Questões de Concursos

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Leia esta breve reflexão conceitual.
O que é cultura? Cultura tem vários significados, como cultura da terra ou cultura de uma pessoa letrada, “culta”. Em antropologia, cultura significa tudo o que o ser humano produz ao construir sua existência: as práticas, as teorias, as instituições, os valores materiais e espirituais. Se o contato com o mundo é intermediado pelo símbolo, a cultura é o conjunto de símbolos elaborados por um povo.
ARANHA, Maria Lúcia de Arruda e MARTINS, Maria Helena Pires. Filosofando: introdução à filosofia. São Paulo: Moderna, 2013, p. 37
Considerando a definição de cultura da perspectiva antropológica, não se pode naturalizá-la porque a cultura é

O professor de filosofia deve discutir com os estudantes a questão das falácias, já que elas estão presentes na sociedade. Identifique o tipo de falácia relacionando o número dos argumentos com as frases que estão abaixo. I) Argumentum ad baculum II) Argumentum ad hominem III) Argumentum ad verecundiam IV) Argumentum ad misericordiam V) Petitio Principii ( ) A atriz afirmou na propaganda que a doutrinação ideológica está presente nas escolas. Logo, devemos defender o projeto que proíbe discutir política em sala de aula. ( ) Claro que o professor defende a discussão do feminismo, da homofobia e de todas as questões de gênero, ele é homossexual. ( ) Os deputados religiosos são todos a favor do Projeto Escola sem Partido, pois quem participa de uma igreja não apoia uma escola que doutrine os estudantes. ( ) Professor, o senhor deve rever a minha nota, pois preciso passar nesta prova. Caso contrário, eu posso perder o emprego. ( ) O senhor trabalha numa repartição Federal, se quiser assegurar o seu emprego deve trabalhar pela reeleição do presidente. A sequência CORRETA, de cima para baixo, é:
“De fato, a corrupção é nociva, e, se não diminuísse o bem, não seria nociva. Portanto, ou a corrupção nada prejudica – o que não é aceitável – ou todas as coisas que se corrompem são privadas de algum bem. Isto não admite dúvida. Se, porém, fossem privadas de todo o bem, deixariam inteiramente de existir. [...]. Logo, enquanto existem, são boas. Portanto, todas as coisas que existem são boas, e aquele mal que eu procurava não é uma substância, pois, se fosse substância, seria um bem”.

HIPPONA, Agostinho. Confissões. Coleção “Os Pensadores”. Livro VII, cap. XII, 1983. – Texto adaptado.

Sobre a questão do mal em Santo Agostinho, considere as seguintes afirmações:

I. O mal não existe sem o bem. II. O mal diminui o bem, e vice-versa. III. O mal absoluto pode existir.

É correto o que se afirma em

“A filosofia surgiu quando alguns gregos, admirados e espantados com a realidade, insatisfeitos com as explicações que a tradição lhes dera, começaram a fazer perguntas e buscar respostas para elas, demonstrando que o mundo e os seres humanos, os acontecimentos naturais e as coisas da natureza podem ser conhecidos pela razão humana, e que a própria razão é capaz de conhecer a si mesma” (CHAUÍ, Marilena.Iniciação à filosofia. São Paulo: Ática, 2014).


Nesse sentido, embora a origem da filosofia na Grécia seja objeto de problematizações, ora sendo apontadas influências orientais, ora influências africanas, é praticamente unânime o reconhecimento de que seu surgimento e desenvolvimentos iniciais ocorreram na Europa mediterrânea. Um fato que corrobora essa tese é que o próprio nome desse saber é de origem grega, de modo que a tradição atribui a invenção da palavra “filosofia” a:

Atente para o seguinte excerto: “Os padrões teriam resultado originariamente das necessidades dos consumidores; eis porque são aceitos sem resistência. De fato, o que explica é o círculo de manipulação e da necessidade retroativa, no qual a unidade do sistema torna-se cada vez mais coesa. O que não se diz é que o terreno no qual a técnica conquista seu poder sobre a sociedade é o poder que os economicamente mais fortes exercessem sobre a sociedade. A racionalidade técnica hoje é a racionalidade da própria dominação. Ela é o carátercompulsivo da sociedade alienada em si mesma”. Compreendendo a arte e os objetos culturais produzidos e veiculados, como mercadorias, a partir da citação de Adorno e Horkheimer, assinale a opção que corresponde a uma estratégia que contradiz a lógica da indústria cultural sob o capitalismo afluente.

No Brasil, na Argentina e em outros países da América Latina, os governos estão promovendo mudanças econômicas e de políticas públicas, mudanças essas conhecidas como liberais ou neoliberais. Nessas mais recentes políticas governamentais, o poder público transfere à economia de mercado a satisfação de determinadas carências dos cidadãos, que devem provê-las a partir do próprio esforço individual em uma economia mais fortemente caracterizada pela concorrência entre os indivíduos e por menos direitos sociais. Em seu tempo, o filósofo contratualista Jean-Jacques Rousseau, em seu Do Contrato Social, afirma que quanto menos felicidade a República é capaz de proporcionar aos cidadãos, mais eles terão que buscar, individualmente, a felicidade. A consequência é uma sociedade cada vez mais egoísta, desinteressada pela política e, por fim, agrilhoada por um déspota qualquer ou pela cobiça.

O texto acima apresenta duas opiniões conflitantes sobre a condução das políticas públicas. Considerando essas opiniões, assinale a afirmação verdadeira.

Sobre as reflexões e teorias no campo da ética desenvolvidas pelos gregos antigos, considere as afirmativas abaixo e assinale o que for correto.
I. No período clássico da filosofia grega (século V a.c.), os filósofos ampliaram as áreas de reflexão, abrangendo as questões morais. Na Antiguidade, o sujeito moral não era compreendido, como hoje, na sua completa individualidade. Os gregos eram membros de uma comunidade em que a ética estava intrinsicamente ligada à política, ou seja, à administração da pólis, exercendo a liberdade em um campo reservado apenas aos que eram considerados “iguais”. II. Aristóteles (384-322 a.C.) aprofundou a discussão a respeito das questões éticas na obra Ética a Nicômaco. A ética é a parte da filosofia que nos ajuda a refletir sobre o fim último de todas as atividades humanas, uma vez que tudo o que fazemos visa alcançar um bem. Por isso, a filosofia moral de Aristóteles é uma eudaimonia. III. Em inúmeros diálogos, Platão (428-347 a.c.) descreve as discussões de Sócrates a respeito das virtudes e da natureza do bem. Neles, é ressaltada a convicção de que a virtude se identifica com a sabedoria e o vício com a ignorância. Na concepção de Platão, a virtude não pode ser apreendida, pois ela é inata.
Está correto o presente em:
No processo de fundamentação do conhecimento, Descartes busca um princípio absolutamente indubitável, chegando à célebre formulação do cogito, ergo sum (“penso, logo existo”). Sobre essa ideia, assinale a alternativa correta.
Será que as coisas lhe pareceriam diferentes se, de fato, todas elas existissem apenas na sua mente — se tudo o que você julgasse ser o mundo externo real fosse apenas um sonho ou alucinação gigante, de que você jamais fosse despertar? Se assim fosse, então é claro que você nunca poderia despertar, como faz quando sonha, pois significaria que não há mundo "real" no qual despertar. Logo, não seria exatamente igual a um sonho ou alucinação normal.
NAGEL, T.Uma breve introdução à filosofia São Paulo: Martins Fontes, 2011
O texto confere visibilidade a uma doutrina filosófica contemporânea conhecida como:
As ciências em geral, incluindo a sociologia, bem como a filosofia, sempre destacaram uma diferença entre a sua própria produção intelectual e aquilo que foi denominado por muitos como “senso comum”, “representações sociais”, “representações cotidianas”, “conhecimento comum”, “saber popular”. Sobre essa forma mais simples de consciência, que é geralmente apresentada como oposta à ciência e à filosofia, podemos dizer:
Com base nas teorias de Heidegger e de Gadamer acerca da relação entre espaço e tempo nas diferentes manifestações artísticas, julgue o item seguinte.
Gadamer reconheceu uma primazia da arquitetura sobre todas as demais formas de arte.
Desde os primórdios da Filosofia, os grandes pensadores concentraram suas preocupações intelectuais em torno de três grandes núcleos: Deus, o Homem e o Cosmos. E conforme o enfoque maior ou menor da especulação filosófica num ou noutro núcleo, a História da Filosofia passou a dividir-se em períodos. Em um desses períodos, buscou-se encontrar caminhos que ajudassem a harmonizar a fé com a razão. Ou seja, valer-se da Filosofia para facilitar aceitação crítica dos dogmas da Teologia. Esse período ficou conhecido como:

Considerando a contribuição das aulas de Filosofia para o desenvolvimento do senso crítico, analise as seguintes afirmações:

I. As aulas de Filosofia contribuem para o desenvolvimento da capacidade de pensar por si mesmo.

II. As aulas de Filosofia contribuem para o desenvolvimento da capacidade de analisar criticamente as informações que se recebe.

III. As aulas de Filosofia contribuem para o desenvolvimento da capacidade de formar suas próprias opiniões.

IV. As aulas de Filosofia contribuem para o desenvolvimento do pensamento dogmático.

É correto o que se afirma em:

O espanto é a disposição fundamental que nos leva ao filosofar. [...] Por isso, o filósofo é, de certa forma, um ser estranho aos outros homens: eles se integram no mundo como algo evidente e não se preocupam com ele, enquanto o filósofo rompe com a evidência do mundo e começa a questioná-lo.

REALE, Giovanni; ANTISERI, Dario. História da filosofia: Antiguidade e Idade Média. 5. ed. São Paulo: Paulus, 2003. p. 16

A partir do excerto, avalie as afirmações a seguir e assinale a opção correta que melhor distingue senso comum de filosofia:
Analise o trecho a seguir, da obra “Investigações Filosóficas”:

§23. Quantas espécies de frases existem? Afirmação, pergunta e comando, talvez? — Há inúmeras de tais espécies: inúmeras espécies diferentes de emprego daquilo que chamamos de “signo”, “palavras”, “frases”. E essa pluralidade não é nada fixa, um dado para sempre; mas novos tipos de linguagem, novos jogos de linguagem, como poderíamos dizer, nascem e outros envelhecem e são esquecidos. (Uma imagem aproximada disso podem nos dar as modificações da matemática) [...]. O termo “jogo de linguagem” deve aqui salientar que o falar da linguagem é uma parte de uma atividade ou de uma forma de vida. Imagine a multiplicidade de jogos de linguagem por meio destes exemplos e outros: Comandar, e agir segundo comandos; Descrever um objeto conforme aparência ou conforme medidas; Produzir um objeto segundo uma descrição (desenho); Relatar um acontecimento; Conjecturar sobre o acontecimento; Expor uma hipótese e prová-la; Apresentar os resultados de um experimento por meio de tabelas e diagramas; Inventar uma história, ler; Representar teatro; Cantar uma cantiga de roda; Resolver enigmas; Fazer uma anedota, contar; Resolver um exemplo de cálculo aplicado; Traduzir de uma língua para outra; Pedir, agradecer, maldizer, saudar, orar.
É interessante comparar a multiplicidade das ferramentas da linguagem e seus modos de emprego, a multiplicidade das espécies de palavras e frases com aquilo que os lógicos disseram sobre a estrutura da linguagem (e também o autor do Tractatus Logico-Philosophicus)(Wittgenstein, 1979).

Com base no texto acima e nos conhecimentos sobre a transição filosófica de Wittgenstein do “Tractatus Logico-Philosophicus” para as “Investigações Filosóficas”, analise as assertivas e assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas.

( ) A ideia de jogos de linguagem substitui a concepção de linguagem como representação lógica do mundo, afirmando a pluralidade dos usos linguísticos como parte integrante das formas de vida humanas.
( ) O conceito de linguagem nas “Investigações Filosóficas” continua subordinado ao ideal de uma estrutura formal universal, sendo os jogos de linguagem instâncias derivadas dessa estrutura lógica.
( ) A crítica ao essencialismo na segunda fase de Wittgenstein implica a rejeição da busca por definições unívocas dos termos filosóficos, valorizando em seu lugar a descrição dos modos de uso nas práticas concretas.
( ) Ao abandonar a busca por fundamentos últimos da linguagem, Wittgenstein estabelece uma nova metafísica da linguagem baseada em jogos ontológicos fixos, que garantem o sentido como produto de uma gramática transcendental.
( ) A noção de que “o significado de uma palavra é seu uso na linguagem” representa uma ruptura com a tentativa anterior de fixar o sentido por meio da correspondência lógica entre proposições e estados de coisas.

