Questões de Concursos
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Nada por aqui
TEXT I
Why do birds sing so loudly in the morning in spring? It’s the ‘dawn chorus’
As spring begins, so does a fresh song at daybreak, unique to the season. Just before the sun rises, birds start singing their melodies, creating a chirpy symphony.
This phenomenon is known as the dawn chorus, and it’s special for a number of reasons: There are more birds singing at this time of year, and they also sing more often. This energetic burst of birdsong is often louder than usual too. The dawn chorus’ early morning explosion of sounds has even inspired multiple poems and songs.
“It's the epitome of spring,” says Jordan E. Rutter, an ornithologist at the American Bird Conservancy. After the long and cold winter, “all of a sudden you have this influx of so many beautiful birds coming back and singing.”
This harmony of birdsong at dawn happens during a fundamental time of the year. The dawn chorus is, in fact, mostly composed of birds of both genders singing to find a mate so they can breed (though males may sing more).
“There is such a large increase in quantity of song by individuals and the collective,” Rutter says. “These birds sing louder to literally be heard. They need to compete with each other as well, and the louder the better in regards to who is the most impressive mate.”
During this time, males also sing to assert their dominance and claim their territory. “Those songs are how they communicate to other males of the same species, or even just other birds and predators in general, and say, ‘This is my home,’” says Rutter.
In the United States and Canada, the dawn chorus can be heard roughly from March through May, when many bird species migrate there from their winter homes to breed. Peak dawn chorus times might depend on where you live, Rutter says. For example, April is peak for the southern U.S., but birds in Washington, D.C., will put on the best show in early May. (Alternatively, in the tropics, the dawn chorus can be heard almost any time of year, as many birds have a prolonged breeding season in those warmer climates.)
Why is it a ‘dawn’ chorus?
But why birds sing in the early morning is still “an open question,” says Mike Webster, an ornithologist at the Cornell Lab of Ornithology. “There's a lot of debate, and I don't think there's any consensus on exactly why it is that everything happens at dawn."
One hypothesis is that weather conditions at daybreak make it easier for birdsong to travel.
“In general, sound travels farther when the air is cooler and more dense. Sound also transmits more clearly (and very slightly faster) when humidity is higher so that details of the song do not degrade as much over distance,” says Heather Williams, a professor at Williams College who has studied the neuroscience of birdsong. She notes that wind may also impede sound transmission. “At dawn, the cooler air results in decreased winds at ground level, so coupled with the higher humidity, sound carries farther and more clearly, with less distortion.”
Extract from
https://www.nationalgeographic.com/animals/article/birds-dawn-chorus (Accessed on 14 April 2025.)
As funções cognitivas e executivas desempenham papel central no desempenho comunicativo e no comportamento adaptativo.
Com base nesse tema, analise as afirmativas e assinale a alternativa correta.
Texto I
Somos Todos Africanos
Sempre que entram em crise, as civilizações começam a olhar para o seu passado buscando inspiração para o futuro. Hoje estamos no coração de uma fenomenal crise planetária que afeta todas as civilizações. Ela pode significar um salto rumo a um estado superior da hominização, bem como uma tragédia ameaçadora para toda a nossa espécie. Num momento assim radical, não é sem interesse sondar as nossas raízes mais ancestrais e aquele começo seminal em que deixamos de ser primatas e passamos a ser humanos. Aqui deve haver lições que nos podem ser muito úteis. Hoje é consenso entre os paleontólogos e antropólogos que a aventura da hominização se iniciou na África, cerca de sete milhões de anos atrás. Ela se acelerou passando pelo homo habilis, erectus, neanderthalensis até chegar ao homo sapiens, cerca de 100 mil anos atrás. Da África, ele se propagou para a Ásia, há sessenta mil anos; para a Europa, há 40 mil anos; e para as Américas, há 30 mil anos.
A África não é apenas o lugar geográfico das origens. É o arquétipo primal, o conjunto das marcas impressas na alma do ser humano, presente ainda hoje como informações indeléveis, à semelhança daquelas inscritas em nosso código genético. Foi na África que o ser humano elaborou suas primeiras sensações, onde se articularam as crescentes conexões neurais (cerebralização), brilharam os primeiros pensamentos, fortaleceu-se a juvenilização (processo semelhante ao de um jovem que mostra plasticidade e capacidade de aprendizagem) e emergiu a complexidade social que permitiu o surgimento da linguagem e da cultura. Há um espírito da África presente em cada um dos seres humanos.
Vejo três eixos principais do espírito da África que podem significar uma verdadeira terapia para a nossa crise global. O primeiro é a Mãe-terra. Espalhando-se pelos vastos espaços africanos, nossos ancestrais entraram em profunda comunhão com a Terra, sentindo a interconexão que todas as coisas guardam entre si. Mesmo vítimas da exploração colonialista, os atuais africanos não perderam esse sentido materno da Terra, tão bem representado pela queniana Wangari Mathai, ganhadora do Prêmio Nobel da Paz por plantar milhões de árvores e devolver, assim, vitalidade à Terra. Precisamos nos reapropriar desse espírito da Terra para salvar Gaia, nossa Mãe e única Casa Comum.
O segundo eixo é a matriz relacional (relational matrix, no dizer dos antropólogos). Os africanos usam a palavra ubuntu, que significa força que conecta a todos formando a comunidade dos humanos. Quer dizer, eu me faço humano através do conjunto das conexões com a vida, a natureza, os outros e o Divino. (...)
O terceiro eixo são os rituais. Experiências importantes da vida pessoal, social e sazonal são celebradas com ritos, danças, músicas e apresentações de máscaras, portadores de energia cósmica. É nos rituais que as forças negativas e positivas se equilibram e que se aprofunda o sentido da vida.
Se reincorporarmos o espírito da África, a crise não precisará ser uma tragédia.
(Leonardo Boff, Jornal do Brasil, 2010 – Adaptado).