A manutenção de um bom relacionamento com os jornalistas é
ajudada pelo envio de releases de boa qualidade. Textos
encaminhados por assessores que conquistaram respeito são,
certamente, mais bem examinados, e até telefonemas passam a
ser bem-vindos. Inclusive pela farta circulação de releases, editores
tendem a estabelecer critérios que chegam a impedir a publicação
na forma como foram recebidos.
DUARTE, J (org.). Assessoria de Imprensa e Relacionamento Com A Mídia - Teoria e
Técnica. São Paulo: Atlas, 2018, p. 284.
É desaconselhável a publicação de um release na íntegra, sem
qualquer modificação, porque
A divulgação de informações internas de um órgão do Poder Judiciário gerou uma reportagem polêmica, provocando uma crise com a imprensa. A presidência do órgão, junto com a assessoria de imprensa, decidiu não conceder nenhuma entrevista sobre o caso e emitir uma nota com o ponto de vista oficial. Essa atitude está:
As transformações no ecossistema informativo envolvendo as
assessorias de imprensa e o jornalismo trazem desafios para o
relacionamento entre assessores e públicos de interesse.
Entre os novos desafios, destaca-se o fato de:
A Comunicação Integrada é uma ferramenta que auxilia nas políticas de transparência e diálogo do Poder Judiciário com a sociedade brasileira, como no caso do TJ-BA. O termo “ ntegrada", nesse contexto, significa que um dos objetivos principais da comunicação é o de:
“Nenhuma empresa, por mais sólida, admirada e moderna que
seja, está imune à crise. Esse princípio básico da gestão de crise,
mesmo repetido, ainda continua esquecido por muitas
organizações” (FORNI, 2018)
Nesse contexto, avalie as seguintes afirmativas
I. A crise é notícia, porque preenche os requisitos básicos do
conceito de notícia: é um fato grave, inusitado, que afeta a vida
das pessoas ou o interesse da sociedade.
II. A organização não deve entrar em conflito com os veículos de
mídia porque estes noticiaram a crise, mas sim ter uma
estratégia, mensagens-chave e bons porta-vozes para explicála.
III. A mídia motiva a ocorrência de eventos negativos na
organização, que não tem qualquer responsabilidade sobre
como os efeitos dessa crise serão comunicados à opinião
pública.
Os desembargadores do Tribunal de Justiça da Bahia reuniram-se para desenvolver o planejamento de Comunicação dos próximos cinco anos. Decidiu-se por uma pesquisa para levantar o percentual da população do estado que conhece os procedimentos para a abertura de um processo judicial. A assessoria de comunicação do Tribunal apresentou a proposta para a realização de diversos focus groups (discussão em grupo). Para o caso em questão, essa metodologia é:
O uso excessivo da linguagem técnica (chamada informalmente de “juridiqu s”) por parte de juízes e desembargadores é um dos grandes desafios para a assessoria de imprensa dos órgãos públicos do Poder Judiciário. Para garantir que os jornalistas da mídia não especializada em Direito compreendam o que é falado pelos magistrados nas reportagens, o assessor deve:
Leia o texto abaixo sobre a importância da assessoria de
comunicação nas organizações.
É grande o risco de exposição negativa quando uma organização
toma decisões sem o olhar da comunicação. Tem graves
consequências atropelar o impacto simbólico, a receptividade por
parte do público e resistências de grupos sociais. Entenda-se: a
chamada “área de comunicação” pode até ser vencida nos
debates internos (o que ocorre algumas vezes), mas jamais
ignorada. Para dar efetiva contribuição técnica e teórica, precisa
participar das esferas do poder existentes dentro das
organizações. Alijada ou sem acesso aos espaços internos de
decisão, a assessoria de comunicação perde sua efetividade. E a
empresa fica privada de uma análise que dimensiona percepções
externas, riscos e oportunidades.
(FARIA in DUARTE, 2018)
Diante desse contexto, espera-se que as assessorias de
comunicação
Leia o texto de Carlos Chaparro por ocasião dos 100 anos da
atividade de Assessoria de Imprensa.
A questão das relações entre as organizações e a imprensa não é
nova. Como tema e problema, é até coisa velha, já secular. Na
verdade, se nos identificarmos como profissionais ou estudiosos
da comunicação chamada empresarial, institucional ou
organizacional, somos mais ou menos herdeiros de um jornalista
americano, que em 1906, inventou a atividade especializada a
que hoje chamamos de assessoria de imprensa ou assessoria de
comunicação. Com um bem-sucedido projeto profissional de
relações com a imprensa, a serviço de um cliente poderoso, ele
conquistou, por direito e mérito, na história moderna da
comunicação social, o título de fundador das relações públicas,
berço da assessoria de imprensa. Ou vice-versa.
(CHAPARRO in DUARTE, 2018, adaptado)
O jornalista fundador das relações públicas e o cliente poderoso
citados no texto são respectivamente
Segundo Nilson Lage, “notícias podem motivar reportagens (...).
Isso não significa que toda reportagem tenha um gancho, ou seja,
decorra de uma notícia”.
Nesse contexto, as pautas de reportagens para jornais impressos
caracterizam-se pela
A direção de um órgão público publicou uma norma determinando a substituição de termos em inglês para a língua portuguesa. A assessoria de Comunicação Institucional finalizava um manual para o público interno sobre as políticas e os procedimentos para o relacionamento com os stakeholders. Para se adequar à nova norma, o melhor termo para tradução de stakeholder é:
O release é um instrumento usado pelas assessorias de imprensa.
Ele pode ser como o conteúdo informativo destinado aos
jornalistas para servir de sugestão de pauta, mas muitas vezes é
veiculado completa ou parcialmente sem custo para o emissor
(DUARTE, 2018).
Nesse contexto, o texto do release deve ter as seguintes
características, a exceção de uma. Assinale-a.
As entrevistas off the record para jornalistas são utilizadas em situações especiais, pelas assessorias de imprensa. No caso do Poder Judiciário, que apresenta particularidades não encontradas em empresas privadas e mesmo em muitos órgãos públicos, essa prática deve ser utilizada para:
Um veículo impresso publica reportagem crítica sobre um órgão público. O repórter do veículo pede uma entrevista com um dirigente do órgão sobre a posição oficial. A entrevista provavelmente abordará temas polêmicos e necessitará de uma linguagem técnica para explicar mal-entendidos. Para o assessor de imprensa, a modalidade ideal para essa situação é a entrevista:
Leia o texto sobre um dos produtos da assessoria de imprensa:
“Para muitos, sua proliferação e aceitação por parte dos veículos
são, em parte, responsáveis pela redução das equipes nas
redações, já que a notícia chega pronta, gratuita, reduzindo a
estrutura necessária para identificar pautas e produzir conteúdo
informativo. Ele também facilita e, às vezes, induz a comodismo,
como se vê na frequente publicação de textos na íntegra. Ele pode
ser verdadeiro, mas, com base em viés na origem, conta parte de
uma história, apenas certo ângulo ou ponto de vista”.
(DUARTE, 2018, adaptado)
Leia o texto a seguir sobre as rotinas de uma assessoria de
comunicação nos anos 1990. Quando algo negativo acontecia - casos como acidentes de
trabalho ou suposto envolvimento de donos ou executivos em
ilegalidades -, respondia-se algo evasivo e apenas se houvesse o
“vazamento” da informação ou se algum repórter descobrisse.
Pensar em tomar a iniciativa para comunicar à opinião pública
não era algo que passava pela cabeça da maioria dos executivos
e seus assessores.
(CECATO, Valdete, 2011)
Hoje, a passividade dos executivos e de seus assessores de
comunicação em situações de crise
A capacitação, através de ações de media training, é fundamental
para comunicação organizacional. Nesse processo, espera-se que,
a partir desse treinamento, seja possível
Avalie a seguinte situação:
A assessoria de imprensa entrou em contato com determinado
jornalista e apresentou-lhe uma proposta de pauta, garantindo a
exclusividade sobre o tema, mas informou que essa pauta está sob
embargo.
Isso quer dizer que