Jean Piaget e Lev Vygotsky eram psicólogos do desenvolvimento que estudaram como a linguagem se desenvolve em
crianças. Piaget e Vygotsky acreditavam que a natureza curiosa das crianças lhes dá a capacidade de desenvolver competências linguísticas desde a tenra idade. Ambos são considerados pioneiros no campo da psicologia do desenvolvimento. Os
estudos de Piaget e Vygotsky foram um grande marco para a Psicologia Educacional e, ainda, são conhecimentos atuais por
trazerem uma excelente maneira de concepção do desenvolvimento, aprendizagem e da experiência consciente humana.
Considerando as diferenças entre os estudos dos dois autores, relacione adequadamente as colunas a seguir.
1. Piaget.
2. Vygotsky.
( ) Pensamento aparece antes da linguagem.
( ) Processo de construção real ocorre do social para o indivíduo.
( ) Privilegia a maturação biológica; portanto, o ser humano ao nascer é um indivíduo biológico.
( ) A potencialidade cognitiva do sujeito depende da etapa de desenvolvimento que ele se encontra.
( ) O sujeito depende da qualidade da interação social e da zona de desenvolvimento proximal do sujeito.
A prática de orientação profissional nas escolas deve oferecer aos alunos um espaço para refletir sobre seus projetos de vida
profissional, preparando-os para uma inserção consciente e crítica no mundo do trabalho. A ausência desse tipo de discussão
no espaço escolar pode resultar em alunos despreparados para a construção de estratégias que viabilizem a concretização de
seus projetos de vida. (Bastos, 2005.)
A orientação profissional envolve atividades que dispõem de conhecimentos teóricos e práticos destinados, sobretudo aos
adolescentes, à escolha profissional e à elaboração de projetos futuros. Sobre a abordagem sócio-histórica da orientação
profissional, é considerada função do profissional responsável:
O avanço na compreensão dos mecanismos envolvidos no processo de aprendizagem e a reflexão sobre os desafios impostos pelo
mundo contemporâneo indicaram a necessidade de considerar concepções mais sistêmicas e complexas, no que se refere à
construção do conhecimento e à formação humana. Nessa direção, os currículos transcenderam à mera seleção dos conteúdos a
serem ensinados para instituir princípios que orientassem a intencionalidade do tratamento pedagógico e promovessem a formação
de um sujeito capaz de intervir em seu meio social. (…) Assim, a Teoria da Aprendizagem Significativa foi proposta por David Ausubel
(1918-2008) em 1963, na obra The Psychology of Meaningful Verbal Learning.
(Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/implementacao/praticas/. Acesso em: julho de 2024. Adaptado.)
Considerando o exposto, infere-se que de acordo com a teria de Ausubel pode-se afirmar que:
I. É um processo no qual ocorre a interação de uma nova informação com a estrutura cognitiva do aluno, indicando que o
conhecimento prévio deve ser o ponto de partida de novas aprendizagens, servindo como âncora um subsunçor. II. Enfatiza a construção ativa do conhecimento pelo aluno através da interação com o ambiente. Ele acredita que as crianças
constroem ativamente suas próprias representações mentais do mundo através de processos como assimilação e
acomodação. III. É papel do professor facilitar a aprendizagem, organizando a de forma clara através de metodologias coerentes que super a
transmissão mecânica de conhecimentos e a formação tecnicista em direção a suas práxis pedagógicas, com vistas à
formação de um sujeito ético, reflexivo e humanizado.
Nós ousamos prometer uma didática magna, ou seja, uma arte universal de ensinar tudo a todos: de ensinar de modo certo,
para obter resultados, de ensinar de modo fácil, portanto sem que docentes e discentes se molestem ou enfadem, mas, ao
contrário, tenham grande alegria; de ensinar de modo sólido, não superficialmente, de qualquer maneira, mas para conduzir à
verdadeira cultura, aos bons costumes, a uma piedade mais profunda.
(Comenius, 1651, p. 13.)
Há séculos, diversos teóricos e estudiosos se aprofundam nos estudos sobre a didática com o objetivo de identificar e discutir
sobre as diversas técnicas e metodologias educacionais com a pretensão de aprimorar a melhoria da educação. Estudos revelam
que o surgimento da didática está relacionado ao surgimento do ensino. Fazendo um paralelo da didática com a educação,
constata-se a importância da história da educação para o aprimoramento do conhecimento sobre os períodos em que se
difundiram novas tendências pedagógicas no Brasil, que ficaram conhecidas como Teorias de Ensino. Dentre elas, evidenciamos
a Pedagogia Tradicional, a Pedagogia Renovada, a Pedagogia Tecnicista e a Pedagogia Crítico-Social dos Conteúdos. Considerando a didática na pedagogia Crítico-Social dos Conteúdos, assinale a afirmativa correta.
