Joyce de Assis e Marcel Queirós são proprietários de imóveis
vizinhos e limítrofes na zona urbana do município de Nobres, Mato
Grosso. Marcel iniciou a construção de uma casa de três
pavimentos em seu terreno, que bloqueia parcialmente a
ventilação natural da casa de Joyce, alterando as condições de
ventilação que ela desfruta há décadas. Preocupada com o
impacto da obra sobre o bem-estar de sua família e o valor de seu
imóvel, Joyce procura orientação jurídica para eventualmente
buscar medidas legais.
Com base no direito de propriedade e nos direitos de vizinhança
previstos no Código Civil, é correto afirmar que
Nos termos do Código Civil, possuidor é todo aquele que exerce de fato alguns poderes inerentes à propriedade. A esse respeito, assinale a alternativa correta.
Em 2021, Gertrudes adquiriu, de boa-fé, um imóvel rural mediante
contrato de compra e venda. Posteriormente, em 2023, descobriu
que o vendedor não detinha a titularidade do domínio. Durante o
período em que acreditava ser proprietária legítima, Gertrudes
realizou no imóvel diversas benfeitorias, classificadas como
necessárias, úteis e voluptuárias, tais como: instalação de cercas
de proteção, construção de uma casa de alvenaria e de um lago
ornamental.
Em 2024, o verdadeiro proprietário ajuizou ação reivindicatória,
obtendo sentença favorável que determinou a restituição do
imóvel. Ao ser intimada a desocupar o bem, Gertrudes requereu
indenização pelas benfeitorias realizadas e o direito de retenção
até o recebimento do valor correspondente.
Considerando a situação hipotética apresentada, é correto afirmar
que
João celebrou com Maria uma promessa irretratável de compra e
venda de um imóvel residencial no valor de R$ 500.000,00. O
contrato foi registrado no Cartório de Imóveis, e João pagou
R$ 50.000,00 a título de sinal. No entanto, após o cumprimento
de todas as obrigações por parte de João, Maria informou que
havia pensado melhor e desistido do negócio, recusando-se a
formalizar o contrato definitivo e outorgar a escritura e, desde já,
se comprometendo a devolver o valor do sinal. João, insatisfeito,
procura assessoria jurídica para saber quais são os seus direitos,
afirmando que tem o interesse em adquirir o imóvel.
Diante dessa situação narrada e com base na legislação aplicável,
é correto afirmar que:
Bento, divorciado, reside sozinho em imóvel de sua propriedade
localizado na Rua do Céu, Bairro das Flores. Nos últimos anos, ele
tem sofrido por inúmeras perdas profissionais, que levaram ao
acúmulo de várias dívidas. Entre elas, as maiores são a pensão
alimentícia de seu filho, Ezequiel, o mútuo com Banco Zeta S.A., e
as cotas condominiais do Condomínio Residencial Rio das Flores
relativas à sua residência.
Diante da situação hipotética, com base no ordenamento jurídico
brasileiro, assinale a alternativa correta.
Maria possui como sua, há seis anos, de modo ininterrupto e sem
oposição, uma área urbana de 260 m2 no território do Município
Sigma, que conta com 20 mil habitantes. Como Maria não tem
qualquer outra propriedade, utiliza essa área para sua moradia,
nela vivendo sozinha. Acresça-se que, de acordo com o plano
diretor do Município Sigma, o módulo mínimo do lote urbano
municipal foi fixado em 320 m2
.
Ao analisar a possibilidade de usucapir o imóvel, Maria concluiu
corretamente, à luz da sistemática constitucional, que:
Paulo obteve empréstimo do Banco Dinheiro na Mão S/A. Em garantia, empenhou joias de família cuja avaliação alçava a 50% do valor da dívida. Após ter quitado 45% do saldo devedor, é comunicado de que, em um assalto ao banco, as joias foram roubadas.
