Uma emissora de rádio cometeu uma infração ao Estatuto
da Criança e do Adolescente ao divulgar notícia sobre uma
determinada criança, tendo a transmissão radiofônica atingido
várias cidades da região. Nesse sentido, considerando
o que dispõe o Estatuto da Criança e do Adolescente sobre a
matéria, a competência judicial para aplicação da penalidade
cabível será do local
Questões de Concursos
filtre e encontre questões para seus estudos.
Um borracheiro precisa encher uma bola esférica. Sabendo-se que o raio da esfera é equivalentes a 0,1 metro, assinale a alternativa que representa CORRETAMENTE o volume total desta esfera:
Ao arrumar seu guarda-roupas, Daniel percebeu que a razão
entre o número de bermudas e o número de camisetas era,
nessa ordem, 4/7. Após a arrumação, Daniel retirou 3 camisetas
para doação, o que fez com que a razão entre o número
de bermudas e o número de camisetas ficasse 5/8. O número
inicial de camisetas que havia no guarda-roupas era
As condutas descritas, hipoteticamente, como crime e contravenção
penal são consideradas pelo Estatuto da Criança e
do Adolescente como
AUTOMEDICAÇÃO TRAZ SÉRIOS RISCOS À SAÚDE
O uso indiscriminado de medicamentos é motivo de preocupação para as autoridades de vários países. De
acordo com dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), o percentual de internações hospitalares provocadas por reações adversas a medicamentos ultrapassa 10%. Para alertar a população sobre os riscos da automedicação, a Política de Medicamentos do Ministério da Saúde procura conscientizar os brasileiros sobre a utilização racional desses produtos. Até o fim do ano, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), ligada ao Ministério, pretende lançar uma série de filmes tratando sobre o assunto.
Com a sobra de medicamentos, muitas pessoas acabam intoxicadas pela ingestão de um produto vencido ou
inadequado. As crianças têm o maior risco potencial de intoxicação por uso indiscriminado de medicamentos. Os
menores podem confundir comprimidos com balinhas e xaropes com sucos, por exemplo.
O consumo indiscriminado de medicamentos oferece outros perigos, pois, em geral, são capazes de provocar
efeitos colaterais. Quando o paciente recebe atendimento médico ou assistência farmacêutica, é informado sobre os riscos, explica Dirceu Raposo de Mello. As interações medicamentosas são outro perigo para o organismo. Um
remédio pode anular o outro ou potencializar um efeito colateral.
Disponível em: www.saudefazbem.com.br
O uso indiscriminado de medicamentos é motivo de preocupação para as autoridades de vários países. De
acordo com dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), o percentual de internações hospitalares provocadas por reações adversas a medicamentos ultrapassa 10%. Para alertar a população sobre os riscos da automedicação, a Política de Medicamentos do Ministério da Saúde procura conscientizar os brasileiros sobre a utilização racional desses produtos. Até o fim do ano, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), ligada ao Ministério, pretende lançar uma série de filmes tratando sobre o assunto.
Com a sobra de medicamentos, muitas pessoas acabam intoxicadas pela ingestão de um produto vencido ou
inadequado. As crianças têm o maior risco potencial de intoxicação por uso indiscriminado de medicamentos. Os
menores podem confundir comprimidos com balinhas e xaropes com sucos, por exemplo.
O consumo indiscriminado de medicamentos oferece outros perigos, pois, em geral, são capazes de provocar
efeitos colaterais. Quando o paciente recebe atendimento médico ou assistência farmacêutica, é informado sobre os riscos, explica Dirceu Raposo de Mello. As interações medicamentosas são outro perigo para o organismo. Um
remédio pode anular o outro ou potencializar um efeito colateral.
Disponível em: www.saudefazbem.com.br
Sobre os perigos decorrentes do uso indiscriminado de medicamentos, assinale a alternativa CORRETA.
O artigo 121 do Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA - dispõe sobre a internação, que constitui medida privativa de liberdade, sujeita aos princípios da brevidade, excepcionalidade e respeito à condição de pessoa em desenvolvimento. De acordo com esse artigo, em nenhuma hipótese, o período máximo de internação excederá a
Em relação às medidas sócioeducativas, assinale a alternativa que apresenta afirmação correta:
Uma pessoa comprou um frasco de adoçante líquido para utilizar
exclusivamente no café, colocando sempre 5 gotas em
cada cafezinho que bebe. Se essa pessoa utilizasse 3 gotas
em cada cafezinho, com o mesmo frasco de adoçante, poderia
adoçar 20 cafezinhos a mais. O número de cafezinhos,
com 3 gotas de adoçante em cada um, que poderiam ser
tomados seria
Em uma lanchonete, um pão de queijo mais um café custam
R$ 5,00. Se a pessoa consumir 2 pães de queijo, 1 suco e um
café, pagará R$ 11,00. Sabendo que um pão de queijo custa
a metade do valor de um suco, então o valor de um pão de
queijo mais um suco e um café é
Orfeu, aos 16 anos de idade, praticou conduta para a qual
lhe foi aplicada a medida socioeducativa de internação.
Nessa hipótese, o Estatuto da Criança e do Adolescente
estabelece que Orfeu ficará sujeito a um período máximo
de internação de
As normativas que fundamentam a política de atendimento aos direitos da criança e do adolescente autor de ato infracional incluem
I a Convenção Internacional sobre os Direitos da Criança.
II as regras mínimas das Nações Unidas para Administração da Justiça Juvenil.
III as regras mínimas das Nações Unidas para a Proteção dos Jovens Privados de Liberdade.
IV as regras mínimas da Tradição, Família e Propriedade (TFP).
A quantidade de itens de certos é igual a
I a Convenção Internacional sobre os Direitos da Criança.
II as regras mínimas das Nações Unidas para Administração da Justiça Juvenil.
III as regras mínimas das Nações Unidas para a Proteção dos Jovens Privados de Liberdade.
IV as regras mínimas da Tradição, Família e Propriedade (TFP).
A quantidade de itens de certos é igual a
Assinale, a seguir, a alternativa que complementa CORRETAMENTE o seguinte enunciado: Ao cuidar das regras gerais de adoção, o Estatuto da Criança e do Adolescente, no artigo 41, atribui a condição de filho ao adotado, com os mesmos direitos e deveres, inclusive sucessórios, desligando-o de qualquer vínculo com os pais biológicos e parentes,salvo no caso de
Assinale a alternativa INCORRETA sobre os Direitos Sociais previstos na Constituição.
CONSIDERE O DECRETO 2.479/1979 – ESTATUTO DOS FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS CIVIS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO.
Segundo o artigo 145, se um funcionário cumprir afastamento
em razão de suspensão preventiva, durante esse
período deixará de receber:
Conforme estabelece, expressamente, o Estatuto da Criança
e do Adolescente, no tocante ao Direito à Vida e à Saúde,
os casos de suspeita ou confirmação de maus-tratos contra
criança ou adolescente serão, sem prejuízo de outras providências
legais, obrigatoriamente comunicados à (ao)
A BUSCA DA IDENTIDADE NA ADOLESCÊNCIA
É na puberdade que o jovem reconstrói seu universo interno e cria relações com o mundo externo. Entenda os processos que marcam a fase.
(1§) A transformação tem início por volta dos 11 anos. Meninos e meninas passam a contestar o que os adultos dizem. Ora falam demais, ora ficam calados. Surgem os namoricos, as implicâncias com outros adolescentes e a vontade de conhecer intensamente o mundo. Os comportamentos variam tanto que professores e pais se sentem perdidos: afinal de contas, por que os adolescentes são tão instáveis?
(2§) A inconstância, nesse caso, é sinônimo de ajuste. É a maneira que os jovens encontram para tentar se adaptar ao fato de não serem mais crianças - nem adultos. Diante de um corpo em mutação, precisam construir uma nova identidade e afirmar seu lugar no mundo. Por trás de manifestações tão distintas quanto rebeldia ou isolamento, há inúmeros processos psicológicos para organizar um turbilhão de sensações e sentimentos. A adolescência é como um renascimento,marcado, dessa vez, pela revisão de tudo o que foi vivido na infância.
(3§) Para a pediatra e psicanalista francesa Françoise Dolto, autora de clássicos sobre a psicologia de crianças e adolescentes, os seres humanos têm dois tipos de imagem em relação ao próprio corpo: a real, que se refere às características físicas, e a simbólica, que seria um somatório de desejos, emoções, imaginário e sentido íntimo que damos às experiências corporais.Na adolescência, essas duas percepções são abaladas. A puberdade (conjunto das transformações ligadas à maturação sexual) faz com que a imagem real se modifique - a descarga de hormônios desenvolve características sexuais primárias (aumento dos testículos e ovários) e secundárias (amadurecimento dos seios, modificações na cintura e na pélvis, crescimento dos pelos, mudanças na voz etc.). É comum que aflorem sentimentos contraditórios: ao mesmo tempo em que deseja se parecer com um homem ou uma mulher, o adolescente tende a rejeitar as mudanças por medo do desconhecido. Essas mudanças do corpo acabam refletindo em mudanças sociais. Isso, para o jovem, é assustador.
(4§) Isso ocorre porque a imagem simbólica que ele tem do corpo ainda é carregada de referências infantis que entram em contradição com os desejos e a potência sexual recém-descoberta. É como se o psiquismo do jovem tivesse dificuldade para acompanhar tantas novidades. Por causa disso, podem surgir dificuldades de higiene, como a de jovens que não tomam banho porque gostam de sentir o cheiro do próprio suor (que se transformou com a ação da testosterona) e a de outros que veem numa parte do corpo a raiz de todos os seus problemas (seios que não crescem, pés muito grandes, nariz torto etc.). São encanações típicas da idade e que precisam ser acolhidas. "O jovem deve ficar à vontade para tirar dúvidas e conversar sobre o que ocorre com seu corpo sem que sinta medo de ser diminuído ou ridicularizado. Além disso, ele necessita de privacidade e, se não quiser falar, deve ser respeitado", afirma Lidia Aratangy, psicóloga e autora de livros sobre o tema. Apenas quando perduram as sensações de estranhamento com as mudanças fisiológicas um encaminhamento médico é necessário.
(http://goo.gl/vLF5z. Acesso: 10/10/2012. Adaptado.)
É na puberdade que o jovem reconstrói seu universo interno e cria relações com o mundo externo. Entenda os processos que marcam a fase.
(1§) A transformação tem início por volta dos 11 anos. Meninos e meninas passam a contestar o que os adultos dizem. Ora falam demais, ora ficam calados. Surgem os namoricos, as implicâncias com outros adolescentes e a vontade de conhecer intensamente o mundo. Os comportamentos variam tanto que professores e pais se sentem perdidos: afinal de contas, por que os adolescentes são tão instáveis?
(2§) A inconstância, nesse caso, é sinônimo de ajuste. É a maneira que os jovens encontram para tentar se adaptar ao fato de não serem mais crianças - nem adultos. Diante de um corpo em mutação, precisam construir uma nova identidade e afirmar seu lugar no mundo. Por trás de manifestações tão distintas quanto rebeldia ou isolamento, há inúmeros processos psicológicos para organizar um turbilhão de sensações e sentimentos. A adolescência é como um renascimento,marcado, dessa vez, pela revisão de tudo o que foi vivido na infância.
(3§) Para a pediatra e psicanalista francesa Françoise Dolto, autora de clássicos sobre a psicologia de crianças e adolescentes, os seres humanos têm dois tipos de imagem em relação ao próprio corpo: a real, que se refere às características físicas, e a simbólica, que seria um somatório de desejos, emoções, imaginário e sentido íntimo que damos às experiências corporais.Na adolescência, essas duas percepções são abaladas. A puberdade (conjunto das transformações ligadas à maturação sexual) faz com que a imagem real se modifique - a descarga de hormônios desenvolve características sexuais primárias (aumento dos testículos e ovários) e secundárias (amadurecimento dos seios, modificações na cintura e na pélvis, crescimento dos pelos, mudanças na voz etc.). É comum que aflorem sentimentos contraditórios: ao mesmo tempo em que deseja se parecer com um homem ou uma mulher, o adolescente tende a rejeitar as mudanças por medo do desconhecido. Essas mudanças do corpo acabam refletindo em mudanças sociais. Isso, para o jovem, é assustador.
(4§) Isso ocorre porque a imagem simbólica que ele tem do corpo ainda é carregada de referências infantis que entram em contradição com os desejos e a potência sexual recém-descoberta. É como se o psiquismo do jovem tivesse dificuldade para acompanhar tantas novidades. Por causa disso, podem surgir dificuldades de higiene, como a de jovens que não tomam banho porque gostam de sentir o cheiro do próprio suor (que se transformou com a ação da testosterona) e a de outros que veem numa parte do corpo a raiz de todos os seus problemas (seios que não crescem, pés muito grandes, nariz torto etc.). São encanações típicas da idade e que precisam ser acolhidas. "O jovem deve ficar à vontade para tirar dúvidas e conversar sobre o que ocorre com seu corpo sem que sinta medo de ser diminuído ou ridicularizado. Além disso, ele necessita de privacidade e, se não quiser falar, deve ser respeitado", afirma Lidia Aratangy, psicóloga e autora de livros sobre o tema. Apenas quando perduram as sensações de estranhamento com as mudanças fisiológicas um encaminhamento médico é necessário.
(http://goo.gl/vLF5z. Acesso: 10/10/2012. Adaptado.)
Releia o segundo parágrafo do texto:
“A inconstância, nesse caso, é sinônimo de ajuste. É a maneira que os jovens encontram para tentar se adaptar ao fato de não serem mais crianças - nem adultos. Diante de um corpo em mutação, precisam construir uma nova identidade e afirmar seu lugar no mundo. Por trás de manifestações tão distintas quanto rebeldia ou isolamento, há inúmeros processos psicológicos para organizar um turbilhão de sensações e sentimentos. A adolescência é como um renascimento,marcado, dessa vez, pela revisão de tudo o que foi vivido na infância.”
Sobre esse parágrafo foram feitos alguns comentários. Analise-os atentamente:
I – A “inconstância”, citada no início do parágrafo, refere-se ao comportamento instável dos adolescentes.
II – Infere-se, no parágrafo, que os adolescentes precisam construir uma nova identidade porque estão diante de um corpo em transformação.
III – O parágrafo sugere que o comportamento dos adolescentes é frequentemente confundido com rebeldia ou isolamento.
IV – A infância, de acordo com esse parágrafo, influencia pouco no comportamento do jovem adolescente. Os comentários que estão de acordo com o parágrafo são:
“A inconstância, nesse caso, é sinônimo de ajuste. É a maneira que os jovens encontram para tentar se adaptar ao fato de não serem mais crianças - nem adultos. Diante de um corpo em mutação, precisam construir uma nova identidade e afirmar seu lugar no mundo. Por trás de manifestações tão distintas quanto rebeldia ou isolamento, há inúmeros processos psicológicos para organizar um turbilhão de sensações e sentimentos. A adolescência é como um renascimento,marcado, dessa vez, pela revisão de tudo o que foi vivido na infância.”
Sobre esse parágrafo foram feitos alguns comentários. Analise-os atentamente:
I – A “inconstância”, citada no início do parágrafo, refere-se ao comportamento instável dos adolescentes.
II – Infere-se, no parágrafo, que os adolescentes precisam construir uma nova identidade porque estão diante de um corpo em transformação.
III – O parágrafo sugere que o comportamento dos adolescentes é frequentemente confundido com rebeldia ou isolamento.
IV – A infância, de acordo com esse parágrafo, influencia pouco no comportamento do jovem adolescente. Os comentários que estão de acordo com o parágrafo são:
As notas de Jonas, nas três avaliações de matemática que fez
no bimestre, foram: 8,0, 5,5 e 6,5. O professor decidiu fazer
uma quarta avaliação e avisou aos alunos que escolheria as
três notas mais altas para calcular a média aritmética. Para
que Jonas feche o bimestre com média 8,0, exatamente, a
nota de sua quarta avaliação deverá ser
PARA ISSO HAVIA VINDO DO CEARÁ
Bem-Te-Vi morreu há quase dois anos, mas, no momento mesmo em que foi morto, nem bem o
carregavam como um fardo, já ia rumo ao esquecimento. Reis são mortos e postos a toda hora na Rocinha.
Naquele dia, ia vistoriar seus postos de comércio cercado por 12 seguranças, sua guarda pretoriana, mas não
sabia que, no caminho, policiais com 4 mil munições estocadas numa quitinete esperavam por ele. Ninguém
os havia visto entrar sorrateiros na cidadela, atravessando as vielas. L.5
Para isso havia vindo do Ceará. Para parar diante da quitinete às duas e tantas da madrugada
daquele exato sábado, com seu cabelo pintado de vermelho, sua pistola Glock, seus 28 anos e a certeza de
ter vencido na vida.
Quem lhe pôs o apelido de Bem-Te-Vi não pensou no alçapão. E o apelido deve ter sido posto antes
dele virar bandido, porque bandido não tem apelido, tem codinome, e não ficaria bem a um bandido ser L.10
chamado como passarinho. Pelo menos não ao bandido que se sabia o mais procurado pela polícia, e que
com seu celular se fotografou sorrindo, de peito nu, empunhando uma Uzi dourada. Àquele melhor caberia
chamar-se Gavião.
Erismar, como havia sido batizado no começo de tudo, quando ainda não era possível – ou era? –
prever sua trajetória, chegou no Rio aos 11 anos e aos 14 entrou para o tráfico. Os jovens que estão transformando L.15
as periferias de Paris em campo de batalha, incendiando carros e destruindo escolas, devem ter
aproximadamente a mesma idade. Sim, é claro, os jovens franceses que a França abriga tão a contragosto,
vindos das antigas colônias ou filhos de emigrantes, estão defendendo a sua cidadania, o seu direito à
igualdade. Os jovens sempre descarregam em guerras o excesso de testosterona, e as causas nobres sempre
justificam a guerra. L.20
Um traficante não luta por causas nobres. Um traficante quando distribui presentes à comunidade e
faz assistencialismo não é, à moda de Robin Hood, para redistribuir renda, mas para garantir conivência. Um
traficante é uma variante de mercenário, faz guerra pelo butim e pela possibilidade, ainda que pequena, de vir
um dia a ser chefe, com armas douradas, guarda de corpo e três mulheres.
Mas na sociedade do eu, que estimula a satisfação dos desejos e se esmera em multiplicá-los, na
sociedade midiática em que 15 minutos de fama são meta mais recomendável do que uma digna vida obscura, L.25
na nossa sociedade que, após ter falsamente horizontalizado os bens e as marcas se volta agora para o luxo
mais desenfreado e exclusivo, o dinheiro pode ser considerado uma causa suficientemente nobre para fazerse
soldado.
O reinado de Bem-Te-Vi não durou nem dois anos. O de Soul, seu sucessor, durou apenas dois L.30
dias. Ambos haviam acompanhado seu chefe, Lulu, e o haviam visto ser morto pela polícia.
Ambos sabiam que só teriam 15 minutos pela frente. Mas achavam que valia a pena. E nas favelas
deste país, que só fazem crescer, há cada vez mais jovens pensando dessa maneira.
(Marina Colasanti – Jornal do Brasil, Caderno B – 6 de novembro de 2005, com adaptações)
Bem-Te-Vi morreu há quase dois anos, mas, no momento mesmo em que foi morto, nem bem o
carregavam como um fardo, já ia rumo ao esquecimento. Reis são mortos e postos a toda hora na Rocinha.
Naquele dia, ia vistoriar seus postos de comércio cercado por 12 seguranças, sua guarda pretoriana, mas não
sabia que, no caminho, policiais com 4 mil munições estocadas numa quitinete esperavam por ele. Ninguém
os havia visto entrar sorrateiros na cidadela, atravessando as vielas. L.5
Para isso havia vindo do Ceará. Para parar diante da quitinete às duas e tantas da madrugada
daquele exato sábado, com seu cabelo pintado de vermelho, sua pistola Glock, seus 28 anos e a certeza de
ter vencido na vida.
Quem lhe pôs o apelido de Bem-Te-Vi não pensou no alçapão. E o apelido deve ter sido posto antes
dele virar bandido, porque bandido não tem apelido, tem codinome, e não ficaria bem a um bandido ser L.10
chamado como passarinho. Pelo menos não ao bandido que se sabia o mais procurado pela polícia, e que
com seu celular se fotografou sorrindo, de peito nu, empunhando uma Uzi dourada. Àquele melhor caberia
chamar-se Gavião.
Erismar, como havia sido batizado no começo de tudo, quando ainda não era possível – ou era? –
prever sua trajetória, chegou no Rio aos 11 anos e aos 14 entrou para o tráfico. Os jovens que estão transformando L.15
as periferias de Paris em campo de batalha, incendiando carros e destruindo escolas, devem ter
aproximadamente a mesma idade. Sim, é claro, os jovens franceses que a França abriga tão a contragosto,
vindos das antigas colônias ou filhos de emigrantes, estão defendendo a sua cidadania, o seu direito à
igualdade. Os jovens sempre descarregam em guerras o excesso de testosterona, e as causas nobres sempre
justificam a guerra. L.20
Um traficante não luta por causas nobres. Um traficante quando distribui presentes à comunidade e
faz assistencialismo não é, à moda de Robin Hood, para redistribuir renda, mas para garantir conivência. Um
traficante é uma variante de mercenário, faz guerra pelo butim e pela possibilidade, ainda que pequena, de vir
um dia a ser chefe, com armas douradas, guarda de corpo e três mulheres.
Mas na sociedade do eu, que estimula a satisfação dos desejos e se esmera em multiplicá-los, na
sociedade midiática em que 15 minutos de fama são meta mais recomendável do que uma digna vida obscura, L.25
na nossa sociedade que, após ter falsamente horizontalizado os bens e as marcas se volta agora para o luxo
mais desenfreado e exclusivo, o dinheiro pode ser considerado uma causa suficientemente nobre para fazerse
soldado.
O reinado de Bem-Te-Vi não durou nem dois anos. O de Soul, seu sucessor, durou apenas dois L.30
dias. Ambos haviam acompanhado seu chefe, Lulu, e o haviam visto ser morto pela polícia.
Ambos sabiam que só teriam 15 minutos pela frente. Mas achavam que valia a pena. E nas favelas
deste país, que só fazem crescer, há cada vez mais jovens pensando dessa maneira.
(Marina Colasanti – Jornal do Brasil, Caderno B – 6 de novembro de 2005, com adaptações)
“...às duas e tantas da madrugada...” – a frase correta
quanto à necessidade de uso do sinal indicativo de crase é:
quanto à necessidade de uso do sinal indicativo de crase é:
CONSIDERE O DECRETO 2.479/1979 – ESTATUTO DOS FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS CIVIS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO.
De acordo com o artigo 294, um funcionário poderá
sofrer, em caso de negligência, a pena de advertência, que:
CONSIDERE O DECRETO 2.479/1979 – ESTATUTO DOS FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS CIVIS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO.
De acordo com o artigo 92, no absoluto interesse do
serviço, as férias de um funcionário poderão ser interrompidas
ou poderá ser admitido o seu parcelamento. As férias
parceladas poderão ser gozadas em períodos de: