João é réu em ação movida por Regina. Regularmente citado, João
ofertou contestação. Todavia, a peça foi protocolada à 00h30 do
dia seguinte ao último dia do prazo, pois o advogado de João
enfrentou problemas de indisponibilidade do sistema de processo
eletrônico do Tribunal.
À luz do caso concreto, é correto afirmar que:
Considere a situação de uma sociedade que atua como
concessionária de rodovia estadual.
Sobre o prazo da concessão, o regime de bens e a possibilidade de
transferência, é correto afirmar que:
A Resolução Anatel nº 632, de 7 de março de 2014, aprovou o
Regulamento Geral de Direitos do Consumidor de Serviços de
Telecomunicações – RGC.
Dentre estes direitos, detalhados no Anexo I da referida
Resolução, é correto afirmar que o consumidor:
O estado Alfa editou a Lei Estadual nº X disciplinando determinada
temática de competência legislativa concorrente com a União.
Pouco após a sua edição, o diretório nacional do partido político
Beta, com representação no Congresso Nacional, passou a
defender sua incompatibilidade com o Art. W da Constituição da
República, norma de reprodução obrigatória pelos estados. Em
momento posterior, sobreveio a Emenda Constitucional nº Y, que
alterou o Art. Z da Constituição da República também norma de
reprodução obrigatória e que, ao ver de Beta, era igualmente
dissonante da Lei Estadual nº X.
Ao consultar sua assessoria em relação à possibilidade, ou não, de
a referida lei estadual ser submetida ao controle concentrado de
constitucionalidade perante o Supremo Tribunal Federal, foi
corretamente esclarecido ao diretório nacional que:
Caio ajuizou ação de reintegração de posse em face de Tício, tendo por objeto imóvel de sua propriedade. Alegou-se, na petição inicial, da qual constou a menção à ação possessória de “força nova”, que o esbulho fora perpetrado pelo réu havia dois meses, de modo que, sem prejuízo da tutela jurisdicional definitiva, pleiteou-se a concessão de medida liminar reintegratória.
Apreciando a peça exordial e os documentos que a instruíram, o magistrado indeferiu o pleito liminar, embora tenha procedido ao juízo positivo de admissibilidade da ação. No entanto, logo em seguida, Caio protocolizou nova petição, na qual requeria a concessão de tutela provisória para ser reintegrado de imediato na posse do imóvel, já então invocando, como fundamento, o fumus boni iuris e o periculum in mora, consubstanciados, respectivamente, no seu prévio exercício legítimo da posse sobre o bem e na progressiva deterioração de seu estado, inclusive com o risco de desabamento.
Apreciando o novo requerimento de Caio, o juiz da causa tornou a indeferir a tutela provisória.
Em relação ao contexto relatado no texto 1, é correto afirmar que:
Em inquérito policial instaurado para apurar crime de furto, a
autoridade policial concluiu pela existência de elementos mínimos
sobre a autoria e a materialidade do delito e remeteu os autos ao
Ministério Público. O promotor de justiça, discordando do
relatório, promoveu o arquivamento fundamentadamente e
comunicou à vítima, ao investigado, ao juiz e ao delegado de
polícia.
Diante desse cenário, é correto afirmar que:
Tendo sido intimado para pagar o débito, conforme condenação
proferida em seu desfavor, o réu, tempestivamente, ofertou a sua
impugnação ao cumprimento de sentença.
Para tanto, invocaram-se dois fundamentos: o excesso de
execução e a novação, esta ocorrida supervenientemente à
sentença que decidira a fase de conhecimento do processo.
Constatando que o réu não havia indicado, na sua petição de
impugnação ao cumprimento de sentença, o valor que entendia
correto, tampouco tendo anexado demonstrativo discriminado e
atualizado de seu cálculo, o juiz determinou-lhe que suprisse essas
omissões, o que, todavia, não foi atendido. É correto afirmar, nesse cenário, que o juiz deverá:
Reinoldo toma crédito do Banco Dinheiro Já! para aquisição da
casa própria. Como garantia, grava hipoteca sobre o bem
adquirido, uma linda fazenda cortada por um aprazível riacho.
