Art. 72. As infrações administrativas são punidas com as seguintes
sanções, observado o disposto no Art. 6º: I - advertência; II - multa
simples; III - multa diária; IV - apreensão dos animais, produtos e
subprodutos da fauna e flora, instrumentos, petrechos,
equipamentos ou veículos de qualquer natureza utilizados na
infração; V - destruição ou inutilização do produto; VI - suspensão
de venda e fabricação do produto; VII - embargo de obra ou
atividade; VIII - demolição de obra; IX - suspensão parcial ou total
de atividades; X – (VETADO) XI - restritiva de direitos.
Sobre a responsabilidade administrativa por infração ambiental,
de acordo com a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça,
assinale a afirmativa correta.
A Lei nº 9.605/98 – Lei dos Crimes Ambientais, no seu CAPÍTULO
V - Dos Crimes contra o Meio Ambiente, Seção I - Dos Crimes
contra a Fauna, estabelece, em seu Art. 35, que a penalidade
para pescar mediante a utilização de explosivos ou substâncias
que, em contato com a água, produzam efeito semelhante ou
com o uso de substâncias tóxicas, ou outro meio proibido pela
autoridade competente é:
Analise o excerto a seguir:
Durante inspeção técnica em uma propriedade rural,
foi identificado o descarte irregular de óleo
lubrificante usado diretamente no solo, nas
proximidades da oficina da fazenda.
Considerando os princípios de proteção ambiental,
assinale a alternativa CORRETA.
Antônio foi autuado pelo IBAMA porque capturou 4 (quatro) kg de
caranguejo-uçá no período da andada.
O período da andada do caranguejo se refere à época de migração
reprodutiva de caranguejos, em particular do caranguejo-uçá
(Ucidescordatus), encontrado no litoral brasileiro.
Durante essa fase, esses caranguejos deixam seus buracos e
andam em grandes quantidades para acasalar e liberar seus ovos
nas regiões estuarinas e manguezais. A “andada” ocorre
principalmente durante os meses mais chuvosos do ano e é
regulada por fatores como a lua e as marés.
É proibida a captura de caranguejos durante este período, a fim de
proteger a espécie e permitir sua reprodução, no entanto, Antônio
alegou que não tinha conhecimento acerca dessa proibição. A
despeito disso, o IBAMA multou o infrator ambiental em 5 (cinco)
mil reais.
Antônio ajuizou ação anulatória contra o IBAMA alegando,
ademais, que sequer fora advertido da irregularidade praticada.
Diante das circunstâncias do caso concreto, assinale a assertiva
correta.
Lucas, Delegado de Polícia, realizou operação policial em conjunto
com servidores públicos que atuam na proteção do meio ambiente
no Estado de Minas Gerais, logrando constatar, em uma fazenda
localizada no interior do referido ente federativo, a prática de
crime ambiental.
Registre-se que os agentes públicos verificaram a existência de
diversas irregularidades envolvendo produtos e subprodutos da
fazenda, animais vítimas de maus-tratos, produtos perecíveis e
madeiras, além de encontrarem os instrumentos utilizados na
prática da infração penal.
Nesse cenário, no contexto da apreensão e destinação do produto
e do instrumento de infração administrativa ou de crime
ambiental, considerando as disposições da Lei nº 9.605/1998, é
incorreto afirmar que
No que tange à responsabilização penal da pessoa jurídica por
crimes ambientais, de acordo com o entendimento atual dos
Tribunais Superiores, assinale a afirmativa correta.
Em relação a crimes ambientais, julgue o item a seguir, de acordo com a legislação de regência e a jurisprudência dos tribunais superiores.
Diversos delitos previstos na Lei n.º 9.605/1998 são
classificados como crimes de acumulação, ou seja, crimes
em que a lesividade da conduta individual é diminuta,
todavia, quando há a demonstração de que o comportamento
é repetido por um grande número de pessoas em um mesmo
contexto de risco, a soma dessas ações permite a constatação
de uma lesividade relevante; assim, projetando-se
uma proteção ao bem jurídico para o longo prazo, pune-se a
conduta individual.
A empresa Norte Minas Ltda., atuante na extração de
metais pesados, foi denunciada por armazenar, de
forma irregular, resíduos industriais tóxicos em valas
abertas diretamente no solo, com o objetivo de reduzir custos operacionais. Laudos técnicos constataram
que a substância infiltrou-se no solo, contaminando
o lençol freático e afetando áreas agrícolas vizinhas.
As investigações apontaram que a decisão de economia nos sistemas de descarte foi tomada em reunião da
diretoria, a partir do interesse da empresa. Diante disso,
o Ministério Público propõe ação penal contra a pessoa
jurídica, sem incluir, ao menos neste primeiro momento,
os dirigentes como réus.
Com base no caso hipotético apresentado e na Lei
n° 9.605/1998 (Lei de Crimes Ambientais), é correto
afirmar que
Afrodite é presidente da mineradora Fluminis e, com o objetivo de
reduzir custos, determinou que a barragem de contenção dos
dejetos provenientes do beneficiamento mineral fosse construída
com material barato, embora contraindicado em parecer técnico.
Por maioria, o conselho de administração da Fluminis referendou
a decisão de Afrodite. Em decorrência da precariedade do material
utilizado, a barragem veio a desmoronar, causando poluição e
graves danos ambientais, fato, em tese, penalmente relevante
pelas circunstâncias do caso.
Diante da hipótese narrada, em tema de responsabilidade penal
da pessoa jurídica, assinale a afirmativa correta.
Confira-se trecho da doutrina de Annelise Monteiro Steigleder
citado no voto do Ministro Luís Felipe Salomão no Recurso
Especial Repetitivo nº 1.374.284 - MG:
“__________ é o fator aglutinante que permite que o risco se
integre na unidade do ato que é fonte da obrigação de indenizar.
(...) Enquanto que na responsabilidade civil subjetiva a imputação
do dano irá ligar-se à ideia de previsibilidade, na responsabilidade
objetiva, o requisito da previsibilidade não existe, sendo que o
critério de imputação do dano ao agente se amplia, quase
aproximando-se de um enfoque puramente material, de tal modo
que, com a prova de que a ação ou omissão foi a causa do dano, a
imputação é quase automática. O ordenamento supõe que todo
aquele que se entrega a atividades gravadas com
responsabilidade objetiva deve fazer um juízo de previsão pelo
simples fato de dedicar-se a elas, aceitando com isso as
consequências danosas que lhe são inerentes. O explorador da
atividade econômica coloca-se na posição de garantidor da
preservação ambiental, e os danos que digam respeito à
atividade estarão sempre vinculados a ela.”
(STEIGLEDER, Annelise Monteiro, MILARÉ, Édis; MACHADO, Paulo
Affonso Leme (Orgs.). Doutrinas essenciais de direito ambiental:
responsabilidade em matéria ambiental. São Paulo: Revista dos
Tribunais, vol. v, 2011, p. 43-48).
O elemento da responsabilidade civil que melhor preenche a
lacuna no início do excerto é:
Com relação a crimes ambientais, julgue os itens de 64 a 66.
A Lei n.º 9.605/1998 determina que a pessoa jurídica constituída ou utilizada com o fim preponderante de permitir, facilitar ou ocultar a prática de crime ambiental terá decretada a sua liquidação forçada e seu patrimônio será declarado perdido a favor do Fundo Monetário Nacional. É necessário, portanto, que na inicial acusatória fique explícita a acusação do desvio de finalidade da pessoa jurídica, e o pedido de sua liquidação ao final. Se assim não for feito, restará ao Ministério Público, que é o órgão detentor de legitimidade para tanto, propor ação própria no juízo cível.
Segundo a Lei nº 9.605/1998, os valores arrecadados por
pagamentos de multas devido a infrações ambientais devem ser
destinados a fundos tais como os apresentados nas opções a
seguir, à exceção de um. Assinale-o.
Marcos, sócio da sociedade empresária XYZ, tomou ciência de que
tramita, junto à Delegacia de Polícia de Mariana/MG, inquérito
policial em detrimento da referida pessoa jurídica, em razão da
suposta prática de crime ambiental. Preocupado com as possíveis
consequências, Marcos procurou o auxílio de um advogado, o qual
lhe prestou os devidos esclarecimentos, inclusive em relação às
penas restritivas de direito aplicáveis, em tese, às pessoas
jurídicas.
De acordo com a narrativa e considerando as disposições da
Lei nº 9.605/1998, analise as afirmativas a seguir.
I. A suspensão de atividades será aplicada quando o
estabelecimento, obra ou atividade estiver funcionando sem a
devida autorização, ou em desacordo com a concedida, ou
com violação de disposição legal ou regulamentar.
II. A interdição será aplicada quando as atividades não estiverem
obedecendo às disposições legais ou regulamentares, relativas
à proteção do meio ambiente.
III. A proibição de contratar com o Poder Público e dele obter
subsídios, subvenções ou doações não poderá exceder o prazo
de dez anos.
Avalie se a Lei dos Crimes Ambientais (Lei nº 9.605, de 12 de
fevereiro de 1998) estabelece, em suas disposições gerais, as
seguintes determinações:
I. Quem, de qualquer forma, concorre para a prática dos crimes
previstos nesta Lei, incide nas penas a estes cominadas, na
medida da sua culpabilidade, bem como o diretor, o
administrador, o membro de conselho e de órgão técnico, o
auditor, o gerente, o preposto ou mandatário de pessoa
jurídica, que, sabendo da conduta criminosa de outrem, deixar
de impedir a sua prática, quando podia agir para evitá-la.
II. As pessoas jurídicas serão responsabilizadas administrativa,
civil e penalmente conforme o disposto nesta Lei, nos casos em
que a infração seja cometida por decisão de seu representante
legal ou contratual, ou de seu órgão colegiado, no interesse ou
benefício da sua entidade.
III. A responsabilidade das pessoas jurídicas exclui a das pessoas
físicas, autoras, coautoras ou partícipes do mesmo fato.
IV. Não poderá ser desconsiderada a pessoa jurídica mesmo se
sua personalidade for obstáculo ao ressarcimento de prejuízos
causados à qualidade do meio ambiente.
A criminalização de infrações ambientais foi um importante
avanço trazido pela Lei nº 9.605/1998, que regula a
responsabilização administrativa e, embora tenha sido vetada,
pretendia regrar também a responsabilização civil, tanto de
pessoas físicas quanto jurídicas.
Segundo as novas regras estabelecidas pela Lei nº 9.605/1998, é
correto afirmar que:
A empresa Gama presta há anos no mercado o serviço de
transporte de insumos médicos e hospitalares em todo Brasil. A
empresa é renomada por efetuar com excelência o planejamento
do serviço baseado no alinhamento de todos os pontos envolvidos
no transporte.
No entanto, a transportadora GAMA teve um dos seus caminhões
tombados às margens do Rio Vitória. Com o acidente, tanto a carga
do caminhão (produtos hospitalares), quanto o combustível do
veículo, foram espalhados pelo curso do rio e levados pelas águas.
Constatada a degradação ambiental, em sua defesa, a empresa
arguiu que foi um acidente e que, diante da imensidão do rio, os
danos foram de pequena monta, alegando que deveria ser
aplicado, ao caso, o princípio da insignificância.
Com base no seu conhecimento acerca da responsabilidade
ambiental nas esferas cível, penal e administrativa, assinale a
alternativa correta.
Com relação a crimes ambientais, julgue os itens de 64 a 66.
A responsabilidade penal da pessoa jurídica vem sendo adotada em muitos países nos crimes contra a ordem econômica e o meio ambiente. A CF estabeleceu que as condutas e atividades lesivas ao meio ambiente sujeitarão os infratores pessoas físicas e jurídicas às sanções penais e administrativas, independentemente da obrigação de reparar os danos causados.
Em relação a crimes ambientais, julgue o item a seguir, de
acordo com a legislação de regência e a jurisprudência dos
tribunais superiores.
Considere que a empresa fabricante de solventes XRT tenha
sido denunciada pela prática do delito de poluição previsto
no art. 54 da Lei n.º 9.605/1998 e que, no curso da ação
penal, tenha ocorrido a sua incorporação legítima e regular
pela empresa ABC Química. Nessa situação, consoante
entendimento do STJ, eventual sanção penal atingirá a
empresa incorporadora.
Em 24/01/2012, em patrulhamento realizado em uma ocupação
irregular no Bairro Alfa, em Belém (PA), a Polícia Militar
Ambiental constatou que Adriana teria desmatado área de
preservação permanente de restinga no bioma Amazônico e que
estava construindo uma residência no local. Na ocasião, Adriana
disse que adquiriu o imóvel um ano antes, já com área
desmatada, e que, na ocasião, o vendedor informou que ela
poderia construir normalmente. Diante da ausência de licença
ambiental, a autoridade lavrou auto de infração e embargou a
obra.
Posteriormente, em nova fiscalização ocorrida em 18/02/2012,
constatou-se que Adriana descumpriu o embargo e deu
prosseguimento à edificação da residência. Foi, então, lavrado
novo auto de infração.
O Ministério Público foi informado e instaurou inquérito civil para
apuração dos fatos.
No curso desse inquérito civil, o Ministério Publico requisitou que
o Município informasse as providências que foram ou seriam
adotadas, no exercício do poder de polícia, para coibir a prática
ilegal. Ainda durante o curso do inquérito civil, a Polícia Militar
Ambiental fez nova fiscalização no local e constatou que a
residência embargada de Adriana permanece erguida e que
existe outro imóvel, de propriedade de Antônio, em idêntica
situação no local. Em resposta, o Município informou teve ciência
das construções, mas não houve concessão de licença ambiental
para a construção; e que a área investigada integra ocupação
irregular.
A responsabilidade civil do Município por dano ambiental, em
caso de omissão de cumprimento adequado do seu dever de
fiscalizar, será