Denomina-se “ideologia” o conjunto de ideias que definem certa visão de mundo.
Embora a utilização marxiana do termo tenha ganhado notoriedade a partir do século XIX, com a obra
“A ideologia alemã”, o termo já era utilizado por pensadores de expressão francesa. A primeira
aparição do termo foi na obra:
Assinale a alternativa que completa corretamente a
lacuna.
“ A s __________ com o seu viés dogmático missionário
muitas vezes apenas sofisticam o processo quando tentam
exorcizar os problemas da humanidade com implantes
doutrinários e falsa mística. A arte, por sua vez, parece
perder-se definhando na satisfação de se ver reconhecida
como atividade meramente contestatória de algumas facetas
da sociedade, ou como recurso pedagógico em favor da
continuidade de modelos educacionais e sociais, a respeito
dos quais infelizmente não se sente obrigatoriamente
encorajada a assumir alguma postura mais reflexiva”.
Algo que me deixava irritado era a improdutiva polêmica se
cinema é arte ou não: já não me irrito, porque percebi que os
que dizem não, o fazem apenas por esporte. O esporte de irritar
os outros. Todo filme em potencial faz pensar. Do mais bobo ao
mais hermético. E o mais bobo pode ser muito mais filosófico do
que o hermético. Entretanto, quando a função é exclusivamente
entreter, ainda que faça pensar (acidentalmente), será mais
pobre. Então, se a função é de saída pensar, a chance de ser
mais rico é maior. (Paranhos, 2003.In: Revista Filosofia, Ciência & Vida. Nº 4. Editora
Escala Educacional, p. 56.) Em pouco tempo o cinema se tornou uma indústria; e hoje não
podemos falar sobre ela sem mencionarmos a indústria cultural. Nos deparamos, às vezes, com uma banalização generalizada e com uma crescente padronização dos produtos culturais, que cada vez mais se apresentam simplificados. Na
lógica da indústria cultural:
A estética é a área da filosofia que estuda as concepções de forma e beleza e a maneira como o ser humano enxerga, ouve e percebe o meio em que vive. Tem‐se visto a música como uma expressão da estrutura social, um elemento político, que trata da relação entre o homem e o tempo.
L. B. Meyer. Emotion and Meaning in Music. 1956.
Tendo o texto acima como referência inicial, julgue os itens a seguir acerca de estética musical.
A estética musical não se resume apenas a relacionar a música com várias artes de acordo com pontos em comum, mas a compreender e definir o significado e o objetivo da música e seu impacto no ser humano.
Francis Bacon cria a teoria dos ídolos, a fim de tornar as pessoas conscientes das falsas
noções que obscurecem a mente e impedem o caminho para a verdade. Assim, a
identificação dos ídolos é o primeiro passo que se deve realizar para tornar possível
libertar-se deles.
Que tipo de ídolos ocorre na lista elaborada por Bacon?
Novos pensadores, a despeito de uma filosofia africana, as
discussões acadêmicas sobre o assunto no campo da teoria
do conhecimento e história da filosofia são ainda problemas
a serem resolvidos pelos departamentos e faculdades de
filosofia no Brasil. Contudo, princípios, conceitos,
categorias, correntes de pensamentos e narrativas místicas
têm ganhado repercussão no campo da ética, contrapondo-se ao colonialismo epistemológico, entremeado à ideia de
filosofia advinda exclusivamente da Grécia. Nesse âmbito,
Jean-Bosco Kakozi, pensador congolês, afirma que ubuntu,
para Desmond Tutu, significa
A política do “pão e circo” (que no capitalismo apresenta de
forma nítida sua extemporalidade), as execuções escabrosas de
condenados e outros atentados contra a dignidade humana
constituem um elemento indissociável do desenvolvimento civilizatório. Todos esses fenômenos sociais apresentam o ponto
comum de associarem intrinsecamente a exaltação da visibilidade, da crueldade e do entretenimento público como mecanismos de poder sobre a subjetividade popular. O espetáculo
apropriado pelo poder estabelecido muitas vezes apresenta uma
capacidade de submissão das massas mais intensa que uma
violência legítima do Estado. (Bittencourt, 1996. In: Revista Filosofia, Ciência & Vida. Nº 8-EditoraEscala Educacional, p. 56.) Dentre os grandes debates da contemporaneidade, a questão
do desenvolvimento midiático e as suas influências no cotidiano são sempre pauta importante. Jean Baudrillard dedica
seus estudos, dentre outros assuntos, à compreensão da sociedade de massa e à massificação da sociedade. Aponta para o
que ele qualificou de hiper-realidade, que condiz com a ideia:
As Orientações Curriculares
para o Ensino Médio, em seu volume 3, dedicado
às Ciências Humanas e suas Tecnologias
(2006), destacam que “uma indicação clara do
que se espera do professor de Filosofia no
Ensino Médio pode ser encontrada nas Diretrizes
Curriculares aos Cursos de Graduação em
Filosofia e pela Portaria INEP nº 171/2005, que
instituiu o Exame Nacional de Desempenho dos
Estudantes (ENADE) de Filosofia, que também
apresenta as habilidades e as competências
esperadas do profissional responsável pela
implementação das diretrizes para o Ensino
Médio (...)”. Os documentos citados apresentam
um conjunto de competências e habilidades
esperadas do professor de Filosofia no Ensino
Médio, quais sejam:
I. Compreensão da importância das questões
acerca do sentido e da significação da
própria existência e das produções
culturais.
II. Percepção da integração necessária entre a
filosofia e a produção científica, artística,
bem como com o agir pessoal e político.
III. Capacitação para um modo especificamente
filosófico de formular e propor soluções a
problemas, nos diversos campos do
conhecimento.
IV. Capacidade para análise, interpretação e
comentário de textos teóricos, segundo os
mais rigorosos procedimentos de técnica
hermenêutica.
Quais estão corretas?
Uma das várias questões sobre as quais os filósofos se debruçaram, desde os primórdios da filosofia, diz respeito à vida feliz. Considerando as respostas dadas a essa questão pela tradição filosófica, julgue o item.
Bertrand Russell defendia a existência de vários tipos de
infelicidade e que suas causas residem no sistema social
em detrimento da psicologia individual.
Madalena Silva, Joel Bonin e Ramón Garrote, em seu texto
Elementos da cultura digital para o ensino de filosofia no
ensino médio: o que dizem as pesquisas?, ressaltam que:
“todos os recursos digitais adotados nas práticas pedagógicas contribuem para o ensino de Filosofia. A depender do
recurso utilizado […], eles permitem: (i) ilustrar conceitos
e teoria filosóficas de modo mais concretos; (ii) estimular
a reflexão filosófica e crítica; (iii) desenvolver habilidades
críticas; (iv) estimular o debate e diálogo; (v) compartilhar
ideias e opiniões sobre temas filosóficos”.
Segundo os autores, os recursos mencionados no ensino
de Filosofia refletem suas potencialidades ao
O ensino médio deve ser entendido como a última etapa da educação básica no Brasil. Um de seus objetivos é a formação de
indivíduos estimulados para o desenvolvimento da sua capacidade crítica, que pode ser trabalhada nas mais diversas disciplinas
como, por exemplo, na matemática, português e artes. Contudo, é lugar-comum definir o desenvolvimento do senso crítico como
o trabalho específico da filosofia. Isso revela um problema para o professor de filosofia: qual o trabalho específico da filosofia no
desenvolvimento do senso crítico? Nesse sentido, a prática mais adequada ao ensino de filosofia no ensino médio, com vistas
ao desenvolvimento do senso crítico, é
Friedrich Nietzsche (1844-1900), crítico da tradição
filosófica racionalista e iluminista, em seu texto
Sobre
a verdade e a mentira em um sentido extramoral,
desmistifica o conceito de “verdade” através da
revelação:
Em seu texto Elementos da cultura digital para o ensino
de filosofia no ensino médio: o que dizem as pesquisas?,
Madalena Silva, Joel Bonin e Ramón Garrote argumentam que: “O ensino de filosofia é fundamental para o
desenvolvimento do pensamento crítico, da reflexão
ética e da compreensão da complexidade do mundo.
