Texto de apoio: FUNARI, Pedro Paulo. Anacronismos e apropriações. In: PINSKY, Jaime; PINSKY, Carla Bassanezi. Novos combates pela história: desafios-ensino. São Paulo: Contexto, 2021.
( ) Alguns estudiosos utilizam-se do termo recepção para retratar a tomada de contato direta de algo antigo, por meio de simples reprodução (a exemplo de textos gregos antigos, que foram estudados e apreciados).
( ) O termo recepção acabaria sendo questionado e, em seu lugar, passou-se a preferir o termo apropriação, ou seja, tornar algo próprio, tomar algo para si mesmo. No caso da História, tornar próprio no presente algo do passado.
( ) O conceito de apropriação tem ganhado força frente ao de recepção por enfatizar que o “tornar próprio” parte sempre do presente e de quem se apropria de algo. A ênfase aqui sai do elemento do passado apropriado para o momento da apropriação.
( ) A História aprendida na escola se apropria do passado, fazendo uma releitura, tendo como objetivo os interesses dos Estados nacionais, o que impede que as reivindicações de movimentos sociais, trabalhadores e grupos étnicos sejam atendidas.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA, de cima para baixo:
BITTENCOURT, Circe Maria Fernandes. Ensino de História: fundamentos e métodos. São Paulo: Cortez, 2004. p. 60.
Sobre o ensino de História nos séculos XIX e XX, assinale a alternativa correta.
FGV•
Criado em 2009, o BRICS consiste em um agrupamento de países “emergentes” (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), que são considerados atores-chave para o futuro da Economia Global. Além de reunir características demográficas similares, os países apresentam crescente desenvolvimento e destaque no setor industrial, energético e agronegócio.
GUITARRARI, Luiza. A expansão dos Brics e seu impacto ao mercado de petróleo. Coluna Opinião, FGV Energia, 2023.
Com base na leitura, assinale a afirmativa que apresenta, corretamente, características do BRICS.
Eu juro, por Apolo médico, por Esculápio, Hígia e Panacea, e tomo por testemunhas todos os deuses e todas as deusas, cumprir, segundo meu poder e minha razão, a promessa que se segue:
Estimar, tanto quanto a meus pais, aquele que me ensinou esta arte; fazer vida comum e, se necessário for, com ele partilhar meus bens; ter seus filhos por meus próprios irmãos; ensinar-lhes esta arte, se eles tiverem necessidade de aprendê-la, sem remuneração e nem compromisso escrito; fazer participar dos preceitos, das lições e de todo o resto do ensino, meus filhos, os de meu mestre e os discípulos inscritos segundo os regulamentos da profissão, porém, só a estes.
Os conhecimentos sobre o desenvolvimento do saber, ao longo do tempo histórico, e a análise do trecho do Juramento de Hipócrates, acima descrito, permitem afirmar:
Os governos desses dois Império americanos compartilhavam muitas coisas [...] Mas aqui interessa, sobretudo, sublinhar os pontos de discrepância.”
Texto extraído de: MONTEIRO, Nuno. As reformas na monarquia pluricontinental portuguesa: de Pombal a dom Rodrigo de Sousa Coutinho. In: FRAGOSO, João; GOUVÊA, Maria de Fátima (orgs.). O Brasil Colonial, volume 3 (ca.1720-ca.1821). 1.ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2014. (Parte I – O mundo português em transformação: o logo século XVIII e Parte II - Transformações na economia e na sociedade), p.118.
Nuno Monteiro, para construir o argumento do capítulo, realiza uma comparação entre a monarquias pluricontinentais portuguesa e espanhola. Marque a opção que trata de forma CORRETA essas diferenças – e/ou semelhanças – na concepção do autor:
A Revolução é um movimento que veio da inspiração do povo brasileiro para atender às suas aspirações mais legítimas: erradicar uma situação e uni Governo que afundavam o País na corrupção e na subversão. A revolução está viva e não retrocede. Tem promovido reformas e vai continuar a empreendê-las, insistindo patrioticamente em seus propósitos de recuperação econômica, financeira, política e moral do Brasil. Para isto precisa de tranqüilidade. Agitadores de vários matizes e elementos da situação eliminada teimam, entretanto, em se valer do fato de haver ela reduzido a curto tempo o seu período de indispensável restrição a certas garantias constitucionais, e já ameaçam e desafiam a própria ordem revolucionária, precisamente no momento em que esta, atenta aos problemas administrativos, procura colocar o povo na prática e na disciplina do exercício democrático. Democracia supõe liberdade, mas não exclui responsabilidade nem importa em licença para contrariar a própria vocação política da Nação. Não se pode desconstituir a revolução, implantada para restabelecer a paz, promover o bem-estar do povo e preservar a honra nacional.
BRASIL. Ato Institucional nº 2, de 27 de outubro de 1965. Disponível em:https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/ait/ait-02-65.htm . Acesso em: 30 mai. 2024.
De que forma texto manifesta autoritarismo?
Texto extraído de: JALES, Luanna. Visibilidade histórica para mulheres, negros e indígenas. In: PINSKY, Jaime;
PINSKY, Carla Bassanezi.Novos combates pela história: desafios-ensino. São Paulo: Contexto, 2021, p. 201.
O parágrafo acima do capítulo escrito pela historiadora Luanna Jales traduz seu diagnóstico quanto à forma como os grupos minoritários foram vistos por longo período por historiadores. Sobre essa questão, conforme o olhar da autora, julgue as afirmativas abaixo:
I. Os grupos minoritários (ou sub-representados) têm em comum o fato de, por longos períodos, não terem sido vistos como cidadãos ou terem sido considerados apenas cidadãos de segunda classe. Trata-se, hoje, de pessoas que raramente ocupam um número significativo de posições políticas, profissões consideradas de elite e protagonismo em peças publicitárias e produções midiáticas.
II. A visão de que apenas pessoas vitoriosas, de grandeza, de importância e de genialidade incomparável merecem ser estudadas na escola dificulta a percepção de que todos, independentemente de posição social e capacidade de liderança, podem ser agentes históricos e influenciar de alguma forma o meio em que vivem.
III. Estudar as minorias nas escolas deve ocorrer não apenas por uma questão de representatividade, mas porque elas são historicamente importantes. Por isso, é primordial identificar a força de atuação dos grupos minoritários dentro da história do país e mostrar que as minorias são mais do que ícones eleitos por essa ou aquela militância.
IV. É importante estudar as minorias de modo a reforçar o conhecimento das habilidades extraordinárias de personagens que emergiram de camadas sociais consideradas inferiores, possibilitando ao aluno compreender que personagens protagonistas emergem não apenas das camadas sociais mais abastadas.
Estão CORRETAS:
DUARTE, Rosália. Cinema & educação. 3. ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2009. p. 69.
O Cinema desempenha um papel importante na formação cultural das pessoas e é largamente utilizado nos processos educativos escolares.
Sobre o uso do Cinema nas salas de aula, assinale a alternativa correta.
Texto extraído de: POLANYI, Karl. A grande transformação: as origens de nossa época; tradução: Fanny Wrobel. 2ª edição. Rio de Janeiro: Elsevier, 2000, p. 211.
Sobre as relações entre a classe trabalhadora e a consolidação dos Estados Europeus, conforme análise de Polanyi, é CORRETO afirmar:
I. O processo de ensino‑aprendizagem no ensino de História na EJA é entendido como uma construção que pressupõe uma função atuante e dinâmica do estudante.
II. Nessa modalidade de ensino, a metodologia mais adequada é a concepção bancária de Paulo Freire, pensada para ser utilizada na educação popular.
III. O ensino desse conteúdo deverá pautar a compreensão da sociedade, suas rupturas e permanências, habilitando o educando numa maior participação nesse processo.
Estão de acordo com as estratégias metodológicas do EJA as afirmativas
FGV•
A história natural, especialmente a botânica, prometia abordar as preocupações espanholas com a utilidade, o lucro e a busca por um poder político e econômico renovado, tanto na península quanto em todo o império. No mundo hispânico, a renovação do Iluminismo não foi enquadrada como um desenvolvimento novo, mas sim como uma maneira de restaurar o império a uma condição mais próspera, reconectando-se com sucessos passados, particularmente realizações do século XVI: uma reconquista botânica. E, baseando-se em uma longa tradição de coleta de informações imperiais, os materiais visuais foram centrais para investigar a natureza do Novo Mundo. Para os naturalistas espanhóis, a epistemologia visual era a linguagem comum da administração imperial e da ciência cosmopolita do Iluminismo europeu. A visibilidade, por sua vez, tornaria a natureza imperial móvel, conhecível e governável. Em uma época em que as potências europeias empreendiam a exploração de naturezas distantes como uma questão de importância econômica, política e científica, a produção de imagens representava uma prática central para investigar a natureza imperial e incorporá-la à ciência europeia. O que chamo de “epistemologia visual” é uma forma de conhecimento baseada na visualidade, englobando tanto a observação quanto a representação. Naturalistas desenvolveram formas especializadas de ver através de treinamento multimídia que envolvia plantas, textos e imagens. Treinados como observadores e representantes e trabalhando de perto com artistas, os naturalistas construíram uma cultura visual baseada em formas padronizadas de ver a natureza e em convenções pictóricas que guiavam sua representação.
BLEICHMAR, Daniela. Visible Empire, Botanical Expeditions and Visual Culture in the Hispanic Enlightenment. Chicago, London: The University of Chicago Press, 2012, pp. 8- 12. (Adaptado)
A respeito da cultura visual desenvolvida durante as viagens científicas no contexto do Iluminismo, avalie as afirmativas a seguir e assinale (V) para a verdadeira e (F) para a falsa.
( ) Rompeu com os ideais dos contextos anteriores para alcançar um progresso científico sem precedentes, marcando o que é conhecido como a Segunda Revolução Científica da época moderna.
( ) Treinou os sentidos dos naturalistas com base nos pressupostos compartilhados internacionalmente sobre a representação da natureza, com o objetivo de disseminar o conhecimento sobre a natureza de maneira global.
( ) Orientou a observação da natureza de acordo com princípios como o utilitarismo imperial, que representava elementos naturais de acordo com interesses políticos e econômicos.
As afirmativas são, respectivamente,
Discurso I
Colocastes a Espanha em minhas mãos. Minha mão será firme, meu pulso não vacilará e eu procurarei alçar a Espanha ao posto que lhe corresponde conforme sua História e que ocupou em épocas passadas. Se invocamos as grandezas da Espanha imperial é porque elas nos movem com seus ideais, seus empenhos de salvação e fundação. Não queremos uma Espanha velha e difamada. Queremos um Estado onde a pura tradição e substância daquele passado espanhol ideal se enquadre nas formas novas, vigorosas e heroicas que os jovens de hoje e de amanhã trazem nesta alvorada imperial do nosso povo. A Espanha se organiza dentro de um amplo conceito totalitário, mediante àquelas instituições nacionais que asseguram sua totalidade, sua unidade e sua continuidade. A implantação dos princípios mais severos de autoridade que este Movimento implica não possui justificativa de caráter militar, mas na necessidade de um funcionamento regular das energias complexas da Pátria. Eu quero que minha política tenha o profundo caráter popular que sempre teve o profundo caráter popular que sempre teve na História da política da Grande Espanha. Nossa obra – minha e do meu governo – estará orientada com uma grande preocupação pelas classes populares, bem como pela tristeza da classe média.
Discurso proferido por Francisco Franco. Amanhece na Espanha. 1936.
Discurso II
As fundas pegadas e traços que ficaram de nós na terra e nas almas, por muita parte onde não é hoje nosso o domínio político, e tem maravilhado os observadores desde as costas de Marrocos à Etiópia e do mar Vermelho aos estreitos e ao mar da China, vêm exatamente de que a nossa obra não é a do caminheiro que olha e passa, do explorador que busca à pressa as riquezas fáceis e levantou a tenda e seguiu, mas a do que, levando em seu coração a imagem da Pátria, se ocupa amorosamente em gravá-la fundo onde adrega de levar a vida, ao mesmo tempo que lhe desabrocha espontâneo da alma o sentido da missão civilizadora. Não é a terra que se explora: é Portugal que revive.
SALAZAR, António de O. Discursos. Coimbra Ed, vol. III, p. 153. 1959.
A respeito dos discursos reproduzidos, assinale a afirmativa correta.
IFSE•
Alguns escritores confundiram sociedade e governo de tal forma que restou entre essas duas partes pouca ou nenhuma diferença. Contudo, elas não apenas são diferentes como também possuem origens diversas. A sociedade é produto das nossas necessidades, e o governo, da nossa maldade; a sociedade promove a nossa felicidade de modo positivo, unindo nossas afeições, e o governo faz isso de modo negativo, cerceando os nossos excessos. Uma encoraja a agregação, o outro cria distinções. Uma é padroeira, o outro é punidor.
PAINE, Thomas. O bom senso. São Paulo, Faro Editorial. 2022, p. 11. [Adaptado].
Embora nascido na Inglaterra, Thomas Paine (1737-1809) foi um dos intelectuais mais importantes para a Independência dos Estados Unidos. Inclusive, sua participação resultou na honraria de ser considerado um dos Founding Fathers of the United States (Pais Fundadores dos Estados Unidos). O texto demonstra sua aproximação com qual teoria política?