Verifica-se colocação pronominal mesoclítica
apenas em:
FGV•
Leia o fragmento textual a seguir.
Praga é uma cidade belíssima. Não só a velha arquitetura boêmia e os surpreendentes acréscimos em art nouveau que foram poupados da guerra como tudo foi restaurado e é conservado com cuidado exemplar.
VERÍSSIMO, Luís Fernando.
O texto acima deve ser classificado como
Praga é uma cidade belíssima. Não só a velha arquitetura boêmia e os surpreendentes acréscimos em art nouveau que foram poupados da guerra como tudo foi restaurado e é conservado com cuidado exemplar.
VERÍSSIMO, Luís Fernando.
O texto acima deve ser classificado como
Uma loja vende pregos em embalagens com 9
unidades e parafusos em embalagens com 6
unidades cada uma. Uma pessoa deseja comprar
a mesma quantidade de pregos e parafusos,
porém a mínima quantidade possível. Quantas
embalagens a pessoa deverá comprar no total?
Assinale a frase que apresenta o adjetivo sem variação de grau.
FGV•
A expressão é que aparece frequentemente empregada como
expressão de relevância, de destaque de algum elemento do
texto; assinale a opção que apresenta a frase que está nesse
caso.
Concurso público é o processo desenvolvido com o objetivo de selecionar candidatos
à nomeação em cargos de provimento efetivo, constituindo-se de provas e/ou de provas e títulos, na
forma do respectivo edital de abertura. Nesses termos, após a devida aprovação no certame, uma vez
nomeado e empossado no cargo, o candidato passa a ser servidor público, sujeitando-se, para tanto,
às regras e disposições constantes das legislações regulatórias. O Estatuto dos Funcionários Públicos
do Município de Porto Alegre (Lei Complementar nº 133/1985) prevê que os cargos públicos municipais
deverão ser criados por ______________. O mesmo diploma legal ainda estabelece que __________
é o agrupamento de cargos da mesma profissão ou atividade e do mesmo nível de dificuldade. Por
fim, tem-se que a ____________ é a forma de ascensão funcional dentro de tal agrupamento.
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do trecho acima.
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do trecho acima.
Observe as duas primeiras estrofes de um poema de Carlos Drummond de Andrade:
A linguagem
na ponta da língua,
tão fácil de falar
e de entender.
A linguagem
na superfície estrelada de letras,
sabe lá o que ela quer dizer?
Nessas estrofes há referência a dois tipos de linguagem, que são, respectivamente,
Leia o excerto abaixo:
Nos estudos fonéticos e fonológicos, o português apresenta fenômenos característicos da fala cotidiana, nos quais os sons sofrem adaptações conforme o ritmo, a posição ou a influência de outros fonemas. Esses processos, embora muitas vezes estigmatizados em contextos formais, são fundamentais para compreender a dinâmica da língua em uso real. Um exemplo recorrente é quando uma consoante ou vogal se altera para aproximarse do som vizinho, tornando-os mais semelhantes. Esse fenômeno recebe o nome de ___________________.
Preencha a lacuna acima e assinale a alternativa correta.
Nos estudos fonéticos e fonológicos, o português apresenta fenômenos característicos da fala cotidiana, nos quais os sons sofrem adaptações conforme o ritmo, a posição ou a influência de outros fonemas. Esses processos, embora muitas vezes estigmatizados em contextos formais, são fundamentais para compreender a dinâmica da língua em uso real. Um exemplo recorrente é quando uma consoante ou vogal se altera para aproximarse do som vizinho, tornando-os mais semelhantes. Esse fenômeno recebe o nome de ___________________.
Preencha a lacuna acima e assinale a alternativa correta.
Metonímia é a figura de linguagem que substitui um
termo por outro, desde que haja uma relação entre eles. É
uma figura de linguagem semântica, ou seja, está associada
à distorção do significado literal dos termos. Assinalar a
alternativa que apresenta outra figura semântica.
Uma receita de bolo indica colocar 6 xícaras de
farinha de trigo para se fazer um bolo de 1,5 kg.
Se quisermos fazer um bolo de 2,0 kg, quantas
xícaras de farinha são necessárias?
O pai de Tereza diz que é mais velho que ela 26
anos e que atualmente tem o triplo da idade dela.
Quantos anos Tereza tem?
Considere o excerto abaixo:
"É importante entender que o Projeto Político Pedagógico passa por conceitos diversos, em épocas diferentes, possui uma elasticidade, porém a formalização e a teorização da junção das palavras político/pedagógico se deu no embate dos Projetos Políticos dos revolucionários franceses no século XVIII, e foi neste embate, na origem do discurso liberal, que formalizou-se a política burguesa em que houve esta junção para um sistema político pedagógico."
Fonte: RAMOS SANTOS, Ana Claudia. CORACINI DE SOUZA, Rosa Lia. PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO: CONCEITOS E SIGNIFICADOS NA DEMOCRATIZAÇAO DA ESCOLA. XVII Seminário Internacional de Educação no Mercosul.
O Projeto Político Pedagógico (PPP) de uma escola é um documento que orienta a organização, o planejamento e a implementação das ações educativas, com base em uma visão compartilhada dos objetivos educacionais. Tendo isso em mente, qual das características a seguir melhor representa uma prática essencial para a construção e execução efetiva do PPP em uma escola?
"É importante entender que o Projeto Político Pedagógico passa por conceitos diversos, em épocas diferentes, possui uma elasticidade, porém a formalização e a teorização da junção das palavras político/pedagógico se deu no embate dos Projetos Políticos dos revolucionários franceses no século XVIII, e foi neste embate, na origem do discurso liberal, que formalizou-se a política burguesa em que houve esta junção para um sistema político pedagógico."
Fonte: RAMOS SANTOS, Ana Claudia. CORACINI DE SOUZA, Rosa Lia. PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO: CONCEITOS E SIGNIFICADOS NA DEMOCRATIZAÇAO DA ESCOLA. XVII Seminário Internacional de Educação no Mercosul.
O Projeto Político Pedagógico (PPP) de uma escola é um documento que orienta a organização, o planejamento e a implementação das ações educativas, com base em uma visão compartilhada dos objetivos educacionais. Tendo isso em mente, qual das características a seguir melhor representa uma prática essencial para a construção e execução efetiva do PPP em uma escola?
FGV•
Leia o texto descritivo a seguir.
Havia uma laranjeira logo que subia ao terreno e, atrás dela, duas ou três tangerineiras; ao fundo duas jabuticabeiras e uma pequena goiabeira, que já fazia sombra sobre o gramado.
Aponte a opção em que a característica assinalada se refere a um texto narrativo e não a um texto descritivo.
Havia uma laranjeira logo que subia ao terreno e, atrás dela, duas ou três tangerineiras; ao fundo duas jabuticabeiras e uma pequena goiabeira, que já fazia sombra sobre o gramado.
Aponte a opção em que a característica assinalada se refere a um texto narrativo e não a um texto descritivo.
A professora Júlia é docente em uma turma do 5º ano em uma escola pública. Ela percebe que alguns alunos apresentam
dificuldades significativas em acompanhar o conteúdo de leitura e escrita. Além disso, nota que esses alunos demonstram
baixa autoestima e uma alta sensibilidade ao fracasso, muitas vezes evitando participar das atividades por medo de errar.
Reconhecendo a importância de um acompanhamento que integre o desenvolvimento cognitivo e emocional, Júlia decide
elaborar um plano de intervenção que considera ambas as dimensões no processo de aprendizagem. No contexto das
práticas pedagógicas que integram o desenvolvimento cognitivo e emocional dos alunos com dificuldades de aprendizagem,
a professora Júlia será mais assertiva se:
Considerando-se o componente de Língua Portuguesa da
BNCC, assinalar a alternativa que preenche a lacuna abaixo
CORRETAMENTE.
___________________ compreende as práticas de linguagem relacionadas à interação e à autoria (individual ou coletiva) do texto escrito, oral e multissemiótico, com diferentes finalidades e projetos enunciativos como, por exemplo, construir um álbum de personagens famosas, de heróis/heroínas ou de vilões ou vilãs.
___________________ compreende as práticas de linguagem relacionadas à interação e à autoria (individual ou coletiva) do texto escrito, oral e multissemiótico, com diferentes finalidades e projetos enunciativos como, por exemplo, construir um álbum de personagens famosas, de heróis/heroínas ou de vilões ou vilãs.
Nos termos da Lei Municipal nº 6.151/1988, que trata do Plano de Carreira do
Magistério Público Municipal de Porto Alegre, o regime normal de trabalho da carreira do magistério
é de 20 horas semanais, cumpridas no exercício das atribuições próprias do cargo de professor ou
especialista em educação na Secretaria Municipal de Educação. Segundo o mesmo diploma legal,
o regime de trabalho dos especialistas em educação e professores que desempenham suas atividades
à noite será de quantas horas semanais?
“A natureza humana não é dada ao homem, mas é por ele produzida historicamente
sobre a base da natureza biofísica. Consequentemente, o trabalho educativo é o ato de produzir, direta
e intencionalmente, em cada indivíduo singular, a humanidade que é produzida histórica e
coletivamente pelo conjunto dos homens” (Saviani, 2008). A pedagogia histórico-crítica tem como um
de seus principais representantes Dermeval Saviani, que em suas reflexões considerava que à
educação escolar deveria se propor a tarefa de:
I. Identificar as formas mais desenvolvidas em que se expressa o saber objetivo produzido historicamente, reconhecendo as condições de sua produção e compreendendo as suas principais manifestações, bem como as tendências atuais de transformação.
II. Converter o saber objetivo em saber escolar de modo que se torne assimilável pelos alunos no espaço e tempo escolares.
III. Prover os meios necessários para que os alunos não apenas assimilem o saber objetivo enquanto resultado, mas aprendam o processo de sua produção, bem como as tendências de sua transformação.
Quais estão corretas?
I. Identificar as formas mais desenvolvidas em que se expressa o saber objetivo produzido historicamente, reconhecendo as condições de sua produção e compreendendo as suas principais manifestações, bem como as tendências atuais de transformação.
II. Converter o saber objetivo em saber escolar de modo que se torne assimilável pelos alunos no espaço e tempo escolares.
III. Prover os meios necessários para que os alunos não apenas assimilem o saber objetivo enquanto resultado, mas aprendam o processo de sua produção, bem como as tendências de sua transformação.
Quais estão corretas?
Investir no oceano é mais que proteger o futuro
O oceano proporciona ampla gama de benefícios a humanidade, tanto a pequenas comunidades de pescadores e comunidades costeiras quanto a grandes fazendas do interior, a quilômetros do mar. Ele absorve e distribui calor, regula o clima, equilibra temperaturas e influencia as chuvas em todo o planeta, tornando a Terra habitável. Além disso, produz oxigênio, provê alimento, promove o turismo, é rota para o comércio internacional e fonte de medicamentos, entre tantos outros benefícios. Esses são exemplos que reforçam a importância da conservação dos mares como responsabilidade de todos, para a saúde global, humana e ambiental e para impulsionar o desenvolvimento sustentável da economia azul.
O conceito de economia azul foi reconhecido e definido na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, em 2012. Mesmo assim, segue desconhecido por 86% dos brasileiros. Abrange atividades oceânicas que visam a melhoria do bem-estar humano e a equidade social, ao mesmo tempo que reduz significativamente os riscos ambientais e os danos ecológicos. Trata-se de um valor estimado em cerca de US$ 1,5 trilhão, o que representa 2,5% do Produto Interno Bruto (PIB) global. A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) estima que o oceano representa a sétima maior economia do mundo, podendo dobrar seu potencial até 2030. Já o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) compara que, se a economia do mar brasileira fosse um país, seria a segunda maior potência da América do Sul.
Os dados de economia azul referem-se principalmente a atividades ligadas ao oceano, como transporte, operações portuárias, pesca artesanal e industrial, aquicultura, energia eólica offshore, turismo marítimo e costeiro, e biotecnologia marinha. Mesmo diante de tantas atividades, 25% dos brasileiros não conseguem indicar pelo menos uma, de acordo com a publicação Oceano sem mistérios: A relação dos brasileiros com o mar, da Fundação Grupo Boticário, Unifesp e UNESCO. Nesse sentido, a economia azul vai além das cifras, trata-se de um conhecimento que despertaria a importância dos mares para muita gente.
O potencial oceânico que sustenta atividades da economia azul, como recreação, turismo, observação da vida selvagem e pesca, só se sustenta por meio de iniciativas que garantam a proteção de seus recursos e ecossistemas e uma governança adequada e sustentável. Os recifes de corais, por exemplo, podem gerar anualmente cerca de US$ 1,4 bilhão a partir do turismo na costa brasileira, além da economia de outros US$ 31 bilhões em danos evitados relacionados à proteção costeira, segundo outro volume da coleção Oceano sem mistérios: Desvendando os recifes de corais. Diante de benefícios que muitas vezes passam despercebidos, investimentos em pesquisas científicas e projetos ainda são escassos e não podem depender exclusivamente do poder público e do terceiro setor, devendo também sensibilizar o setor privado.
Relatório da World Ocean Initiative, com informações da OCDE, aponta que, entre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, o número 14, “Vida na água”, que trata da necessidade de conservar e usar de forma sustentável o oceano, é o que atrai menor investimento (3,5%). Porém, a maré parece estar mudando: nove em cada dez investidores estão interessados em financiar a economia oceânica sustentável, segundo pesquisa da publicação Responsible Investor. Os projetos de maior interesse são voltados para a energia renovável, descarbonizar o transporte marítimo, o uso de materiais reutilizáveis e recicláveis, e aumentar a produção de frutos do mar de forma rastreada, com padrões de certificação. À medida que a maré muda, permanecem inexploradas oportunidades na restauração da qualidade ambiental e de ecossistemas, na recuperação de populações e estoques pesqueiros e no avanço das Soluções Baseadas na Natureza, áreas fundamentais para a prosperidade da economia oceânica sustentável.
Apesar de ainda não ser protagonista nos investimentos em ciência oceânica, o Brasil tem desempenhado importante papel na condução da Década da Ciência Oceânica para o Desenvolvimento Sustentável da ONU. Iniciativa que promove uma agenda abrangente de ações para melhorar e fortalecer a sustentabilidade marinha, envolvendo diferentes setores da sociedade, como poder público, academia, iniciativa privada e filantropia. Para avançar nesses esforços, em setembro, líderes filantrópicos de vários países estarão reunidos no 4º Diálogo das Fundações, no Rio de Janeiro (RJ), para definir os próximos passos de atuação em prol da sustentabilidade oceânica. O encontro visa fortalecer iniciativas colaborativas e impulsionar ações que promovam a saúde e a resiliência dos ecossistemas marinhos e a sustentabilidade do oceano.
Pautada pela “ciência que precisamos para o oceano que queremos”, a Década do Oceano descreve sete resultados principais até 2030, incluindo o objetivo de um “oceano produtivo” como base para um abastecimento alimentar sustentável e uma economia oceânica próspera. Para alcançar esse objetivo, precisamos de esforços local e global, envolvendo financiamentos e investimentos de fontes diversas para promover soluções científicas e oceânicas transformadoras para o desenvolvimento sustentável, conectando as pessoas ao oceano. O potencial econômico dos nossos mares, alinhado com a ciência, será crucial para a resolução de desafios ambientais e sociais, promovendo o desenvolvimento sustentável e garantindo um oceano saudável para as atuais e futuras gerações.
(Janaína Bumbeer e Nicole Arbour. Disponível em: https://exame.com/colunistas/opiniao/investir-no-oceano-e-mais-que-proteger-o-futuro/ Em: 04 de setembro de 2024. Adaptado.)
“Já o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) compara que, se a economia do mar brasileira fosse um país, seria a
segunda maior potência da América do Sul.” (2º§) Está de acordo com a estruturação e a significação do trecho destacado, a
afirmativa:
Investir no oceano é mais que proteger o futuro
O oceano proporciona ampla gama de benefícios a humanidade, tanto a pequenas comunidades de pescadores e comunidades costeiras quanto a grandes fazendas do interior, a quilômetros do mar. Ele absorve e distribui calor, regula o clima, equilibra temperaturas e influencia as chuvas em todo o planeta, tornando a Terra habitável. Além disso, produz oxigênio, provê alimento, promove o turismo, é rota para o comércio internacional e fonte de medicamentos, entre tantos outros benefícios. Esses são exemplos que reforçam a importância da conservação dos mares como responsabilidade de todos, para a saúde global, humana e ambiental e para impulsionar o desenvolvimento sustentável da economia azul.
O conceito de economia azul foi reconhecido e definido na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, em 2012. Mesmo assim, segue desconhecido por 86% dos brasileiros. Abrange atividades oceânicas que visam a melhoria do bem-estar humano e a equidade social, ao mesmo tempo que reduz significativamente os riscos ambientais e os danos ecológicos. Trata-se de um valor estimado em cerca de US$ 1,5 trilhão, o que representa 2,5% do Produto Interno Bruto (PIB) global. A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) estima que o oceano representa a sétima maior economia do mundo, podendo dobrar seu potencial até 2030. Já o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) compara que, se a economia do mar brasileira fosse um país, seria a segunda maior potência da América do Sul.
Os dados de economia azul referem-se principalmente a atividades ligadas ao oceano, como transporte, operações portuárias, pesca artesanal e industrial, aquicultura, energia eólica offshore, turismo marítimo e costeiro, e biotecnologia marinha. Mesmo diante de tantas atividades, 25% dos brasileiros não conseguem indicar pelo menos uma, de acordo com a publicação Oceano sem mistérios: A relação dos brasileiros com o mar, da Fundação Grupo Boticário, Unifesp e UNESCO. Nesse sentido, a economia azul vai além das cifras, trata-se de um conhecimento que despertaria a importância dos mares para muita gente.
O potencial oceânico que sustenta atividades da economia azul, como recreação, turismo, observação da vida selvagem e pesca, só se sustenta por meio de iniciativas que garantam a proteção de seus recursos e ecossistemas e uma governança adequada e sustentável. Os recifes de corais, por exemplo, podem gerar anualmente cerca de US$ 1,4 bilhão a partir do turismo na costa brasileira, além da economia de outros US$ 31 bilhões em danos evitados relacionados à proteção costeira, segundo outro volume da coleção Oceano sem mistérios: Desvendando os recifes de corais. Diante de benefícios que muitas vezes passam despercebidos, investimentos em pesquisas científicas e projetos ainda são escassos e não podem depender exclusivamente do poder público e do terceiro setor, devendo também sensibilizar o setor privado.
Relatório da World Ocean Initiative, com informações da OCDE, aponta que, entre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, o número 14, “Vida na água”, que trata da necessidade de conservar e usar de forma sustentável o oceano, é o que atrai menor investimento (3,5%). Porém, a maré parece estar mudando: nove em cada dez investidores estão interessados em financiar a economia oceânica sustentável, segundo pesquisa da publicação Responsible Investor. Os projetos de maior interesse são voltados para a energia renovável, descarbonizar o transporte marítimo, o uso de materiais reutilizáveis e recicláveis, e aumentar a produção de frutos do mar de forma rastreada, com padrões de certificação. À medida que a maré muda, permanecem inexploradas oportunidades na restauração da qualidade ambiental e de ecossistemas, na recuperação de populações e estoques pesqueiros e no avanço das Soluções Baseadas na Natureza, áreas fundamentais para a prosperidade da economia oceânica sustentável.
Apesar de ainda não ser protagonista nos investimentos em ciência oceânica, o Brasil tem desempenhado importante papel na condução da Década da Ciência Oceânica para o Desenvolvimento Sustentável da ONU. Iniciativa que promove uma agenda abrangente de ações para melhorar e fortalecer a sustentabilidade marinha, envolvendo diferentes setores da sociedade, como poder público, academia, iniciativa privada e filantropia. Para avançar nesses esforços, em setembro, líderes filantrópicos de vários países estarão reunidos no 4º Diálogo das Fundações, no Rio de Janeiro (RJ), para definir os próximos passos de atuação em prol da sustentabilidade oceânica. O encontro visa fortalecer iniciativas colaborativas e impulsionar ações que promovam a saúde e a resiliência dos ecossistemas marinhos e a sustentabilidade do oceano.
Pautada pela “ciência que precisamos para o oceano que queremos”, a Década do Oceano descreve sete resultados principais até 2030, incluindo o objetivo de um “oceano produtivo” como base para um abastecimento alimentar sustentável e uma economia oceânica próspera. Para alcançar esse objetivo, precisamos de esforços local e global, envolvendo financiamentos e investimentos de fontes diversas para promover soluções científicas e oceânicas transformadoras para o desenvolvimento sustentável, conectando as pessoas ao oceano. O potencial econômico dos nossos mares, alinhado com a ciência, será crucial para a resolução de desafios ambientais e sociais, promovendo o desenvolvimento sustentável e garantindo um oceano saudável para as atuais e futuras gerações.
(Janaína Bumbeer e Nicole Arbour. Disponível em: https://exame.com/colunistas/opiniao/investir-no-oceano-e-mais-que-proteger-o-futuro/ Em: 04 de setembro de 2024. Adaptado.)
Assinale a única forma adequada de acordo com a norma padrão da língua para o livre comentário, relacionado ao texto, a
seguir.
De acordo com o art. 214 da Constituição Federal de 1988, o Plano Nacional de Educação (PNE), de
duração decenal, tem por objetivo articular o sistema nacional de educação em regime de colaboração,
estabelecendo diretrizes, metas e estratégias para assegurar a manutenção e o desenvolvimento do ensino
em seus diversos níveis e modalidades. Nesse contexto, assinale a alternativa que NÃO corresponde a um
dos objetivos do PNE: