Questões de Concursos

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Sobre a História da Educação de Surdos no Brasil, analise os itens a seguir:


I. No Brasil, a história da educação de surdos iniciou-se com a criação do Instituto de Surdos-Mudos, hoje atual Instituto Nacional de Educação de surdos - INES, fundado em 26 de setembro de 1857, pelo professor surdo francês E. Huet, que veio ao Brasil a convite do Imperador D. Pedro II para trabalhar na educação de surdos.


II. No início, os surdos eram educados por linguagem escrita articulada e falada, datilologia e sinais. O curso tinha a duração de seis anos e era oferecido a alunos dos dois sexos, na idade de sete a dezesseis anos. A disciplina "Leitura sobre os Lábios" estaria voltada apenas para os que apresentassem aptidões a desenvolver a linguagem oral. Havia uma seleção e, consequentemente, trabalho diferenciado para os que não tivessem condições de ser oralizados.


III. A escola inclusiva surgiu com a finalidade de mostrar um novo caminho para a educação do surdo, pois a metodologia é um caminho que atende de forma satisfatória as especificidades do surdo, considerando todos os aspectos culturais deste sujeito.


IV. A história da inclusão remonta à Idade Média, época em que ocorriam muitas matanças e perseguições às pessoas que nasciam com alguma deficiência. Portanto, a trajetória das pessoas com necessidades educativas especiais, ou seja, pessoas com deficiência, é marcada pela exclusão, pois elas não eram consideradas pertencentes à sociedade, sendo, a maioria, abandonadas, escondidas ou mortas.


V. O primeiro passo para romper barreiras no processo de identidade dos alunos surdos foi desencadeado através da valorização da primeira língua dos surdos, que é a LIBRAS, da construção das regras de convivência no ambiente escolar e da convivência de todos os alunos, dos diferentes ciclos, em todos os espaços da escola.


Estão CORRETOS:
Assinale a alternativa com o que não é pertinente afirmar sobre a aquisição da Libras por crianças surdas.
Assinale o que é correto afirmar sobre a educação bilíngue.
Paden, em Felipe (2007), conceitua: “uma Comunidade Surda é um grupo de pessoas que mora em uma localização particular, compartilha as metas comuns de seus membros e, de vários modos, trabalha para alcançar estas metas.” Portanto, em uma Comunidade Surda pode haver também ouvintes e surdos que não são culturalmente surdos. Já “a Cultura da pessoa Surda é mais fechada do que a Comunidade Surda. Membros de uma Cultura Surda se comportam como as pessoas Surdas, usam a língua das pessoas Surdas e compartilham das crenças das pessoas Surdas entre si e com outras pessoas que não são surdas.” De acordo com a autora, ser uma pessoa surda não equivale a dizer que esta faça parte de uma Cultura e de uma Comunidade Surda.

Assinale a alternativa que corrobora a ideia da autora.
Com relação ao ensino da modalidade escrita da Língua Portuguesa como segunda língua para pessoas surdas, o Decreto nº 5.626/2005 estabelece que este deve ser incluído como disciplina curricular nos cursos de formação de professores para a educação infantil e para os anos iniciais do ensino fundamental, de nível médio e superior, bem como
Sobre o aprendizado de língua de sinais, Santiago (2013) afirma que, na perspectiva enunciativo-discursiva, há sinais que assumem vários significados, apesar de apresentarem uma única forma. Diante disto, assinale a alternativa incorreta.
Considerando a diversidade de metodologias na Educação de Surdos, há um destaque para o papel da interpretação e tradução na construção de uma comunicação inclusiva. Nesse contexto, como as identidades surdas podem influenciar as escolhas de interpretação e tradução?

Marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.

( ) A profissão “tradutor-intérprete de língua de sinais” foi inserida na Classificação Brasileira de Ocupações e descrita como atividade concernente à tradução e interpretação oral e/ou em línguas de sinais – de um idioma para outro – considerando tanto variáveis culturais quanto aspectos terminológicos e estilísticos de cada língua.

( ) Há registros documentais de que alguns professores do Instituto Nacional de Surdos-Mudos atuavam como intérpretes em cerimônias ou eventos específicos, nos quais a intermediação da comunicação entre surdos e ouvintes era requisitada.

( ) Os repetidores de classe eram, em geral, incumbidos de repetir individualmente, para um aluno surdo, o conteúdo de forma oral e/ou escrita, auxiliá-lo nos estudos e no preparo das lições e, ainda, assumir responsabilidades ligadas ao cuidado e ao disciplinamento daqueles alunos com os quais atuavam.

( ) Em 1988, ocorreu o primeiro Encontro Nacional de Intérpretes de Língua de Sinais, oportunidade em que se deu a votação e aprovação do já mencionado Código de Ética dos Tradutores e Intérpretes de Língua de Sinais no Brasil, documento que hoje integra o regimento interno do Departamento Nacional de Intérpretes da FENEIS e do INES.

( ) O Ministério da Educação lançou, em 2006, o Exame Nacional para Certificação de Proficiência no Ensino da Língua Brasileira de Sinais e para Certificação de Proficiência na Tradução e Interpretação da Libras/Língua Portuguesa – PROLIBRAS, que, segundo edital, de 2006 a 2010, concedia dois tipos de certificação – uma em nível médio e outra em nível superior.

( ) Destacam-se, na evolução da trajetória da profissão de tradutor/intérprete, em 2014, durante um curso de capacitação para guia-interpretação, realizado pela Associação Educacional para Pessoas com Múltiplas Deficiências Sensoriais – AHIMSA, na cidade de São Paulo, traduções da Libras para a língua de sinais tátil (modalidade destinada a pessoas surdo- -cegas), feitas por um surdo.

A sequência está correta em

Almeida et al. (2015) consideram que a libras é a língua passível de aquisição dos conteúdos ministrados na escola e que, por utilizar o canal visogestual, é a única modalidade de linguagem plenamente acessível ao surdo.
De acordo com elas,
O seguinte texto foi criado por um aluno surdo de uma escola oralista: “Eu quero muito aprende para com professora da Maria. Eu conversa muito. Maria é legal. Eu não aprendeu de Andreia. Eu gosto mais brincar de você. Eu sou triste porque Amanhã embora está Maria. Eu sou muito chora, chora... Eu ir muito sempre um gool de Cruzeiro. Um abraço, um beijo.”
De acordo com Bernardino (2000), o aluno demonstra gostar da professora que usa língua de sinais nas aulas e que, às vezes, é convidada a traduzir a fala oral para língua de sinais em alguns eventos festivos.
A autora afirma que
Os dicionários e glossários digitais de Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) oferecem uma ampla gama de benefícios que facilitam o acesso à língua e promovem a compreensão e o uso adequado dos sinais. Sobre esses recursos digitais, assinale a alternativa CORRETA.
As abordagens educacionais no contexto da educação dos surdos apresentam diferentes acepções.
Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras ( V ) e as falsas ( F ) em relação ao assunto.

( ) A comunicação total é a mistura de todos os meios interacionais e comunicativos.
( ) O bimodalismo é a abordagem atual defendida pela comunidade surda.
( ) A história da educação para surdos sempre priorizou o uso da língua de sinais e o bilinguismo.
( ) O reconhecimento da língua de sinais, em termos linguísticos, ocorre na década de 60.
( ) A pedagogia visual na educação de surdos enaltece o treino e leitura labial.

Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
No ambiente educacional, ensinar sobre a história da comunidade surda é fundamental para promover um entendimento profundo de sua identidade e suas lutas. Essa abordagem ajuda a construir um respeito mútuo e reconhecimento.
Por que é importante ensinar sobre a história da comunidade surda no ambiente educacional?
As primeiras formações de intérpretes de Língua de Sinais começam a ocorrer, no Brasil, nos fins dos anos 1990. Nesse período ocorreram:
Quanto ao exercício da profissão de tradutor, intérprete e guia-intérprete da Língua Brasileira de Sinais (Lei Nº 14.704, de 2023) é INCORRETO afirmar:
O Decreto 5.626, publicado em 2005, considerava três perfis profissionais de Libras, sendo eles:

1. Formação em Pedagogia ou Normal Superior, ou Normal Médio, em todos os casos caracteristicamente tendo a Libras como língua de instrução;
2. Curso de graduação de licenciatura plena em Letras: Libras ou em Letras: Libras/Língua Portuguesa como segunda língua – para atuação nos anos finais do Ensino Fundamental, Ensino Médio e Superior;
3. Normal Médio para a Educação Infantil e anos iniciais do Ensino Fundamental. O mesmo decreto considerava ainda a então formação de instrutores de Libras em nível Médio, a qual se daria à época por:
“O código de ética é um instrumento que orienta o profissional intérprete na sua atuação. A sua existência justifica-se a partir do tipo de relação que o intérprete estabelece com as partes envolvidas na interação. (...) Assim, ética deve estar na essência desse profissional” (Quadros, 2004, p.31). Com base nos estudos de Quadros (2004), como e quando foi descrito o código de ética, que é parte integrante do regimento interno do departamento regional de intérpretes (FENEIS)?
Ao analisar a questão da inclusão dos deficientes na perspectiva da “Sociedade Inclusiva”, Felipe (2006) identifica oito imperativos a partir dos quais a sociedade se organizaria para se adaptar às necessidades específicas desse grupo. NÃO corresponde às bases dessa organização:
Que evento foi realizado em 1992, organizado pela FENEIS, que promoveu o intercâmbio entre as diferentes experiências dos intérpretes no País, discussões e votação do regimento interno do Departamento Nacional de Intérpretes, fundado mediante a aprovação do mesmo?
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