Questões de Concursos

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Conhecer visa, em última análise, achegar-se ao “ser dos entes”. Ou seja, fazer pertencer, ao nosso mundo psíquico, as realidades ‘objetivas’, isto é, enquanto exteriores à faculdade cognitiva. Se esse ‘achegar-se ao ser dos entes’ se opera mediante uma rigorosa observação empírica do sujeito, diz-se tratar-se do conhecimento:
O materialismo histórico dialético, proposto por Karl Marx e Engels, denuncia a exploração do proletariado pelos donos dos meios de produção, utilizando os conceitos de mais-valia absoluta e mais-valia relativa. Constitui uma das variáveis utilizadas para diferenciar esses dois conceitos:
Adão, ainda que supuséssemos que suas faculdades racionais fossem inteiramente perfeitas desde o inicio, não poderia ter inferido da fluidez e transparência da água que ela o sufocaria, nem da luminosidade e calor do fogo que este poderia consumi-lo. Nenhum objeto jamais revela, pelas qualidades que aparecem aos sentidos, nem as causas que o produziram, nem os efeitos que dele provirão; e tampouco nossa razão é capaz de extrair, sem auxilio da experiência, qualquer conclusão referente à existência efetiva de coisas ou questões de fato.
HUME, D.Uma investigação sobre o entendimento humano.São Paulo. Unesp, 2003.
Segundo o autor, qual é a origem do conhecimento humano?
“Submetendo-se cada um a todos, não se submete a ninguém em particular, e como não há um associado sobre o qual não se adquira o mesmo direito que se cede sobre si próprio, ganha-se equivalência de tudo o que se perde e maior força para conservar o que se possui”.
O trecho acima apresenta uma concepção de poder político que se fundamenta na noção de contrato. Essa concepção específica de contrato é apresentada em qual obra?
Segundo Pierre Hadot, "é sob a influência da personalidade e do ensinamento de Sócrates que Platão há de conferir, no Banquete, à palavra filósofo, e, portanto, também à palavra filosofia, um novo sentido”

HADOT, P. O que é Filosofia Antiga. São Paulo: Loyola, 1999. p. 69.

Qual é esse novo sentido a que se refere Hadot?
A ordem social é um direito sagrado que serve de base a todos os outros. Tal direito, no entanto, não se origina da natureza: funda-se, portanto, em convenções. Trata-se, pois, de saber que convenções são essas.
ROUSSEAU, J.-J. Do contrato social. São Paulo: Abril, 1973. (Adaptado.)

Rousseau é um dos autores fundamentais do pensamento político moderno. Segundo o filósofo, a ordem social se origina
Rosa Luxemburgo (1870 - 1919) teve importante participação nos debates teóricos e práticos da Revolução Russa, sobretudo com suas considerações sobre o bolchevismo.
Em sua abordagem crítica do bolchevismo, a filósofa defendia a
O termo “maiêutica” deriva do grego e designa, literalmente, o ato do parto. De maneira metafórica, refere-se ao método socrático, que consiste em
“Na origem, mythos não se opõe a logos. As duas palavras significam ‘palavra’, ‘relato’, qual seja seu conteúdo. É somente no curso do século V que, entre certos autores, seus campos de aplicação vão se dissociar, mythos passando a designar [...] o que se opõe [...] aos domínios do demonstrado, do verificado, do verossímil, do conveniente”.
Vernant, J.-P. Fronteiras do mito. In: Vernant, J.-P.; Funari, P. P.; Hingley, R. Repensando o mundo antigo. Trad. bras. Renata C. Beleboni e Renata S. Garraffoni. Campinas, SP: IFCH/Unicamp, 2005.
Acerca das relações históricas, filológicas e filosóficas entre mythos e lógos, é correto afirmar, com base em Jean-Pierre Vernant, que
A Filosofia Patrística teve início por volta do século I d.C., com as Epístolas de São Paulo e o Evangelho de São João, e se estendeu até o século VIII. Essa corrente filosófica surgiu da tentativa de conciliar o Cristianismo com o pensamento filosófico greco-romano. Seu principal objetivo era harmonizar fé e razão. Nesse contexto, os pensadores patrísticos defendiam a religião cristã contra críticas teóricas e morais, além de difundirem seus ensinamentos por meio da formulação de dogmas. Os principais representantes da Patrística são:
“O bom senso é a coisa do mundo melhor partilhada [...]. [...] Não é suficiente ter o espírito bom, o principal é aplicá-lo bem”.
DESCARTES, René. Discurso do método. Tradução: Bento Prado Jr. Coleção Os Pensadores. São Paulo: Abril Cultural, 1983. p. 37.
Considerando a importância do método para a filosofia de Descartes, assinale a alternativa que contém um dos preceitos para bem direcionar-se o espírito e, assim, adquirir-se conhecimentos.
Leia o texto a seguir.
O pensamento de Sócrates e dos sofistas deve ser entendido, portanto, tendo como pano de fundo o contexto histórico e sociopolítico de sua época, pois tem um compromisso bastante direto e explícito com essa realidade.
(MARCONDES, D. Iniciação à História da Filosofia. Dos Pré-Socráticos a Wittgenstein. Rio de Janeiro: Zahar, 2007. p.40.)
Sobre o contexto histórico e sociopolítico que marca o debate entre Sócrates e os sofistas, conforme aludido no texto, considere as afirmativas a seguir.
I. Debate com atenção voltada para as questões que almejam assegurar os fundamentos da natureza. II. Tematização das questões de ordem metafísica com a pretensão de racionalização do divino. III. O interesse pela problemática ético-política perpassa o debate que marca o contexto de ambos. IV. Compromisso bastante direto, ainda que com posicionamentos distintos, em relação ao exercício da democracia.
Assinale a alternativa correta.
Epicuro elabora um quádruplo remédio, conhecido como quadrifármaco. Aquele que souber aplicar esse remédio poderá adquirir a paz de espírito e a felicidade, não sendo atingido por nada e ninguém.
Tornar-se-á, portanto, senhor de si. Sobre o quadrifármaco é correto afirmar que
A obra denominada Ética (ou: Ética demonstrada à maneira dos geômetras), escrita pelo filósofo Baruch Espinosa, foi publicada pelos seus amigos alguns meses depois da sua morte.
Qual é a postura filosófica que essa obra adota diante dos sentimentos (emoções, afetos) humanos?
“Rousseau concorda com Hobbes, contra Locke, que num estado de natureza não há direitos de propriedade e, consequentemente, também não há justiça nem injustiça. Mas à medida que a sociedade se desenvolve a partir do seu estado primitivo, a falta de tais direitos começa a ser sentida. A cooperação econômica e o progresso técnico tornam necessária a formação de uma associação para a proteção das pessoas e das posses dos indivíduos. Como poderá isto ser feito, permitindo ao mesmo tempo que cada membro da associação permaneça tão livre quanto o era antes? O Contrato Social dá a solução apresentando o conceito de vontade geral.” (KENNY, 2016). De acordo com a perspectiva de Jean-Jacques Rousseau, a vontade geral pode ser compreendida como:
A filosofia de Martin Heidegger caracteriza-se, entre outros aspectos, como o trilhar de caminhos em busca do melhor tratamento para a questão mais fundamental da história da filosofia ocidental: a questão do ser. Mas o que é necessário, segundo Heidegger, para recolocar esta questão?

O conceito filosófico de identidade pessoal se refere a:

Hoje sou um ser inanimado, mas já tive vida pulsante em seivas vegetais, fui um ser vivo; é bem verdade que do reino vegetal, mas isso não me tirou a percepção de vida vivida como tamborete. Guardo apreço pelos meus criadores, as mãos que me fizeram, me venderam, e pelas mulheres que me usaram para suas vendas e de tantas outras maneiras. Essas pessoas, sim tiveram suas subjetividades, singularidades e pluralidades, que a nossa história, de móveis de museus, está para além da mera vinculação aos estilos e à patrimonialização que recebemos como bem material vinculado ao patrimônio imaterial. A nossa história está ligada aos dons individuais das pessoas e suas práticas sociais. Alguns indivíduos consagram-se por terem determinados requisitos, tais como o conhecimento de modelos clássicos ou destreza nos desenhos.


FREITAS, J, M; OLIVEIRA, L, R. Memória de um tamborete de baiana; as muitas vozes

em um objeto de museu.Revista Brasileira de Pesquisa (Auto) Biográfica,

n. 14, maio-ago. 2020 (adaptado).


Ao descrever-se como patrimônio museológico, o objeto abordado no texto associa a sua história às

O Barão do Rio Branco estava atento à opinião pública, que clamava pela defesa dos brasileiros do Acre. Se o território era tradicionalmente reconhecido como boliviano, a população que para lá se deslocara era majoritariamente brasileira. O barão conseguiu neutralizar a possibilidade de apoio estrangeiro às pretensões bolivianas ao indenizar os acionistas da empresa anglo-americana Bolivian Syndicate. Ele afastou também o Peru, reservando seus direitos para uma negociação posterior, e concentrou-se na negociação com a Bolívia.
(Luís Cláudio Villafañe Gomes Santos. O evangelho do Barão, 2012. Adaptado.)


O autor refere-se às negociações diplomáticas que deram origem ao Tratado de Petrópolis de 1903. A incorporação do Acre ao território brasileiro envolveu
“Portanto, diga que esta proposição ‘Deus existe’ em si mesma é por si evidente, porque o predicado se identifica com o sujeito; Deus, com efeito, como veremos a seguir, é seu próprio ser: porém, como ignoramos a essência de Deus, para nós não é evidente, mas necessita ser demonstrada por meio das coisas que nos são mais conhecidas, apesar de que por si sejam menos evidentes, isto é, por meio de efeitos”.
Fonte: São Tomás. A Suma Teológica, volume I. In: Reali, G. & Antiseri, D. História da Filosofia – Patrística e Escolástica. Volume 2. São Paulo: Paulus, 2023.

Tomás de Aquino apresenta cinco vias a posteriori para demonstrar a existência de Deus. O tomismo, por “repousar” no aristotelismo, parte dos entes do mundo para remontar o Princípio que é Deus. Sobre as Cinco Vias de Tomás de Aquino, assinale a alternativa CORRETA:
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