Ao analisar os resultados de uma escola onde a maioria dos alunos não aprendeu a ler e a escrever, um Supervisor de Ensino articulou um processo de formação continuada para a equipe, tendo como referência, entre outros autores, Freire (1997).
Nesse processo, partiu das seguintes reflexões:
I. não há docência sem discência porque ensinar inexiste sem aprender.
II. existem saberes indispensáveis à prática docente de educadores (as) críticos (as), ou conservadores (as), porque são saberes demandados pela prática educativa em si mesma, independentemente de sua cor política ou ideológica.
III. a reflexão crítica sobre a prática é uma exigência da relação prática/teoria, sem a qual a teoria pode ir virando blábláblá e a prática ativismo.
IV. a formação permanente implica aceitar que o formador é o sujeito dessa relação, e a ele cabe transferir os conhecimentos que detém.
V. é pensando criticamente a prática de hoje ou de ontem que se pode melhorar a próxima prática.
Está de acordo com o pensamento de Freire (1997) o contido em
Helena é Supervisora de Ensino em uma escola pública da periferia de um Município da Grande São Paulo. Procura programar suas visitas às escolas de modo a poder participar, pelo menos mensalmente, de reuniões de HTPC (Horário de Trabalho Pedagógico Coletivo). Numa dessas ocasiões, em outubro de 2007, visitando a Escola Estadual Vila Nova, Helena participa de HTPC do Ciclo I do Ensino Fundamental e ouve o desabafo angustiado de Teresa: "Eu sou professora há quinze anos e adoro meu trabalho; sempre alfabetizei. Lá na minha cidade, alfabetizei durante doze anos com essa mesma cartilha. Até maio, quase todos já tinham dado o "estalinho"; em outubro eu tinha terminado a cartilha e fazia a festa de entrega do primeiro livro. Em classes com trinta e cinco alunos, um ano ou outro, dois ou três alunos, no máximo, repetiam. Aqui, não sei o que está acontecendo. Faço como fazia lá. Trabalho mais, venho mais cedo, fico até mais tarde para atender alunos individualmente e estou com a metade da classe que não sabe ler. (Caiu no choro!). Colegas tentam consolar. Júlia diz que a classe dela está na mesma; que ninguém a está culpando. Rute arrisca: "As crianças daqui são diferentes das de lá, quem sabe se você tentar outras coisas?" A professora- coordenadora intervém: "Vamos tomar um cafezinho e, em seguida, faremos o levantamento da situação dos alunos, turma por turma, que marcamos para hoje". Depois do café, antes do grupo reiniciar a tarefa do dia, Helena sugeriu seminários quinzenais sobre a psicogênese da leitura e da escrita, em HTPC, com estudo das produções de alunos, o que foi prontamente aceito. Ela comprometeu-se a assessorar a professora-coordenadora para elaborar o projeto e a convidar o assistente técnico pedagógico de Alfabetização da Oficina Pedagógica para participar.
A proposta de formação profissional docente sugerida corresponde ao defendido por Imbernón (2004) em relação a quais dos itens abaixo?
I. Tem despontado como promissora a criação de espaço de reflexão e participação, nos quais o profissional da educação faça surgir a teoria subjacente a sua prática com o objetivo de recompô- la, justificá-la ou destruí-la.
II. Quando a formação se relaciona com o "contexto educativo concreto", as características do conhecimento profissional se enriquecem com infinidades de matizes que não se manifestam em um contexto padronizado.
III. O único modelo realmente eficaz de formação permanente é o realizado na escola, pela equipe escolar e voltado a resolver seus problemas específicos.
IV. As assessorias de formação devem intervir a partir das demandas dos professores ou das instituições educativas.
V. A maneira mais eficaz de realizar a formação permanente é mediante o estudo de forma cooperativa, por parte dos próprios docentes, dos problemas e temas que integram sua intenção de realizar uma prática coerente com seus valores educativos.
Corresponde ao pensamento do autor o contido nos itens
Para Karagiannis e Stainback, os benefícios do ensino inclusivo podem atingir todos os alunos, professores e a sociedade em geral. Por isso, segundo os autores, o principal propósito da inclusão é
De acordo com análise de Bruno, em artigo da coletânea Gestão Democrática da Educação (2003), no atual processo de internacionalização da economia, comumente designado por globalização, a transnacionalização corresponde a um estágio superior de internacionalização que o capital alcançou. Sua novidade é conjugar a ação dos grandes grupos econômicos entre si e no interior de cada um deles, diretamente, sem preocupação com a integração de nações ou de sistemas econômicos nacionais. Dentre outras implicações, a autora destaca:
I. não há possibilidade de desenvolvimento fora desse quadro de economia internacionalizada e as diferentes nações não encontram condições sociais e econômicas homogêneas, reproduzindo-se as desigualdades em escala mundial.
II. a integração é feita entre setores da economia, de diferentes nações, de acordo com níveis distintos de produtividade, de capacidade de inovação, de formas de exploração do trabalho, mundialmente estabelecidos, e não entre economias nacionais.
III. a estrutura de poder do pós-guerra não se mantém, mas a ONU, como organismo internacional é fortalecida, bem como seus diversos conselhos.
IV. a estrutura de poder com múltiplos pólos esvazia o Estado Central de seus poderes e atribuições, limita sua ação e o desagrega por meio de privatizações, mas age numa certa invisibilidade, porque não tem formalidade jurídica.
V. a educação escolar é estimulada e recebe investimentos, com vistas a sua universalização e à formação de trabalhadores tecnicamente especializados.
São verdadeiras, de acordo com a autora, as implicações
O agravamento do efeito estufa pode ser atribuído ao aumento da concentração de gás carbônico na atmosfera, entre outros fatores. Algumas reações químicas produzem gás carbônico, como a
Ah! Bons tempos aqueles em que a gente podia reter os alunos de uma série para a outra ? falou um professor na reunião de HTPC. A coordenadora pedagógica que acompanhava a reunião percebeu que alguns docentes concordaram com a fala do professor e ficou preocupada. Resolveu que seria necessário aproveitar esse espaço para discutir com o corpo docente que o regime de progressão continuada exige um novo tratamento para o processo de avaliação na escola, transformando-o em
O atendimento educacional especializado para o aluno com deficiência mental deve privilegiar o desenvolvimento e a superação daquilo que lhe é limitado, conforme MEC/SEESP (2006). Tal orientação implica
Sacristán, ao discutir as diversas concepções de currículo, apresenta quatro pontos importantes a serem considerados em qualquer conceitualização. Dentre eles, o currículo
Um mundo em constante transformação, com o conhecimento se ampliando e comunidades se transformando, exige, segundo Hargreaves (2004), que o professor desenvolva e seja ajudado a desenvolver as capacidades de
Ao discorrer sobre os desafios da educação no Brasil, Schwartzman, baseado em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios de 2005, afirma, entre outros fatos, que
A reforma curricular do Ensino Médio, regulamentada pelas Diretrizes Curriculares Nacionais, propôs uma reorganização curricular em três áreas de conhecimento com o objetivo de facilitar o desenvolvimento de conteúdos e habilidades, em uma perspectiva de interdisciplinaridade e contextualização, o que envolve o ensino e aprendizado de Física na área de Ciências Naturais, Matemática e suas Tecnologias. Dessa perspectiva decorrem, por exemplo,
Uma escola estadual realizou Festa Junina, em sábado, com a finalidade de arrecadar fundos para adquirir aparelho de TV de 32 polegadas.
Identifique, das afirmativas a seguir, aquela que é coerente com as normas legais que estabelecem o Estatuto Padrão das Associações de Pais e Mestres (APM) das escolas estaduais.
Os limites das especificidades de atuação dos profissionais da classe comum, do atendimento clínico e do atendimento educacional especializados devem ser mantidos, conforme o documento MEC/SEESP (2006). Entretanto, as ações desses profissionais junto ao aluno com deficiência mental devem convergir para objetivos
Para Andy Hargreaves (2004), cada vez mais governos, empresas e educadores estão exigindo que os professores, na sociedade do conhecimento, se comprometam com