Segundo a historiadora Graça Ataíde, no seu livro A construção da Verdade Autoritária, a “...vigilância e o controle sobre a imprensa em Pernambuco garantiam ao Estado a propaganda e o doutrinamento político... utilizando-se da persuasão e do doutrinamento diário, a Folha da Manhã, veiculava, por meio de suas mensagens, valores que compunham a ideologia estadonovista”.
(ALMEIDA, M. das G. A. A., A construção da Verdade Autoritária. São Paulo: Humanitas/FFLCH/USP, 2001. p. 181.)
Em relação aos valores e à ideologia defendidos pelo Estado Novo, do qual Agamenon Magalhães, em nível estadual, era um de seus maiores representantes, assinale a alternativa CORRETA.
O uso indiscriminado de medicamentos é motivo de preocupação para as autoridades de vários países. De
acordo com dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), o percentual de internações hospitalares provocadas por reações adversas a medicamentos ultrapassa 10%. Para alertar a população sobre os riscos da automedicação, a Política de Medicamentos do Ministério da Saúde procura conscientizar os brasileiros sobre a utilização racional desses produtos. Até o fim do ano, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), ligada ao Ministério, pretende lançar uma série de filmes tratando sobre o assunto.
Com a sobra de medicamentos, muitas pessoas acabam intoxicadas pela ingestão de um produto vencido ou
inadequado. As crianças têm o maior risco potencial de intoxicação por uso indiscriminado de medicamentos. Os
menores podem confundir comprimidos com balinhas e xaropes com sucos, por exemplo.
O consumo indiscriminado de medicamentos oferece outros perigos, pois, em geral, são capazes de provocar
efeitos colaterais. Quando o paciente recebe atendimento médico ou assistência farmacêutica, é informado sobre os riscos, explica Dirceu Raposo de Mello. As interações medicamentosas são outro perigo para o organismo. Um
remédio pode anular o outro ou potencializar um efeito colateral.
Disponível em: www.saudefazbem.com.br
Sobre os termos abaixo sublinhados,
“...a Política de Medicamentos do Ministério da Saúde procura...”
A rua estava fria. Era sábado ao anoitecer, mas eu estava chegando e não saindo. Passei no bar e comprei
um maço de cigarros. Vinte cigarros. Eram os vinte amigos que iam passar a noite comigo.
A porta se fechou como uma despedida para a rua. Mas a porta sempre se fechava assim. Ela se fechou com
um som abafado e rouco. Mas era sempre assim que ela se fechava. Um som que parecia o adeus de um condenado.
Mas a porta simplesmente se fechara e ela sempre fechava assim. Todos os dias ela se fechava assim.
Acender o fogo, esquentar o arroz, fritar o ovo. A gordura estala e espirra, ferindo minhas mãos. A comida
estava boa. Estava realmente boa, embora tenha ficado quase a metade no prato. Havia uma casquinha de ovo e pensei
em pedir-me desculpas por isso. Sorri com esse pensamento. Acho que sorri. Devo ter sorrido. Era só uma casquinha.
Busquei no silêncio da copa algum inseto, mas eles já haviam todos adormecidos para a manhã de domingo.
Então eu falei em voz alta. Precisava ouvir alguma coisa e falei em voz alta. Foi só uma frase banal. Se houvesse
alguém perto, diria que eu estava ficando doido. Eu podia dizer o que quisesse. Não havia ninguém para me ouvir. Eu
podia rolar no chão, ficar nu, arrancar os cabelos, gemer, chorar, soluçar, perder a fala, não havia ninguém. Eu podia
até morrer.
De manhã, o padeiro me perguntou se estava tudo bom. Eu sorri e disse que estava. Na rua, o vizinho me
perguntou se estava tudo certo. Eu disse que sim e sorri. Também meu patrão me perguntou e eu sorrindo disse que
sim. Veio a tarde e meu primo me perguntou se estava tudo em paz e eu sorri dizendo que estava. Depois, sorri e disse
que sim, estava tudo azul.
Vilela, Luiz. Tremor de Terra, 4ª. ed., São Paulo, Ed. Ática, 1977. p. 93.
O fato de a personagem principal buscar, na copa, algum inseto demonstra uma atitude
A importância da participação da família no desenvolvimento da criança é indiscutível, mas, neste século, os pais deixaram de lado a educação dos filhos, já que esperam que tudo venha da escola. Sem a transmissão de valores, a criança tem dificuldade em processar mentalmente estímulos, de relacionar fatos e estabelecer a importância entre eles. Deixa, portanto, de aprender com os erros do passado. O processo de mediação pode estar presente em qualquer situação do dia a dia. Numa viagem de férias, uma mãe estará mediando o aprendizado de seu filho, ao juntar ao lazer algumas histórias sobre o local, ao chamar a atenção para a arquitetura ou o comportamento das pessoas.
MORAES, Rita. Deixe-me pensar. Isto é, 30 jun.1998. (Adaptado)
Observe o fragmento de texto abaixo:
"Numa viagem de férias, uma mãe estará mediando o aprendizado de seu filho, ao juntar ao lazer algumas histórias sobre o local."
-Os traficantes entram em nossas casas porque encontram portas abertas. E seduzem nossos filhos porque eles têm crescido fracos e sem qualquer esperança.
Temos muitas dúvidas a respeito de quase todas as coisas que nos são importantes Mas também temos algumas certezas. Elas derivam da observação dos fatos, especialmente daqueles que são indiscutíveis, que não deixam margem para interpretações variadas. Uma dessas certezas tem a ver com o uso de drogas: praticamente todas as pessoas viciadas começaram a usar algum tipo de droga nos primeiros anos da adolescência, entre os 13 e os 17 anos de idade. Isso é válido para o uso de drogas pesadas, mas igualmente acontece com a iniciação ao uso do cigarro normal que, mesmo provocando poucos efeitos psicológicos, determina forte inclinação para a dependência.
Outra certeza que temos é a necessidade urgente de compreendermos melhor o que se passa na cabeça dos nossos jovens, para que possamos impedir que persista a tendência atual, que é a do uso de drogas por um número cada vez maior de pessoas, e que ela venha a envolver praticamente toda a juventude do nosso país. Teremos que providenciar novas atitudes dos pais e da sociedade, especialmente se isso puder ajudar nossas crianças a crescerem com mais força e determinação pessoal.
Sim, porque é fácil colocar toda a culpa do problema das drogas nos traficantes e em outros delinquentes que fazem fortuna com esse comércio. A verdade é que eles entram nas nossas casas porque encontram portas abertas. E eles seduzem nossos filhos porque eles têm crescido fracos e sem esperanças.
Disponível em: www.somostodosum.ig.com.br
Sobre REGÊNCIA VERBAL, analise as afirmativas abaixo, observando o verbo contido em cada item.
I. “...porque encontram portas abertas.” – o verbo exige complemento não regido de preposição.
II. “Mas também temos algumas certezas.” – o verbo exige complemento sem ser regido de preposição.
III. “ Elas derivam da observação dos fatos...” – o verbo não pede complemento.
IV. “Isso é válido para o uso de drogas...” – o verbo pede complemento regido de preposição.
V. “... determina forte inclinação para a dependência.” – o verbo exige dois complementos: um regido de preposição e o outro não.
Um helicóptero colidiu com um prédio, causando incêndio e o desabamento deste. Os bombeiros foram acionados para o resgate de vítimas no qual muitas conseguiram ser resgatadas ainda com vida. Algumas não tiveram a mesma sorte. A identificação de pessoas nessa situação nem sempre é fácil.
Alguns estudos justificam que o nome do Estado de Pernambuco provém da derivação do tupi, que significa „furo de mar‟. Outros indicam que o significado seja „mar comprido‟. Ambas as etimologias associam Pernambuco às influências marinhas.
Considerando as características gerais do clima de Pernambuco, analise as proposições abaixo:
I. A porção leste do Estado de Pernambuco apresenta menores amplitudes térmicas em decorrência do seu limite com o Oceano Pacífico que apresenta as maiores cotas pluviométricas. Na porção oeste, as amplitudes térmicas são maiores.
II. O regime anual de precipitações pluviométricas no semiárido é menor que no litoral, porém tal regime apresenta distribuição mais homogênea no semiárido, em decorrência da Frente Polar Atlântica e de suas maiores chuvas que ocorrem entre o outono e o inverno.
III. Os brejos de altitude apresentam índices pluviométricos mais elevados do que em outras regiões do semiárido em decorrência de suas altitudes e chuvas orográficas, como nos Municípios de Triunfo e Garanhuns.
IV. Em linhas gerais, Pernambuco apresenta climas quentes em decorrência da ação da latitude e modestas cotas altimétricas. As porções com temperaturas mais amenas são as superfícies de cimeira.
O aproveitamento de fontes alternativas de energia representa um grande desafio para a humanidade no sentido de atender à demanda mundial de energia. Essas novas fontes deverão provocar uma menor agressão ao meio ambiente em relação às fontes advindas dos combustíveis fósseis e também terão de ser competitivas economicamente.
Nesse contexto, está INCORRETO o que se afirma na alternativa
O Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (SINASE) salienta a necessidade de se ampliar o conceito de família para aquele grupo ou pessoas com as quais os adolescentes possuam vínculos afetivos, respeitando-se os diferentes arranjos familiares (p.74). Assim, para um determinado adolescente, cuja convivência familiar compreende o relacionamento com a mãe, que fez a opção de manter-se solteira, e uma irmã adotiva, o arranjo é conceitualmente denominado de
Negrinha era uma pobre órfã de sete anos. Preta? Não; fusca, mulatinha escura, de cabelos ruços e olhos assustados. Nascera na senzala, de mãe escrava, e seus primeiros anos vivera-os pelos cantos escuros da cozinha, sobre velha esteira e trapos imundos. Sempre escondida, que a patroa não gostava de crianças.
Excelente senhora, a patroa. Gorda, rica, dona do mundo, amimada dos padres, com lugar certo na igreja e camarote de luxo reservado no céu. Entaladas as banhas no trono (uma cadeira de balanço na sala de jantar), ali bordava, recebia as amigas e o vigário, dando audiências, discutindo o tempo. Uma virtuosa senhora em suma - "dama de grandes virtudes apostólicas, esteio da religião e da moral", dizia o reverendo. Ótima, a dona Inácia.
(...)
A excelente dona Inácia era mestra na arte de judiar de crianças. Vinha da escravidão, fora senhora de escravos - e daquelas ferozes, amigas de ouvir cantar o bolo e estalar o bacalhau. Nunca se afizera ao regime novo - essa indecência de negro igual a branco e qualquer coisinha: a polícia! "Qualquer coisinha": uma mucama assada ao forno porque se engraçou dela o senhor; uma novena de relho porque disse: "Como é ruim, a sinhá!"...
O 13 de Maio tirou-lhe das mãos o azorrague, mas não lhe tirou da alma a gana. Conservava Negrinha em casa como remédio para os frenesis. Inocente derivativo:
- Ai! Como alivia a gente uma boa roda de cocres bem fincados!...
LOBATO, Monteiro. Negrinha. In.: Monteiro Lobato; textos escolhidos. Por José Carlos Barbosa Moreira. Rio de Janeiro, Agir, 1967. p. 74-6.
Leia o fragmento abaixo, atentando para a expressão destacada.
O 13 de Maio tirou-lhe das mãos o azorrague, mas não lhe tirou da alma a gana. Conservava Negrinha em casa como remédio para os frenesis. Inocente derivativo: - Ai! Como alivia a gente uma boa roda de cocres bem fincados!...
A expressão em destaque pode ser compreendida como derivativo
I. Às cinco horas, fui à igreja e assisti ao sermão do padre.
II. Carlos passou o dia à pensar se iria ou não viajar.
III. Beijo à beijo, assim começava nossa história.
IV. Refiro-me à que chegou agora.
V. Aludiu à sua participação.
Apresenta(m) ERRO quanto à omissão ou presença do sinal indicativo da crase