Pedagogo é aquele que possibilita o acesso à cultura, organizando o processo de formação cultural. É, pois, aquele que domina
as formas, os procedimentos, os métodos através dos quais se chega ao domínio do patrimônio cultural acumulado pela
humanidade. (...) A palavra “pedagogia” traz sempre ressonâncias metodológicas, isto é, de caminho através do qual se chega
a determinado lugar. Aliás, isto já está presente na etimologia da palavra: conduzir (por um caminho) até determinado lugar.
(Saviani, 2015, p. 36.)
O papel do pedagogo é conduzir pedagogicamente a comunidade escolar, mas ele também pode ter algumas funções mais
específicas como “pedagogo administrador”, “pedagogo supervisor” e “pedagogo orientador”. Considerando o pedagogo ao
exercer uma função administrativa, uma das ações que deverá exercer é:
De acordo com Vasconcelos (2012), a educação escolar é um processo coletivo, sistemático e intencional de interação com a
realidade. Através do relacionamento humano baseado no trabalho com o conhecimento e na organização da coletividade, que
colabora com a formação do educando em sua totalidade – consciência, caráter e cidadania, tem como mediação fundamental
os saberes que possibilitam a emancipação humana. Considerando que a temática da gestão da sala de aula emerge da busca de
sistematização do trabalho do professor, de compreender o que está implicado na atividade em sala de aula, relacione adequadamente as dimensões básicas indicadas a seguir às afirmativas dadas.
1. Relacionamento interpessoal.
2. Organização da coletividade.
3. Trabalho com o conhecimento.
( ) Refere-se ao clima de participação, de interação, de respeito, de comunicação em sala de aula; não há como propiciar a
apropriação do conhecimento e o enriquecimento da experiência pedagógica a partir, somente, daquilo que a escola está
oferecendo.
( ) Capacidade de o professor se aproximar mais intimamente, com maior cuidado e profundidade, diante de uma dificuldade
do aluno, seja em termos de aprendizagem ou de disciplina; é a capacidade de uma relação mais próxima; é a exigência da
relação significativa com um outro, o “olho no olho”, sujeitos em proximidade, o contato humano.
( ) Trata-se do processo de apropriação da herança cultural e construção crítica, criativa, significativa e duradoura da aprendizagem. É um dos aspectos centrais da educação escolar (e também de maior visibilidade), visto que a escola é uma instituição que permite, dentre outros fatores, a interação dos novos sujeitos com o conhecimento acumulado da humanidade, de
forma organizada e sistematizada.
Freire (1996, p. 14) nos diz que: “não há ensino sem pesquisa e pesquisa sem ensino. Esses quefazeres se encontram um no
corpo do outro. Enquanto ensino, continuo buscando, (re)procurando. Ensino porque busco, porque indaguei, porque indago
e me indago. Pesquiso para constatar, constatando, intervenho, intervindo educo e me educo. Pesquiso para conhecer o que
ainda não conheço e comunicar ou anunciar a novidade”. Considerando a pesquisa na prática da docência na educação
básica, analise as afirmativas a seguir.
I. Desenvolvimento Profissional Contínuo: engajar-se em pesquisa promove o desenvolvimento profissional contínuo do docente, incentivando-o a buscar aprendizado constante e aprimoramento de suas habilidades.
II. Atualização e Inovação Pedagógica: a pesquisa permite ao professor estar atualizado com as últimas teorias, metodologias
e práticas educacionais. Isso é crucial em um mundo em constante mudança, onde novas descobertas e abordagens estão
sempre surgindo.
III. Estímulo à Curiosidade e ao Pensamento Crítico: ao se envolver em pesquisas, os docentes modelam habilidades de pensamento crítico para seus alunos. Mostram como elaborar perguntas, investigar respostas e analisar informações, incentivando os alunos a se tornarem aprendizes autônomos e ativos.
IV. Manutenção do modelo da racionalidade técnica: o docente deve ser um técnico que mantém conhecimentos e desenvolve
competências e atitudes adequadas para intervenção prática, apoiando-se no conhecimento que os cientistas básicos e
aplicados elaboram; entretanto, não necessita chegar ao conhecimento científico, mas é necessário dominar as rotinas de
intervenção técnica que se derivam.
A grande discussão hoje existente nos meios universitários e de educação continuada é se a pedagogia é uma forma adequada
para o ensino e aprendizagem de adultos ou se a andragogia, uma abordagem que considera a postura crítica e a necessidade
da experimentação, seria capaz de trazer resultados melhores para esse grupo particular de aprendizes. Nosso entendimento é
de que existe um contínuo, no qual a pedagogia, também conhecida como aprendizagem direcionada, posiciona-se em uma
extremidade, enquanto a andragogia (aprendizagem facilitada) encontra-se em outra. De modo a se ter eficácia e eficiência no
processo de aprendizagem, é necessário que professores e organizações educacionais sejam capazes de se mover ao longo desse
intervalo e encontrar a combinação correta entre as duas abordagens.
(De Aquino, 2007, p. 13.)
Considerando as diferenças sobre a pedagogia e andragogia, no que tange à aprendizagem, pode-se afirmar que na androgogia
(...) a avaliação torna-se importante no momento da informação prática aos professores sobre a qualidade das aprendizagens
que os alunos estão realizando. Ao mesmo tempo, oferece uma boa oportunidade para melhorar tanto o processo de aprendizagem quanto as ações futuras de ensino mediante a reflexão, a autocrítica e a autocorreção a partir da prática escolar.
(Méndez, 2002, p. 74.)
Os problemas afetivos e emocionais também estão dispostos quando a nota da prova é baixa, e assim é demonstrado que esse
trabalho com enfoque mais lúdico e carinhoso por parte do professor auxilia na resolução do que implica o aluno a aprender.
Para detectar os problemas, o professor pode fazer uma avaliação diagnóstica, que tem como objetivo situá-lo sobre qual é o
seu aluno. Portanto, refere-se à função, EXCETO:
O desenvolvimento de competências socioemocionais pode ser um forte aliado e impulsionador da implementação da Base
Nacional Comum Curricular (BNCC) nas escolas. Ao lado de outras estratégias, o trabalho com o socioemocional auxilia tanto
para a aprendizagem quanto para o desenvolvimento pleno defendido pela Base. Com clareza sobre quais competências
socioemocionais são mobilizadas em cada competência geral, os professores podem realizar um trabalho intencional que
contribua para promover as competências gerais e também levar a educação integral ao cotidiano da escola. A BNCC colabora
com essa perspectiva ao reconhecer e acolher as singularidades e diversidades de todos os estudantes. Para que todas as
escolas do país garantam oportunidades pedagógicas para o desenvolvimento pleno dos estudantes, a BNCC estabeleceu um
conjunto de dez competências gerais. Ao desenvolver a 10 – “Agir pessoal e coletivamente com autonomia, responsabilidade,
flexibilidade, resiliência e determinação, tomando decisões com base em princípios éticos, democráticos, inclusivos,
sustentáveis e solidários”, o professor poderá mobilizar em seus alunos as competências socioemocionais, com EXCEÇÃO de
uma; assinale-a.
A teoria da aprendizagem é uma tentativa de descrever o que acontece quando se aprende e como se aprende. Em psicologia
e em educação são os diversos modelos ou padrões que visam explicar o processo de aprendizagem pelos indivíduos. Do
ponto de vista dos modelos de aquisição do conhecimento, os estudiosos apontam duas correntes principais: o “Empirismo”
e o “Racionalismo” e algumas teorias derivadas desses grupos. O precursor do “Racionalismo” foi René Descartes (1596-1650).
Trata-se da corrente filosófica que iniciou com a definição do raciocínio e da aprendizagem não como uma operação
sensorial, mas sim como uma operação mental, discursiva e lógica que usa uma ou mais proposições para extrair conclusões,
se uma ou outra proposição é verdadeira, falsa ou provável. Sobre o exposto, analise as teorias a seguir.
I. Interacionismo: o desenvolvimento se dá na interação entre organismo e meio, e a aquisição de conhecimento é um
processo construído pelo indivíduo durante toda a sua vida.
II. Behaviorismo: teoria baseada em estímulo-resposta; indica que o comportamento humano é previsível. A aprendizagem
está relacionada à modificação do desempenho, ou seja, o bom ensino depende de organizar eficientemente as condições
estimuladoras, de modo que o aluno saia da situação de aprendizagem diferente de como entrou.
III. Humanismo: seu objetivo não é o controle do comportamento, o desenvolvimento cognitivo ou a formulação de um bom
currículo e sim o crescimento pessoal do aluno. Essa abordagem considera o aluno como pessoa e o ensino deve facilitar a
sua autorrealização, visando à aprendizagem que transcende e engloba as aprendizagens afetiva, cognitiva e psicomotora.
IV. Inatismo: parte do pressuposto de que os eventos que ocorrem após o nascimento não são essenciais ou importantes para
o desenvolvimento. As qualidades e as capacidades básicas de cada ser humano, sua personalidade, seus valores, hábitos e
crenças, sua forma de pensar, suas reações emocionais e mesmo sua conduta social já se encontrariam basicamente prontas
e em sua forma final por ocasião do nascimento.
São consideradas teorias do Racionalismo o que se afirma apenas em
As Diretrizes Curriculares Nacionais – DCNs têm origem na Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), de 1996, que assinala
ser incumbência da União “estabelecer, em colaboração com os Estados, Distrito Federal e os Municípios, competências e
diretrizes para a Educação Básica , que nortearão os currículos e os seus conteúdos mínimos, de modo a assegurar a formação
básica comum”. Sobre objetivos das DCNs, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
( ) Estimular a reflexão crítica e propositiva que deve subsidiar a formulação, execução e avaliação do Projeto Político-Pedagógico da escola, distinto no ensino fundamental e médio.
( ) Orientar os cursos de formação inicial e continuada de profissionais – docentes, técnicos, funcionários – da Educação
Básica, os sistemas educativos dos diferentes entes federados e as escolas que os integram, indistintamente da rede a
qual pertencem.
( ) Sistematizar os princípios e as diretrizes gerais, especialmente, no ensino fundamental e ensino médio contidos na Constituição, na LDB e demais dispositivos legais, traduzindo-os em orientações que contribuam para assegurar a formação básica
comum nacional, tendo como foco os sujeitos que dão vida ao currículo e à escola.
Segundo Brasil (1998), o Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil III, relativo à experiência do “Conhecimento
de Mundo”, compõe-se de seis documentos referentes aos eixos de trabalho que norteiam como devem ser construídas as
diferentes linguagens pelas crianças e para as relações que estabelecem com os objetos de conhecimento, que são:
A produção de conhecimento pelos alunos como sujeitos de seu processo de aprendizagem pressupõe metodologias específicas
muito diferentes das práticas transmissivas centradas no professor. As metodologias elaboradas nesse aspecto não são tão novas
assim, diante do período em que foram propostas, mas continuam com potencial de inovação à medida que, se implantadas de
fato, realmente transformam as práticas pedagógicas convencionais e transmissivas, principalmente quando se utilizam de
Tecnologias Digitais da Informação e Comunicação (TDICs).
(Ferrarini; Saheb; Torres, 2019; Moran, 2018.)
Sobre o uso ineficaz das Tecnologias Digitais da Informação e Comunicação (TDICs) nas salas de aulas, trata-se de uma
DESVANTAGEM, quando:
Na década de 1990, grande parte das preocupações e atitudes mundiais estava voltada para a construção de perspectivas,
tendo em vista a ansiedade gerada pela chegada de um novo século. O campo educacional não se afastou desse comportamento. Políticas de alfabetização e de aumento da escolaridade, em vários países, pretendiam contribuir para que as metas da
Conferência Mundial de Educação de 1990, em Jomtien, Educação para Todos, fossem alcançadas. Ao mesmo tempo,
estratégias internacionais eram concebidas para se estabelecer um tipo de educação capaz de moldar crianças e jovens que se
tornariam os adultos de uma nova era.
(Rizo, 2010.)
Sobre o exposto e com base nos pilares delineados pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura
(Unesco), para a educação do século XXI, pode-se considerar que tais competências incluem, de forma não exclusiva, a capacidade do estudante:
Entendemos por objetivos educacionais as metas definidas com precisão ou os resultados previamente determinados pelo
professor e o que ele pretende alcançar com os alunos após a vivência do processo ensino e aprendizagem.
(Libâneo, 2013.)
Haydt (2006) e Libâneo (2013), dentre e outros, estabelecem que os objetivos quanto ao nível de especificidade podem ser
expressos em dois níveis: gerais e específicos. Quando um professor de geografia deseja planejar suas aulas, é possível inferir
que o objetivo geral trata-se de:
De acordo com a Lei de Diretrizes e Bases, nº 9.394/1996, os currículos da educação básica devem ter base nacional comum,
a ser complementada, em cada sistema de ensino e em cada estabelecimento escolar, por uma parte diversificada, exigida
pelas características regionais e locais da sociedade, da cultura, da economia e dos educandos. A educação física, integrada
à proposta pedagógica da escola, é componente curricular obrigatório da educação básica, sendo sua prática facultativa ao
aluno, EXCETO quando: