Relacione as dimensões da linguagem listadas a seguir aos seus respectivos processos.
1. Forma da Linguagem.
2. Conteúdo da Linguagem.
3. Uso da Linguagem.
( ) Semântica.
( ) Pragmática.
( ) Fonologia, Morfologia e Sintaxe.
Assinale a opção que apresenta a relação correta, segundo a ordem apresentada.
Julgue os itens que se seguem, relativos a abordagens linguísticas.
I A sociolinguística investiga a relação entre linguagem e sociedade, ao passo que o funcionalismo enfatiza a linguagem como ferramenta de interação social.
II O estruturalismo, influenciado pelas ideias de Saussure, enfoca a língua como um sistema de signos e regras.
III O gerativismo, liderado por Noam Chomsky, destaca a capacidade inata do ser humano para aprender a linguagem.
IV A linguística cognitiva analisa a linguagem em contextos discursivos.
V A linguística textual investiga a relação entre linguagem, cognição e experiência do mundo físico.
Assinale a opção correta.
FGV•
Embora não exista uma resposta fechada para a pergunta de como surgiu a linguagem humana, há alguns experimentos e teorias que sugerem que o início do processo se deu entre os antepassados do Homo Sapiens há 1,5 milhão de anos. A hipótese mais considerada pelos especialistas é a antropológica, ou seja, o processo resultou da necessidade de o homem, além de se comunicar socialmente, garantir sua sobrevivência.
Sobre o texto, assinale a afirmativa correta.
FGV•
Vocês precisam aprender muito bem a nossa língua a fim de que possam utilizá-la da forma mais eficiente possível.
A concepção de linguagem presente nessa frase é a de linguagem como
Leia o fragmento: “A língua é um sistema, mas o sistema não vive sem os falantes; o sujeito não é apenas usuário, é também produtor de sentidos e de história.” (GERALDI, João Wanderley. O texto na sala de aula, 2015).
À luz das concepções de linguagem (estruturalista, sociolinguística e enunciativa), qual alternativa corresponde à perspectiva predominante nas diretrizes curriculares contemporâneas?
Canta, canta, minha gente
Deixa a tristeza pra lá
Canta forte, canta alto
Que a vida vai melhorar
A música tem efeitos múltiplos sobre o corpo. Esses efeitos envolvem o canto, a dança, o estado emocional, a memória, entre outros. No refrão da canção Canta, Canta, Minha Gente, de Martinho da Vila, as aliterações marcadas têm o efeito de
Assinale a opção que não corresponde a esse tipo de linguagem.
As línguas indígenas com maior número de falantes no Brasil são, em ordem decrescente, a língua geral amazônica, o guarani, o xavante e o yanomami.
Um professor de Língua Portuguesa do Ensino Médio elaborou um plano de aula cujo fragmento pode ser lido a seguir.
Plano de Aula
Tema: Explorando a ordem das palavras no português
Série: 2ª série do Ensino Médio
Componente Curricular: Língua Portuguesa
Conteúdo: Sujeito – Verbo – Objeto (SVO) no português brasileiro
Objetivo: Reconhecer a ordem preferencial dos constituintes Sujeito – Verbo – Objeto (SVO) no português brasileiro
Metodologia:
• Exploração dos conhecimentos prévios dos estudantes sobre o assunto.
• Leitura de exemplos: “carta eu uma escrevi.”; “comprou minha pão mãe o.”; “bola chutou a Pedro.”; e “aposta ela uma fez.”
•Debate sobre a posição dos constituintes Sujeito – Verbo – Objeto (SVO) no português brasileiro com base nosexemplos citados.
• Reflexão sobre a ordem das palavras a partir dos exemplos apresentados pelo professor.
• Reconhecimento da ordem preferencial da estrutura oracional do português brasileiro, reorganizando os exemplos no quadro.
Durante a execução do plano, o professor explicou: “No português brasileiro, a ordem mais comum dos constituintes é Sujeito – Verbo – Objeto (SVO). Vocês se lembram desses termos estudados nas aulas anteriores? Geralmente, colocamos o sujeito primeiro, depois o verbo e, por fim, o objeto. Essa organização é tão comum que remete a estruturas linguísticas fundamentais internalizadas na cognição do falante do português brasileiro. Quando alteramos essa ordem, a frase pode parecer confusa ou estranha. Isso mostra que o conhecimento da estrutura SVO faz parte do modo como usamos o português brasileiro, sem precisar pensar nela conscientemente”.
Em uma escola pública brasileira, uma professora de Língua Portuguesa do 9º ano passou a receber, ao longo do ano letivo, um número crescente de estudantes migrantes oriundos de um país em crise humanitária. Esses estudantes, falantes nativos de espanhol, chegaram com pouco conhecimento do português. Ao perceber as dificuldades enfrentadas por esses estudantes na comunicação e na participação em sala de aula, a professora buscou estratégias de acolhimento linguístico que permitissem tanto a integração dos migrantes quanto o engajamento dos estudantes brasileiros no processo.
Ao notar risos dos colegas brasileiros diante da pronúncia distinta dos migrantes falantes de espanhol — que diziam “Raque[l]”, a professora decidiu abordar a questão das diferenças fonético-fonológicas entre os estudantes e refletir com a turma sobre os impactos desses contrastes na interação entre os falantes de português e do espanhol no contato linguístico produzido na sala de aula. Nesse caso específico, e para elaborar sua proposta, a professora deve considerar que
Observe, por exemplo, a frase abaixo, de autoria da ex-atriz Tônia Carrero:
Ser uma mulher muito bonita nunca atrapalha, só ajuda. Beleza abre as portas, fortalece o caráter e nos torna mais condescendentes.
Assinale a opção que apresenta a pergunta sobre essa frase que se filia à compreensão de texto.
TEXTO 1
A linguística recomenda que a norma culta seja ensinada nas escolas, mas que, paralelamente, se preservem os saberes sociolinguísticos e os valores culturais que o aluno já tenha aprendido antes, no seu ambiente social. Resguarda-se, assim, o direito que o educando possui à preservação de sua identidade cultural específica, seja ela rural ou urbana, popular ou elitista. A aprendizagem da norma culta deve significar uma ampliação da competência linguística e comunicativa do aluno, que deverá aprender a empregar uma variedade ou outra, de acordo com as circunstâncias da situação de fala.
BORTONI-RICARDO, S. M. Nós cheguemu na escola, e agora? – sociolinguística na sala de aula. São Paulo: Parábola, 2005.
TEXTO 2
No Brasil, a variação está ligada à estratificação social e à dicotomia rural-urbano. Pode-se dizer que o principal fator de variação linguística no Brasil é a secular má distribuição de bens materiais e o consequente acesso restrito da população pobre aos bens da cultura dominante. Diferentemente de outros países, como os Estados Unidos, por exemplo, a variação linguística não é um índice sociossimbólico de etnicidade, exceto nas comunidades bilíngues, sejam as de colonização europeia ou asiática, sejam as das nações indígenas.
BORTONI-RICARDO, S. M. Nós cheguemu na escola, e agora? – sociolinguística na sala de aula. São Paulo: Parábola, 2005.