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Um assistente administrativo deve possuir competências-chave para desempenhar suas funções de forma eficiente e ética. Além disso, “[...] o profissionalismo do serviço público é mais do que o exercício talentoso de uma função. Há valores em jogo e uma conduta adequada a seguir. Para além do compromisso ético com o bem comum, uma atitude profissional exige [...] qualidades”.

Adaptado de Escola Nacional de Administração Pública (2016). Ética e serviço público. Brasília (Módulo 3 - A Conduta no Serviço Público).

Sobre as funções desempenhadas por esse profissional e as características necessárias para realizá-las, analise as situações a seguir:

I - A comunicação com o público deve ser objetiva e respeitosa e as respostas às reclamações devem ser íntegras e profissionais, sem envolvimento pessoal.
II - A realização de tarefas e projetos com excelência exige cumprimento dos prazos estabelecidos, organização e gestão de tempo.
III - A mediação justa e construtiva de possíveis conflitos no ambiente de trabalho promove um ambiente cooperativo, harmonioso e ético.

A respeito das afirmativas, assinale a opção CORRETA:

Texto para a questão.



Caso de secretária - Carlos Drummond de Andrade



Foi trombudo para o escritório. Era dia de seu aniversário, e a esposa nem sequer o abraçara, não fizera a mínima alusão à data. As crianças também tinham se esquecido. Então era assim que a família o tratava? Ele que vivia para os seus, que se arrebentava de trabalhar, não merecer um beijo, uma palavra ao menos!


Mas, no escritório, havia flores à sua espera, sobre a mesa. Havia o sorriso e o abraço da secretária, que poderia muito bem ter ignorado o aniversário, e entretanto o lembrara. Era mais do que uma auxiliar, atenta, experimentada e eficiente, pé-de-boi da firma, como até então a considerara; era um coração amigo.


Passada a surpresa, sentiu-se ainda mais borocoxô: o carinho da secretária não curava, abria mais a ferida. Pois então uma estranha se lembrava dele com tais requintes, e a mulher e os filhos, nada? Baixou a cabeça, ficou rodando o lápis entre os dedos, sem gosto para viver.


Durante o dia, a secretária redobrou de atenções. Parecia querer consolá-lo, como se medisse toda a sua solidão moral, o seu abandono. Sorria, tinha palavras amáveis, e o ditado da correspondência foi entremeado de suaves brincadeiras da parte dela.


– O senhor vai comemorar em casa ou numa boate?


Engasgado, confessou-lhe que em parte nenhuma. Fazer anos é uma droga, ninguém gostava dele neste mundo, iria rodar por aí à noite, solitário, como o lobo da estepe.


– Se o senhor quisesse, podíamos jantar juntos, insinuou ela, discretamente.


E não é que podiam mesmo? Em vez de passar uma noite besta, ressentida – o pessoal lá em casa pouco está me ligando –, teria horas amenas, em companhia de uma mulher que – reparava agora – era bem bonita.


Daí por diante o trabalho foi nervoso, nunca mais que se fechava o escritório. Teve vontade de mandar todos embora, para que todos comemorassem o seu aniversário, ele principalmente. Conteve-se no prazer ansioso da espera.


– Onde você prefere ir? – perguntou, ao saírem.


– Se não se importa, vamos passar primeiro no meu apartamento. Preciso trocar de roupa.


Ótimo, pensou ele; faz-se a inspeção prévia do terreno e, quem sabe?


– Mas antes quero um drinque, para animar – ela retificou. Foram ao drinque, ele recuperou não só a alegria de viver e de fazer anos, como começou a fazê-los pelo avesso, remoçando. Saiu bem mais jovem do bar, e pegou-lhe do braço.


No apartamento, ela apontou-lhe o banheiro e disse-lhe que o usasse sem cerimônia. Dentro de quinze minutos ele poderia entrar no quarto, não precisava bater – e o sorriso dela, dizendo isto, era uma promessa de felicidade.


Ele nem percebeu ao certo se estava se arrumando ou se desarrumando, de tal modo que os quinze minutos se atropelaram, querendo virar quinze segundos, no calor escaldante do banheiro e da situação. Liberto da roupa incômoda, abriu a porta do quarto. Lá dentro, sua mulher e seus filhos, em coro com a secretária, esperavam-no atacando “Parabéns para você”.


ANDRADE, Carlos Drummond de. Poesia e Prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1988.

No texto “Caso de secretária”, de Carlos Drummond de Andrade, observe a frase: “Teve vontade de mandar todos embora, para que todos comemorassem o seu aniversário, ele principalmente.” Assinale a alternativa que apresenta a análise correta em termos de concordância nominal e verbal, regência e colocação pronominal:
De acordo com a Lei Geral de Proteção de Dados – Lei nº 13.709/2018, marque a alternativa CORRETA:
Assinale a opção CORRETA em relação às autarquias, fundações, empresas públicas e sociedades de economia mista:
Analise as afirmativas abaixo sobre as características da Visão Organizacional:

I - Clara e permanente demonstração, para a comunidade, da natureza e da essência da empresa em termos de seus propósitos, do escopo do negócio e da liderança competitiva.
II - Idealização de um futuro desejado para a empresa.
III - Articulação das aspirações de uma empresa a respeito de seu futuro.

A respeito das afirmativas, assinale a opção CORRETA:
O serviço público federal é regido por princípios estabelecidos pela Constituição Federal, cabendo ao servidor público civil do Poder Executivo Federal a adoção de postura ética compatível com a dignidade do cargo. Nesse sentido, o Presidente da República editou o Código de Ética Profissional, consubstanciado no Decreto nº 1.171, de 22/06/1994, o qual estabelece:
Os conflitos são inerentes ao funcionamento das organizações. Assinale a opção CORRETA em relação às implicações gerenciais dos conflitos:
Os pressupostos da Teoria da Motivação: teoria X e teoria Y, de McGregor, podem ser explicitados como:

I - Para os funcionários do tipo Y, os gestores podem deixar de lado a necessidade de monitoramento rigoroso, sem recorrer ao controle social burocrático.
II - Para os funcionários do tipo X, os gerentes e administradores detêm a responsabilidade exclusiva pela organização dos fatores de produção.
III - A intervenção e o controle gerencial são essenciais para assegurar a produtividade e a eficiência para os funcionários do tipo X.

A respeito das afirmativas, assinale a opção CORRETA:
Preceito constitucional desde 1988, o Plano Plurianual (PPA) é o instrumento central do planejamento público brasileiro, nos três níveis da federação. É ele que dá os rumos para a gestão, traduzindo o desejo popular expresso nas urnas.

Fonte: Adaptado de Brasil (2023). Manual Técnico do Plano Plurianual 2024-2027. Brasília, Ministério do Planejamento e Orçamento, 66 p.

I - O PPA expressa a visão estratégica da gestão pública, compreendendo programas temáticos e suas metas.
II - O PPA tem suas metas ajustadas anualmente pela LDO que aponta as prioridades do governo a cada ano.
III - O PPA é executado por meio da LOA que autoriza o gasto do ente público, considerando as ações orçamentárias propostas.

Sobre o Plano Plurianual (PPA), está CORRETO o que se afirma em:
Os arquivos públicos são documentos produzidos e recebidos pelos órgãos públicos, em decorrência de suas funções administrativas, legislativas e judiciárias. A Política Nacional de Arquivos Públicos e Privados identifica os documentos públicos em:

I - Documentos correntes são aqueles que, em uso ou não, são consultados com frequência.
II - Documentos intermediários são aqueles que aguardam para ser descartados ou arquivados em definitivo.
III - Documentos permanentes são preservados e perdem sua importância ao longo do tempo.

A respeito das afirmativas, assinale a opção CORRETA:
Analise as afirmativas a seguir e a relação entre elas:

Asserção I - À medida que a gestão está menos disposta a assumir responsabilidades e riscos, o desempenho organizacional tende a declinar.

Porque

Asserção II - A ausência de disposição para assumir responsabilidades resulta em uma tomada de decisões mais lenta e promove uma rigidez crescente na estrutura organizacional.

A respeito das afirmativas, assinale a opção CORRETA:
A sustentabilidade surge para moldar as perspectivas de desenvolvimento, considerando as interações entre o ambiente natural, a economia humana e os limites do planeta, por meio dos paradigmas da sustentabilidade forte (genuína, estrita ou radical) e da sustentabilidade fraca (superficial, substituível ou frágil), que suscitam a busca por soluções que conciliem as necessidades humanas e seu bem-estar com os limites ambientais e ecológicos do planeta.

Adaptado de Lélé, S. M. Sustainable Development: a critical review. World Development, v.19, n.6, p.607-621, 1991. https://doi.org/10.1016/0305-750X(91)90197-P.

Qual das seguintes afirmativas caracteriza o paradigma da sustentabilidade forte?
Analise as afirmativas a seguir e a relação entre elas:

Asserção I - O Sistema Informatizado de Gestão Arquivística de Documentos (SIGAD), em conformidade com as diretrizes do e-ARQ Brasil, assegura que os documentos sejam sempre armazenados de forma segura, garantindo que não haverá perda ou dano aos documentos.

Porque

Asserção II - Esse sistema permite a digitalização, indexação e armazenamento centralizado de documentos, facilitando sua recuperação e minimizando os riscos de perda ou extravio dos documentos físicos.

A respeito das afirmativas, assinale a opção CORRETA:
Sobre a funcionalidade “Controlar Alterações”, presente no Word do Office 365, avalie as seguintes afirmações:

I - Serve para marcar todas as adições, exclusões, movimentações e mudanças de formatação.
II - As exclusões são marcadas com um tachado e as adições são marcadas com um sublinhado.
III - Alterações de diferentes autores são indicadas com cores diferentes.

A partir das afirmações, é CORRETO concluir o que se afirma em:

Texto para a questão.



Caso de secretária - Carlos Drummond de Andrade



Foi trombudo para o escritório. Era dia de seu aniversário, e a esposa nem sequer o abraçara, não fizera a mínima alusão à data. As crianças também tinham se esquecido. Então era assim que a família o tratava? Ele que vivia para os seus, que se arrebentava de trabalhar, não merecer um beijo, uma palavra ao menos!


Mas, no escritório, havia flores à sua espera, sobre a mesa. Havia o sorriso e o abraço da secretária, que poderia muito bem ter ignorado o aniversário, e entretanto o lembrara. Era mais do que uma auxiliar, atenta, experimentada e eficiente, pé-de-boi da firma, como até então a considerara; era um coração amigo.


Passada a surpresa, sentiu-se ainda mais borocoxô: o carinho da secretária não curava, abria mais a ferida. Pois então uma estranha se lembrava dele com tais requintes, e a mulher e os filhos, nada? Baixou a cabeça, ficou rodando o lápis entre os dedos, sem gosto para viver.


Durante o dia, a secretária redobrou de atenções. Parecia querer consolá-lo, como se medisse toda a sua solidão moral, o seu abandono. Sorria, tinha palavras amáveis, e o ditado da correspondência foi entremeado de suaves brincadeiras da parte dela.


– O senhor vai comemorar em casa ou numa boate?


Engasgado, confessou-lhe que em parte nenhuma. Fazer anos é uma droga, ninguém gostava dele neste mundo, iria rodar por aí à noite, solitário, como o lobo da estepe.


– Se o senhor quisesse, podíamos jantar juntos, insinuou ela, discretamente.


E não é que podiam mesmo? Em vez de passar uma noite besta, ressentida – o pessoal lá em casa pouco está me ligando –, teria horas amenas, em companhia de uma mulher que – reparava agora – era bem bonita.


Daí por diante o trabalho foi nervoso, nunca mais que se fechava o escritório. Teve vontade de mandar todos embora, para que todos comemorassem o seu aniversário, ele principalmente. Conteve-se no prazer ansioso da espera.


– Onde você prefere ir? – perguntou, ao saírem.


– Se não se importa, vamos passar primeiro no meu apartamento. Preciso trocar de roupa.


Ótimo, pensou ele; faz-se a inspeção prévia do terreno e, quem sabe?


– Mas antes quero um drinque, para animar – ela retificou. Foram ao drinque, ele recuperou não só a alegria de viver e de fazer anos, como começou a fazê-los pelo avesso, remoçando. Saiu bem mais jovem do bar, e pegou-lhe do braço.


No apartamento, ela apontou-lhe o banheiro e disse-lhe que o usasse sem cerimônia. Dentro de quinze minutos ele poderia entrar no quarto, não precisava bater – e o sorriso dela, dizendo isto, era uma promessa de felicidade.


Ele nem percebeu ao certo se estava se arrumando ou se desarrumando, de tal modo que os quinze minutos se atropelaram, querendo virar quinze segundos, no calor escaldante do banheiro e da situação. Liberto da roupa incômoda, abriu a porta do quarto. Lá dentro, sua mulher e seus filhos, em coro com a secretária, esperavam-no atacando “Parabéns para você”.


ANDRADE, Carlos Drummond de. Poesia e Prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1988.

No excerto “[...] começou a fazê-los pelo avesso, remoçando [...]”, do texto “Caso de secretária”, de Carlos Drummond de Andrade, a expressão “fazê-los pelo avesso” está sendo utilizada em qual sentido?
Tomar ciência dos custos inerentes aos estoques bem como levar em conta sua dimensão é tarefa de grande relevância.

I - Custos de capital correspondem aos juros que incidem sobre o valor de compra ou de produção de item estocado.
II - Custos de pedido, de ocorrência típica no setor público, referem-se aos custos operacionais da área de compras do órgão.
III - Custos que independem da quantidade de itens em estoque apresentam valores fixos.

A respeito das afirmativas, assinale a opção CORRETA:
Considerando-se o que Mintzberg (2000) evidencia como um dos sete pecados capitais do Planejamento Estratégico, assinale a opção CORRETA:
A respeito das compras realizadas pela Administração Pública, de acordo com a Lei nº 14.133/2021, marque a alternativa CORRETA:

Texto para a questão.



Caso de secretária - Carlos Drummond de Andrade



Foi trombudo para o escritório. Era dia de seu aniversário, e a esposa nem sequer o abraçara, não fizera a mínima alusão à data. As crianças também tinham se esquecido. Então era assim que a família o tratava? Ele que vivia para os seus, que se arrebentava de trabalhar, não merecer um beijo, uma palavra ao menos!


Mas, no escritório, havia flores à sua espera, sobre a mesa. Havia o sorriso e o abraço da secretária, que poderia muito bem ter ignorado o aniversário, e entretanto o lembrara. Era mais do que uma auxiliar, atenta, experimentada e eficiente, pé-de-boi da firma, como até então a considerara; era um coração amigo.


Passada a surpresa, sentiu-se ainda mais borocoxô: o carinho da secretária não curava, abria mais a ferida. Pois então uma estranha se lembrava dele com tais requintes, e a mulher e os filhos, nada? Baixou a cabeça, ficou rodando o lápis entre os dedos, sem gosto para viver.


Durante o dia, a secretária redobrou de atenções. Parecia querer consolá-lo, como se medisse toda a sua solidão moral, o seu abandono. Sorria, tinha palavras amáveis, e o ditado da correspondência foi entremeado de suaves brincadeiras da parte dela.


– O senhor vai comemorar em casa ou numa boate?


Engasgado, confessou-lhe que em parte nenhuma. Fazer anos é uma droga, ninguém gostava dele neste mundo, iria rodar por aí à noite, solitário, como o lobo da estepe.


– Se o senhor quisesse, podíamos jantar juntos, insinuou ela, discretamente.


E não é que podiam mesmo? Em vez de passar uma noite besta, ressentida – o pessoal lá em casa pouco está me ligando –, teria horas amenas, em companhia de uma mulher que – reparava agora – era bem bonita.


Daí por diante o trabalho foi nervoso, nunca mais que se fechava o escritório. Teve vontade de mandar todos embora, para que todos comemorassem o seu aniversário, ele principalmente. Conteve-se no prazer ansioso da espera.


– Onde você prefere ir? – perguntou, ao saírem.


– Se não se importa, vamos passar primeiro no meu apartamento. Preciso trocar de roupa.


Ótimo, pensou ele; faz-se a inspeção prévia do terreno e, quem sabe?


– Mas antes quero um drinque, para animar – ela retificou. Foram ao drinque, ele recuperou não só a alegria de viver e de fazer anos, como começou a fazê-los pelo avesso, remoçando. Saiu bem mais jovem do bar, e pegou-lhe do braço.


No apartamento, ela apontou-lhe o banheiro e disse-lhe que o usasse sem cerimônia. Dentro de quinze minutos ele poderia entrar no quarto, não precisava bater – e o sorriso dela, dizendo isto, era uma promessa de felicidade.


Ele nem percebeu ao certo se estava se arrumando ou se desarrumando, de tal modo que os quinze minutos se atropelaram, querendo virar quinze segundos, no calor escaldante do banheiro e da situação. Liberto da roupa incômoda, abriu a porta do quarto. Lá dentro, sua mulher e seus filhos, em coro com a secretária, esperavam-no atacando “Parabéns para você”.


ANDRADE, Carlos Drummond de. Poesia e Prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1988.

Sobre a colocação pronominal exposta no excerto: “[...] nunca mais que se fechava o escritório [...]”, assinale a alternativa CORRETA:
Analise as afirmativas a seguir e a relação entre elas:

Asserção I - Para a criação de um novo curso de graduação em uma instituição de ensino superior pública, é necessária a previsão de receita específica, em sua Lei Orçamentária Anual (LOA).

Porque

Asserção II - A Lei de Diretrizes Orçamentárias estabelece diretrizes para a criação de um novo curso de graduação, exigindo que estas estejam especificadas na LOA e sejam compatíveis com o Plano Plurianual, garantindo o equilíbrio fiscal da instituição.

A respeito das afirmativas, assinale a opção CORRETA:
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