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Analise as afirmativas a seguir e assinale a alternativa correta:

I. Argumento é um conjunto de proposições (asserções sobre o mundo, independe da língua na qual é expressa) ou um conjunto de sentenças (sequência gramatical de palavras de uma língua pela qual transmitimos informações).

II. A Lógica, como um todo, interessa-se por proposições (muito embora a Lógica formal se interesse pelas sentenças, ou seja, pelo aspecto formal dos argumentos, sobre os quais só se pode dizer se são válidas ou não válidas).

III. Com relação à primeira definição, podemos afirmar que um argumento, ainda que formado por sentenças, sempre é apresentado em um certo contexto e expressa, ao menos,várias proposições.

IV. É importante destacar que mesmo não se interessando pelo poder de persuasão dos argumentos, mas pela relação entre evidências e conclusão, a Lógica mantém um compromisso com o saber científico, com a construção de conhecimentos seguros.

V. O grande objetivo de um argumento é o de convencer e produzir novos conhecimentos. Estes argumentos podem ser de dois tipos: dedutivos e indutivos.

Estão corretas as afirmativas:

O homem, após ter uma variedade de experiências, compara e estabelece relações entre os dados apreendidos. Desta forma, reconhece regularidades na natureza das coisas particulares e pode formular leis superiores por meio da generalização.
Este trecho descreve o método
Theodor Adorno e Max Horkheimer, em sua teoria acerca da indústria cultural, examinam os impactos da produção em massa de cultura na sociedade contemporânea. Com base no exposto, assinale a alternativa que melhor reflete a concepção de Adorno e Horkheimer.
O mundo é a minha representação. — Esta proposição é uma verdade para todo ser vivo e pensante, embora só no homem chegue a transformar-se em conhecimento abstrato e refletido.
SCHOPENHAUER, A. O mundo como vontade e representação. Rio de Janeiro: Contraponto, 2001.

Segundo Schopenhauer, afirmar que o mundo é representação, significa que o mundo é
“(...) A dicotomia corpo e mente ganhou força na modernidade quando Descartes (1983), em seus estudos sobre a racionalidade humana, caracterizou o dualismo psicofísico entre matéria (corpo ou coisa extensa - res extensa) e espírito (alma ou coisa pensante - res cogitans), reforçando a separação entre o mundo material e o espiritual (CARBINATTO; MOREIRA, 2006). Com isso, o corpo estaria sempre submetido aos comandos da mente num processo que liga a existência do sujeito à sua condição racional e não existencial. Historicamente, os processos escolares expõem uma forma de trabalhar com o corpo que denunciam tal divisão, sendo veladamente aceita a separação entre as disciplinas que trabalham com a mente (Matemática, História, Língua Portuguesa etc.) e a Educação Física que "mexe" com o corpo. Nessa forma de perceber o corpo, este é compreendido como "físico", e não no sentido da corporeidade. (...)”.
SILVA, Luiza Lana Gonçalves. REFLEXÕES SOBRE CORPOREIDADE NO CONTEXTO DA EDUCAÇÃO INTEGRAL.
A respeito do conceito de corporeidade, é correto afirmar que:

Analise o trecho a seguir:

“Quanto ao que concerne o mal moral, o problema parece mais difícil de ser resolvido. Se as ações dos homens não são sempre o que deveriam ser, sua vontade é a responsável. O homem escolhe livremente suas decisões e é por ser livre que é capaz de fazer mal. A questão é, portanto, saber como um Deus perfeito pôde doar-nos o livre-arbítrio, ou seja, uma vontade capaz de fazer o mal. Assim colocado, o problema volta a ser saber se e em que medida a vontade livre pode ser contada entre o número dos bens. A resposta para essa questão não poderia ser diferente da que concerne aos objetos corporais. No mundo dos corpos, há muitas coisas das quais podemos fazer mau uso; isso não é razão para dizer que elas são más e que Deus não deveria tê-las nos dado, pois, tomadas em si mesmas, elas são bens. Por que não haveria na alma bens do mesmo gênero, ou seja, dos quais poderíamos fazer mau uso e que, contudo, uma vez que são bens, não podem ter sido dados a nós senão pelo autor de todo bem? É uma grave diminuição para um corpo humano ser privado de suas mãos; as mãos são algo bom e útil; contudo, aquele que comete com elas ações criminosas ouvergonhosas usa-as mal” (Gilson, 2007).

Com base na leitura do trecho acima e no conhecimento do pensamento de Santo Agostinho, analise as seguintes assertivas:

I. O livre-arbítrio, embora seja um dom divino, não é um bem absoluto; ele é um bem intermediário, cujo valor depende do uso que o homem dele faz.

II. O mal moral, segundo Santo Agostinho, não deriva de Deus, mas do mau uso da vontade livre pelo próprio homem.

III. A vontade livre é boa por natureza e necessária para a vida virtuosa, mesmo sendo potencialmente perigosa, pois pode inclinar-se ao mal.

IV. A existência do mal comprova que Deus não poderia ser o autor do livre-arbítrio, já que um dom verdadeiramente divino não deveria permitir o mal.

V. Assim como os órgãos corporais, que podem ser mal utilizados, a vontade também pode ser pervertida, mas continua sendo um bem criado por Deus.

Quais estão corretas?

O homem vive em sociedade, convive com outros homens e, portanto, cabe-lhe pensar e responder à seguinte pergunta: "Como devo agir perante os outros?". Trata-se de uma pergunta fácil de ser formulada, mas difícil de ser respondida. Ora, esta é a questão central da Moral e da Ética. Assinale abaixo a afirmativa incorreta com relação a ética.

Na Filosofia Política, o conceito de liberdade é amplamente debatido e pode ser entendido de diferentes formas. Para esta questão, utilizaremos as definições de liberdade negativa, liberdade positiva e o princípio do dano, conforme descritos abaixo:

Liberdade negativa: refere-se à ausência de interferências externas no exercício da vontade e ações individuais, desde que tais ações não prejudiquem outras pessoas.

Liberdade positiva: relaciona-se à capacidade de autogoverno e à realização de propósitos racionais, considerando a presença de condições que possibilitem a autonomia plena.

Princípio do dano: a liberdade individual pode ser legitimamente limitada apenas quando as ações de alguém causam danos concretos e verificáveis a outras pessoas ou ao meio ambiente.

Com base nos conceitos apresentados, considere o seguinte cenário: Um grande parque urbano foi recentemente reaberto após reformas. As autoridades decidiram proibir a circulação de bicicletas e patinetes para proteger a natureza do local. Alguns cidadãos argumentam que essas restrições limitam sua liberdade individual, enquanto outros defendem que as medidas são necessárias para preservar o meio ambiente.
De acordo com as definições apresentadas e o cenário descrito, assinale a alternativa INCORRETA.
As especificidades que envolvem a razão, o pensamento e o intelecto humano sempre foram temas de primeira hora no campo da filosofia. Um autor, no entanto, abordou outros assuntos denunciando o aparecimento da sexualidade e o medo da degeneração ao abordar a conjuntura do século XIX. Esse autor foi

Observe as duas seguintes premissas:


• Todo juiz é professor

• Há jogadores que são juízes


O que se pode concluir necessariamente a partir das premissas é:

A filosofia, ao longo de sua história, dedicou-se profundamente à reflexão sobre o conceito de razão, questionando suas limitações, suas potencialidades e suas implicações tanto no campo do conhecimento quanto na esfera prática, abordando como os seres humanos constroem valores e normas que orientam suas ações e organizações sociais (SILVEIRA, 2011).

Com base nas teorias sobre filosofia e razão, escolha a alternativa correta.
Em uma discussão sobre a relação entre fé e razão, o professor de filosofia propõe aos alunos uma situação hipotética: um filósofo cristão do século IV argumenta que a fé é necessária para se alcançar a verdade divina, mas que a razão, por si só, não pode compreendê-la completamente. Séculos depois, outro filósofo cristão afirma que a razão pode ser uma ferramenta para entender os mistérios da fé e que ambas, fé e razão, não são excludentes, mas complementares. Com base nessa situação hipotética, qual das afirmativas relaciona corretamente esses pensamentos filosóficos com seus respectivos autores?
Conhecimento sensível e perpétua transformação ativa, quando não do próprio mundo, em todo caso do nosso olhar e do nosso pensamento. Este é todo o desafio de uma abordagem filosófica que recusa separar, de maneira cortante, o mundo sensível de um lado — considerado na tradição platônica, ainda bastante viva nos dias de hoje, como ilegítimo, marcado pela ilusão e pelo desconhecimento — e, do outro, o mundo inteligível. Eis porque, em toda simplicidade aristotélica, pude começar Images malgré tout com a proposição "Para saber é preciso imaginar".
DIDI-HUBERMAN, G. Cascas. Trad. Andre Telles. São Paulo: Editora 34, 2017. p. 96.

Sobre a relação entre estética e formação da sensibilidade cultural no processo educacional, pode-se afirmar que:
Suponha que você seja o motorneiro de um bonde desgovernado avançando sobre os trilhos a quase 100 quilômetros por hora. Adiante, você vê cinco operários em pé nos trilhos, com as ferramentas nas mãos. Você tenta parar, mas não consegue. Os freios não funcionam. Você se desespera porque sabe que, se atropelar esses cinco operários, todos eles morrerão. (Suponhamos que você tenha certeza disso.) De repente, você nota um desvio para a direita. Há um operário naqueles trilhos também, mas apenas um. Você percebe que pode desviar o bonde, matando esse único trabalhador e poupando os outros cinco. O que você deveria fazer?

SANDEL, Michael J. Justiça: o que é fazer a coisa certa?. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2015.

O excerto de Michael Sandel descreve o conhecido “dilema do bonde desgovernado”. Dilemas como esse apresentam como característica a
A epistemologia é o ramo da filosofia que se ocupa do estudo da natureza do conhecimento, da justificação e da racionalidade da crença e dos sistemas de crenças, em outras palavras, de toda a teoria do conhecimento.

Internet:http://www.infoescola.com/.

Tendo o texto acima como referência inicial e considerando as múltiplas implicações do tema por ele abordado, julgue o item subsequente.
A doutrina positivista apresenta também uma dimensão epistemológica fundada no empirismo.
Nascida no século XIX, por meio das ideias do filósofo dinamarquês Kierkegaard, esta vertente filosófica e literária conheceu seu apogeu na década de 1950, no pós‐guerra, com os trabalhos de Heidegger e Jean‐Paul Sartre.

Internet:http://www.infoescola.com/ (com adaptações).

Acerca do existencialismo sartreano, julgue o item.
A perspectiva existencialista sartreana de que a existência precede a essência fundamenta suas análises como sendo de caráter fenomenológico.
Uma das várias questões sobre as quais os filósofos se debruçaram, desde os primórdios da filosofia, diz respeito à vida feliz. Considerando as respostas dadas a essa questão pela tradição filosófica, julgue o item.

A “ataraxia”, ou “imperturbabilidade”, foi um conceito fundamental no tratamento da vida feliz em várias escolas filosóficas antigas, como no ceticismo, no epicurismo e no estoicismo.

A Moral pode assumir dois polos contraditórios: o caráter social e o individual. A partir dessa afirmação, julgue o item a seguir.


Política e ética são campos independentes: a primeira cuida da justiça social e a segunda dos interesses pessoais.

O pesquisador pode utilizar vários tipos de métodos de raciocínios ao formular uma hipótese. Sobre esses raciocínios, marque a alternativa INCORRETA:

“Por conseguinte, as ações são chamadas de justas e temperantes quando são tais como as que praticaria o homem justo ou temperante; mas não é temperante o homem que as pratica, e sim o que as pratica tal como o fazem os justos e temperantes.”
Em sua obra Ética à Nicômaco, o estagira se questiona acerca da natureza das virtudes humanas, e conclui que:
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