Nesse caso, à luz exclusivamente do Direito Civil, é correto afirmar que:
Jeremias resolveu passar suas férias fora da cidade e, em razão
disso, emprestou seu automóvel à sua irmã, Lucrécia. Quando
retornou, ela se recusou a devolvê-lo no prazo que havia sido
combinado. Somente duas semanas depois, graças à mediação da
mãe de ambos, Lucrécia devolveu o veículo. Entretanto, ela cobrou
de Jeremias as despesas que realizou nas duas últimas semanas:
os gastos com gasolina, o conserto de um vazamento de óleo (que
estava degradando o automóvel) e a instalação de ar-condicionado.
A respeito dessas despesas, Jeremias deve pagar
Reinaldo Souza, ex-jogador de futebol profissional, desde a sua
aposentadoria dedica-se a ensinar, gratuitamente, futebol para
jovens carentes de sua cidade natal, Eldorado do Carajás. Para
tanto, aluga uma quadra de futebol no bairro central da cidade.
Ocorre que, nos últimos meses, Reinaldo enfrentou uma série de
adversidades e não mais dispõe dos recursos necessários para
custear o aluguel. Sem querer interromper o trabalho voluntário
que já desempenha há muitos anos, mas sem ter condições
financeiras de pagar o aluguel da quadra, Reinaldo conversou
com Ricardo Santos, um conhecido comerciante local. Após expor
toda a situação, Ricardo comentou que havia um grande terreno
nas redondezas, abandonado há mais de 15 anos, que seria ideal
para a atividade pretendida.
Reinaldo, muito animado com a informação, resolveu investigar a
titularidade do referido terreno e descobriu que era de
propriedade exclusiva da União, que nunca o aproveitou
economicamente, devido à sua localização em região de pouco
interesse público.
Ante a situação hipotética narrada, considerando a legislação
vigente, é correto afirmar que o terreno
Maria reside há 12 anos em um terreno de 250 m² no município
de Caucaia, CE. Desde que assumiu a posse do terreno,
estabeleceu moradia com sua família, realizou benfeitorias e
efetuou regularmente o pagamento dos tributos incidentes sobre
o imóvel. A posse foi obtida mediante contrato particular de
promessa de compra e venda firmado com João, que se dizia
proprietário, embora o contrato nunca tenha sido registrado no
Cartório de Registro de Imóveis.
Recentemente, Maria recebeu notificação da Prefeitura de
Caucaia informando que o terreno é, na realidade, terra devoluta
e determinando a desocupação, visto inexistir inscrição no
Registro Geral de Imóveis.
Buscando garantir sua propriedade, Maria procurou a assessoria
jurídica para verificar a possibilidade de ajuizar ação de usucapião.
Durante a análise jurídica, constatou-se que, antes da posse
exercida por João, o imóvel estava gravado com hipoteca em favor
do Banco XYZ.
Considerando a hipótese apresentada, a jurisprudência
consolidada do Superior Tribunal de Justiça e os requisitos legais
relativos à usucapião de bens imóveis, assinale a afirmativa
correta.
Acerca dos conceitos de pessoas naturais, pessoas jurídicas, sociedades e personalidade, julgue os item subseqüente. No contrato de franquia, a empresa franqueada e a franqueadora dividem o mesmo fundo de comércio, sendo, por isso, responsáveis solidariamente, perante os consumidores, por vícios no produto.
De acordo com o Código Civil, analise as afirmativas a seguir.
I. Os bens públicos de uso comum do povo e os de uso especial são inalienáveis e inusucapíveis; os bens públicos dominicais
podem ser alienados e usucapidos, observadas as exigências da lei.
II.As pessoas jurídicas de direito privado, sem prejuízo do previsto em legislação especial e em seus atos constitutivos, poderão
realizar suas assembleias gerais por meio eletrônico, respeitados os direitos previstos de participação e de manifestação; é
vedada tal prática quando se tratar de assembleia geral visando à destituição de administradores ou alteração de estatuto
de associações.
III. É válida, com objetivo científico, ou altruístico, a disposição gratuita do próprio corpo, no todo ou em parte, para depois da
morte.
IV. São pessoas jurídicas de direito público interno: a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios; as autarquias, inclusive as associações públicas, e as demais entidades de caráter público criadas por lei, são classificadas como pessoas jurídicas
de direito público externo.
Dadas as assertivas abaixo, assinale a alternativa correta.
I. Modo derivado de apossamento da coisa é denominado de tradição, podendo ser efetiva, também conhecida como traditio longa manu; simbólica, também referida como fictio traditio; consensual, também aceita como traditio brevi manu; e singular, também referida como constituto possessorio.
II. Ius possessionis é o direito fundado no fato da posse; ius possidendi é o direito fundado na propriedade.
III. A existência de justo título instaura a presunção de que a posse é exercida de boa-fé, mas a sua falta não autoriza a conclusão de que há má-fé.
IV. Direito real de habitação é o direito personalíssimo e temporário de residir em imóvel, podendo ser cedido, e, quando conferido a mais de uma pessoa conjuntamente, dispensa os coabitadores de pagar aluguel uns aos outros, ainda que não residam todos no imóvel.
V. O artigo 1238, parágrafo único, do Código Civil de 2002, que trata da usucapião extraordinária com prazo reduzido, tem aplicação imediata às posses ad usucapionem já iniciadas, qualquer que seja o tempo transcorrido na vigência do Código anterior, devendo apenas ser respeitada a fórmula de transição, segundo a qual serão acrescidos 2 anos ao novo prazo, nos 2 anos após a entrada em vigor do Código de 2002.
Ana Bei e Denis Pitta casaram-se, no ano de 2013, sob o regime de
separação de bens, estabelecendo residência em um imóvel rural
de trinta hectares localizado na zona rural de Nova Nazaré, MT,
adquirido por Denis antes do casamento como parte de uma
herança materna. Em 2019, o casal separou-se de fato, e Ana
permaneceu no bem com os dois filhos. Desde então, Ana
continuou a atividade de cultivo de grãos na propriedade, o que
garantiu sustento aos filhos. Importante mencionar que, desde a
separação, não se tem notícias do paradeiro de Denis. Com o
avanço da agricultura no Estado, Ana deseja regularizar a situação
jurídica do imóvel, que permanece registrado em nome de Denis,
visto que ela não possui qualquer outro bem imóvel.
Na situação descrita, é correto afirmar que
Com respeito ao direito civil das coisas, julgue os itens que se seguem.
O constituto possessório é modo de aquisição e perda da posse, pois o possuidor, em razão da cláusula constituti, altera a relação possessória, passando a possuir em nome alheio aquilo que possuía em nome próprio.
Helena emprestou um terreno a Pedro, seu sobrinho, e emprestou
uma loja a Júlia, sua sobrinha. Durante o tempo em que exerceram
a posse dos imóveis, com autorização de Helena, Pedro construiu um
restaurante no terreno e Júlia reformou a loja, substituiu a porta de
entrada, que não mais funcionava, trocou a cor das paredes,
antiquada, por uma cor mais moderna e colocou um novo
computador no caixa.
Diante desses fatos hipotéticos, é correto afirmar que
Após ser aprovada em um concurso público de provas e títulos,
Laila passou a atuar, na qualidade de juíza leiga, junto à Comarca
de Navegantes/SC, cuja sede se localiza nas proximidades da
praia do Pontal.
Nesse cenário, considerando as disposições do Código Civil, é
correto afirmar que:
Reinoldo toma crédito do Banco Dinheiro Já! para aquisição da
casa própria. Como garantia, grava hipoteca sobre o bem
adquirido, uma linda fazenda cortada por um aprazível riacho.
Imediatamente imitido na posse, constrói uma voluptuária piscina
e uma casa para um funcionário que cuidava do jardim, mas nada
transcreve à matrícula. A par disso, verifica que seu terreno fora
acrescido por aluvião às margens do riacho.
Todavia, em 2023, cai em inadimplência, razão pela qual o banco
inicia a execução extrajudicial da hipoteca, adjudicando para si o
imóvel. Como propusera demanda anulatória contra tal
adjudicação, a imissão da instituição financeira na posse ainda
demora, de modo que Reinoldo acresce benfeitoria necessária ao
imóvel.
Nesse caso, é correto afirmar que Reinoldo: