Questões de Concursos
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This study reviews the findings of earlier translanguaging research in Saudi Arabia. Notably, Saudi Arabia is striving to adjust to the multilingual immigrant workforce on its soil, while encouraging a larger role for its people on other soils. In this changed paradigm, strengthening the Saudis’ English communicative proficiency is an emergent need. To make pertinent pedagogical recommendations on the use of translanguaging in language learning, the study gathered data using a questionnaire administered to 72 participants from King Faisal University. All participants were given fictitious names in order to protect their anonymity. Findings revealed that the Saudi EFL students strongly support the use of translanguaging in the EFL classrooms, but they are worried that it may not bring their proficiency to the desirable standard. They, thus, showed greater faith in the conventional language learning approach, viz., using only English in the EFL classes. The study concluded that learners‟ exposure to translanguaging is apparently not adequate for them to fully appreciate its benefits, and teachers who, so far, strictly keep to the English-only approach, too need to be oriented and trained in its use.
(Journal of Language and Linguistic Studies, 18(Special Issue 1),
556-568; 2022. Adaptado)
Os “gêneros textuais”, dentre eles os gêneros acadêmicos, têm sido foco frequente em materiais didáticos para o ensino-aprendizagem de Língua Inglesa no Brasil. Tal abordagem para o ensino da língua estrangeira justifica-se uma vez que:
Leia o texto a seguir para responder à questão.
Sim, eu era esse garção bonito, airoso, abastado; e facilmente se imagina que mais de uma dama inclinou diante de mim a fronte pensativa, ou levantou para mim os olhos cobiçosos. De todas porém a que me cativou logo foi uma... uma... não sei se diga; este livro é casto, ao menos na intenção; na intenção é castíssimo. Mas vá lá; ou se há de dizer tudo ou nada. A que me cativou foi uma dama espanhola, Marcela, a “linda Marcela”, como lhe chamavam os rapazes do tempo. E tinham razão os rapazes. Era filha de um hortelão das Astúrias; disse-mo ela mesma, num dia de sinceridade, porque a opinião aceita é que nascera de um letrado de Madri, vítima da invasão francesa, ferido, encarcerado, espingardeado, quando ela tinha apenas doze anos.
Cosas de España. Quem quer que fosse, porém, o pai, letrado ou hortelão, a verdade é que Marcela não possuía a inocência rústica, e mal chegava a entender a moral do código. Era boa moça, lépida, sem escrúpulos, um pouco tolhida pela austeridade do tempo, que lhe não permitia arrastar pelas ruas os seus estouvamentos e berlindas; luxuosa, impaciente, amiga de dinheiro e de rapazes. Naquele ano, morria de amores por um certo Xavier, sujeito abastado e tísico, — uma pérola.
Vi-a pela primeira vez, no Rocio Grande, na noite das luminárias, logo que constou a declaração da independência, uma festa de primavera, um amanhecer da alma pública. Éramos dois rapazes, o povo e eu; vínhamos da infância, com todos os arrebatamentos da juventude. Vi-a sair de uma cadeirinha, airosa e vistosa, um corpo esbelto, ondulante, um desgarre, alguma coisa que nunca achara nas mulheres puras. — Segue-me, disse ela ao pajem. E eu segui-a, tão pajem como o outro, como se a ordem me fosse dada, deixei-me ir namorado, vibrante, cheio das primeiras auroras. A meio caminho, chamaram-lhe “linda Marcela”, lembrou-me que ouvira tal nome a meu tio João, e fiquei, confesso que fiquei tonto.
(Machado de Assis. Memórias Póstumas de Brás Cubas)
A questão de número 52 a 56 dize respeito ao caso clínico descrito a seguir.
Paciente de 80 anos procura o consultório médico com queixa de esquecimentos e confusão mental há 3 anos. Seus déficits vinham piorando lenta e paulatinamente. Relata uma piora importante, de forma súbita, há cerca de 2 anos, quando apresentou um desvio de rima labial para direita e diminuição da força muscular do membro superior esquerdo. Concomitantemente, paciente deixou de cozinhar por deixar a comida queimar no fogo. Deixou de realizar compras na feira porque esquecia do que precisava comprar e se atrapalhava com os pagamentos. Tornou-se apática, desinteressada, triste e vem se isolando socialmente.
Paciente mantém-se independente para as atividades básicas, mas tem comprometimento para as atividades instrumentais.
Vem apresentando diminuição da velocidade de marcha, autorrelato de cansaço e força de preensão palmar de 12 Kgf.
Medicação de uso continuado: ácido acetilsalicílico 100 mg após o almoço, atorvastatina 40 mg uma vez ao dia, memantina 10 mg 1x/d, donepezila 10 mg 1x/d, losartana 50 mg 12/12h, atenolol 25 mg 12/12h, insulina NPH 6 unidades por via subcutânea pela manhã e à noite, metformina 850 mg 3x/d, gliclazida 60 mg 1x/d e evogliptina 5 mg pela manhã.
Apaciente realizou uma tomografia computadorizada de crânio.
(https://www.infoescola.com. Adaptado)
As lacunas são corretamente preenchidas em
Por não possuir familiaridade com o assunto, João convoca uma reunião com Fabiana e Thiago, advogados responsáveis por fornecer orientação jurídica sobre os temas afetos à unidade. Com base na situação hipotética e no disposto na Lei no 14.133/2021, os advogados poderão corretamente oferecer a seguinte orientação a João:
Nesse momento, a próxima conduta recomendada é
O jornal e sua importância na escola
Os estudantes do 4º ano de uma escola municipal de Boa Vista, capital de Roraima, queriam saber como se faz um jornal, esse importante meio de comunicação social, como é impresso e onde os jornalistas buscam as informações, além de comentarem sobre as seções de que mais gostavam e as notícias que tinham lido em casa com suas famílias.
Esse bate-papo com os alunos aconteceu durante a visita que fiz para realizar uma formação de professores da rede municipal de ensino. O assunto foi sobre como potencializar o uso do jornal na escola.
Quando tem a chance de se informar por meio de um veículo de imprensa adequado, a criança se sente inserida na situação, percebe que as notícias também são produzidas para ela – o que, por consequência, proporciona que se veja como parte integrante e ativa da sociedade. É o que os educadores promovem ao realizar frequentemente rodas de leitura e comentários sobre as matérias com linguagem adequada ao público infantojuvenil ou quando elaboram a produção do jornal da turma tendo como referência as leituras jornalísticas realizadas.
De acordo com a pesquisadora Délia Lerner, precisamos ensinar os alunos a ler e a escrever os gêneros textuais reais da mesma forma como fazem os leitores e escritores adultos ou do mundo fora da escola.
Além disso, saber que estão produzindo um texto que não ficará esquecido dentre as páginas de um caderno e que poderá ser lido por muitas pessoas, e não apenas pelo professor, torna o trabalho muito mais significativo e envolvente. É a realidade trazida pela leitura de notícias, na ponte que o jornal cria entre a escola e a mundo.
(Jacqueline de Grandi. “O jornal e sua importância na escola”. https://www1.folha.uol.com.br/opiniao, 14.08. 2022. Adaptado)
Havia baile em São Clemente
Aurélia ali estava como sempre, deslumbrante de formosura, de espírito e de luxo. Seu trajo era um primor de elegância; suas joias valiam um tesouro, mas ninguém apercebia-se disso. O que se via e admirava era ela, sua beleza, que enchia a sala, como um esplendor.
O baile em vez de fatigá-la, ao contrário a expandia. Semelhante às flores tropicais, filhas do sol, que ostentam o brilhante matiz nas horas mais ardentes do dia, era justamente nesse pélago de luz e paixões, que Aurélia revelava toda a opulência de sua beleza.
Seixas a contemplava de parte.
As outras moças, de meia-noite em diante, começavam a fanar-se; o cansaço desbotava-lhes a cor, ou afogueava-lhes o rosto. O talhe denunciava o excesso da fadiga na languidez das inflexões ou na rispidez do gesto.
Aurélia, ao contrário, à medida que se adiantava a noite, desferia de si mais seduções, e parecia entrar na plenitude de sua graça. A correção artística de seu trajo ia desaparecendo no bulício do baile. Como o primeiro esboço que surge afinal do cinzel impetuoso do artista, ao fogo da inspiração, sua estátua recebia da admiração da turba os últimos toques.
(José de Alencar, Senhora)
Mulher de 30 anos, previamente hígida, sem comorbidades, apresenta quadro de cefaleia e confusão mental de 3 dias de evolução. Não há dor abdominal, náusea, diarreia, falta de ar, sintomas respiratórios superiores ou dor torácica. O exame neurológico não demonstra alteração focal e tomografia de crânio não demonstra nenhuma anormalidade aguda. Exames séricos: hemoglobina: 8 g/dL; leucócitos: 6500/mm3 ; plaquetas: 10000/mm3 ; sódio: 135 mEq/L; potássio: 5,2 mEq/L; cloreto: 105 mEq/L; bicarbonato: 22 mEq/L; ureia: 144 mg/dL; creatinina: 1,7 mg/dL; teste de gravidez: negativo; o esfregaço de sangue periférico demonstra esquizócitos.
Nessa paciente, o próximo passo no manejo dessa condição é