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Em certa escola trabalham 15 professores, incluindo Jorge e Milena. Um grupo formado por 5 professores deve ser formado para que seja organizada a festa de 50 anos de fundação da escola. Considere que, por razões pessoais, Jorge não poderá fazer parte do grupo e Milena necessariamente será incluída no grupo. Atendendo a essas restrições, quantos grupos distintos de professores podem ser formados?
Não há trabalho de coordenador que seja realizado na individualidade. É no coletivo que o coordenador encontra espaço para a realização de suas funções. Fazer junto pode ser um dos grandes segredos da qualificação da atuação do coordenador pedagógico na atualidade.

(Placco, Souza, 2012, p. 12.)

A supervisão escolar é construída no dia a dia da escola. Isso ocorre quando o supervisor reconhece sua identidade como profissional e consegue se ver desta maneira. Isso porque, segundo Dubar (1997), a imagem que o profissional faz de si interfere sobremaneira em suas ações, as quais por sua vez, sustentam essa imagem como identidade profissional.

(Dubar apud Placco, Souza, 2012.)

Sobre os fragmentos expostos e, ainda, considerando que quando o Supervisor Pedagógico compreende seu papel e assume de forma a ser líder no contexto pedagógico, ele estará apto para exercer sua função de articulador das ações pedagógicas, EXCETO quando:
A cultura é um território de produção de significados onde entram em disputa diferentes grupos sociais, em que se constitui o jogo do poder da linguagem, do discurso, da construção das identidades e das diferenças. De acordo com Silva (2000), a identidade e a diferença são criadas pelos atos de linguagem do mundo cultural e social, resultantes de um processo de produção simbólica e discursiva e estão em estreita conexão com as relações de poder. Os processos educacionais escolares podem se direcionar nas visões: “monocultural”, “multicultural” e “intercultural”. Sobre o exposto e considerando os desafios a serem enfrentados pelos educadores para a promoção da educação em uma visão “intercultural”, assinale a afirmativa correta.
O Supervisor Pedagógico tem um variado papel no ambiente escolar. Desse modo, a supervisão tem um papel político, pedagógico e de liderança no espaço escolar, e é necessário ressaltar, sem desconsiderar o restante da equipe, que o Supervisor Escolar deve ser inovador, ousado, criativo e, sobretudo, um profissional da educação comprometido com seu grupo de trabalho.

(Carvalho, 2011, p. 170.)

Bolívar (2012) refere que por liderança se entende a forma de determinar uma direção e exercer influência. Todavia, quanto a esta determinação e exercício, anexamos como preocupação e objetivo a aprendizagem dos alunos, falamos de liderança pedagógica e educativa. (p. 48) Considerando que diversos autores estudam variadas abordagens sobre estilos de liderança e, pressupondo que quando um Supervisor Pedagógico é mais participativo e utiliza de menos arbitrariedade organizacional, os objetivos e as tarefas são discutidos previamente, existindo alguma comunicação de baixo para cima, assim como algum encorajamento do trabalho de grupo. Permite-se, portanto, alguma segurança coletiva e motivação dos trabalhadores. Sobre a informação dada, é possível afirmar que se trata de um líder:
Juliana representa sua escola nas competições de atletismo estaduais. Em determinado dia de treinamento de corrida, ela deu duas voltas em torno de uma lagoa. Na primeira volta, desenvolveu uma velocidade média de 15 km/h e, na segunda volta, desenvolveu uma velocidade média de 10 km/h. Considere que em ambas as voltas, foi utilizado exatamente o mesmo trajeto. Tendo em vista todo o percurso de duas voltas nessa lagoa, qual a velocidade média desenvolvida por Juliana?
A necessidade de avaliar sempre estará presente no espaço escolar, muito embora possa, com efeito eficaz naquilo que se pode propor, a melhoria de todo o processo educativo. Perrenoud (1993) considera que a avaliação é um processo recíproco entre o aluno e o professor, onde este ensina e aquele aprende, e “(…) a aprendizagem nunca é linear, procedem por ensaios, por tentativas e erros, hipóteses, recuos e avanços”.

(Perrenoud, 1993, p. 173.)

Analise os fragmentos de textos a seguir e relacione-os corretamente com as diferentes funções da avaliação.

I. Propõe-se uma ação de sondagem da situação e do desenvolvimento da aprendizagem, o que pode contribuir na verificação do que o aluno aprendeu e como aprendeu em toda a sua trajetória escolar, possibilitando conhecer a realidade do processo de ensino-aprendizagem através do conhecimento prévio de cada estudante, suas habilidades ou saberes já adquiridos.
II. Consiste no ato de avaliar tanto a trajetória de construção das aprendizagens e dos conhecimentos dos educandos, como também o trabalho do professor, por permitir analisar, de maneira frequente e interativa, o progresso dos alunos, para identificar o que eles aprenderam e o que ainda não aprenderam, para que venham a aprender e para que reorganizem o trabalho pedagógico.
III. Refere-se em uma avaliação disciplinadora, punitiva e discriminatória, como decorrência, essencialmente, da ação corretiva do professor, pois tem a pretensão de verificar aquilo que o estudante tem aprendido durante o seu período escolar. Pressupõe que o aluno aprenda do mesmo modo, no mesmo tempo e adquira os saberes suficientes para enfrentar os anos seguintes; caso contrário, será reprovado para a próxima etapa de ensino.

A sequência está correta em
Na visão funcionalista de Émile Durkheim (1858-1917), a educação é reduzida a um mecanismo adaptativo do homem à sociedade. Já a concepção educacional da Escola Nova, propõe uma pedagogia ativa e teve o americano John Dewey (1859- -1952) como seu representante máximo. Na concepção educacional da Escola Nova de Dewey, assinale a afirmativa INCORRETA.
A contribuição de Sigmund Freud para a educação é significativa, sendo marcada pela introdução de conceitos psicanalíticos que oferecem uma perspectiva única sobre o desenvolvimento humano. Em linhas gerais, Freud trouxe à luz a influência do inconsciente, os estágios do desenvolvimento psicossexual e os mecanismos de defesa, impactando a compreensão do comportamento e da aprendizagem na educação. Essa abordagem oferece insights sobre as necessidades e os desafios específicos enfrentados pelos alunos em diferentes fases, informando estratégias pedagógicas adaptadas ao estágio de desenvolvimento psicossexual. Considerando os estágios do desenvolvimento psicossexual, a relação entre a fase e uma de suas características está corretamente estabelecida na fase:
Abordagens pedagógicas referem-se aos diversos métodos, estratégias, princípios e filosofias utilizados na prática educativa para facilitar a aprendizagem e o desenvolvimento dos alunos. Essas abordagens orientam a forma como os educadores planejam e conduzem o ensino, moldando a interação entre professores e alunos no ambiente educacional. Muitas vezes os educadores adotam elementos de diferentes abordagens com base nas necessidades específicas de seus alunos e nas metas educacionais. A escolha da abordagem pedagógica pode influenciar significativamente a experiência de aprendizagem dos alunos. Analise as afirmativas correlatas e a relação proposta entre elas.

I. O cognitivismo, como abordagem teórica na educação, destaca-se pela ênfase nos processos mentais internos e na importância da aprendizagem significativa, na qual os novos conhecimentos são intrinsecamente conectados aos esquemas cognitivos preexistentes, promovendo, assim, uma compreensão mais profunda e duradoura.
II. A teoria cognitivista, ao contrário do Behaviorismo, considera que o ambiente social e a interação são fatores secundários no processo de construção do conhecimento.

Assinale a alternativa correta.
Dentro desta perspectiva de “reinvenção profissional”, Freitas (2003, p. 19) afirma que: o líder educacional do século XXI é aquele que transpõe nãosó suas próprias amarras, mas também os muros de sua instituição, rompe as barreiras das diferenças, estabelece parcerias, contribuindo para a construção de um ambiente que eduque todos os seus liderados, seus parceiros e a comunidade em geral.

(Freitas apud Rolla, 2006, p. 58.)

Para Hunter (2004, p. 69), “a verdadeira liderança é difícil e requer muito esforço”. Neste sentido, quando se fala que o trabalho do Supervisor Pedagógico é realizado e aprendido no dia a dia da escola, fala-se também da sua formação como líder. Nem todo supervisor é necessariamente um líder, mas deveria; espera-se que seja assim. A diferença está entre o poder e a autoridade. Sobre o exposto e considerando poder x autoridade, analise as afirmativas a seguir.

I. O poder pode ser vendido e comprado, dado e tomado. A autoridade não pode ser comprada nem vendida, nem dada ou tomada, diz respeito a quem é como pessoa, ao caráter e à influência que estabelece sobre os outros.
II. Autoridade é a faculdade de forçar ou coagir alguém a fazer sua vontade, por causa de sua posição ou força, mesmo que a pessoa preferisse não fazer. Poder é a habilidade de levar os outros a fazerem de boa vontade o que é solicitado por causa de sua influência pessoal.
III. Poder é a capacidade que alguns indivíduos detêm para fazer valer os seus interesses, mesmo quando os outros se opõem. A autoridade é o uso legítimo do poder, ou seja, emerge quando um grupo obedece de forma consentida porque reconhece a legitimidade de quem emana as ordens.

Está correto o que se afirma em
As organizações constituem sistemas complexos que interagem constantemente com um número significativo de outros sistemas, também com grande complexidade. Em função disso, uma organização não se encontra isolada, nem é autossuficiente. Ao contrário, existe ao seu redor todo um contexto que deve ser considerado em sua existência e estudo: o ambiente. Dessa forma, as organizações, como os seus ambientes, são dinâmicas. Devido à sua importância, a especificidade da organização educacional tem sido tratada, nos últimos anos, por diversos autores que discutem a administração escolar. Particularmente, dois desses autores, Bourdignon e Gracindo (2001), ressaltam que essa especificidade é definida por alguns fatores que tornam a escola singular, diante de quaisquer outras organizações sociais. Sobre o exposto, pode-se afirmar que a escola se distingue das demais organizações, dentre outros fatores, por, EXCETO:
Planejamento é uma atividade fundamental em qualquer tipo de organização, incluindo escolas e demais instituições. Na gestão escolar, os planejamentos “estratégico”, “tático”, e “operacional” são três pilares de planejamento distintos e igualmente importantes, utilizados nos diferentes níveis da organização. Relacione adequadamente o planejamento às suas respectivas características.

1. Tático.
2. Estratégico.
3. Operacional.

( ) É de longo prazo, responsável por analisar o ambiente interno e externo da escola, incluindo fatores como a legislação vigente, a comunidade escolar, as expectativas dos alunos, a qualidade do ensino e da aprendizagem, os recursos disponíveis e as tendências educacionais.
( ) É de médio prazo e tem como objetivo principal desenvolver um plano de ação detalhado, com as etapas necessárias, definindo recursos determinados, como, por exemplo, orçamento e equipe (incluindo as responsabilidades dos membros, materiais e tecnologia buscando atingir as metas e objetivos definidos).
( ) É de curto prazo e se concentra em implementar o plano, isto é, colocá-lo em ação, acompanhando regularmente o seu progresso. Esta etapa inclui as atividades diárias da escola e deve garantir que as responsabilidades dos membros da instituição escolar estejam sendo realizadas da melhor forma. É responsável por avaliar regularmente o progresso e sinalizar se há necessidade de realizar ajustes no plano para garantir que as metas sejam alcançadas.

A sequência está correta em
Os Conselhos Escolares na educação básica, concebidos pela Lei de Diretrizes e Bases como uma das estratégias de gestão democrática da escola pública, têm como pressuposto o exercício de poder, pela participação das comunidades escolar e local (LDB, art. 14). O Conselho Escolar é o órgão consultivo, deliberativo e de mobilização maisimportante do processo de gestão democrática na escola. Sua tarefa mais importante é acompanhar o desenvolvimento da prática educativa e, nela, o processo ensinoaprendizagem. Assim, a função do Conselho Escolar é fundamentalmente político-pedagógica. É política, na medida em que estabelece as transformações desejáveis na prática educativa escolar. E é pedagógica, pois indica os mecanismos necessários para que essa transformação realmente aconteça. Nesse sentido, a primeira atividade do Conselho Escolar é a de discutir e delimitar o tipo de educação a ser desenvolvido na escola, para torná-la uma prática democrática comprometida com a qualidade socialmente referenciada.

(Disponível em: http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/Consescol/ce_cad2.pdf. Acesso em: junho de 2024. Adaptado.)

Sobre o exposto e, ainda, considerando uma reunião do Conselho da escola, quando decidem sobre o Projeto PolíticoPedagógico e outros assuntos escolares, aprovam encaminhamentos de determinados problemas, garantem a elaboração de normas internas e o cumprimento das normas dos sistemas de ensino, decidem sobre a organização e o funcionamento geral da escola, propondo à direção as ações a serem desenvolvidas e elaboram normas internas sobre questões referentes ao seu funcionamento nos aspectos pedagógico, administrativo e financeiro; pode-se afirmar que os membros do Conselho estão exercendo a função:

A rua, a fila, o acaso


Eu ia dando a minha voltinha num silêncio interior de paz. Está difícil flanar nas ruas de hoje. Muito barulho, carros voando ou atravancando a calçada, anda sobrecarregado o ar que respiramos. Mas há sempre o que ver, se levamos olhos desprevenidos, de simpatia. Me lembrei do tempo em que o pai de família saía depois do jantar pra fazer o quilo. A expressão tem a ver com o mistério da nossa usina interior.


Com o perdão da palavra, tem a ver com as nossas tripas. Hoje é o cooper, que traz um afã de competição. Cronometrado e exibido, tira o fôlego e impede a conversinha mole. É mais uma fábrica de ansiedade nesta época que fabrica estresse. Pois eu ia andando pra clarear as ideias, ou pra pensar em nada. Nessa hora de entrega e de inocência é que acontece a iluminação. A luzinha do entendimento acende onde quer.


Sem nenhum objetivo, ia eu bem satisfeitinho na minha disponibilidade. Aberto a qualquer convite, podia comprar um bombom, ou uma flor. Ou uma dessas canetinhas que acertam comigo e, bem ordinária, me traz um estremecimento de colegial. A gente sabe que o endereço da felicidade é no passado e é mentira. Mas é bom que exista, a felicidade. Nem que seja um momentinho só. Tão rico que dá pra ir vivendo. E se renova com qualquer surpresa boba. Encontrar por exemplo na banca uma revista fútil e dar com a foto daquela moça bonita. Olhar seus olhos e entendê-los, olhos adentro.


A vida é um mundo de possibilidades. Atração e repulsa, afinidades. Convergência e divergência. Nessa altura, as minhas pernas tinham me levado pro mundo da lua. Quando dei comigo de volta, estava espiando uma fila que coleava pela calçada. Curioso: etimologicamente, aposentado é quem se recolhe aos aposentos. De repente, os aposentados saíram da toca e estão na rua, pacientes em fila ou irados aos magotes.


Mas aquela fila não podia ser de aposentados. Tinha uma moça de short e pernas fortes de atleta. E muitos jovens. E vários boys. Um pequeno interesse, receber um dinheirinho, ou uma pequena obrigação, pagar uma conta, juntou na fila aquele pessoal todo. Misterioso caminho, esse, que aproxima as pessoas por um instante e depois as separa. Há de ver que ali estavam lado a lado duas almas que se procuram e, distraídas, disso não se deram conta. O acaso, o destino, quanta coisa passa por uma cabeça vadia! Ou por um frívolo coração.


(Otto Lara Resende. Folha de São Paulo. Publicada no livro Bom dia para nascer, Companhia da Letras, 2011.)

A crônica, como gênero textual, frequentemente adota uma linguagem mais coloquial, e o texto em interpretação não é diferente. Uma forma de o autor alinhar sua escrita à linguagem informal se dá por meio de maior flexibilidade quanto à obediência às normas gramaticais. Um exemplo de inconsistência relacionada à colocação pronominal presente no texto se dá no pronome sublinhado em:
De acordo com Cunha (2015), a inclusão de Pessoas com Deficiência na escola precisa de fundamentos teóricos, como também da lida diária da prática para estabelecer dados concretos que incentivem, guiem e deem segurança aos educadores. Também é preciso que o sistema de Educação Inclusiva observe as necessidades gerais dos alunos, exigindo da escola sensibilidade em trabalhar com as individualidades. Mantoan (2003) enfatiza que reconstruir os fundamentos de escola de qualidade para todos remete-se em questões específicas relacionadas ao conhecimento e a aprendizagem, ou seja, consideram-se que o ato de educar supõe intenções, representações que temos do papel da escola, do professor, do aluno, conforme os paradigmas que os sustentam. A autora ainda relata que a escola inclusiva exige mudanças de paradigmas. Sobre o exposto, são algumas estratégias que ajudam no trabalho do corpo docente, como na aprendizagem dos alunos, EXCETO:

A rua, a fila, o acaso


Eu ia dando a minha voltinha num silêncio interior de paz. Está difícil flanar nas ruas de hoje. Muito barulho, carros voando ou atravancando a calçada, anda sobrecarregado o ar que respiramos. Mas há sempre o que ver, se levamos olhos desprevenidos, de simpatia. Me lembrei do tempo em que o pai de família saía depois do jantar pra fazer o quilo. A expressão tem a ver com o mistério da nossa usina interior.


Com o perdão da palavra, tem a ver com as nossas tripas. Hoje é o cooper, que traz um afã de competição. Cronometrado e exibido, tira o fôlego e impede a conversinha mole. É mais uma fábrica de ansiedade nesta época que fabrica estresse. Pois eu ia andando pra clarear as ideias, ou pra pensar em nada. Nessa hora de entrega e de inocência é que acontece a iluminação. A luzinha do entendimento acende onde quer.


Sem nenhum objetivo, ia eu bem satisfeitinho na minha disponibilidade. Aberto a qualquer convite, podia comprar um bombom, ou uma flor. Ou uma dessas canetinhas que acertam comigo e, bem ordinária, me traz um estremecimento de colegial. A gente sabe que o endereço da felicidade é no passado e é mentira. Mas é bom que exista, a felicidade. Nem que seja um momentinho só. Tão rico que dá pra ir vivendo. E se renova com qualquer surpresa boba. Encontrar por exemplo na banca uma revista fútil e dar com a foto daquela moça bonita. Olhar seus olhos e entendê-los, olhos adentro.


A vida é um mundo de possibilidades. Atração e repulsa, afinidades. Convergência e divergência. Nessa altura, as minhas pernas tinham me levado pro mundo da lua. Quando dei comigo de volta, estava espiando uma fila que coleava pela calçada. Curioso: etimologicamente, aposentado é quem se recolhe aos aposentos. De repente, os aposentados saíram da toca e estão na rua, pacientes em fila ou irados aos magotes.


Mas aquela fila não podia ser de aposentados. Tinha uma moça de short e pernas fortes de atleta. E muitos jovens. E vários boys. Um pequeno interesse, receber um dinheirinho, ou uma pequena obrigação, pagar uma conta, juntou na fila aquele pessoal todo. Misterioso caminho, esse, que aproxima as pessoas por um instante e depois as separa. Há de ver que ali estavam lado a lado duas almas que se procuram e, distraídas, disso não se deram conta. O acaso, o destino, quanta coisa passa por uma cabeça vadia! Ou por um frívolo coração.


(Otto Lara Resende. Folha de São Paulo. Publicada no livro Bom dia para nascer, Companhia da Letras, 2011.)

Quando o leitor encontra um vocábulo desconhecido, as palavras que o rodeiam, o contexto em que se insere, bem como a compreensão plena da temática textual podem fornecer pistas sobre seu significado. Um exemplo de expressão pouco recorrente na linguagem usual é “fazer o quilo” (1º§), cujo significado pode ser corretamente identificado como sinônimo de:
Para Piaget, a equilibração das ações desempenha um papel extremamente importante no processo de desenvolvimento, consistindo no alicerce de sua teoria e sendo, inclusive, necessário para explicar todos os demais fatores. Quando a assimilação e a acomodação estão em harmonia (ocorrem simultaneamente), o sujeito está adaptado, ou seja, em equilíbrio. Na medida em que as estruturas disponíveis se tornam insuficientes para operar uma nova situação, ocorrem contradições e discrepâncias, indo em direção a um estado superior e mais complexo de equilíbrio. Piaget denomina esse movimento de:
Para Gasparim, Penetucc (2008, p. 3), o educador, conhecendo a teoria que sustenta a sua prática, pode suscitar transformações na conscientização dos educandos e demais colegas, chegando até aos condicionantes sociais, tornando o processo ensino aprendizagem em algo realmente significativo, em prol de uma educação transformadora, que supere os deficits educacionais atuais. As tendências pedagógicas brasileiras foram muito influenciadas pelo momento social cultural e político da sociedade. Essas tendências formaram a prática pedagógica dos educadores em todo o país. Em consonância com leituras filosóficas sobre as relações entre educação e sociedade, Libâneo (1992), ao realizar uma abordagem das tendências pedagógicas, organiza as diferentes pedagogias em dois grupos: Pedagogia Liberal e Pedagogia Progressista. Considerando a Pedagogia Liberal Renovada, assinale a afirmativa correta.
À luz da Lei Municipal nº 1.519/1993, que dispõe sobre o Estatuto e o Quadro de Pessoal do Magistério da Prefeitura Municipal de Além Paraíba, assinale a afirmativa correta.

A rua, a fila, o acaso


Eu ia dando a minha voltinha num silêncio interior de paz. Está difícil flanar nas ruas de hoje. Muito barulho, carros voando ou atravancando a calçada, anda sobrecarregado o ar que respiramos. Mas há sempre o que ver, se levamos olhos desprevenidos, de simpatia. Me lembrei do tempo em que o pai de família saía depois do jantar pra fazer o quilo. A expressão tem a ver com o mistério da nossa usina interior.


Com o perdão da palavra, tem a ver com as nossas tripas. Hoje é o cooper, que traz um afã de competição. Cronometrado e exibido, tira o fôlego e impede a conversinha mole. É mais uma fábrica de ansiedade nesta época que fabrica estresse. Pois eu ia andando pra clarear as ideias, ou pra pensar em nada. Nessa hora de entrega e de inocência é que acontece a iluminação. A luzinha do entendimento acende onde quer.


Sem nenhum objetivo, ia eu bem satisfeitinho na minha disponibilidade. Aberto a qualquer convite, podia comprar um bombom, ou uma flor. Ou uma dessas canetinhas que acertam comigo e, bem ordinária, me traz um estremecimento de colegial. A gente sabe que o endereço da felicidade é no passado e é mentira. Mas é bom que exista, a felicidade. Nem que seja um momentinho só. Tão rico que dá pra ir vivendo. E se renova com qualquer surpresa boba. Encontrar por exemplo na banca uma revista fútil e dar com a foto daquela moça bonita. Olhar seus olhos e entendê-los, olhos adentro.


A vida é um mundo de possibilidades. Atração e repulsa, afinidades. Convergência e divergência. Nessa altura, as minhas pernas tinham me levado pro mundo da lua. Quando dei comigo de volta, estava espiando uma fila que coleava pela calçada. Curioso: etimologicamente, aposentado é quem se recolhe aos aposentos. De repente, os aposentados saíram da toca e estão na rua, pacientes em fila ou irados aos magotes.


Mas aquela fila não podia ser de aposentados. Tinha uma moça de short e pernas fortes de atleta. E muitos jovens. E vários boys. Um pequeno interesse, receber um dinheirinho, ou uma pequena obrigação, pagar uma conta, juntou na fila aquele pessoal todo. Misterioso caminho, esse, que aproxima as pessoas por um instante e depois as separa. Há de ver que ali estavam lado a lado duas almas que se procuram e, distraídas, disso não se deram conta. O acaso, o destino, quanta coisa passa por uma cabeça vadia! Ou por um frívolo coração.


(Otto Lara Resende. Folha de São Paulo. Publicada no livro Bom dia para nascer, Companhia da Letras, 2011.)

Considere a aproximação de palavras de sentidos opostos em “Atração e repulsa, afinidades. Convergência e divergência.” (4º§). É correto afirmar que esse recurso comunicacional constitui uma figura de linguagem conhecida como:
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