Considerando a orientação consolidada pelo Supremo Tribunal
Federal acerca da legitimidade dos Municípios para o ajuizamento
da ação de improbidade administrativa e para formalização de
acordo de não persecução civil nas hipóteses em que há o
interesse da Fazenda local, bem como quanto à obrigatoriedade
da assessoria jurídica que emitiu parecer atestando a legalidade
prévia de ato administrativo de defender o administrador público
que venha a por ele responder, diante das alterações promovidas
na Lei nº 14.230/2021 na Lei nº 8.429/92, é correto afirmar que
Em dezembro de 2024, João, estagiário voluntário da 1ª Vara da
Comarca Alfa, revelou, a terceira pessoa, circunstância de que
tinha ciência em razão das atribuições da função exercida junto ao
Poder Judiciário e que deveria permanecer em segredo,
propiciando beneficiamento por informação privilegiada. Após um
breve período de investigação, apurou-se que João não agiu com
dolo. Na verdade, o estagiário, atuando de maneira imprudente,
acabou por revelar os fatos sigilosos.
Nesse cenário, considerando as disposições da Lei nº 8.429/1992,
é correto afirmar que João
Jonas, servidor da Secretaria Municipal de Planejamento do
Município Gama, foi citado em ação de improbidade
administrativa ajuizada pelo Ministério Público do Estado Delta
em seu desfavor e da sociedade Compramos Bem Ltda.
Em sua petição inicial, na qual houve requerimento de
indisponibilidade de bens suficientes para assegurar o
ressarcimento ao erário e do acréscimo patrimonial tido como
indevido, o Parquet imputou a Jonas a prática de ato de
improbidade administrativa que importou enriquecimento ilícito,
consistente em perceber vantagem econômica para facilitar a
alienação de bem imóvel de propriedade do Município Gama à
Compramos Bem Ltda. em valor inferior ao praticado pelo
mercado.
Ao efetuar o juízo de admissibilidade da petição inicial, sem a
oitiva de Jonas, o juiz do feito decretou a indisponibilidade de
R$ 200.000,00, depositados em conta-poupança conjunta
mantida por Jonas e Sandra, sua esposa.
Em sede de contestação, Jonas requereu o cancelamento da
ordem de indisponibilidade, sustentando que os recursos são
utilizados para sua subsistência, bem como pugnou pela
produção de prova documental suplementar e testemunhal.
O juiz da causa, por entender que não havia a necessidade de
produção de outras provas, julgou improcedente o pedido, bem
como determinou o cancelamento da ordem de indisponibilidade
de bens.
Inconformado, o Ministério Público interpôs recurso de apelação,
o qual foi conhecido e provido para condenar Jonas. Segundo
entendeu o Tribunal, embora não tenha sido comprovado o
recebimento de vantagem ilícita pelo servidor, restou verificado
que o imóvel foi alienado por valor inferior ao de mercado,
condenando-o pela prática de ato de improbidade que causa
dano ao erário, com ressarcimento do dano patrimonial ao
Município, multa civil e suspensão dos direitos políticos pelo
prazo de cinco anos.
Inconformado, Jonas interpôs recurso especial em face do
acórdão condenatório proferido pelo Tribunal de Justiça.
Após a realização de concurso público, Rafaela foi admitida em
certa empresa pública federal e no exercício da respectiva função
administrativa, em decorrência de uma conduta negligente, ou
seja, com culpa, inseriu dados equivocados no respectivo sistema,
ensejando, assim, danos a determinado cidadão, sem que tenha se
verificado lesão ao erário.
Em razão disso, Rafaela está muito preocupada com a
possibilidade de ser responsabilizada por ato de improbidade
administrativa, à luz do disposto na Lei nº 8.429/92, com a redação
conferida pela Lei 14.230/2021, aspecto em relação ao qual é
correto afirmar que a conduta descrita
João, agente público, agindo com dolo e com o fim de obter
proveito indevido para si, revelou a terceiro, antes da respectiva
divulgação oficial, teor de medida política capaz de afetar o preço
de determinada mercadoria, dando azo à lesividade relevante ao
bem jurídico tutelado pela norma legal.
Nesse cenário, considerando as disposições da Lei nº 8.429/1992,
é correto afirmar que João incorreu em ato de improbidade
administrativa, estando sujeito, em caso de condenação, além do
ressarcimento integral do dano patrimonial, se efetivo, às sanções
de
Em outubro de 2024, Maria, servidora pública, agindo com dolo,
liberou verba pública sem a estrita observância das normas
pertinentes, ensejando, efetiva e comprovadamente, perda
patrimonial em detrimento do Estado do Rio Grande do Sul.
Registre-se que não se trata de ato de menor ofensa aos bens
jurídicos tutelados pela Lei de Improbidade Administrativa.
De acordo com a narrativa e considerando as disposições da
Lei nº 8.429/1992, avalie as afirmativas a seguir.
I. Em caso de condenação pela prática de ato doloso de
improbidade administrativa, Maria estará sujeita, em tese, às
sanções de perda dos bens ou valores acrescidos ilicitamente
ao patrimônio, perda da função pública, suspensão dos
direitos políticos até 14 anos, pagamento de multa civil
equivalente ao valor do acréscimo patrimonial e proibição de
contratar com o poder público ou de receber benefícios ou
incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente,
ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja
sócia majoritária, pelo prazo não superior a 14 anos.
II. Em caso de condenação pela prática de ato doloso de
improbidade administrativa, a pena de multa, aplicável à
acusada Maria, pode ser aumentada até o triplo, se o juiz
considerar que, em virtude da situação econômica da ré, o
valor calculado é ineficaz para a reprovação e a prevenção do
ato de improbidade.
III. Em caso de condenação pela prática de ato doloso
de improbidade administrativa, as sanções previstas na
Lei nº 8.429/1992 somente poderão ser executadas após o
trânsito em julgado da sentença condenatória.
Ignácio, rico empresário de Florianópolis, procura Flavinho,
estagiário contratado temporariamente pelo Tribunal de Justiça
de Santa Catarina, para lhe propor um negócio escuso. Segundo
essa proposta, Ignácio contrataria os serviços de consultoria do
estagiário para que este acompanhasse, nos sistemas do tribunal,
eventuais mandados de penhora expedidos contra ele ou contra
uma de suas empresas, avisando-lhe com antecedência. Flavinho
aceita prestar essa consultoria e convida sua namorada, a
servidora exclusivamente comissionada do mesmo tribunal,
Gerusa, que também aceita a proposta.
Nesse caso, à luz da Lei de Improbidade Administrativa, podem
ser considerados agentes públicos;
O Ministério Público ingressou com ação de improbidade
administrativa em face de Lucas, agente público, imputando-lhe a
prática, em outubro de 2024, de ato doloso de improbidade
administrativa. Após constatar que a petição inicial estava em
devida forma, o Juiz mandou autuá-la, ordenando, na sequência, a
citação do requerido.
Nesse contexto, ao tomar ciência sobre a existência da demanda,
Lucas consultou seu advogado, indagando-lhe, especificamente,
sobre a possibilidade de solução consensual para o caso
apresentado.
De acordo com a narrativa e considerando as disposições da Lei nº
8.429/1992, avalie as afirmativas a seguir.
I. Em qualquer caso, a celebração do acordo de não persecução
civil considerará a personalidade do agente, a natureza, as
circunstâncias, a gravidade e a repercussão social do ato de
improbidade, bem como as vantagens, para o interesse
público, da rápida solução do caso.
II. Em caso de descumprimento do acordo de não persecução
civil, o demandado ficará impedido de celebrar novo acordo
pelo prazo de três anos, contado da decisão judicial que
rescindir o acordo originário.
III. Havendo a possibilidade de solução consensual, poderão as
partes requerer ao juiz a suspensão do prazo para a
contestação, por prazo não superior a sessenta dias.
No ano de 2024, João, prefeito do município Alfa, jurisdicionado
do TCE-RR, dolosamente, de forma livre e consciente, usou
mensalmente valores da conta única do tesouro municipal, com
escopo de reforçar o seu orçamento familiar.
Ciente de que sua prestação de contas anual será submetida à
apreciação da Corte de Contas para emissão de parecer prévio e,
posteriormente, para julgamento pelo Câmara Municipal, João
deixa de prestar contas de referidos valores e faz ajustes
fraudulentos nos balanços patrimoniais da municipalidade,
visando ocultar as irregularidades.
Considerando o sistema de responsabilização por atos
de improbidade administrativa, com base no texto da
Lei nº 8.429/1992, é correto afirmar que, pelas condutas acima
descritas de usar valores da municipalidade e deixar de prestar
contas para ocultar irregularidades, João está sujeito, entre outras,
respectivamente, à sanção de
Em novembro de 2024, José, Auditor Municipal de Controle Interno
(AMCI), da Controladoria Geral do Município de Niterói, no exercício
da função, dolosamente, recebeu vantagem econômica
diretamente, consistente em dez mil reais, para omitir ato de ofício
e providência a que estava obrigado.
Sobre o ato de improbidade administrativa praticado por José,
assinale a afirmativa correta.
Determinado magistrado, ao analisar seu acervo processual,
deparou-se com três ações em curso, versando sobre supostos
atos de improbidade administrativa, quais sejam:
i) Matheus recebeu vantagem econômica direta, para omitir ato
de ofício a que esteva obrigado;
ii) Lucas permitiu que se utilizasse, em obra particular, veículos,
máquinas e equipamentos pertencentes à União Federal;
iii) Joana frustrou, em ofensa à imparcialidade, o caráter
concorrencial de concurso público, com vistas à obtenção de
benefício próprio direto. Registre-se que Matheus, Lucas e
Joana, agentes públicos estatutários, agiram com dolo
específico, sendo certo que as condutas foram praticadas em
janeiro de 2024.
De acordo com a narrativa e considerando as disposições da Lei nº
8.429/1992, analise as afirmativas a seguir:
I. Os prazos de prescrição interromperam-se com o ajuizamento
das ações de improbidade administrativa em face de Matheus,
Lucas e Joana.
II. Lucas praticou ato de improbidade administrativa que importa
enriquecimento ilícito.
III. Joana praticou ato de improbidade administrativa que causa
prejuízo ao erário.
Sociedade Violeta praticou a conduta de, mediante combinação
com agente público, frustrar o caráter competitivo de
procedimento licitatório público, fato que caracteriza ato lesivo à
Administração Pública, na forma da Lei 12.846/2013 (Lei
Anticorrupção), infração administrativa no âmbito da Lei nº
14.133/2021 (Lei de Licitações e Contratos), bem como ato de
improbidade administrativa que causa lesão ao erário, consoante
Lei nº 8.429/92, com a redação conferida pela Lei nº 14.230/2021,
sendo certo que seus dirigente atuaram com dolo específico de
atingir tal finalidade.
Nesse cenário, considerando o disposto nos aludidos diplomas
legais, é correto afirmar que
Investigações promovidas pelo Ministério Público Federal
reuniram evidências de que Wesley, gestor público federal,
utilizou, em obras de sua casa em Campos do Jordão/SP, os
serviços de empreiteira que havia sido contratada pela União
para a reforma de um prédio público federal. Os serviços
prestados em caráter particular foram custeados com recursos do
contrato administrativo firmado com a União.
Nessa situação, é correto afirmar que a medida de
indisponibilidade de bens por ato de improbidade administrativa:
“O Tribunal de Contas do Estado (TCE/SE) encontrou indícios de irregularidades em parcerias firmadas por 11 prefeituras sergipanas com a ONG Instituto Sócio Educacional Solidariedade (ISES). Conforme relatório elaborado pela Diretoria de Controle Externo de Obras e Serviços, entre janeiro de 2011 e junho deste ano foram empenhados para o Instituto mais de R$ 70 milhões, dos quais R$ 50 milhões já estão pagos. As possíveis irregularidades, segundo o levantamento, possuem ‘potencial dano ao erário dos entes envolvidos’, e estão relacionadas, sobretudo, à contratação de mão de obra terceirizada.”
(TCE vê indícios de irregularidades com a ONG ISES. 01/09/2014. Disponível em infonet.com.br)
Considerando o regime jurídico aplicável ao terceiro setor, a legislação de regência e a jurisprudência dos Tribunais Superiores, responda à pergunta a seguir.
A notícia reproduzida como texto 1 aborda potencial dano ao
erário resultante das parcerias com o poder público consideradas
irregulares.
Nesse contexto, é correto afirmar que:
Em relação à Reforma de 2021 da Lei de Improbidade Administrativa,
de acordo com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal,
assinale a afirmativa correta.
Jadilson, contratado temporiamente pela Administração Pública
Estadual, dolosamente revelou fato de que teve ciência em razão
de suas atribuições, colocando em risco a segurança da sociedade,
na medida em que compartilhou tal informação com Efigênia, sua
namorada, famosa youtuber, que fez um post com milhares de
visualizações especificamente acerca do mencionado fato,
divulgando todos os respectivos detalhes, o que era, desde
sempre, a intenção de ambos, que não obtiveram lucro em razão
da mencionada atuação.
Diante dessa situação hipotética, considerando o disposto na Lei
de Improbidade Administrativa, é correto afirmar que Jadilson e
Efigênia