Questões de Concursos

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Leia o texto a seguir.


“O problema epistemológico da objetividade científica coloca, quer queira quer não, a questão da neutralidade dos cientistas relativamente a todo e qualquer tipo de valoração e de engajamentos pessoais.”

JAPIASSU, Hilton. O Mito da Neutralidade Científica. Rio de Janeiro: Imago, 1975, p. 29.


O problema da objetividade e da neutralidade é um dos mais discutidos na epistemologia em sua história e ganha novos contornos na contemporaneidade. As posições epistemológicas são variadas e até antagônicas. Entre essas posições, existem
Na obra de Marilena Chaui, Convite à filosofia, nos deparamos com a comparação entre mito e filosofia. Veja os dois textos a seguir:

Texto I
O mito pretendia narrar como as coisas eram ou tinham sido no passado imemorial, longínquo e fabuloso, voltando-se para o que era antes que tudo existisse tal como existe no presente. A Filosofia, ao contrário, se preocupa em explicar como e por que, no passado, no presente e no futuro (isto é, na totalidade do tempo), as coisas são como são.

Texto II
O mito narrava a origem por meio de genealogias e rivalidades ou alianças entre forças divinas sobrenaturais e personalizadas, enquanto a Filosofia, ao contrário, explica a produção natural das coisas por elementos naturais primordiais [...] por meio de causas naturais e impessoais [...].

CHAUI, Marilena de Souza. Convite à filosofia. 13. ed. São Paulo: Ática, 2004. p. 36.

Comparando os dois textos é possível afirmar que
No prefácio ao seu livro Investigações Filosóficas, Ludwig Wittgenstein analisa a evolução do seu pensamento em relação à sua obra anterior, o Tractatus LogicoPhilosophicus, e pondera que “teve de reconhecer graves erros” nesse trabalho anterior. Analise as afirmativas abaixo, marcando V, para as verdadeiras, e F, para as falsas.

( ) Tanto nas Investigações Filósoficas quanto no Tractatus LogicoPhilosophicus, Wittgenstein acredita que os filósofos se equivocam por tentarem enunciar mais do que proposições das ciências naturais.
( ) A noção de “jogos de linguagem”, desenvolvida nas Investigações Filosóficas, rejeita a ideia do Tractatus Logico-Philosophicus de que proposições ou pensamentos são retratos da realidade.
( ) Nas Investigações Filósoficas, o conceito de “semelhança de família” reitera um ceticismo quanto às aspirações para a metafísica que já estava presente no Tractatus Logico-Philosophicus.
( ) A ideia de que o significado de uma palavra é determinado pelo seu uso é uma inovação das Investigações Filosóficas.
( ) Nas Investigações Filosóficas, Wittgenstein preserva a convicção, primeiro expressa no Tractatus Logico-Philosophicus, de que as respostas para as questões filosóficas devem ser encontradas através do estudo ou análise da linguagem.

A sequência correta, de cima para baixo, é
Se o mito é um discurso ou uma narração, isto é, um conjunto de enunciados que carrega sentido e referência, é preciso admitir que o mito diz algo sobre algo. É esse dito do dizer que devemos agora descobrir. Adotamos a hipótese de que o mito é, fundamentalmente, um “relato das origens” e que, enquanto tal, tem uma função de instauração: só há mito se o acontecimento fundador não tem lugar na história, mas num tempo antes da história. O mito diz sempre como nasceram as coisas, as instituições, as regras etc. (LIMA VAZ, H. C, 2001.)

O interesse pelos mitos é tão antigo quanto recente. Podemos afirmar que o mito:
“A lógica bélica da ‘guerra às drogas’ se impôs globalmente às sociedades. Se os sistemas políticos dos Estados nacionais fizeram um grande esforço, na segunda metade do século XX, para controlar suas Forças Armadas, para pô-las sob o domínio da política civil (e democrática), o aumento exponencial das forças policiais tornou-se hoje talvez a grande fonte de instabilidade e de risco para a ordem democrática.”
NOBRE, Marcos. Limites da democracia: de junho de 2013 ao governo Bolsonaro. São Paulo: Todavia, 2022., p. 226-227 (Texto adaptado).
Com base no texto anterior, do filósofo Marcos Nobre, é correto afirmar que

Leia o excerto a seguir e responda à questão:

“(...) a Filosofia não mais se apresenta como um corpo de saber e, assim, não se propaga da mesma forma como um saber se transmite; apenas por aquisição.”

Fonte: Favaretto (1995, In Arantes, P. E. et al. A Filosofia e seu ensino. São Paulo: EDUC, 1995. p. 78).


De acordo com a reflexão apresentada pelo autor na obra supracitada, qual é a principal característica da filosofia, na contemporaneidade?

Avalie o(s) enunciado(s) a seguir, de acordo com a obra de Engelmann; Engelmann e Corrêa (2023):



I. “A filosofia no Brasil começou a se desenvolver significativamente a partir do século XIX, com a influência do positivismo e do marxismo.”


II. “A escolástica teve pouca ou nenhuma influência no pensamento filosófico brasileiro.”


III. “A filosofia brasileira contemporânea busca integrar saberes locais e tradicionais com teorias filosóficas globais.”


IV. “O pensamento filosófico brasileiro foi fortemente influenciado pelas ideias europeias, especialmente durante o período colonial.”


V. “A filosofia no Brasil sempre foi independente das correntes filosóficas internacionais.”


VI. “A obra aborda a evolução do pensamento filosófico no Brasil desde as primeiras ideias que chegaram ao país.”


VII. “A filosofia como instrumento de crítica social e política no Brasil é destacada na obra.”



Estão CORRETOS:

“Não há como usar meias-palavras: o Marco Temporal é tese etnocidária, talvez até mesmo genocida. Ela refuta que grupos indígenas tenham direito de posse e usufruto permanente, exclusivo, inalienável, indisponível e imprescritível das Terras Indígenas que eles não ocupassem efetivamente em 05 de outubro de 1988, data de vigência da Constituição Federal. [...] O genocídio e o etnocídio fazem parte da história do Brasil, e o Marco Temporal confirma essa regra. Aparentemente, já não há derramamento de sangue, mas, como dizem os indígenas: ‘Antes nos matavam com epidemias, depois com armas de fogo, hoje os brancos estão nos matando com canetas.’”

SOUSA, J. O. C.; GUARDIOLA, C. L. T. Marco Temporal e paisagens indígenas destruídas. Jornal da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, 05-8- 2021. Disponível em: https://www.ufrgs.br/jornal/marco-temporal-e-paisagens-indigenas-destruidas/. Acessado em 18/10/2021.


Conforme os autores desse artigo citado, a proposta do Marco Temporal

Uma das questões fundamentais da filosofia é a natureza humana, tema abordado pela “antropologia filosófica”. A ideia de natureza humana emerge na filosofia antiga e ganha desdobramentos na filosofia moderna. Diversas concepções de natureza humana foram produzidas, tais como as de Hobbes e Rousseau, duas das mais conhecidas. Outra concepção de natureza humana é a de Karl Marx, segundo a qual o ser humano é
Vemos que toda cidade é uma espécie de comunidade, e toda comunidade se forma com vistas a algum bem, pois todas as ações de todos os homens são praticadas com vistas ao que lhe parece um bem; todas as comunidades visam algum bem, é evidente que a mais importante de todas elas e que inclui todas as outras tem mais que todas este objetivo e visa ao mais importante de todos os bens.
No fragmento, Aristóteles promove uma reflexão que associa dois elementos essenciais à discussão sobre a vida em comunidade, a saber:
“Hobbes parte do estado de natureza, no qual não existiria lei, não existiria indústria humana, não existiria nada, e o homem é o lobo do próprio homem; e pelo fato de o homem ser antissocial por natureza, só se torna possível ele viver em sociedade com um Estado extremamente forte. Com Locke, a coisa é diferente. Locke diz que o homem não é um ser rebelde à vida política. No estado de natureza, mesmo com ausência de Estado, mesmo com ausência de leis, existe uma vida econômica que torna possível a integração dos indivíduos entre si. Então o Estado nasce para complementar, para tornar possível essa sociabilidade originária, que é a sociabilidade de mercado”.
TEIXEIRA, F. J. S. Liberalismo clássico e neoliberalismo: Duas faces da mesma moeda?. Curso on line, aula 02, em 12.09.2022. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=TA9MUFoRtOo&t=2009s. Acesso em: 9 out. 2022. (Texto adaptado)
Essas duas concepções políticas são

Leia o texto a seguir.

No essencial, em sua acepção mais apropriada, a ideia de liberdade coincide com a dos direitos do homem. O que quer dizer, finalmente, ser livre senão conhecer os direitos do homem? Pois conhecê-los é defendê-los.


Fonte: VOLTAIRE apud CASSIRER, Ernst. A filosofia do iluminismo. Campinas, SP: Editora da UNICAMP, 1992, p. 336.

Qual prática condiz com a noção de liberdade apresentada?

O pensamento sobre a natureza inaugurado pelos gregos, na Antiguidade, pode ser descrito como:

Thomas Hobbes (1588-1679), John Locke e Jean-Jacques Rousseau são considerados contratualistas, já que estabeleceram a existência de um pacto social que define como os sujeitos vivem ao saírem do estado de natureza. Na discussão contratualista, os pensadores buscam estabelecer de que forma acontece a legitimidade do Estado. Considerando o pensamento destes filósofos, analise as afirmações abaixo.

I - Segundo Hobbes, o direito de natureza é a liberdade que cada homem possui de usar seu próprio poder, buscando a preservação da sua própria natureza.

II - Os indivíduos deixados no seu estado natural, vivendo na insegurança, na angústia, na guerra, são lobos de outros homens, segundo Locke.

III - Para Locke, o poder legislativo age como um poder fiduciário, agindo apenas para certos fins, podendo ser removido pelo povo.

IV - Rousseau entende que não é o número de votos que generaliza a vontade, mas, sim, o interesse comum que une os diferentes cidadãos.

V - O pacto social para Rousseau não estabelece entre os cidadãos uma igualdade, pois não exige o mesmo grau de comprometimento de todos os sujeitos.

Estão CORRETAS:

Com relação à lógica proposicional, assinale V para a afirmativa verdadeira e F para a falsa.

( ) A disjunção “P ou Q” é verdadeira se e somente se ambas as proposições P e Q forem verdadeiras.
( ) A negação da proposição “Se hoje é segunda-feira, então João irá trabalhar” é logicamente equivalente a “Hoje é segunda-feira e João não irá trabalhar”.
( ) A proposição “Se Maria estuda, então ela passa no teste” é falsa apenas se Maria estuda e não passa no teste.

As afirmativas são, respectivamente,
Atente para o seguinte trecho sobre a Resolução 194/1948 das Nações Unidas:
“A Resolução 194 da Assembleia Geral das Nações Unidas foi adotada pela ONU em 11 de dezembro de 1948, e tinha como objetivo pôr fim à Guerra ÁrabeIsraelense de 1948 e resolver o problema dos refugiados na Palestina. [...] Também reconhecia o direito de retorno dos refugiados aos seus lares. A guerra civil de 1948, entre as comunidades judia e árabe da Palestina e, depois, a guerra entre Israel e seus vizinhos árabes provocaram o êxodo de 725.000 dos 900.000 árabes palestinos que viviam nos territórios que atualmente formam o Estado de Israel. [...]”
Wikipedia. Resolução 194 da Assembleia Geral das Nações Unidas. Acessado em 29-11-2021.
Com base no trecho acima apresentado e à luz do caráter universal dos direitos humanos estabelecido no preâmbulo da Declaração Universal dos Direitos Humanos pela ONU em 1948, é correto dizer que

Ateus não acreditam em afirmações da existência de uma divindade. Defendem que o ônus da prova é sobre aqueles que dizem que há um deus. Existem tipos específicos de ateísmo. A este respeito, relacione as colunas:

1ª Coluna

(I)Ateísmo Positivo.

(II)Ateísmo Negativo.

(III)Ateísmo Implícito.

(IV)Ateísmo Explicito.

2ª Coluna

(__) É aquele no qual o ateísmo existe de modo tácito, por isso, constitui-se na desconsideração da ideia de existência de uma divindade e não na rejeição dessa ideia por algum tipo de conceito.

(__) A crença em divindades é conscientemente rejeitada pelo indivíduo. As causas para tal postura não podem ser apontadas, pois são diferentes para cada ateu.

(__) É fundamentado na postura de negar a existência de divindades. Também conhecido como crítico segue o princípio do ataque à ideia dessa existência por meio da apresentação de argumentos.

(__) O fundamento para não acreditar em divindades é o fato de que não há evidências que provem o contrário. Nessa categoria, basta encontrar evidências para justificar a rejeição à existência de deus e, por vezes, apontá-las, mas não há preocupação em refutar a possibilidade dessa existência.

Assinale a alternativa que corretamente apresenta a associação entre as colunas:

Em Facticidade e validade, Jürgen Habermas apresenta um modelo de política deliberativa que coloca ênfase em um princípio racional que se refere às normas de ação em geral. Esse princípio é:
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