Nós ousamos prometer uma didática magna, ou seja, uma arte universal de ensinar tudo a todos: de ensinar de modo certo,
para obter resultados, de ensinar de modo fácil, portanto sem que docentes e discentes se molestem ou enfadem, mas, ao
contrário, tenham grande alegria; de ensinar de modo sólido, não superficialmente, de qualquer maneira, mas para conduzir à
verdadeira cultura, aos bons costumes, a uma piedade mais profunda.
(Comenius, 1651, p. 13.)
Há séculos, diversos teóricos e estudiosos se aprofundam nos estudos sobre a didática com o objetivo de identificar e discutir
sobre as diversas técnicas e metodologias educacionais com a pretensão de aprimorar a melhoria da educação. Estudos revelam
que o surgimento da didática está relacionado ao surgimento do ensino. Fazendo um paralelo da didática com a educação,
constata-se a importância da história da educação para o aprimoramento do conhecimento sobre os períodos em que se
difundiram novas tendências pedagógicas no Brasil, que ficaram conhecidas como Teorias de Ensino. Dentre elas, evidenciamos
a Pedagogia Tradicional, a Pedagogia Renovada, a Pedagogia Tecnicista e a Pedagogia Crítico-Social dos Conteúdos. Considerando a didática na pedagogia Crítico-Social dos Conteúdos, assinale a afirmativa correta.
Quanto ao contexto, relação com o mundo do trabalho e metodologias de ensino,
relacione a Coluna 1 à Coluna 2, associando as abordagens educacionais abaixo às suas respectivas
definições.
Coluna 2 ( ) Essa abordagem de Educação promete uma organização curricular que atende às necessidades
dos alunos do século em questão, com base no conteúdo inovador da Inteligência Artificial para
fornecer a eles uma aprendizagem inteligente e um trabalho inteligente. Pressupõe o
entendimento de que conhecimentos digitais e tecnológicos são importantes, mas, que é preciso
ir além, considerando também, as competências socioemocionais. E essas remetem a um termo
atual, que são soft skills, um pilar importante do desenvolvimento humano que não é
quantificável, mas que faz diferença na vida pessoal e profissional e, inclusive são mais valorizadas
no ambiente de trabalho e tem como essência a capacidade de comunicação, de resolução de
problemas, o gerenciamento das emoções, o trabalho em equipe, a diversidade, a empatia e a
ética.
( ) Relaciona-se ao surgimento dos computadores, da automação e da sistematização do
conhecimento científico. O professor começa a utilizar as tecnologias digitais, como recurso
pedagógico, incentivando a autonomia, o pensamento crítico, promovendo a participação e
oportunizando o potencial criativo dos estudantes. Nessa abordagem, a interação é essencial, em
detrimento da repetição. As habilidades tecnológicas, de comunicação, compreensão, e de
tradução, são fundamentais para a empregabilidade e são consideradas no processo educacional,
em que o erro começa a ser aceito como parte do processo.
( ) Prevalece o Homeschooling, um tipo de educação oferecida nas próprias residências, aos filhos
das classes econômicas mais favorecidas. Na sequência, é implementado o modelo de escola
conhecido ainda hoje, com turmas numerosas, no qual o professor é a figura central do processo,
o único detentor do conhecimento, enquanto aos estudantes resta receber passivamente o
conhecimento. Nesse contexto, em que predomina o ensino e o teste, cabe somente ao professor
a decisão referente ao que o estudante devia estudar.
( ) É caracterizada pelos processos de leitura, memorização e repetição, habilidades necessárias para
o mundo do trabalho. Seu objetivo principal é prover para a indústria mão de obra eficiente, capaz
de produzir em larga escala. Nessa abordagem, o trabalho individual predomina e o erro é
altamente evitado, já que não é considerado como parte do processo de aprendizagem.
( ) Destaca-se pela alta tecnologia (robôs, machine learning, inteligência artificial, Big Data,
impressão 3D, realidade aumentada, cloud computing e a Internet das Coisas). Neste sentido, a
Inteligência Artificial e várias inovações tecnológicas, se sobrepõem ao trabalho mental humano.
O livre acesso à informação, colocado dentro do meio educacional, exige uma contribuição direta
para o aprender a aprender, para que não ocorra apenas o acúmulo de informações, sem que se
tornem um conhecimento, passível de reflexão e criticidade. Assim, essa Educação precisa
proporcionar aos estudantes habilidades digitais, cognitivas e socioemocionais capazes de garantir
o aprendizado do século em questão, imprescindível para o mundo do trabalho.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
A gênese da Orientação Educacional no Brasil,
embora frequentemente atrelada à influência norte-americana do "counselling", revela uma complexa
teia de fatores sociopolíticos e pedagógicos. A
análise crítica dessa trajetória desvela:
“De hoje em diante, que fique combinado que
não haverá mais ‘índio’ no Brasil. Fica acertado que
os chamaremos indígenas, que é a mesma coisa que
nativo, original de um lugar. Certo? Bem, calma lá.
Alguém me soprou uma questão: mais índio e indígena não é a mesma coisa? Pois é. Não, não é. Digamo que disserem, mas ser um indígena é pertencer a
um povo específico, Munduruku, por exemplo. Ser
‘índio’ é pertencer a quê? É trazer consigo todos os
adjetivos não apreciados em qualquer ser humano.
Ela é uma palavra preconceituosa, racista, colonialista, etnocêntrica, eurocêntrica. Acho melhor não a
usarmos mais, não é?”
Fonte: Secretaria Municipal de Educação. Coordenadoria
Pedagógica Currículo da cidade: povos indígenas: orientações
pedagógicas. – São Paulo: SME / COPED, 2019, p. 16. “Ao mesmo tempo, a linguagem como produtora de conhecimento, ao não apresentar de maneira sistemática e elaborada elementos da história
e da cultura africanas e afro-brasileiras, elimina
não só a possibilidade de as crianças conhecerem
tal história e cultura, como também leva à idéia de
que não possuem importância, portanto sua ausência se torna normal, natural, a ponto de nem ser denunciada e desejada. Esse fato configura um círculo vicioso de silêncio e silenciamento, que dificulta
a reflexão das crianças sobre as relações raciais no
cotidiano escolar e, ao mesmo tempo, sobre o próprio pertencimento racial. Por extensão, que essas
crianças reflitam e ajam sobre as discriminações
experienciadas e percebidas no dia a dia.”
Fonte: Cavalleiro, E. Discriminação racial e pluralismo
em escolas públicas da cidade de São Paulo. In: Secretaria
de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade
(SECAD). Educação anti-racista: caminhos abertos pela
lei federal nº 10.639/03. Brasília: Ministério da Educação,
Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e
Diversidade (MEC-SECAD), 2005. p. 99.
A partir dos excertos apresentados, um caminho
eficaz que a escola deve assumir, considerando que
o espaço escolar deve romper com práticas racistas
e discriminatórias e promover uma educação que
reconheça e promova a diversidade étnico-racial, é
A sequência didática não é uma novidade para os professores do ensino fundamental. Conforme ressaltam Maroquio, Paiva
e Fonseca (2015, p. 2-3), “[...] o uso da sequência didática, como recurso pedagógico, permite um novo olhar sobre a organização curricular, com ênfase no ensino pautado em investigação, por meio de condições reais do cotidiano, partindo de problematizações que levem o aluno a conferir o seu conhecimento prévio com o conhecimento apresentado no espaço de
aprendizagem, levando-o a se apropriar de novos significados, novos métodos de investigação e a produzir novos produtos
e processos”. Ao pensarmos o processo de elaboração de uma sequência didática, são considerados fundamentos de uma
sequência didática, EXCETO:
Considerando as Metodologias Ativas na Educação,
analise as seguintes afirmações:
I. O termo foi cunhado pelos professores Charles
Bonwell e James Eison em seu livro “Active
Learning: Creating Excitement in the Classroom”,
lançado em 1991.
II. O professor se torna um mediador, orientando e
conduzindo os alunos na solução de problemas, na
elaboração de ideias, argumentos e no trabalho em
equipe.
III. São vantagens das metodologias ativas: maior
envolvimento e engajamento dos alunos,
protagonismo e autonomia dos alunos, fomento a
inovação.
De acordo com Japiassu (1976 – apud Iribarry, 2003), o termo significa a exploração
científica e especializada de determinado domínio homogêneo de estudo. O que nos permite evocar
um conjunto sistemático e organizado de conhecimentos com características próprias em seus planos
de ensino, de formação, dos métodos e das matérias. Tal exploração tem a finalidade de fazer surgir
novos conhecimentos que irão substituir os antigos. O trecho refere-se à:
Sobre a obra “Inteligência emocional”, de Daniel Goleman (2011), analise as assertivas abaixo:
I. O autor apresenta sua tese de que o Quociente de Inteligência (QI) é um dado genético impossível de ser alterado pela experiência de vida e que nosso destino é, em grande parte, determinado pela aptidão intelectual recebida geneticamente.
II. Para o teórico, as aptidões podem ser ensinadas às pessoas, na medida em que lhes proporcionam a oportunidade de lançar mão de qualquer que seja o potencial intelectual que lhes tenha sido legado pela loteria genética.
III. Na interpretação de Goleman, inteligência emocional são aptidões que incluem controle, resistência, e a capacidade de motivação do outro.
IV. Goleman defende que o impulso é o veículo da emoção; a semente de todo impulso é um sentimento explodindo para expressar-se em ação. Os que estão à mercê dos impulsos — os que não têm autocontrole — sofrem de uma deficiência intelectual. A capacidade de controlar os impulsos é a base da força de vontade e do caráter.
V. Na concepção do autor, a raiz do altruísmo está na empatia, que é a capacidade de identificar as emoções nos outros; sem a noção do que o outro necessita ou de seu desespero, o envolvimento é impossível. E se há duas posições morais que nossos tempos exigem são precisamente estas: autocontrole e piedade.
José Morán, em “Mudando a educação com metodologias
ativas” (2015), faz diversas análises sobre a educação e
a escola.
A partir da perspectiva do autor, é correto afirmar que
A linguagem oral, o diálogo e a interação entre professores e alunos é o componente principal do cotidiano das salas de aula. Assim, entender como funcionam essas trocas comunicativas e como, nelas, as crianças vão construindo sua linguagem e seu conhecimento linguístico, é uma das competências necessárias a qualquer professor, principalmente aos que lecionam no primeiro ano do ciclo de alfabetização. (Disponível em https://educacaopublica.cecierj.edu.br/artigos/. Acesso em: fevereiro de 2024.)
Considerando a relação entre oralidade e escrita, assinale o INCORRETO.
A partir do artigo “Práticas pedagógicas e ensino integrado”, de Araujo e
Frigotto (2015), analise as seguintes asserções e a relação proposta entre elas:
I. O conteúdo da proposta de ensino integrado propõe o desafio de pensar práticas pedagógicas que
aproximam o pedagogo de uma leitura ampla da realidade, mesmo reconhecendo a
impossibilidade de uma apropriação cognitiva do “todo”.
PORQUE
II. O ensino integrado é uma proposição pedagógica que se compromete com a utopia de uma
formação inteira, que não se satisfaz com a socialização de fragmentos da cultura sistematizada
e que compreende que é direito de todos ter acesso a um processo formativo, inclusive escolar,
que promova o desenvolvimento de suas amplas faculdades físicas e intelectuais.
A respeito dessas asserções, assinale a alternativa correta.
A utilização de Mapas Conceituais enquanto estratégia
de ensino em sala de aula tem se mostrado muito
eficiente no processo de articulação de conceitos,
fundamentais ao entendimento de determinada matéria.
Ao encontro disso, registre V, para verdadeiras, e F, para
falsas:
(__) Implicam sequência, temporalidade ou
direcionalidade, bem como hierarquias organizacionais
de poder.
(__)São diagramas de significados, de relações
significativas e podem comportar hierarquias conceituais.
(__)Na maioria das vezes, são similares a mapas
mentais ou quadros sinópticos.
(__)Não buscam classificar conceitos, mas sim
relacioná-los e hierarquizá-los.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência
correta:
As escolas são meios privilegiados para o desenvolvimento da autonomia corporal e vivências de diversos modelos de
movimentos corporais provenientes da cultura em que a criança se encontra. Nesses espaços a criança extrai, experimenta,
ajusta e constrói movimentos corporais provenientes da inserção e interação num grupo diferente do seu meio familiar. Esta
prática pedagógica poderá ser norteada por três eixos: 1) autonomia e identidade corporal; 2) socialização; 3) ampliação do
conhecimento de práticas corporais.
(SEED, 2012, p. 67.)
Analise o contexto a seguir: A professora do 2º ano dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental de uma escola pública organizou uma atividade com as crianças.
A atividade consistia em uma tarde de desafios. Então ela disse: “hoje faremos uma tarde de desafios. Vamos dividir a turma
em cinco grupos com quatro alunos e o grupo que cumprir todos os desafios ganhará um prêmio ao final da aula. Se todos os
grupos cumprirem os desafios, todos ganharão.” Assim, foram andando em direção a uma praça perto da escola. O primeiro
desafio foi andar de mãos dadas, sem soltá-las, com o grupo. O segundo desafio, brincar de vivenciar situações. A professora
mostrava cartazes com situações, como todos estão em um navio e o mar está super agitado; todos estão em um brinquedo
no parque de diversões que balança bem alto de um lado pro outro e, para não cair, é preciso dar as mãos; está vindo uma
tempestade e a porta está fechada. para fugir da chuva todos precisam virar três cambalhotas, um atrás do outro, e entrar por
um vão na porta (fictícia). O terceiro e último desafio foi fazer um desenho coletivo do grupo sobre os desafios da tarde, com
tintas e giz de cera em um papel colado no mural do parque.
Assinale a afirmativa que indica quais eixos a professora desenvolveu realizando a tarde de desafios.
“___________________ corresponde a um
conjunto de atividades articuladas que são planejadas
com a intenção de atingir determinado objetivo
didático. É organizada em torno de um gênero textual
(oral ou escrito) ou de um conteúdo específico,
podendo envolver diferentes componentes curriculares.
[...] É importante que as atividades propostas, no seu
âmbito, para o trabalho com gêneros textuais atendam à
finalidade do gênero e a possibilidade de adequação aos
destinatários que estão fora da escola, e não apenas para
o professor e os colegas de turma. No segundo caso, em
que ela é organizada em torno de conteúdos específicos,
o foco é a apropriação de um determinado conceito ou
procedimento (uso de determinada regra ortográfica,
discussão sobre reciclagem, entre outros). [...] Tratase de uma forma de organização do trabalho
pedagógico que permite antecipar o que será enfocado
em um espaço de tempo que é variável em função do
que os alunos precisam aprender, da mediação e do
constante monitoramento que o professor faz para
acompanhar os alunos, por meio de atividades de
avaliação durante e ao final dela”
Fonte: Glossário CEALE/UFMG [Texto adaptado].
Marque a alternativa cujo conceito preenche
corretamente a lacuna do texto acima.
“No que diz respeito à educação básica de jovens e adultos no Brasil, pode-se afirmar que predominam iniciativas individuais ou de grupos isolados, acarretando descontinuidades, contradições
e descaso dos órgãos responsáveis (Moura, 2005).
Por outro lado, a cada dia, aumenta a demanda
social por políticas públicas perenes nessa esfera.
Tais políticas devem pautar o desenvolvimento de
ações baseadas em princípios epistemológicos que
resultem em um corpo teórico bem estabelecido
e que respeite as dimensões sociais, econômicas,
culturais, cognitivas e afetivas do jovem e do adulto em situação de aprendizagem escolar (Cabello,
1998).” (Moura e Henrique, 2012, p. 115).
Texto 2
A história da educação de jovens e adultos no
Brasil é marcada pela luta de diferentes segmentos
sociais pela construção de políticas públicas eficazes e específicas para essa modalidade de ensino.
No âmbito federal, o Programa Nacional de Integração da Educação Profissional à Educação Básica na Modalidade de Educação de Jovens e Adultos – PROEJA foi instituído em 2005 para que as
instituições federais de educação profissional ofertassem cursos de formação inicial e continuada de
trabalhadores e cursos técnicos de nível médio para
a população jovem e adulta. (IFSP, 2024)
Após a leitura dos textos, analisando o que indicam os autores, entre os desafios enfrentados pelo
PROEJA, destaca-se:
Com o avanço da globalização, muitos países da América Latina, incluindo o Brasil, têm se adaptado às demandas do mercado globalizado, especialmente no campo educacional. No contexto das políticas públicas, qual das alternativas abaixo melhor reflete uma consequência da globalização para a educação nos países latino-americanos?
A palavra projeto está presente em diferentes contextos e com múltiplos sentidos. Sua origem vem do termo em latim projectum,
que significa “algo lançado à frente”. Em um mundo que vive em constantes mudanças devido à evolução tecnológica e às
especializações em diferentes áreas do saber, a escola tem o desafio de acompanhar as mudanças e utilizar os conhecimentos
diversos, contextualizados e globalizados. Por isso, a proposta que inspira os projetos de trabalho está vinculada à perspectiva do
conhecimento globalizado.
(Hernández; Ventura, 1998, p. 61.)
Ainda, sabe-se que a Pedagogia de Projetos surgiu no início do século XX com John Dewey, um filósofo norte-americano
representante da “Pedagogia Ativa”. Sobre o exposto, NÃO é um dos princípios da Pedagogia de Projetos:
A educação vem passando por grandes transformações e as instituições de ensino estão sendo intimadas a repensarem suas
práticas de ensino e metodologias de aprendizagem. Nesse sentido, as metodologias ativas estão alinhadas com a educação
na contemporaneidade e vêm sendo impulsionadas em conjunto a novas práticas, mediadas pelo uso de tecnologias. Elas
representam uma abordagem pedagógica que coloca o estudante no centro do processo de ensino-aprendizagem, promovendo sua atuação como protagonista de sua experiência educativa. Considerando as implicações pedagógicas no uso das
metodologias ativas, podemos afirmar que: