A filosofia tem características próprias que a distinguem de outras formas de
conhecimento humano, tais como a religião, a arte e a ciência. Nesse sentido, pode-se dizer que a
filosofia se propõe a:
As observações e os cálculos dos astrônomos ensinaram-nos
muitas coisas admiráveis, mas o mais importante é, certamente,
terem-nos descoberto o abismo da ignorância, que a razão
humana, sem estes conhecimentos, nunca poderia imaginar tão
profundo; a reflexão sobre esta ignorância deve produzir uma
grande mudança na determinação das intenções finais do uso da
nossa razão. KANT, Immanuel. Crítica da razão pura.
Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 2001. No trecho acima, o filósofo Immanuel Kant reflete sobre os
efeitos da moderna atividade científica na atividade filosófica.
Para esse autor, a filosofia deveria ser revolucionada no sentido
de
Segundo Marilena Chauí, em seu livro Convite à Filosofia (2008), a disciplina denominada ética nasce quando se passa
a indagar o que são, de onde vêm e o que valem os costumes, ou seja, nasce quando também se busca compreender
o caráter de cada pessoa. Considerando um ambiente de trabalho, muitos processos ético‐disciplinares são esperados
do profissional. Assinale a alternativa que NÃO apresenta uma conduta ética coerente num grupo de trabalho.
Acerca do conhecimento humano, Platão afirmou
no diálogo Teeteto:
“Disse essa pessoa que conhecimento é opinião
verdadeira acompanhada de explicação racional, e
que sem esta deixava de ser conhecimento”.
Fonte: PLATÃO. Teeteto. Tradução de Carlos Alberto Nunes.
Belém: Universidade Federal do Pará, 1968. p. 201c.
Com base na passagem citada, assinale V (verdadeiro) ou F (falso) em cada afirmativa a seguir.
( ) O conhecimento exige que a crença seja verdadeira, mas a justificativa é dispensável, desde
que haja convicção.
( ) O conceito de opinião verdadeira, sem justificativa, não é suficiente para caracterizar o
conhecimento da realidade empírica na perspectiva de Platão.
( ) A explicação racional desempenha um papel
fundamental na distinção entre conhecimento
e opinião no pensamento platônico.
A respeito da instrumentalização da cultura, conforme Chauí (2001), analise as afirmativas abaixo:
I. A reificação da produção cultural esgota-se na proposição de uma imagem de prestígio de quem faz a
cultura e de quem a consome.
II. A cultura pode ser compreendida como um guia prático para se viver corretamente, no que se refere a
orientações sobre trabalho, lazer e gosto.
III. A redução da esfera do saber à do conhecimento opera de modo a administrar o saber constituído e a
dificultar o pensamento.
IV. A racionalidade administrativa e a eficácia quantitativa limitam a potencialidade criativa e o trabalho da
reflexão.
“O primeiro a ter a ideia de usar linguagens artificiais na
Lógica foi Gottfried Leibniz, no século XVI. Sua ideia era de
desenvolver uma lingua philosophica, que seria uma linguagem
artificial espelhando a estrutura dos pensamentos. Ao lado disso,
ele propôs o desenvolvimento de um calculus ratiocinator, um
cálculo que permitiria tirar automaticamente conclusões a partir
de premissas representadas na lingua philosophica”.
MORTARI, César A. Introdução à lógica. São Paulo: UNESP, 2001.
Adaptado.
De acordo com o excerto, a proposta lógica de Leibniz antecipa
uma concepção segundo a qual a
A história da educação brasileira revela uma realidade
social marcada por diversos problemas, incluindo a
exclusão de crianças e jovens, desigualdades entre
escolas públicas e privadas, políticas educacionais
inadequadas e um sistema de ensino que muitas vezes
não consegue atender às necessidades dos estudantes.
Sobre a concepção materialista e dialética da realidade,
segundo Marx e Pino Sirgardo, pode-se afirmar que:
As Orientações Curriculares
para o Ensino Médio, em seu volume 3, dedicado
às Ciências Humanas e suas Tecnologias
(2006), destacam que “uma indicação clara do
que se espera do professor de Filosofia no
Ensino Médio pode ser encontrada nas Diretrizes
Curriculares aos Cursos de Graduação em
Filosofia e pela Portaria INEP nº 171/2005, que
instituiu o Exame Nacional de Desempenho dos
Estudantes (ENADE) de Filosofia, que também
apresenta as habilidades e as competências
esperadas do profissional responsável pela
implementação das diretrizes para o Ensino
Médio (...)”. Os documentos citados apresentam
um conjunto de competências e habilidades
esperadas do professor de Filosofia no Ensino
Médio, quais sejam:
I. Compreensão da importância das questões
acerca do sentido e da significação da
própria existência e das produções
culturais.
II. Percepção da integração necessária entre a
filosofia e a produção científica, artística,
bem como com o agir pessoal e político.
III. Capacitação para um modo especificamente
filosófico de formular e propor soluções a
problemas, nos diversos campos do
conhecimento.
IV. Capacidade para análise, interpretação e
comentário de textos teóricos, segundo os
mais rigorosos procedimentos de técnica
hermenêutica.
Quais estão corretas?
Na chamada falácia da ladeira escorregadia, rejeita-se uma ideia,
alegando, sem fundamentação suficiente, que sua adoção
desencadearia uma sequência inevitável de eventos que
culminaria em um desfecho extremo e indesejável.
Assinale a opção que apresenta um caso da falácia da ladeira
escorregadia.
“Precisamente nisso enxerguei o grande
perigo para a humanidade, sua mais sublime
sedução e tentação – a quê? ao nada? –;
precisamente nisso enxerguei o começo do fim, o
ponto morto, o cansaço que olha para trás, a
vontade que se volta contra a vida, a última
doença anunciando-se terna e melancólica: eu
compreendi a moral da compaixão, cada vez mais
se alastrando, capturando e tornando doentes até
mesmo os filósofos, como o mais inquietante
sintoma dessa nossa inquietante cultura
europeia; como o seu caminho sinuoso em
direção a um novo budismo? a um budismo
europeu? a um – niilismo?..." (NIETZSCHE,
Friedrich. Genealogia da moral: uma polêmica. Tradução,
notas e posfácio de Paulo César de Souza. São Paulo:
Companhia das Letras, 1998. p. 11-12.)
De acordo com o referido fragmento e
considerando a totalidade do pensamento de
Friedrich Nietzsche, podemos afirmar que a
alternativa INCORRETA é:
Para o filósofo alemão Immanuel Kant (1724-
1804), a arte diferencia-se da natureza por ser
uma atividade racional e livre. Assim, uma teia
de aranha, embora possa parecer bela, não é
uma obra de arte, já que se trata de uma tarefa
mecânica e natural. O termo arte vem da
palavra latina ars, que significa:
Segundo Russel (2015, p. 17) “As concepções de vida e mundo que denominamos
‘filosóficas’ são fruto de dois fatores: primeiro, das concepções religiosas e éticas herdadas;
depois, do tipo de investigação que pode ser chamada ‘científica’, palavra que usamos aqui em
seu sentido mais vasto. Cada filósofo diferiu amplamente no que diz respeito às proporções
em que esses dois fatores influíram em seus sistemas, mas é a presença de ambos, em algum
grau, o que caracteriza a filosofia.”
A partir dessa reflexão, assinale a afirmativa que explica adequadamente o argumento do autor
sobre essa afirmação:
Deus é uma ideia complexa composta por ideias simples e antropomórficas, baseadas em impressões sensíveis. Essa
concepção de Deus se refere à filosofia de:
O ensino médio deve ser entendido como a última etapa da educação básica no Brasil. Um de seus objetivos é a formação de
indivíduos estimulados para o desenvolvimento da sua capacidade crítica, que pode ser trabalhada nas mais diversas disciplinas
como, por exemplo, na matemática, português e artes. Contudo, é lugar-comum definir o desenvolvimento do senso crítico como
o trabalho específico da filosofia. Isso revela um problema para o professor de filosofia: qual o trabalho específico da filosofia no
desenvolvimento do senso crítico? Nesse sentido, a prática mais adequada ao ensino de filosofia no ensino médio, com vistas
ao desenvolvimento do senso crítico, é