O prefeito do Município “X” determinou a instauração de
Comissão Processante para apurar denúncia de ato de
improbidade envolvendo o Diretor de uma Escola Municipal. Pelo que dispõe a Lei de Improbidade Administrativa
diante dos indícios de improbidade, a Comissão deverá dar
ciência do processo administrativo disciplinar ao:
Julgue os itens a seguir a respeito da administração pública.
A conduta do administrador público, em desrespeito ao princípio da moralidade administrativa, enquadra-se nos denominados atos de improbidade administrativa.
Jonas, servidor da Secretaria Municipal de Planejamento do
Município Gama, foi citado em ação de improbidade
administrativa ajuizada pelo Ministério Público do Estado Delta
em seu desfavor e da sociedade Compramos Bem Ltda.
Em sua petição inicial, na qual houve requerimento de
indisponibilidade de bens suficientes para assegurar o
ressarcimento ao erário e do acréscimo patrimonial tido como
indevido, o Parquet imputou a Jonas a prática de ato de
improbidade administrativa que importou enriquecimento ilícito,
consistente em perceber vantagem econômica para facilitar a
alienação de bem imóvel de propriedade do Município Gama à
Compramos Bem Ltda. em valor inferior ao praticado pelo
mercado.
Ao efetuar o juízo de admissibilidade da petição inicial, sem a
oitiva de Jonas, o juiz do feito decretou a indisponibilidade de
R$ 200.000,00, depositados em conta-poupança conjunta
mantida por Jonas e Sandra, sua esposa.
Em sede de contestação, Jonas requereu o cancelamento da
ordem de indisponibilidade, sustentando que os recursos são
utilizados para sua subsistência, bem como pugnou pela
produção de prova documental suplementar e testemunhal.
O juiz da causa, por entender que não havia a necessidade de
produção de outras provas, julgou improcedente o pedido, bem
como determinou o cancelamento da ordem de indisponibilidade
de bens.
Inconformado, o Ministério Público interpôs recurso de apelação,
o qual foi conhecido e provido para condenar Jonas. Segundo
entendeu o Tribunal, embora não tenha sido comprovado o
recebimento de vantagem ilícita pelo servidor, restou verificado
que o imóvel foi alienado por valor inferior ao de mercado,
condenando-o pela prática de ato de improbidade que causa
dano ao erário, com ressarcimento do dano patrimonial ao
Município, multa civil e suspensão dos direitos políticos pelo
prazo de cinco anos.
Inconformado, Jonas interpôs recurso especial em face do
acórdão condenatório proferido pelo Tribunal de Justiça.
A Lei nº 14.230/2021, que alterou sensivelmente a Lei nº 8.429/1992 – Lei da Improbidade Administrativa (LIA), dispõe sobre
as sanções aplicáveis em virtude da prática de atos de improbidade administrativa, além de conceituar e definí-los. A respeito
das inovações legislativas preceituadas na Lei nº 14.230/2021, é correto afirmar que:
Após a realização de concurso público, Rafaela foi admitida em
certa empresa pública federal e no exercício da respectiva função
administrativa, em decorrência de uma conduta negligente, ou
seja, com culpa, inseriu dados equivocados no respectivo sistema,
ensejando, assim, danos a determinado cidadão, sem que tenha se
verificado lesão ao erário.
Em razão disso, Rafaela está muito preocupada com a
possibilidade de ser responsabilizada por ato de improbidade
administrativa, à luz do disposto na Lei nº 8.429/92, com a redação
conferida pela Lei 14.230/2021, aspecto em relação ao qual é
correto afirmar que a conduta descrita
João, agente público, agindo com dolo e com o fim de obter
proveito indevido para si, revelou a terceiro, antes da respectiva
divulgação oficial, teor de medida política capaz de afetar o preço
de determinada mercadoria, dando azo à lesividade relevante ao
bem jurídico tutelado pela norma legal.
Nesse cenário, considerando as disposições da Lei nº 8.429/1992,
é correto afirmar que João incorreu em ato de improbidade
administrativa, estando sujeito, em caso de condenação, além do
ressarcimento integral do dano patrimonial, se efetivo, às sanções
de
Em se tratando da requisição de indisponibilidade de bens do réu nas ações de improbidade administrativa, à luz do que
dispõe a Lei 8.429/92, assinale a alternativa correta.
Com fundamento na Lei de Improbidade Administrativa (Lei n.º 8.429/1992), julgue o item subsequente.
Aquele que, não sendo agente público, concorrer
dolosamente para a prática de ato de improbidade não estará
sujeito às disposições da Lei de Improbidade Administrativa
e deverá responder por seus atos de acordo com a legislação
penal comum.
A respeito da improbidade administrativa e do processo administrativo, julgue o próximo item.
É condição para a posse e para o exercício de agente público
a apresentação, ao serviço de pessoal competente, de
declaração de imposto de renda e proventos de qualquer
natureza, que tenha sido apresentada à Secretaria Especial da
Receita Federal do Brasil.
Em outubro de 2024, Maria, servidora pública, agindo com dolo,
liberou verba pública sem a estrita observância das normas
pertinentes, ensejando, efetiva e comprovadamente, perda
patrimonial em detrimento do Estado do Rio Grande do Sul.
Registre-se que não se trata de ato de menor ofensa aos bens
jurídicos tutelados pela Lei de Improbidade Administrativa.
De acordo com a narrativa e considerando as disposições da
Lei nº 8.429/1992, avalie as afirmativas a seguir.
I. Em caso de condenação pela prática de ato doloso de
improbidade administrativa, Maria estará sujeita, em tese, às
sanções de perda dos bens ou valores acrescidos ilicitamente
ao patrimônio, perda da função pública, suspensão dos
direitos políticos até 14 anos, pagamento de multa civil
equivalente ao valor do acréscimo patrimonial e proibição de
contratar com o poder público ou de receber benefícios ou
incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente,
ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja
sócia majoritária, pelo prazo não superior a 14 anos.
II. Em caso de condenação pela prática de ato doloso de
improbidade administrativa, a pena de multa, aplicável à
acusada Maria, pode ser aumentada até o triplo, se o juiz
considerar que, em virtude da situação econômica da ré, o
valor calculado é ineficaz para a reprovação e a prevenção do
ato de improbidade.
III. Em caso de condenação pela prática de ato doloso
de improbidade administrativa, as sanções previstas na
Lei nº 8.429/1992 somente poderão ser executadas após o
trânsito em julgado da sentença condenatória.
Ignácio, rico empresário de Florianópolis, procura Flavinho,
estagiário contratado temporariamente pelo Tribunal de Justiça
de Santa Catarina, para lhe propor um negócio escuso. Segundo
essa proposta, Ignácio contrataria os serviços de consultoria do
estagiário para que este acompanhasse, nos sistemas do tribunal,
eventuais mandados de penhora expedidos contra ele ou contra
uma de suas empresas, avisando-lhe com antecedência. Flavinho
aceita prestar essa consultoria e convida sua namorada, a
servidora exclusivamente comissionada do mesmo tribunal,
Gerusa, que também aceita a proposta.
Nesse caso, à luz da Lei de Improbidade Administrativa, podem
ser considerados agentes públicos;
A Lei Federal nº 8.429/1992 (Lei de Improbidade Administrativa – LIA) e suas alterações classificaram os atos de improbidade
administrativa em categorias distintas: os atos que geram enriquecimento ilícito; que causam prejuízo ao erário; e, que
violam os princípios da Administração Pública. Na LIA, considera-se ato que gera enriquecimento ilícito quando o agente
O Ministério Público ingressou com ação de improbidade
administrativa em face de Lucas, agente público, imputando-lhe a
prática, em outubro de 2024, de ato doloso de improbidade
administrativa. Após constatar que a petição inicial estava em
devida forma, o Juiz mandou autuá-la, ordenando, na sequência, a
citação do requerido.
Nesse contexto, ao tomar ciência sobre a existência da demanda,
Lucas consultou seu advogado, indagando-lhe, especificamente,
sobre a possibilidade de solução consensual para o caso
apresentado.
De acordo com a narrativa e considerando as disposições da Lei nº
8.429/1992, avalie as afirmativas a seguir.
I. Em qualquer caso, a celebração do acordo de não persecução
civil considerará a personalidade do agente, a natureza, as
circunstâncias, a gravidade e a repercussão social do ato de
improbidade, bem como as vantagens, para o interesse
público, da rápida solução do caso.
II. Em caso de descumprimento do acordo de não persecução
civil, o demandado ficará impedido de celebrar novo acordo
pelo prazo de três anos, contado da decisão judicial que
rescindir o acordo originário.
III. Havendo a possibilidade de solução consensual, poderão as
partes requerer ao juiz a suspensão do prazo para a
contestação, por prazo não superior a sessenta dias.
Instaurado processo administrativo disciplinar para a prática de atos de improbidade administrativa, conforme determina a Lei n. 8429/92 deve a Comissão Processante dar conhecimento
Os atos de improbidade violam a probidade na organização do Estado e no exercício de suas funções e a integridade do patrimônio público e social dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, bem como da administração
direta e indireta, no âmbito da União, dos Estados, dos
Municípios e do Distrito Federal. Nos termos da Lei
n° 8.429/92, que dispõe sobre as sanções aplicáveis em
virtude da prática de atos de improbidade administrativa,
constitui ato de improbidade administrativa importando
em enriquecimento ilícito auferir, mediante a prática de
ato doloso, qualquer tipo de vantagem patrimonial indevida em razão do exercício de cargo, de mandato, de função, de emprego ou de atividade, notadamente:
Com base na Constituição Federal de 1988 e na Lei n.º 8.429/1992,
julgue o item a seguir, relativo ao exercício da cidadania e à ética
no setor público. Aquele que, mesmo não sendo agente público, induza ou
concorra dolosamente para a prática de ato de improbidade
administrativa submete-se, no que couber, às disposições
legais sobre as sanções aplicáveis em decorrência de tais
condutas.