Questões de Concursos

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No Prefácio dos “Princípios da Filosofia do Direito”, Hegel afirma que “o que é racional é real e o que é real é racional”, procurando constatar que a racionalidade do sujeito deva ser a mesma racionalidade do mundo. Tal afirmação visa, entre outras coisas, superar a dicotomia sujeito e objeto.

HEGEL, Georg Wilhelm Friedrich. Princípios da filosofia do direito. São Paulo: Martins Fontes, 2003.

Da mesma forma, partindo da afirmação hegeliana, pode-se dizer que é possível superar outra dicotomia, qual seja: a separação entre mundo virtual e mundo real.
Ao compreender a afirmação de Hegel, comparando com a dicotomia real x virtual, pode-se dizer que
A atividade estritamente racional de cada homem, visando a explicação mais radical de tudo quanto existe, ou pode existir, deve definir-se como sendo:
Com o desenvolvimento, cada vez maior, de sistemas de inteligência artificial surgem questões éticas e políticas relevantes, que dizem respeito à possibilidade de IAs desenvolverem uma espécie de “racionalidade psicopática” que ameace grupos humanos específicos (minorias sociais ou grupos racializados) ou mesmo a espécie humana como um todo. Caso isso acontecesse, as leis da robótica propostas por Isaac Asimov poderiam não ser suficientes para uma internalização de princípios éticos em tais sistemas inteligentes, posto que esses sistemas careceriam de
Atente para o seguinte excerto do Tratado teológico-político de Baruch Espinosa: “Tudo o que até agora afirmei resulta da própria Escritura. E em parte alguma eu li que Deus apareceu a Cristo, ou que lhe falou, mas sim que ele foi revelado por Cristo aos apóstolos, que Cristo é o caminho da salvação e, finalmente, que a lei antiga foi anunciada por um anjo e não diretamente por Deus etc. Por conseguinte, enquanto Moisés falava com Deus face a face, tal como um homem fala habitualmente com um seu companheiro (isto é, mediante os seus corpos), Cristo comunicou-se com Deus de mente para mente”.
Espinosa, B. Tratado teológico-político, capítulo I: Da profecia. Trad. bras. Diogo Pires Aurélio. São Paulo: Martins Fontes, 2003.
Considerando os trechos “Moisés falava com Deus face a face” e “Cristo comunicou-se com Deus de mente para mente”, é correto concluir que

TEXTO I

A melhor banda de todos os tempos da última semana

O melhor disco brasileiro de música americana

O melhor disco dos últimos anos de sucessos do passado

O maior sucesso de todos os tempos entre os dez maiores fracassos

Não importa contradição

O que importa é televisão

Dizem que não há nada que você não se acostume

Cala a boca e aumenta o volume então.

MELLO, B.; BRITTO, S. A melhor banda de todos os tempos da última semana. São Paulo: Abril Music, 2001 (fragmento).

TEXTO II

O fetichismo na música e a regressão da audição

Aldous Huxley levantou em um de seus ensaios a seguinte pergunta: quem ainda se diverte realmente hoje num lugar de diversão? Com o mesmo direito poder-se-ia perguntar: para quem a música de entretenimento serve ainda como entretenimento? Ao invés de entreter, parece que tal música contribui ainda mais para o emudecimento dos homens, para a morte da linguagem como expressão, para a incapacidade de comunicação.

ADORNO, T. Textos escolhidos. São Paulo: Nova Cultural, 1999.

A aproximação entre a letra da canção e a crítica de Adorno indica o(a)

“Até pouco tempo atrás, quando queríamos sustentar uma afirmação sem argumentar demais, bastava dizer: ‘É comprovado cientificamente.’ Mas essa tática já não tem mais a mesma eficácia, pois a confiança na ciência está diminuindo. Vivemos hoje um clima de ceticismo generalizado, uma descrença nas instituições que favorece a disseminação de negacionismos, encampados por governos com políticas escancaradamente anticientíficas”.
ROQUE, Tatiana. O negacionismo no poder. Como fazer frente ao ceticismo que atinge a ciência e a política. Revista Piauí, n. 161, fev. 2020.
Considerando os elementos mobilizados no texto de Roque, assinale a alternativa que apresenta uma medida que, se implementada, aumentaria a confiança da população no discurso científico.
Considere o seguinte caso: João olha para um relógio na parede que marca exatamente meio-dia. Ele acredita que é meio-dia com base nisso. No entanto, o relógio está parado, e a coincidência entre o horário mostrado e o horário correto compromete a justificativa. Sobre esse caso e o conceito de conhecimento como crença verdadeira justificada, analise as assertivas a seguir:

I. O caso apresentado mostra uma crença verdadeira e justificada que não pode ser considerada conhecimento, pois depende de uma circunstância aleatória que compromete a justificativa.

II. A definição tradicional de conhecimento como crença verdadeira justificada é insuficiente para lidar com casos em que a justificativa é comprometida por coincidências.

III. Para que uma crença possa ser considerada conhecimento, é necessário, além de uma justificação, que exista uma ligação confiável entre a crença e a verdade, o que não ocorre no caso apresentado.

IV. Mesmo que João esteja correto sobre o horário, a justificativa apresentada não é suficientemente robusta para caracterizar conhecimento, pois não envolve um processo confiável de avaliação ou verificação por parte do sujeito.


Quais estão corretas?
O ato de filosofar é muito importante porque, através dele, o homem:
Durante uma aula sobre discursos partidários e polarização política, um estudante afirmou que é impossível dialogar com pessoas que possuem opiniões políticas divergentes, o que, segundo ele, torna inviável qualquer acordo sobre problemas sociais. Diante dessa colocação, o professor decidiu introduzir a teoria da ação comunicativa, de Jürgen Habermas, para mostrar uma possível solução para o problema levantado.
Após a explicação, alguns estudantes continuaram céticos e argumentaram que, na prática, o diálogo racional entre opiniões opostas é inviável, especialmente em contextos polarizados.
Ao buscar em Habermas a resolução do problema, o professor estava atento
Durante uma reunião pedagógica, os professores de uma escola discutem os desafios do processo de ensino-aprendizagem no contexto da pós-modernidade. Um deles levanta a questão de que, na atual era pós-moderna, os alunos tendem a questionar a autoridade do conhecimento tradicional e buscam por abordagens mais flexíveis e adaptáveis ao seu contexto social. Outro professor sugere que as novas tecnologias e a pluralidade de informações fragmentam o conhecimento, dificultando o papel do professor como mediador. Um terceiro professor acredita que o conceito de “verdade única” está sendo substituído por uma multiplicidade de perspectivas, o que exige que o professor adote uma postura mais crítica e reflexiva em sala de aula. Com base nas teorias filosóficas da pós-modernidade, qual afirmativa melhor reflete os desafios enfrentados pelos professores no processo de ensino-aprendizagem?
Leia atentamente o seguinte trecho da obra de Maquiavel (1469-1527) acerca da liberdade republicana.
“Direi que quem condena os conflitos entre os nobres e a plebe [povo] parece criticar as coisas que foram a primeira causa da liberdade de Roma e leva mais em consideração as confusões entre as pessoas e o falatório sobre tais conflitos do que os bons efeitos que eles geravam; e não consideram que em toda república há dois humores (estados de espírito, temperamentos) diferentes, o do povo, e o dos grandes, dos nobres, e que todas as leis que se fazem em favor da liberdade nascem do conflito deles, como facilmente se pode ver que ocorreu em Roma.”
MAQUIAVEL, Nicolau. Discursos sobre a primeira década de Tito Lívio. São Paulo: Martins Fontes, 2007. (Texto adaptado).
Com base no trecho anterior, é correto afirmar que, para Maquiavel,
Considerando as principais características dos domínios Bacteria, Archaeae e Eukarya, assinale a afirmação verdadeira.
Numa postagem do Facebook, um usuário afirma:

Alguém apagou o vídeo em que mostra imagens de mulher nua
Arregou
Uma amiga comenta:
Todo covarde é arregão... Todo estuprador é covarde... logo, todo estuprador é arregão...

Observe que esse comentário constitui um argumento, com premissas e conclusão. Supondo que a palavra “covarde” tenha o mesmo significado nas duas premissas, a forma do argumento é
De acordo com a filósofa estadunidense Nancy Fraser (2020), o capitalismo é, na modernidade, um regime de organização social que condiciona não apenas as transações econômicas, mas também as práticas políticas. Para a autora, o capitalismo diferencia-se do feudalismo porque se caracteriza por um conjunto de separações institucionais em meio às quais a esfera econômica é privada, não pública. Desse modo, Nancy Fraser entende o capitalismo como:

“É impossível que o mesmo atributo, ao mesmo tempo, pertença e não pertença à mesma coisa segundo o mesmo aspecto.”

ARISTÓTELES. Metafísica, IV, 105a15. São Paulo: Loyola, 2002 – Adaptado.


Sobre a citação acima, é correto afirmar que

Karl Popper, em sua crítica à metodologia científica tradicional, problematiza a utilização do método indutivo no contexto da ciência. Assinale a alternativa que melhor reflete a posição de Popper.
O ato de filosofar, de acordo com os grandes filósofos do Período Antropológico grego, deve entender-se como sendo:

A arte é uma das expressões mais sublimes do ser humano. Na filosofia, a estética estuda as diferentes formas de manifestações e interpretações artísticas. Acerca desse tema, julgue o item subsecutivo.


Para Hegel, o belo artístico é diferente do objeto de uma ciência do belo.

O conceito de Capital Humano, pensado pelo grupo de estudos de Theodoro Shultz, deu origem à teoria do capital humano, que teve diversos desdobramentos na esfera educativa.
A compreensão da educação como capital humano denota uma
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