Jorge, idoso e desempregado, sem qualquer forma de renda
derivada do trabalho e desprovido de patrimônio, reside com sua
esposa, Maria, que é aposentada pelo Regime Geral de
Previdência Social (RGPS), e recebe benefício de um salário
mínimo. Ambos residem, sozinhos, na mesma casa, sem filhos ou
parentes próximos. Jorge requereu, junto ao INSS, o benefício
assistencial de prestação continuada (BPC).
Nesse contexto hipotético, é correto afirmar que:
A organização internacional Alfa ajuizou ação de reparação de
danos em face do Município Beta, tendo sustentado que os
recursos que repassara a esse ente federativo, para a realização de
determinada política pública de viés prestacional, teriam sido
desviados. O pedido foi julgado procedente em primeira instância,
tendo Beta considerado a sentença manifestamente contrária à
Constituição da República. Além disso, após a interposição do
recurso cabível, estando o processo em tramitação no âmbito do
juízo ad quem, Beta constatou que sentenças similares foram
proferidas em desfavor de outros municípios, o que o levou a
cogitar a formulação de requerimento ao Supremo Tribunal
Federal (STF) para a edição de súmula vinculante sobre a matéria.
Na situação descrita, é correto afirmar que:
Reinaldo era sócio da XPTO Empreendimentos Imobiliários Ltda.
Em 2020, foi condenado, por sentença transitada em julgado, pelo
crime de lesão corporal leve contra sua esposa no âmbito da Lei
Maria da Penha. Em 2023, após ele anunciar sua candidatura para
as eleições da diretoria que aconteceriam no ano de 2024,
sobrevém alteração no estatuto da sociedade para vedar que
pessoas condenadas por violência doméstica pudessem ocupar
cargos diretivos.
Nesse caso, à luz das disposições da Lei de Introdução às Normas
do Direito Brasileiro, notadamente seu Art. 6º, a nova disposição:
No curso de uma ação por ato de improbidade administrativa, o
Ministério Público, que figurava como demandante, imputou a um
dirigente do partido político Alfa a conduta de desviar, para
benefício próprio, a quantia X, oriunda do Fundo Especial de
Assistência Financeira aos Partidos Políticos. Em sua defesa, o
dirigente argumentou que:
I. a Lei nº 8.429/1992 não é aplicável aos partidos políticos, cujos
dirigentes devem ser responsabilizados nos termos da Lei nº
9.096/1995;
II. ocorrera a sua absolvição criminal pelos mesmos fatos, em razão
da ausência de provas da autoria; logo, a responsabilização por ato
de improbidade administrativa também não é possível por este
motivo;
III. o Tribunal de Contas não foi ouvido em relação ao quantum
debeatur, o que configura uma irregularidade.
Ao apreciar os três argumentos de defesa do demandado, o
magistrado concluiu corretamente que:
Pedro, inconformado com cláusulas constantes de edital de
concurso público, que, no seu entender, violam a moralidade
administrativa, deseja ajuizar ação popular exclusivamente em
face da União, responsável por promover o certame.
Tomando o caso acima como premissa, é correto afirmar que:
Ato infralegal editado pelo chefe do Poder Executivo federal dispôs
sobre certos requisitos a serem inseridos nos editais de licitação
para a outorga de permissão para a exploração do serviço de
radiodifusão sonora de caráter comercial. Entre os requisitos
exigidos, está a determinação de que deve ser inserida cláusula
editalícia prevendo a reserva de percentual do tempo de
transmissão para a veiculação de conteúdo local e regional. Após
a frustração das medidas administrativas voltadas à impugnação
de edital que fora elaborado com base no referido ato normativo,
a sociedade empresária interessada impetrou mandado de
segurança, argumentando com a desconformidade constitucional
do edital.
O órgão jurisdicional competente observou corretamente que a
medida:
A sociedade empresária ABC adquiriu, em 2019, 2020 e 2021,
diversos produtos importados pela sociedade empresária DEF,
com quem firmara contrato de importação por conta e ordem
daquela. Nos períodos mencionados, as importações foram
realizadas mediante indicação da classificação “X”, tendo os
procedimentos sido regularmente homologados pelo Fisco.
Entretanto, na data de 15/12/2022, as mercadorias adquiridas
pela sociedade empresária ABC foram classificadas pela
autoridade fiscal sob o código “Y”, embora se tratasse dos mesmos
tipos de produtos importados nos anos anteriores com indicação
classificatória diversa.
O Fisco, então, lavrou Auto de Infração em face das sociedades
empresárias ABC e DEF, em virtude da incorreta classificação das
mercadorias relativas às Declarações de Importação concernentes
aos períodos de 2019, 2020 e 2021, cobrando as diferenças do
Imposto sobre a Importação (II) e do Imposto sobre Produtos
Industrializados (IPI) incidentes sobre as aludidas operações,
acrescidas de juros e multa.
Segundo o disposto no Código Tributário Nacional e no Decreto- Lei
nº 37/1966, assim como em conformidade com a jurisprudência
do Superior Tribunal de Justiça sobre o tema, o referido
lançamento suplementar deverá ser considerado:
No âmbito de suas atribuições legais, agentes de fiscalização
ambiental receberam denúncia de desmatamento ilegal em uma
área que, até recentemente, integrava uma Unidade de
Conservação (UC). Ao investigar, constataram que a área foi
desafetada por meio de um decreto estadual, resultando na
redução dos limites originais da UC.
Diante da situação narrada, a ação correta da equipe de
fiscalização é:
Uma empresa de abastecimento de água pretende captar água de
um rio federal para abastecer um município.
Considerando a Política Nacional de Recursos Hídricos (Lei
nº 9.433/1997), é correto afirmar que a outorga de direitos de uso
de recursos hídricos:
A Receita Federal do Brasil procedeu ao arrolamento dos bens e
direitos da sociedade empresária Alfa, nos termos do Art. 64 da Lei
nº 9.532/1997, sob o fundamento de que os débitos tributários de
responsabilidade do sujeito passivo ultrapassavam 30% de seu
patrimônio conhecido e remontavam a R$ 3.500.000,00.
Após a regular notificação do sujeito passivo acerca do ato de
arrolamento, a Receita Federal do Brasil tomou conhecimento de
que a sociedade empresária Alfa transferiu à sociedade
empresária Ômega um imóvel arrolado, no valor de
R$ 1.200.000,00.
A autoridade fiscal, então, representou pela propositura de
medida cautelar fiscal, a qual foi ajuizada pela Fazenda Nacional
em face da sociedade empresária Alfa.
Diante desse contexto, e considerando a jurisprudência dominante
do Superior Tribunal de Justiça sobre o tema, é correto afirmar que
a hipótese narrada:
O Tribunal de Contas da União instaurou processo de tomada de
contas especial, com o objetivo de quantificar o dano causado e
apurar responsabilidades no âmbito de certo contrato celebrado
entre sociedade de economia mista federal e consórcio formado
por duas sociedades empresárias privadas, com o objetivo de
construção de obra a ser utilizada na exploração de atividade
econômica em sentido estrito. A partir de uma cognição sumária,
o Tribunal decidiu adotar três medidas de natureza cautelar,
diferindo as garantias do contraditório e da ampla defesa para
momento posterior ao seu cumprimento. As medidas cautelares
adotadas foram:
I. a decretação da indisponibilidade dos bens dos empregados da
sociedade de economia mista diretamente envolvidos na
celebração do contrato;
II. a desconsideração da personalidade jurídica das duas
sociedades empresárias privadas que formavam o consórcio;
III. a decretação da indisponibilidade dos bens dos dirigentes das
sociedades empresárias, representantes do consórcio, que
firmaram o contrato.
Considerando as competências do Tribunal de Contas da União, é
correto afirmar, em relação às referidas medidas cautelares, que:
Determinado legitimado à deflagração do controle concentrado de
constitucionalidade perante o Supremo Tribunal Federal ajuizou
ação direta de inconstitucionalidade (ADI), tendo por objeto a
Medida Provisória nº X (MPX), que incluiu despesa no orçamento
fiscal da União para a qual não havia dotação orçamentária
específica. Por entender que a afronta à ordem constitucional era
evidente, além de se tratar de situação urgente, estando
caracterizados o fumus boni iuris e o periculum in mora, requereu
a concessão de medida cautelar, em caráter monocrático, para
suspender a eficácia da MPX com efeitos ex tunc.
À luz da sistemática vigente, é correto afirmar que:
O Banco ABC ajuizou ação de execução de título extrajudicial
contra Romero, visando à cobrança de dívida materializada em
Cédula de Crédito Bancário. Realizada a penhora de um dos
imóveis pertencentes a Romero, foi designado leilão para a
alienação judicial do bem, o qual veio a ser arrematado por
Saldanha na data de 08/05/2022.
O edital do referido leilão previa expressamente que os débitos
tributários anteriores à alienação judicial são de responsabilidade
do arrematante. Assim, após a aquisição do imóvel em hasta
pública, a União passou a cobrar de Saldanha os débitos de ITR
relativos aos anos de 2018 e 2019.
Inconformado, Saldanha ajuizou ação em 18/04/2023,
objetivando a declaração de inexigibilidade dos débitos tributários
cujos fatos geradores ocorreram anteriormente à data de
08/05/2022, com fundamento no Art. 130, parágrafo único, do
Código Tributário Nacional (CTN).
Diante desse cenário, e à luz da jurisprudência do Superior Tribunal
de Justiça sobre a questão, o pedido formulado na ação
declaratória deverá ser julgado:
Durante uma fiscalização ambiental, a empresa Verde Limpo S/A foi
autuada por operar sem as licenças ambientais necessárias,
configurando atividade potencialmente poluidora. Para regularizar
sua situação, a empresa propôs celebrar um termo de
compromisso com o órgão ambiental competente.
Considerando as disposições da Lei nº 9.605/1998, é correto
afirmar que:
Exercentes do controle externo sobre a Administração Pública, os
Tribunais de Contas (federal, estadual ou municipal, onde existir)
devem ser acionados sempre que houver a necessidade de
fiscalização de atos e contratos administrativos, na forma da
Constituição Federal de 1988.
Diante do exposto, é correto afirmar que:
A Convenção de Haia sobre os Aspectos Civis do Sequestro
Internacional de Crianças foi assinada em 1980 e ratificada pelo
Brasil em 1999.
Acerca dessa convenção, é correto afirmar que:
João, empregado público do Estado Alfa, ajuizou ação em face do
ente público, na qual pleiteou a implementação de gratificação de
representação, que é prevista no Estatuto dos Servidores Públicos
como direito de todos os servidores estatutários e celetistas do
Estado Alfa.
O juízo concedeu tutela provisória de urgência, determinando ao
Estado Alfa que implementasse de imediato a gratificação.
A sentença julgou procedente o pedido, condenando o Estado Alfa
a implementar a gratificação no contracheque de João,
confirmando a tutela de urgência concedida, bem como a pagar as
verbas devidas e em atraso, respeitada a prescrição quinquenal.
Não houve interposição de recurso em face da sentença.
Quatro anos após o trânsito em julgado da sentença, o Supremo
Tribunal Federal, em sede de controle difuso, declarou a
inconstitucionalidade do artigo do Estatuto dos Servidores
Públicos que previa a gratificação de representação.
Em tal caso, é correto afirmar que:
A microempresa rural XYC, proprietária de uma fazenda no
interior, deseja contribuir para a preservação ambiental e
considera instituir uma servidão ambiental em parte de sua
propriedade, renunciando voluntariamente ao direito de uso e
exploração dos recursos naturais dessa área. No entanto, seus
representantes têm dúvidas sobre as implicações legais dessa
decisão.
Com base na Lei nº 6.938/1981, é correto afirmar que a servidão
ambiental: