Um enfermeiro decidiu realizar um estudo científico acerca dos efeitos decorrentes da exposição a um certo agente químico em uma amostra de trabalhadores. Com esse objetivo, procedeu à dosagem de um indicador biológico (relacionado a esse agente químico) antes e depois da exposição dos trabalhadores a essa substância química.
Com relação às bases bioestatísticas que devem ser consideradas pelo enfermeiro-pesquisador nessa situação, julgue os itens que se seguem.
O desvio-padrão — que é a raiz quadrada positiva da variância — do nível do indicador biológico dosado após a exposição ao agente químico expressa a variabilidade dos valores individuais, obtidos pela dosagem dessa substância após a exposição ao agente, em torno da respectiva média aritmética.
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Em relação à organização sindical brasileira, julgue os itens que se seguem.
Por força do princípio da unicidade sindical, admite-se a existência de, pelo menos, um sindicato representativo de cada categoria econômica e profissional, com área territorial, no mínimo, equivalente à área de um município.
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Associe cada estratégia de integração disciplinar à sua definição.
I. multidisciplinaridade;
II. interdisciplinaridade;
III. transdisciplinaridade.
( ) Há uma relação entre os conteúdos de duas ou mais disciplinas para abordar um tema de maneira mais aprofundada.
( ) Um tema é abordado por diversas disciplinas sem uma relação direta entre elas.
( ) É uma abordagem mais complexa, em que a divisão por disciplinas, hoje implantada nas escolas, deixa de existir.
A ordem correta das associações é:
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“Há três anos, um apagão obrigou a população a racionar energia e o Brasil a buscar alternativas. A crise, mostrada à exaustão nos noticiários, passou a ser o centro das discussões nas salas de aula. Seis professoras do Colégio Santa Maria, de São Paulo, foram além e se reuniram em torno de um projeto interdisciplinar. Desde então, os alunos estudam fontes alternativas de energia, produzem aquecedores solares e ensinam a população a utilizálos. O sucesso do projeto se explica principalmente porque os conteúdos de Ciências, Matemática, Geografia, Língua Portuguesa, História e Ensino Religioso foram colocados a serviço da resolução de um problema real, de forma integrada.”
(Fonte: Revista Nova Escola, março de 2018)
Considerando o exemplo acima, é possível destacar como principal característica de um trabalho pedagógico interdisciplinar:
Leia o texto a seguir para responder à questão.
Texto I
Direito humano à alimentação adequada e soberania alimentar
O direito humano à alimentação adequada está contemplado no artigo 25 da Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948 e sua definição foi ampliada em outros dispositivos do Direito Internacional, como o artigo 11 do Pacto de Direitos Econômicos, Sociais e Culturais e o Comentário Geral nº 12 da ONU. No Brasil, resultante de amplo processo de mobilização social, em 2010 foi aprovada a Emenda Constitucional nº 64, que inclui a alimentação no artigo 6º da Constituição Federal. No entanto, isso não necessariamente significa a garantia da realização desse direito na prática, o que permanece como um desafio a ser enfrentado.
O direito humano à alimentação adequada consiste no acesso físico e econômico de todas as pessoas aos alimentos e aos recursos, como emprego ou terra, para garantir esse acesso de modo contínuo. Esse direito inclui a água e as diversas formas de acesso à água na sua compreensão e realização. Ao afirmar que a alimentação deve ser adequada, entende-se que ela seja adequada ao contexto e às condições culturais, sociais, econômicas, climáticas e ecológicas de cada pessoa, etnia, cultura ou grupo social.
Para garantir a realização do direito humano à alimentação adequada, o Estado brasileiro tem as obrigações de respeitar, proteger, promover e prover a alimentação da população. Por sua vez, a população tem o direito de exigir que eles sejam cumpridos, por meio de mecanismos de exigibilidade. Exigibilidade é o empoderamento dos titulares de direitos para exigir o cumprimento dos preceitos consagrados nas leis internacionais e nacionais referentes ao direito humano à alimentação adequada no âmbito dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, nas esferas federal, estaduais e municipais. Esses meios de exigibilidade podem ser administrativos, políticos, quase judiciais e judiciais.
Durante várias décadas, por influência dos países centrais, o Brasil e outros países em desenvolvimento procuraram responder ao problema da fome com a introdução da chamada revolução verde, que foi uma espécie de campanha de modernização da agricultura mediante a introdução de um pacote tecnológico baseado no uso intensivo de máquinas, fertilizantes químicos e agrotóxicos para aumentar a produção e, consequentemente, a humanidade acabaria com a fome. Introduziu-se, assim, um modelo agroexportador centrado nas monoculturas, que favoreceu a concentração das empresas, cada vez mais internacionalizadas, de modo que atualmente 30 conglomerados transnacionais controlam a maior parte da produção, da industrialização e do comércio agroalimentar no mundo, violando a soberania alimentar.
Muitos países, regiões e municípios, também dentro do Estado brasileiro, vivem sem soberania alimentar e outros tantos vivem com sua soberania a l i m e n t a r a m e a ç a d a p e l o s f a t o r e s supramencionados. Nesse contexto, a soberania alimentar significa o direito dos países definirem suas próprias políticas e estratégias de produção, distribuição e consumo de alimentos que garantam a alimentação para a população, respeitando as múltiplas características culturais dos povos em suas regiões.
Entre os desafios para a garantia do direito humano à alimentação adequada e da soberania e segurança alimentar e nutricional no Semiárido, encontram-se: a necessidade de respeitar a diversidade cultural e as formas de organização e produção, de modo que as comunidades tenham sua autonomia para produzir e consumir seus alimentos; e a importância de avançar na realização da reforma agrária, na regularização fundiária e no reconhecimento dos territórios para que os povos tenham maior autonomia para produzir seus alimentos.
Irio Luiz Conti
(integra o Consea Nacional e é membro da Fian Internacional.)
(Disponível em: http://www4.planalto.gov.br/consea/comunicacao/artigos/2014/direito-humano-a-alimentacao-adequada-e-soberania-alimentar)
Considere a seguinte frase para responder à questão:
“No entanto, isso não necessariamente significa a garantia da realização desse direito na prática, o que permanece como um desafio a ser enfrentado.” (1º parágrafo)
A expressão “o que permanece como um desafio a ser enfrentado” estabelece com o restante da frase um sentido de:
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Observe a situação abaixo, ocorrida em uma escola de Educação Infantil.
“Clara é professora da turma de crianças de 5 anos, na Educação Infantil. Em sua reunião com a coordenadora, a professora disse estar preocupada, pois muitos de seus alunos estavam criando histórias onde objetos (como lápis, caderno...) ganhavam voz, acontecimentos... A coordenadora lhe explicou que, de acordo com Piaget...”
A alternativa que completa adequadamente a explicação da coordenadora é:
FGV•
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Observe a seguir a fala da diretora de uma escola pública.
“Na família que não tem uma estrutura, a criança não aprende, dá problema. Crianças de ‘famílias estruturadas’ não apresentam problemas na escola.”
Essa fala nos remete a um problema recorrente na relação entre escola e família, apontado por vários autores atualmente, qual seja:
A Antropologia tem-se voltado para o estudo do fenômeno religioso mesmo antes de sua institucionalização como disciplina acadêmica. Julgue os itens a seguir, quanto à abordagem antropológica para a religião.
Os sistemas religiosos das sociedades indígenas brasileiras caracterizam-se pela existência de seitas concorrentes em seu interior. Nisso, eles são diferentes das religiões africanas e assemelham-se muito às grandes religiões dos Estados nacionais do mundo ocidental e do mundo islâmico.