Em 1777, o ferino filósofo francês Voltaire escreveu:
“O mundo começa a civilizar-se um pouco; mas que ferrugem espessa, que noite grosseira, que barbárie dominam ainda certas províncias, sobretudo entre os probos agricultores tão louvados em elegias e éclogas, entre lavradores inocentes e vigários de aldeia, que por um escudo arrastariam os irmãos para a prisão e vos apedrejariam se duas velhas, vendo-vos passar, exclamassem: herege!
O mundo está melhorando um pouco; sim, o mundo pensante, mas o mundo bruto será ainda por muito tempo um composto de animais, e a canalha será sempre de cem para um. É para ela que tantos homens, mesmo com desdém, mostram compostura e dissimulam; é a ela que todos querem agradar; é dela que todos querem arrancar vivas; é para ela que se realizam cerimônias pomposas; é só para ela, enfim, que se faz do suplício de um infeliz um grande e soberbo espetáculo"
(O preço da justiça. São Paulo: Martins Fontes, 2001, p. 29-30)
Voltaire não hesita, ao considerar o grau de civilização em que encontra sua época, em
Sobre a Educação Inclusiva, analise as afirmativas a seguir: I. O termo Educação Inclusiva supõe a disposição da escola de atender a diversidade total das necessidades dos alunos nas escolas comuns. II. A Educação Inclusiva tem sido discutida em termos não somente de novas estratégias de ensino, mas de maneira bem mais ampla como ações que levem a reformas escolares, melhorias nos programas de ensino e novas medidas de justiça social. Por isso, a inclusão pressupõe uma escola que se ajuste a todas as crianças, em vez de esperar que uma determinada criança com deficiências se ajuste à escola. III. Uma Educação Inclusiva deve ser capaz de orientar o ensino e a formação, tendo em vista a cidadania, imbuída de uma clara noção de que a excelência humana é puramente acadêmica. IV. A Educação Inclusiva reconhece que todas as escolas e sistemas de educação precisam mudar no sentido de incluir avaliações padronizadas no processo de ensino aprendizagem, preparando os alunos para o exigente e competitivo mercado de trabalho. Assinale a alternativa correta:
Associe os tipos de comunicação oficial às suas respectivas especificidades, conforme o Manual de Redação da Presidência da República.
TIPOS DE COMUNICAÇÃO OFICIAL
1. Ofício
2. Memorando
3. Aviso
4. Exposição de motivos
ESPECIFICIDADES
( ) é expedido exclusivamente por Ministros de Estado, para autoridades de mesma hierarquia.
( ) tem como finalidade o tratamento de assuntos oficiais pelos órgãos da Administração Pública entre si e também com particulares.
( ) pode ter caráter meramente administrativo, ou ser empregado para a exposição de projetos, ideias, diretrizes, etc. a serem adotados por determinado setor do serviço público.
( ) é o expediente dirigido ao Presidente da República ou ao Vice- Presidente para informá-lo de determinado assunto; propor alguma medida; ou submeter a sua consideração projeto de ato normativo.
Todos os candidatos prometem crescimento e austeridade. Entre os chavões mais batidos vem sempre a reforma tributária, tema complexo, chato mesmo, acaba sempre em parolagem. Promete - se a simplificação das leis que regulam os tributos, e a cada ano eles ficam mais complicados. Uma coletânea da legislação brasileira pesa seis toneladas. Aqui vai uma contribuição, que foi trazida pelo Instituto Endeavor. Relaciona-se com o regime de cobrança de impostos de pequenas empresas, aquelas que faturam até R$ 3,6 milhões por ano (R$ 300 mil por mês). É o Simples – pode-se estimar que ele facilita a vida de algo como 3 milhões de empresas ativas.
Sobre a variedade de linguagem mostrada no texto 4, afirma-se corretamente que ela pertence à linguagem:
No relatório final do Plano de Mobilidade Urbana de Belo Horizonte,foi feito um diagnóstico do sistema de mobilidade no qual foram destacados alguns aspectos da logística urbana.Entre os aspectos identificados nesse relatório, NÃO se destaca.
No livro Biologia e Conhecimento (1973), Piaget descreve que as crianças pequenas, na fase pré‐operatória, apresentam o que chamou de “pensamento egocêntrico".
Assinale a alternativa que caracteriza tal pensamento
Guiomar Namo de Mello (2003), no livro Magistério de 1º grau, apresenta uma discussão acerca do fracasso escolar da criança “carente" e suas razões, concluindo que as razões do fracasso encontram‐se divididas em fatores intra e extra‐escolares.
Na pesquisa que fez com professores, revela que, em média, os docentes apresentam três respostas para explicar o fracasso dos alunos “carentes":
1) responsabilidade da escola;
2) culpa da vítima;
3) responsabilidade da pobreza e do desinteresse da família.
Assinale a alternativa que apresenta apenas causas relacionadas à resposta 2.
O século XX testemunhou o aparecimento de três grandes grupos de teorias psicológicas aplicadas ao ensino, que são o behaviorismo, o cognitivismo e o humanismo. A respeito das características e implicações dessas teorias, julgue os itens seguintes. A orientação humanística preocupa-se fundamentalmente com os aspectos afetivos da aprendizagem e há um privilégio do intelecto, porque o ser humano é visto como possuindo um potencial a ser desenvolvido, desde que esteja em ambiente não punitivo e não restritivo.
A atual Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional - LDB (Lei 9394/96), no que se refere à organização da educação nacional, define como competência específica dos Estados a oferta prioritária e a garantia, respectivamente, dos seguintes níveis de ensino:
“Para ele, o professor libertador é aquele que ultrapassa as fronteiras de um repassador de conteúdos e surge como alguém que instiga seus educandos à compreensão e à transformação. O diálogo se consolida. De acordo com esse autor, a educação cumpre sua função na medida em que promove a construção de um cidadão que, por intermédio de sua formação, busca compreender a realidade e modificá-la em benefício de si e dos outros. A educação deve ir além de uma ação que vise à manutenção do que já existe.” O texto se refere a:
Leia as frases a seguir e julgue-as conforme as alternativas posteriores:
I. O processo de educação dentro das organizações era considerado função do departamento de recursos humanos. À medida que cresce a consciência de que a educação é um processo contínuo e não um evento isolado (treinamento), a educação corporativa ganha força no cotidiano das organizações.
II. O termo "treinamento" ainda é repetidamente empregado como sinônimo de educação corporativa.
III. O treinamento é focalizado e guiado para questões pautadas no desempenho em curto prazo.
IV. A educação corporativa é dirigida à ampliação das habilidades e competências do funcionário, oferecendo-lhe uma visão macro da empresa, com vistas ao aumento do capital intelectual da organização.
A próxima questão,terão como base os dois textos seguintes. Leia-os:
Texto 1:
ESSES TEXTOS
O texto primeiro existe
só, como ponto.
Se transforma depois em linha
com sua própria força
de deslocação,
sua velocidade própria.
Depois,
o leitor institui
outra linha, lendo.
O leitor constitui
um feixe de linhas cruzadas
organizando os textos.
No percurso do texto
e no trânsito da leitura,
as linhas se chocam,
se repudiam, se perdem,
correm pararelas
e podem se amar.
Depois, saber fazer
retorná-las a ponto.
(Mas o importante é o leitor. Você.)
É preciso ter calma.
Saber ir abotoando
os elementos vários
à espera do clique de colchete.
Quando dois ou mais
se engatam,
fecha-se um sentido
único e exclusivo.
Mas que você pode emprestar
a alguém,
desde que o diga
(Não tenha medo da alta-velocidade.
Não tenha receio de dar marcha à ré.)
É preciso ter pressa.
Saber ir desabotoando
os colchetes de sentido
como quem quer tirar
camisa usada e suada
de dia de trabalho.
Cada camisa,
depois de surrada,
é fonte
de novo esforço.
Ou então vira
camisa-de-força.
É preciso saber vestir
o texto,
como tatuagem na própria
pele.
É preciso saber tatuar
o texto,
como sulcos feitos
na bruta realidade.
O duplo estilete
do texto e da leitura,
do autor e do leitor.
A dupla tatuagem
contra o próprio corpo
e a realidade bruta.
A tatuagem que se imprime
para poder forçar
a barra.
A tatuagem que o corpo,
depois de violado
tatua. Violentando.
(SANTIAGO, Silviano, Crescendo durante a guerra numa província ultramarina. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1978.)
Texto 2:
LEITURA NAS DIVERSAS DISCIPLINAS
Heloisa Amaral
O ensino, na escola, não existe sem a leitura. Ou é leitura direta pelo aluno, ou explicações do professor sobre textos que ele, o professor, leu. Ou seja, a linguagem falada pelo professor é uma didatização do conhecimento acumulado pela escrita (em letras ou números e sinais) na disciplina que ele leciona. Quando a fala é uma transposição de leituras, ela não é uma fala similar a uma conversa casual, como as que usamos no cotidiano. Ao contrário, está carregada de conceitos e de relações complexas entre os conceitos provenientes de estudos sobre os diferentes conhecimentos, seja qual for a matéria que esteja sendo ensinada. E em geral é preciso acrescentar, para complementar as aulas expositivas ou dialogadas feitas pelos professores, textos (didáticos ou não) relacionados às disciplinas ministradas.
Assim, o que se tem como prática constante em todas as disciplinas escolares é a leitura de textos. Antes ou depois da aula expositiva, leituras. Leitura de textos escritos, de imagens, de gráficos, mas leitura. Isso significa que sem desenvolver capacidades de leitura o aluno não consegue aprender as disciplinas escolares na dimensão proposta pelos conteúdos programáticos. Significa, também, que os professores das diversas disciplinas precisam ensinar o aluno a ler os gêneros próprios de suas matérias, uma vez que eles são gêneros textuais produzidos de forma particular em cada área de conhecimento. Ler literatura, por exemplo, não é o mesmo que ler enunciados de problemas; ler textos de história não é o mesmo que ler gráficos em geografia. O aluno não lê textos de cada uma das disciplinas com facilidade sem ter compreendido os conceitos e as relações entre eles, do modo particular como são abordados nelas. Seja qual for a disciplina, a leitura se dá de forma particular, e exige conhecimentos específicos para ser bem-sucedida.
Então, ler é uma competência indispensável para a aprendizagem em cada uma das áreas, uma competência que precisa ser ensinada pelos professores de cada uma delas. Mas, o que é necessário para que os alunos leiam verdadeiramente em qualquer disciplina, compreendendo o que leem? A compreensão dos textos de diferentes gêneros está relacionada a dois aspectos: primeiramente, à natureza dos próprios textos e, em segundo lugar, às capacidades de leitura desenvolvidas pelo leitor.
Em primeiro lugar, não há como ler textos, gráficos ou imagens, sem ter compreendido bem a natureza dos gêneros textuais das diferentes áreas de conhecimento, ou seja, a situação particular em que textos, gráficos ou imagens foram produzidos. A situação de produção de um texto é sempre histórica, isto é, está ligada ao momento histórico atual e, ao mesmo tempo, faz referências a um conhecimento produzido em um dado momento da história da humanidade. Em matemática, por exemplo, o professor pode ensinar a situação de produção de um gênero textual matemático trabalhando com o nascimento de conceitos a eles relacionados, registrados na história da matemática.
Em segundo lugar, não há leitores que leiam bem sem ter suas capacidades de leitura, necessárias para ler qualquer gênero de texto, bem desenvolvidas. As capacidades de leitura, portanto, podem e devem ser desenvolvidas em qualquer disciplina escolar. (...)
Publicado originalmente no site da Olimpíada de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro
(Disponível em: https://dialogosassessoria.wordpress.com/2014/09/11/leitura-nas-diversas-disciplinas/)
Pensemos no texto como algo vivo.
Um bom exemplo da relação existente entre texto e leitor está no poema “Esses Textos”, de Silviano Santiago. Esse poema deixa-nos algumas pistas, a fim de que, através destas, um contato mais próximo, entre leitor e texto, se estabeleça.
Leia as citações a seguir (que se apresentam em sentido figurado), sabendo que nem todas podem exprimir essa relação interativa:
I) “O texto primeiro existe / só, como ponto. Se transforma depois em linha / com sua própria força / de deslocação”.
II) “Depois, / o leitor institui / outra linha, lendo.”
III) “No percurso do texto / e no trânsito da leitura, / as linhas se chocam, / se repudiam, se perdem, / correm paralelas / e podem se amar.
IV) “O duplo estilete / do texto e da leitura, / do autor e do leitor.”
Agora, escolha a opção que representa a adequação dessa interação entre leitor e texto:
A Lei nº 10.436, de 24/04/2002, estabelece que o sistema educacional federal e os sistemas educacionais estaduais, municipais e do Distrito Federal devem
Sobre o Projeto Pedagógico de Curso podemos afirmar que:
I- constituem esse documento os seguintes sistemas: Sistema de Avaliação do Processo de Ensino e Aprendizagem, Sistema de Avaliação do Projeto do Curso e Trabalho de Conclusão de Curso (TCC).
II- é um documento obrigatório para autorização do curso pelo órgão compete de ensino da esfera Estadual ou Federal.
III- é facultada a todas as Instituições de Ensino Superior a oferta ou não de Atividades Complementares a cada curso.
IV- deve apontar o SISU como única forma de acesso ao curso pelos candidatos.
V- deve apresentar, de forma rápida, a justificativa da oferta do curso em relação ao contexto local e regional em que a IES está localizada e as demandas que justificam a oferta do curso. Deve excluir dados estatísticos, socioeconômicos e ofertas similares por outras IES.