Imediatamente imitido na posse, constrói uma voluptuária piscina
e uma casa para um funcionário que cuidava do jardim, mas nada
transcreve à matrícula. A par disso, verifica que seu terreno fora
acrescido por aluvião às margens do riacho.
Todavia, em 2023, cai em inadimplência, razão pela qual o banco
inicia a execução extrajudicial da hipoteca, adjudicando para si o
imóvel. Como propusera demanda anulatória contra tal
adjudicação, a imissão da instituição financeira na posse ainda
demora, de modo que Reinoldo acresce benfeitoria necessária ao
imóvel.
Nesse caso, é correto afirmar que Reinoldo:
Dona Ilka faleceu aos 60 anos, deixando de herança o apartamento
em que residia sozinha, os móveis que o guarneciam e algum
dinheiro guardado no banco. Não teve filhos, e seus pais e irmãos
(todos bilaterais) eram pré-mortos. Deixou somente uma tia,
Ofélia, já bastante idosa, dois sobrinhos, Enzo e Gael, e uma prima,
Zenaide.
Sua herança deve ser dividida da seguinte forma:
José, ocupante de cargo em comissão de determinado órgão da
Administração Pública estadual, foi incluído no quadro de
servidores efetivos desse mesmo órgão por ato administrativo
de investidura em cargo efetivo sem prévio concurso público.
O Ministério Público ajuizou ação civil pública buscando invalidar
o ato administrativo em questão.
Nessa situação, é correto afirmar que:
Um dos integrantes do Tribunal de Justiça do Estado Alfa afirmou,
durante o julgamento de uma ação em que se discutia temática
constitucional, que “as peculiaridades do caso concreto não
devem ser consideradas pelo intérprete ao conduzir o processo
intelectivo, de viés argumentativo e decisório, que culminará no
delineamento do significado a ser atribuído ao significante
interpretado, o que é essencial para a preservação da coerência
interna do ordenamento jurídico e para assegurar a isonomia na
sua aplicação”.
Considerando a afirmação realizada, é correto afirmar que ela:
O estado Alfa, na fase declaratória, desapropriou o imóvel rural de
João, por motivo de interesse social, com o objetivo de promover
o assentamento de cerca de cem famílias, de modo que pudessem
trabalhar na produção rural e assegurar a sua subsistência.
Irresignado com os termos desse decreto, o expropriado impetrou
mandado de segurança, opondo grande resistência à validade do
ato de desapropriação, argumentando que o estado invadira
competência administrativa própria da União.
No momento oportuno, o juiz de direito observou corretamente
que:
Maria ajuizou demanda em face do município de Cuiabá/MT
postulando o pagamento de indenização sob o argumento de que,
ao atravessar a faixa de pedestre com o sinal fechado, teria caído
em um buraco aberto na rua, o que ocasionou lesão em sua perna
esquerda.
Sobre a responsabilidade civil do Estado e a situação apresentada,
é correto afirmar que:
João, inconformado com sentença que lhe foi desfavorável em
uma ação de indenização por danos morais, interpôs apelação ao
Tribunal de Justiça do Estado Alfa, requerendo a reforma integral
da decisão, por entender que não havia ocorrido a alegada lesão
sofrida pelo autor da demanda.
Em sede recursal, o relator identificou a existência de um erro
material na sentença proferida, no qual constava um valor de
indenização de R$ 100.000,00, quando, na realidade, o valor
correto deveria ser de R$ 10.000,00, conforme pedido formulado
na petição inicial.
A X Câmara Cível, no entanto, ao julgar a apelação, manteve a
sentença de mérito no restante, não se manifestando sobre os
argumentos de João quanto à inexistência de danos morais, mas
corrigindo o valor da indenização de ofício.
João, insatisfeito com essa decisão, ato contínuo, interpôs recurso
especial, alegando violação ao Art. 1.022 do Código de Processo
Civil, sob o fundamento de que o tribunal de origem não havia se
manifestado sobre todos os pontos suscitados no recurso de
apelação, sendo omissa a decisão.
