolerância, seja por imperiosidade mercantilista, seja para garantir a lei e a ordem, seja por questões morais e éticas.
(VELLOSO, C. M. S.; AGRA, W. M. Elementos de Direito Eleitoral. 4.ed. São Paulo: Saraiva, 2014. p.23-24.)
Sobre a aproximação da tolerância religiosa e da democracia, considere as afirmativas a seguir.
I. A democracia permite a convivência da diversidade e do mútuo respeito. II. A democracia legitima o ordem social por meio da participação e do debate público. III. A democracia organiza a sociedade e seus valores a partir de liderança carismática. IV. A democracia requer ordem e respeito por coação exercida em nome do Estado.
Assinale a alternativa correta.
ARISTÓTELES. Poética, XIII, 1452b 31. Trad. de Eudoro de
Souza. São Paulo: Ars Poética, 1993.
Considerando a concepção de poética de Aristóteles, assinale com V ou F conforme seja verdadeiro ou falso o que se afirma a seguir:
( ) Aristóteles concebe que toda poesia trágica é uma imitação (mimese ou mímesis).
( ) A imitação trágica deve ser tal que provoque nos espectadores terror e piedade.
( ) Para atingir seus fins, a tragédia deve ser conforme aos sentimentos humanos.
( ) A tragédia representa homens muito bons que passaram da boa para a má fortuna.
A sequência correta, de cima para baixo, é:
“A concepção científica de Platão (c. 428-347 a.C.) baseia-se na ‘teoria das ideias’. Para ele, a razão tem dificuldade em atingir o verdadeiro conhecimento por causa da deformação que os sentidos inevitavelmente provocam; porém, cabe a ela depurar os enganos, para que se possa ter a verdadeira contemplação das ideias. O propósito de Platão é elevar o conhecimento de simples opinião até a ciência, o conhecimento do ser verdadeiro” (ARANHA, M. L. A. MARTINS, M. H. P. Filosofando. São Paulo: Moderna, 2016).
No que se refere às relações entre pensamento empírico e pensamento filosófico em Platão, é correto afirmar que o filósofo:
Disponível em: http://www.culturabrasil.org. Acesso em: 28 ago. 2010 (adaptado).
No mito Édipo Rei, são dignos de destaque os temas do destino e do determinismo. Ambos são características do mito grego e abordam a relação entre liberdade humana e providência divina. A expressão filosófica que toma como pressuposta a tese do determinismo é:
“[É] uma coisa bem notável que não haja homens [...] que não sejam capazes de arranjar em conjunto diversas palavras e de compô-las num discurso pelo qual façam entender seus pensamentos; [...] os homens que, tendo nascido surdos e mudos, são desprovidos dos órgãos que servem aos outros para falar, [...] costumam inventar eles próprios alguns sinais, pelos quais se fazem entender por quem, estando comumente com eles, disponha de lazer para aprender a sua língua.
”DESCARTES, R. Discurso do método, V.
A passagem acima informa sobre a relação entre pensamento e linguagem no racionalismo moderno. Sobre essa relação,pode-se afirmar corretamente que
A importância do argumento de Hobbes está em parte no fato de que ele se ampara em suposições bastante plausíveis sobre as condições normais da vida humana. Para exemplificar: o argumento não supõe que todos sejam de fato movidos por orgulho e vaidade para buscar o domínio sobre os outros; essa seria uma suposição discutível que possibilitaria a conclusão pretendida por Hobbes, mas de modo fácil demais. O que torna o argumento assustador e lhe atribui importância e força dramática é que ele acredita que pessoas normais, até mesmo as mais agradáveis, podem ser inadvertidamente lançadas nesse tipo de situação, que resvalará, então, em um estado de guerra.
RAWLS, J. Conferências sobre a história dafilosofia política. São Paulo:WMF, 2012 (adaptado).
O texto apresenta uma concepção de filosofia política conhecida como
Em uma conversa sobre felicidade, Maria proferiu o seguinte argumento: “A população da cidade onde nasci é feliz, porque fiz uma pesquisa com meus conhecidos que moram lá e todos, sem exceção, disseram que são muito felizes.”
Nessa situação, a falácia que se identifica no argumento proferido por Maria é conhecida como
[...] nunca se realizou uma obra filosófica que fosse duradoura em todas as suas partes. Por isso não se pode aprender filosofia em absoluto, porque ela ainda não existe.
(Kant, 1983, p. 407.)
É clássico citar Kant quando se pretende defender que não é possível ensinar a filosofia, mas sim a filosofar. Para Kant, a filosofia é um saber que está sempre incompleto, pois está sempre em movimento, sempre aberto, sempre sendo feito e se revendo e, por isso, não pode ser capturado e ensinado. Ainda, segundo Kant: