<https://tinyurl.com/y5sq4pkp> Acesso em: 15.10.2019. Adaptado.
Segundo o texto,
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Nada por aqui
Leia o trecho do livro A dança do universo, do físico brasileiro Marcelo Gleiser, para responder a questão.
Algumas pessoas tornam-se heróis contra sua própria vontade. Mesmo que elas tenham ideias realmente (ou potencialmente) revolucionárias, muitas vezes não as reconhecem como tais, ou não acreditam no seu próprio potencial. Divididas entre enfrentar sua insegurança expondo suas ideias à opinião dos outros, ou manter-se na defensiva, elas preferem a segunda opção. O mundo está cheio de poemas e teorias escondidos no porão.
Copérnico é, talvez, o mais famoso desses relutantes heróis da história da ciência. Ele foi o homem que colocou o Sol de volta no centro do Universo, ao mesmo tempo fazendo de tudo para que suas ideias não fossem difundidas, possivelmente com medo de críticas ou perseguição religiosa. Foi quem colocou o Sol de volta no centro do Universo, motivado por razões erradas. Insatisfeito com a falha do modelo de Ptolomeu, que aplicava o dogma platônico do movimento circular uniforme aos corpos celestes, Copérnico propôs que o equante fosse abandonado e que o Sol passasse a ocupar o centro do cosmo. Ao tentar fazer com que o Universo se adaptasse às ideias platônicas, ele retornou aos pitagóricos, ressuscitando a doutrina do fogo central, que levou ao modelo heliocêntrico de Aristarco dezoito séculos antes.
Seu pensamento reflete o desejo de reformular as ideias cosmológicas de seu tempo apenas para voltar ainda mais no passado; Copérnico era, sem dúvida, um revolucionário conservador. Ele jamais poderia ter imaginado que, ao olhar para o passado, estaria criando uma nova visão cósmica, que abriria novas portas para o futuro. Tivesse vivido o suficiente para ver os frutos de suas ideias, Copérnico decerto teria odiado a revolução que involuntariamente causou.
Entre 1510 e 1514, compôs um pequeno trabalho resumindo suas ideias, intitulado Commentariolus (Pequeno comentário). Embora na época fosse relativamente fácil publicar um manuscrito, Copérnico decidiu não publicar seu texto, enviando apenas algumas cópias para uma audiência seleta. Ele acreditava piamente no ideal pitagórico de discrição; apenas aqueles que eram iniciados nas complicações da matemática aplicada à astronomia tinham permissão para compartilhar sua sabedoria. Certamente essa posição elitista era muito peculiar, vinda de alguém que fora educado durante anos dentro da tradição humanista italiana. Será que Copérnico estava tentando sentir o clima intelectual da época, para ter uma ideia do quão “perigosas” eram suas ideias? Será que ele não acreditava muito nas suas próprias ideias e, portanto, queria evitar qualquer tipo de crítica? Ou será que ele estava tão imerso nos ideais pitagóricos que realmente não tinha o menor interesse em tornar populares suas ideias? As razões que possam justificar a atitude de Copérnico são, até hoje, um ponto de discussão entre os especialistas.
(A dança do universo, 2006. Adaptado.)
Escreva V ou F, conforme seja verdadeiro ou falso o que se afirma a seguir sobre as características das diversas fontes de energia e seus impactos no meio ambiente.
( ) O petróleo tem sido a fonte de energia mais importante no mundo desde a segunda Revolução Industrial, embora, na última década, tenha perdido demasiadamente sua expressão em função da radical decisão dos Estados Unidos de abandonar o consumo de seus derivados na indústria e na produção de combustíveis.
( ) Para a geração de energia em usinas nucleares, ocorre um processo controlado de desintegração dos átomos, porém, os acidentes com escape de material radioativo para a atmosfera causam distúrbios socioambientais imediatos e a longo prazo.
( ) Nas usinas eólicas, a produção de energia é limpa, mas há impactos socioambientais marcantes, tais como a emissão de ruído, o impacto visual e as interferências eletromagnéticas em pessoas.
( ) A despeito das inconveniências econômicas, ambientais e políticas, fontes de energia tradicionais como o petróleo e o carvão mineral continuam sendo consumidas em grande escala em países de economia capitalista avançada.
Está correta, de cima para baixo, a seguinte sequência:
T E X T
Can you learn in your sleep?
Sleep is known to be crucial for learning and memory formation. What's more, scientists have even managed to pick out specific memories and consolidate them during sleep. However, the exact mechanisms behind this were unknown — until now.
Those among us who grew up with the popular cartoon "Dexter's Laboratory" might remember the famous episode wherein Dexter's trying to learn French overnight. He creates a device that helps him to learn in his sleep by playing French phrases to him. Of course, since the show is a comedy, Dexter's record gets stuck on the phrase "Omelette du fromage" and the next day he's incapable of saying anything else. This is, of course, a problem that puts him through a series of hilarious situations.
The idea that we can learn in our sleep has captivated the minds of artists and scientists alike; the possibility that one day we could all drastically improve our productivity by learning in our sleep is very appealing. But could such a scenario ever become a reality?
New research seems to suggest so, and scientists in general are moving closer to understanding precisely what goes on in the brain when we sleep and how the restful state affects learning and memory formation.
For instance, previous studies have shown that non-rapid eye movement (non-REM) sleep — or dreamless sleep — is crucial for consolidating memories. It has also been shown that sleep spindles, or sudden spikes in oscillatory brain activity that canbe seen on an electroencephalogram (EEG) during the second stage of non-REM sleep, are key for this memory consolidation. Scientists were also able to specifically target certain memories and reactivate, or strengthen, them by using auditory cues.
However, the mechanism behind such achievements remained mysterious until now. Researchers were also unaware if such mechanisms would help with memorizing new information.
Therefore, a team of researchers set out to investigate. Scott Cairney, from the University of York in the United Kingdom, co-led the research with Bernhard Staresina, who works at the University of Birmingham, also in the U.K. Their findings were published in the journal Current Biology.
Cairney explains the motivation for the research, saying, "We are quite certain that memories are reactivated in the brain during sleep, but we don't know the neural processes that underpin this phenomenon." "Sleep spindles," he continues, "have been linked to the benefits of sleep for memory in previous research, so we wanted to investigate whether these brain waves mediate reactivation. If they support memory reactivation, we further reasoned that it could be possible to decipher memory signals at the time that these spindles took place."
To test their hypotheses, Cairney and his colleagues asked 46 participants "to learn associations between words and pictures of objects or scenes before a nap." Afterward, some of the participants took a 90-minute nap, whereas others stayed awake. To those who napped, "Half of the words were [...] replayed during the nap to trigger the reactivation of the newly learned picture memories," explains Cairney.
"When the participants woke after a good period of sleep," he says, "we presented them again with the words and asked them to recall the object and scene pictures. We found that their memory was better for the pictures that were connected to the words that were presented in sleep, compared to those words that weren't," Cairney reports.
Using an EEG machine, the researchers were also able to see that playing the associated words to reactivate memories triggered sleep spindles in the participants' brains. More specifically, the EEG sleep spindle patterns "told" the researchers whether the participants were processing memories related to objects or memories related to scenes.
"Our data suggest that spindles facilitate processing of relevant memory features during sleep and that this process boosts memory consolidation," says Staresina. "While it has been shown previously," he continues, "that targeted memory reactivation can boost memory consolidation during sleep, we now show that sleep spindles might represent the key underlying mechanism."
Cairney adds, "When you are awake you learn new things, but when you are asleep you refine them, making it easier to retrieve them and apply them correctly when you need them the most. This is important for how we learn but also for how we might help retain healthy brain functions."
Staresina suggests that this newly gained knowledge could lead to effective strategies for boosting memory while sleeping.
So, though learning things from scratch à la "Dexter's Lab" may take a while to become a reality, we can safely say that our brains continue to learn while we sleep, and that researchers just got a lot closer to understanding why this happens.
From: https://www.medicalnewstoday.com/articles/Mar/2018
(S. Bernardo, 1996.)
Leia o trecho do livro A dança do universo, do físico brasileiro Marcelo Gleiser, para responder a questão.
Algumas pessoas tornam-se heróis contra sua própria vontade. Mesmo que elas tenham ideias realmente (ou potencialmente) revolucionárias, muitas vezes não as reconhecem como tais, ou não acreditam no seu próprio potencial. Divididas entre enfrentar sua insegurança expondo suas ideias à opinião dos outros, ou manter-se na defensiva, elas preferem a segunda opção. O mundo está cheio de poemas e teorias escondidos no porão.
Copérnico é, talvez, o mais famoso desses relutantes heróis da história da ciência. Ele foi o homem que colocou o Sol de volta no centro do Universo, ao mesmo tempo fazendo de tudo para que suas ideias não fossem difundidas, possivelmente com medo de críticas ou perseguição religiosa. Foi quem colocou o Sol de volta no centro do Universo, motivado por razões erradas. Insatisfeito com a falha do modelo de Ptolomeu, que aplicava o dogma platônico do movimento circular uniforme aos corpos celestes, Copérnico propôs que o equante fosse abandonado e que o Sol passasse a ocupar o centro do cosmo. Ao tentar fazer com que o Universo se adaptasse às ideias platônicas, ele retornou aos pitagóricos, ressuscitando a doutrina do fogo central, que levou ao modelo heliocêntrico de Aristarco dezoito séculos antes.
Seu pensamento reflete o desejo de reformular as ideias cosmológicas de seu tempo apenas para voltar ainda mais no passado; Copérnico era, sem dúvida, um revolucionário conservador. Ele jamais poderia ter imaginado que, ao olhar para o passado, estaria criando uma nova visão cósmica, que abriria novas portas para o futuro. Tivesse vivido o suficiente para ver os frutos de suas ideias, Copérnico decerto teria odiado a revolução que involuntariamente causou.
Entre 1510 e 1514, compôs um pequeno trabalho resumindo suas ideias, intitulado Commentariolus (Pequeno comentário). Embora na época fosse relativamente fácil publicar um manuscrito, Copérnico decidiu não publicar seu texto, enviando apenas algumas cópias para uma audiência seleta. Ele acreditava piamente no ideal pitagórico de discrição; apenas aqueles que eram iniciados nas complicações da matemática aplicada à astronomia tinham permissão para compartilhar sua sabedoria. Certamente essa posição elitista era muito peculiar, vinda de alguém que fora educado durante anos dentro da tradição humanista italiana. Será que Copérnico estava tentando sentir o clima intelectual da época, para ter uma ideia do quão “perigosas” eram suas ideias? Será que ele não acreditava muito nas suas próprias ideias e, portanto, queria evitar qualquer tipo de crítica? Ou será que ele estava tão imerso nos ideais pitagóricos que realmente não tinha o menor interesse em tornar populares suas ideias? As razões que possam justificar a atitude de Copérnico são, até hoje, um ponto de discussão entre os especialistas.
(A dança do universo, 2006. Adaptado.)