A filosofia pode ajudar os estudantes a pensar de forma
autônoma, a questionar seus preconceitos e a compreender as diferentes perspectivas sobre os problemas da
vida. E, para dinamizar essas possibilidades, há pesquisas que recorrem aos recursos digitais provenientes da
cultura digital”.
Com base no texto, recorrer aos recursos indicados é
relevante para o ensino de filosofia, pois
Marx afirma, no pósfacio da 2ª edição alemã
do Capital, que:
“Meu método dialético, em seus fundamentos,
não é apenas diferente do método hegeliano, mas
exatamente seu oposto. Para Hegel, o processo de
pensamento, que ele, sob o nome de Ideia, chega
mesmo a transformar num sujeito autônomo, é
o demiurgo do processo efetivo, o qual constitui
apenas a manifestação externa do primeiro. Para
mim, ao contrário, o ideal não é mais do que o
material, transposto e traduzido na cabeça do
homem. (...)
(...) A mistificação que a dialética sofre nas mãos de
Hegel não impede em absoluto que ele tenha sido
o primeiro a expor, de modo amplo e consciente,
suas formas gerais de movimento. Nele, ela se
encontra de cabeça para baixo. É preciso desvirá-la, a fim de descobrir o cerne racional dentro do
invólucro místico.” (MARX, Karl. O capital: crítica da economia política. Livro I.
Tradução Rubens Enderle. São Paulo: Boitempo Editorial,
2013. p.78-79)
Ao delimitar uma diferença entre sua dialética e a
dialética hegeliana, Marx transporta sua dialética
das ideias para a realidade social em contradição.
Refletindo sobre a dialética em Marx, podemos
AFIRMAR que:
Um dos conceitos mais caros à filosofia de Friedrich Hegel diz respeito ao significado do
termo alemão Aufheben. Por meio desse conceito, Hegel pôde elaborar o momento
especulativo de seu método dialético.
O significado de Aufheben é o de, ao mesmo tempo,
Julgue as sentenças abaixo como VERDADEIRAS ou
FALSAS:
(__)O conceito de arte pode ser compreendido dentro da
perspectiva marxista como um tipo de trabalho, ou seja,
como uma atividade humana transformadora. Segundo
Karl Marx, o trabalho é a atividade fundamental pela qual
o ser humano se relaciona com a natureza,
transformando-a para satisfazer suas necessidades.
(__)Filósofos como Theodor Adorno e Herbert Marcuse,
da Escola de Frankfurt, discutem como a arte pode ser
uma ferramenta de resistência contra a alienação e a
reificação impostas pelo capitalismo.
(__)Autores como Friedrich Nietzsche discutem a
dimensão estética da vida humana como algo que
transcende a mera reprodução da realidade. Para
Nietzsche, a arte possui um caráter afirmativo da vida,
mesmo em suas dimensões mais trágicas.
O fazer (ou melhor, o saber fazer) difere de outras capacidades humanas como a de contemplar a realidade (literal
ou mentalmente), agir (no sentido de adotar decisões responsáveis), experimentar sentimentos (que chegam a ser
muito sofisticados, como o fascínio por uma obra de arte)
e expressar-se (sobretudo, manifestar a própria identidade, as próprias ideias, os próprios anseios) mediante
uma linguagem articulada, particularmente a enunciativa.
(Cupani, 2004. Adaptado)
Segundo Alberto Cupani, a compreensão da dimensão
técnica da vida humana