A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Atente para a seguinte passagem, em que Santo Agostinho se questiona sobre a origem do mal:
“Quem me criou? Não foi o meu Deus, que é bom, e é também a mesma bondade? Donde me veio, então, o querer, eu, o mal e não querer o bem? Qual a sua origem, se Deus, que é bom, fez todas as coisas? Sendo o supremo e sumo Bem, criou bens menores do que Ele; mas, enfim, o Criador e as criaturas, todos são bons. Donde, pois, vem o mal?”
AGOSTINHO, Santo. Confissões; De magistro. São Paulo: Nova Cultural, 1987. Coleção “Os Pensadores”. Livro VII. Adaptado.
Sobre esse aspecto da filosofia do bispo de Hipona, considere as seguintes afirmações: I. Como os maniqueístas, de quem sofreu forte influência, Agostinho afirmava a existência do Bem e do Mal e que os homens não eram culpados de ações classificadas como más. O mal lhes era inato, portanto, não havia culpa, mas poderiam obter a salvação da alma por intermédio da graça divina. II. Para Agostinho, não se deveria atribuir a Deus a origem do Mal, visto que, como Sumo Bem, ele não o poderia criar. São os homens os responsáveis pela presença do Mal e cabe a estes fazerem uso de sua liberdade e escolherem entre a boa e a má ação. III. Dispondo do livre arbítrio, o ser humano pode optar por bens inferiores. Mas o livre arbítrio não pode ser visto como um mal em si, pois foi Deus quem o criou. Ter recebido de Deus uma vontade livre é para o ser humano um grande bem. O mal é o mau uso desse grande bem.
É correto o que se afirma em
“O silogismo é uma locução em que uma vez certas suposições sejam feitas, alguma coisa distinta delas se segue necessariamente devido à mera presença das suposições como tais. Por ‘devido à mera presença das suposições como tais’ entendo que é por causa delas que resulta a conclusão, e por isso quero dizer que não há necessidade de qualquer termo adicional para tornar a conclusão necessária”
ARISTÓTELES. Órganon: Categorias, Da interpretação, Analíticos anteriores, Analíticos posteriores, Tópicos, Refutações sofísticas. Bauru, SP: EDIPRO, 2010, p. 111.
Considerando o enunciado acima, constante no livro I dos Analíticos anteriores, atente para o que se afirma a seguir, e assinale com V o que for verdadeiro e com F o que for falso.
( ) Trata-se da definição de silogismo, termo filosófico com o qual Aristóteles designou a conclusão deduzida de premissas, a argumentação lógica perfeita.
( ) Expõe as bases do argumento indutivo com três proposições declarativas (duas premissas e uma conclusão) que se conectam de tal modo que, a partir de premissas, é possível induzir uma conclusão.
( ) Expressa a importância dada por Aristóteles à correção lógica do raciocínio empregado na construção do conhecimento do Ser das coisas.
( ) O silogismo não trata do conteúdo do que se afirma, mas permite se chegar a conclusões verdadeiras, desde que baseadas em princípios gerais verdadeiros.
A sequência correta, de cima para baixo, é:

“É estranha a abstração que se faz do papel do Estado na própria criação do mercado. [...] Este ‘mercado livre’, abstrato, em que o Estado não interfere, tomado de empréstimo da ideologia do liberalismo econômico, certamente não é um mercado capitalista, pois precisamente o papel do Estado no capitalismo é ‘institucionalizar’ as regras do jogo”.
OLIVEIRA, Francisco de. Crítica da razão dualista. São Paulo: Boitempo, 2003, p. 37.
O pensador brasileiro Francisco de Oliveira, no texto anterior, expressa uma concepção, segundo a qual o Estado
Acompanhando a intenção da burguesia renascentista de ampliar seu domínio sobre a natureza e sobre o espaço geográfico, através da pesquisa científica e da invenção tecnológica, os cientistas também iriam se atirar nessa aventura, tentando conquistar a forma, o movimento, o espaço, a luz, a cor e mesmo a expressão e o sentimento.
SEVCENKO, N. O Renascimento. Campinas: Unicamp, 1984.

O texto apresenta um espírito de época que afetou também a produção artística, marcada pela constante relação entre
Embora continuasse a valorizar a fé como instrumento de conhecimento, Tomás de Aquino não desconsidera a importância do “conhecimento natural”. Se a razão não pode conhecer, por exemplo, a essência de Deus, pode, no entanto, demonstrar sua existência ou a criação divina do mundo.

(Aranha e Martins, 2009. Adaptado)

Segundo Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins, para Tomas de Aquino, uma dessas provas revela que
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