Tomando o caso concreto como premissa, é correto afirmar que:
Acreditando ter feito um bom negócio, Geneci adquiriu, pelo preço
de 20 mil reais, o automóvel de Eniete, cujo valor de mercado era
estimado em 30 mil reais. Entretanto, alguns dias depois,
enquanto dirigia o veículo, foi parado por uma blitz policial. Após
informarem que o veículo havia sido furtado do legítimo
proprietário, as autoridades o apreenderam. Diante disso, Geneci
acionou Eniete pretendendo ressarcimento pelo prejuízo sofrido.
Sobre o caso, é correto afirmar que Geneci pode exigir da
vendedora:
João, pessoa com deficiência física de natureza motora, vive com o
pai, a mãe e três irmãos solteiros, sendo todos maiores de 21 anos.
Apesar de receber uma pensão especial de natureza indenizatória,
no valor de um salário mínimo, tendo a família a renda mensal total
de três salários mínimos, requereu a fruição do benefício de
prestação continuada previsto na Lei Orgânica da Assistência Social,
sob o argumento de não possuir meios de prover a própria
manutenção nem de tê-la provida por sua família. O requerimento,
no entanto, foi denegado, sob o argumento de não terem sido
preenchidos os requisitos legais. João, no entanto, ficou irresignado
com o indeferimento, pois o benefício deveria ser concedido em
razão:
I. do grau de sua deficiência;
II. de sua dependência de terceiros; e
III. do comprometimento de parte do orçamento familiar com
gastos médicos não supridos pelo SUS.
À luz da sistemática estabelecida pela Lei nº 8.742/1993, é correto
afirmar que João:
Considerando a situação de determinada sociedade de economia
mista estadual que atua na área de saneamento, bem como o
regime jurídico previsto na Lei Federal nº 13.303/2016, é correto
afirmar que:
A XX Ltda., uma sociedade especializada na produção de refeições
congeladas, foi contratada pela sociedade YY para fornecer
semanalmente cinquenta refeições. Insatisfeita com o valor
cobrado pelo transporte oferecido pela própria XX, a YY preferiu
estabelecer no negócio que ela própria, por meio de uma
transportadora por ela contratada, iria mandar buscar as refeições
no estabelecimento da XX. Na primeira semana a entrega foi bemsucedida, e, na segunda semana, quando apareceu o mesmo
motorista com o mesmo caminhão para buscar as refeições, no dia
e horário combinados, a XX fez a entrega normalmente.
Entretanto, alguns minutos depois, no mesmo dia, apareceu novo
motorista com novo caminhão cobrando as refeições em nome da
YY, o que gerou perplexidade. Por meio de contato por telefone,
os funcionários da XX foram informados pela administração da YY
que eles haviam contratado outro serviço de transporte para a
segunda semana e que o motorista da semana anterior não mais
atuava em nome deles, de modo que havia dado um golpe ao
receber a remessa de refeições. Diante disso, a YY alega que houve
falha da XX e exige nova entrega.
A partir dessas informações, é correto afirmar que a entrega das
refeições feita pela XX como forma de cumprir sua obrigação
contratual:
Comodoro, superendividado, requereu ao juiz da comarca do seu
domicílio a instauração de processo de repactuação de dívidas,
para que fosse realizada audiência de conciliação com a presença
de todos os credores de dívidas de consumo.
Na audiência, presidida pelo juiz, Comodoro apresentou plano de
pagamento com prazo de quatro anos, para pagamento parcelado,
sem incidência de juros de mora, e extinção das ações judiciais em
curso. Apenas dois dos sete credores aceitaram a proposta e
repactuaram as dívidas do consumidor.
Considerando-se a situação dos demais credores que não aderiram
ao plano de pagamento e não integraram o acordo, é correto
afirmar que:
Ricardo, pronunciado pelo crime de homicídio triplamente
qualificado, é reincidente e será julgado pelo Tribunal do Júri.
Durante os debates em plenário, o Ministério Público: