TEXT:


How do people overcome fossilization and achieve nativelike fluency in second language acquisition?

There are a lot of common misconceptions about fossilization and language development. It's impossible to correct all of them in a post here, but I'll address a few that have been mentioned below.

Fossilization is a stage at which a second language speaker seems to cease making progress toward becoming more targetlike in his or her use of the language, so a "learning plateau" is a reasonable analogy. The comparison wherein "the L2 learner has his own linguistic system" that's still influenced by L1 and other things is known as the "interlanguage." The question researchers cannot conclusively answer is whether or not that "plateau" is reversible after a certain point, be it age, fluency level, etc., in order to start making progress again.

Different people are motivated by different things, which range from need (to pass a test, to get a job, to watch movies without subtitles, to make friends, etc.) to learning style (preferring to study from texts, liking/disliking impromptu, small-talk with people just to practice, preference for/against learning formal rules, and aptitude). It is easy to remember verb conjugations. There is no single formula.

Finding someone who can correct your errors tactfully and effectively most certainly does not need to be demotivating, depressing or draining whatsoever. I'm a very fluent non-native speaker of Spanish, and I actively request that my native speaker (NS) friends correct me when I make a mistake, or use a phrase that sounds funny in their dialect, etc. How else will I learn? It's fascinating to learn little details like that now after so many years. As long as they don't do it in a mocking or condescending way, or at a socially inappropriate time, why wouldn't I want their help? Of course, if you correct a beginner every time they try to utter a sentence, it could be discouraging - and obnoxious - but everything in moderation.

One of the biggest cognitive challenges is whether or not L2 speakers can learn to consciously notice differences between their L2 efforts and the way a NS talks. There are decades of research on this (my own included) and I'll gladly give references if anyone actually cares. Noticing falls into two broad categories. First, the ability to "notice the gap," i.e. hear a NS say a sentence and think, "Hmm, I understand what he meant but I've never heard that word before; it must mean ___" or "I know what he meant but it would not have occurred to me to say it that way; I'll try to remember that for later." The second is the ability to "notice the hole," i.e. when the L2 learner is trying to speak/ write and realizes that his "interlanguage" lacks a word, sound or structure needed to accurately convey his own thought. If he can seek the input necessary to fill the hole, he has a much stronger chance of acquiring it. The thought processes involved during that moment are holding the forms (or lack thereof) in working memory, and the longer it stays there for further processing, the greater the possibility that it is retained in long-term memory for later use. The NS interlocutor can help promote noticing through corrective feedback (also a subject of decades of research, for which I'm also happy to provide resources if anyone is genuinely interested.)

I have been using a variety of strategies for years as a language coach when working with my clients, whether helping IT executives from India and Egypt learn to write more grammatically accurate e-mail or helping priests from Nigeria improve prosodic aspects of their pronunciation (i.e. stress and intonation patterns.) Each person is different. I have found no evidence to support the argument that a person who has fossilized cannot begin to make progress again toward a more target-like L2 use at least in some areas, with the right motivation, input and effort. The question is only about how much progress, in what areas, in how much time, and through what methods.


Adapted form: https://www.quora.com/How-do-people-overcome-fossilization-andachieve-native-like-fluency-in-second-language-acquisition Acesso em 22/09/2023
No quarto parágrafo do texto, o termo whatsoever classifica-se como:
Analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa correta. I. A apresentação expositora de um conteúdo filosófico objetivado em conhecimento suposto certamente corre o perigo de deixar de ser Filosofa para transverter-se em mero discurso de convencimento e arregimentação de quadrilha ou seita, caso houver esquecimento do método filosófico que se intenta exercitar. II. A própria apresentação expositora de um conteúdo pensado, portanto, pode e, quem sabe, deve ter a tranquilidade de um desenho público que em seu desenvolvimento transforma-se em filosofar no sentido de Kant. Apresentam-se os resultados da certeza provisória à qual se chegou com a possível descrição de dúvidas e dívidas em forma de recordação do que aconteceu pelo método ensaístico próprio do pensamento. III. O caminho de elucidação da relação entre a Filosofa e o ensino depende, de qualquer forma, do que se entende pelo próprio conceito de Filosofa, bem como de história da Filosofa, Filosofa da história, teoria do conhecimento, Filosofa da Linguagem, etc. o que é que une tudo isso? de que espécie de exercício se trata? Qual o método ou processo que deve ser instituído? IV. Sabe-se que é sempre perigoso decidir-se à definição apressada do que seja Filosofa depois de Sócrates, com o seu método de maiêutica, ter indicado ser quase impossível a separarão entre definição filosófica, pedagogia processual em que a mesma se dá e a simultânea instituição comprometida de formas de dizer e de ação. Mesmo assim, não há como fugir da raia e mostrar a que se veio no que se chama vida, em cujo cenário se está a compreender algo e a querer compreender as razões disso, o que, por sua vez, é um jeito típico de ser.
Estão corretas as afirmativas:
Leia o texto.

You might think of assessing and testing as synonymous terms, but they are not. Let’s differentiate the two concepts.

In educational practice, assessment is an ongoing process that includes a wide range of methodological techniques. Whenever a student responds to a question, offers a comment, or tries a new word or structure, the teacher subconsciously analyses the student’s performance. Written work—from a simple sentence to a formal essay—is a performance that ultimately is “judged” by self, teacher, and possibly other students. Reading and listening activities usually require some sort of productive performance that the teacher observes and then implicitly evaluates. A good teacher never ceases to assess students, whether those assessments are incidental or intended.

Tests, on the other hand, are prepared administrative procedures that occur at identifiable times in a curriculum, when learners know that their responses are being measured and evaluated.

BROWN, H .Douglas. Principles of language learning and teaching. 5th ed. Longman, 2000. Adaptado.

Uma professora de Inglês recém-formada, desejosa de melhor compreender o desempenho de seus estudantes adolescentes no dia a dia de suas aulas, demonstrará ter compreendido adequadamente o conceito de ‘assessment’ proposto no texto se, para alcançar seu objetivo,
Que saudades da Bahia! Saudades de minha Salvador. Saudades de tomar um bom suco de umbu bem gelado na casa da minha avó. A gente colocava a garrafa de suco em uma bacia pequena com cubos de gelo até cobrir a metade da garrafa, adicionava um pouco de água e algumas colheres de sal de cozinha. Em poucos minutos, o suco estava bem gelado, do jeito que eu gosto. Saudades de subir no pé de cajá e comer a fruta pendurado nos galhos. E ainda colhia algumas para minha mãe fazer compota, que delícia! Minha mãe me ensinou que, para fazer uma boa compota, a fruta deve ser cozida numa calda cuja concentração de açúcar deve ser maior ou igual à concentração de açúcar na fruta. Saudades da culinária baiana, do acarajé, do vatapá, da moqueca, do abará. Desde pequeno, via meu avô salgando o peixe e expondo-o ao sol. Ele me dizia que isso aumentava o tempo de vida útil do alimento. Saudades de passear pelo Pelourinho e ouvir os tambores do Olodum ecoando pelas ladeiras. Saudades do conforto da casa de mãe; do carinho; do cafuné; do amor.

Autor desconhecido

No texto foram descritos três processos distintos e que são exemplos de propriedades coligativas:
A questão, trata da atividade descrita a seguir:


Cristina, a professora da turma do Ensino Médio, planejou suas aulas para discutir a temática "Transformação de energia envolvidas no funcionamento de eletrodomésticos e economia no consumo". Com o intuito de abordar esta temática e ainda discutir os efeitos do desperdício para o meio ambiente no futuro, ela planejou sua aula em três etapas:


I- Etapa 1: apresentação de um vídeo aos estudantes e em seguida, diálogo sobre situações do cotidiano, que os estudantes conhecem e presenciam, relacionadas com o uso de eletrodomésticos na casa deles.

II- Etapa 2: demonstração de alguns experimentos de baixo custo, que foram explicados de forma dialogada com os estudantes, destacando os conhecimentos de Física presentes naqueles experimentos e necessários para a compreensão dos temas estudados.

III- Etapa 3: proposição de uma roda de conversa, entre os estudantes e a professora, quando falarão sobre o conhecimento incorporado por eles nas situações apresentadas pela professora. Professora e colegas questionarão, no intuito de analisar e interpretar tanto as situações iniciais quanto outras que poderiam ser compreendidas pelo mesmo conhecimento.
No primeiro momento, o vídeo apresentado pela professora continha vários momentos em uma família em que os aparelhos eletrodomésticos eram utilizados sem preocupação com a economia. Dentre as situações de desperdício da energia, citados pelos estudantes, destacamos, o uso da parte de trás da geladeira como secadora de roupa; o uso da máquina de lavar roupa com apenas uma roupa pequena; o uso de lâmpada incandescente para iluminar a casa; a manutenção do chuveiro elétrico ligado enquanto o homem faz a barba.
Após as citações dos estudantes, a professora sintetizou os conhecimentos prévios dos estudantes da seguinte forma: "os estudantes destacaram diferentes atividades e todos estavam conscientes que as situações tratavam de um uso desnecessário de energia que seria prejudicial ao meio ambiente no futuro". Essa organização da professora na etapa 1

Assinale a alternativa que completa correta e respectivamente as lacunas.

Assim, a ____________ torna-se uma permanente disposição de caráter para querer o bem, supondo a coragem para assumir os valores escolhidos e o enfrentamento dos obstáculos que dificultam a ação, razão pela qual a vida _________ não se resume a um ato ocasional e fortuito, mas ao hábito. Ademais, como a moral implica o enfrentamento dos elementos irracionais da alma, como as paixões, Aristóteles cria a teoria da mediania, de encontrar o justo meio: a ____________ é boa quando é controlada no seu excesso e na sua falta (a coragem em excesso é audácia e deficiente é covardia).

Segundo a Base Nacional Comum Curricular, dentre as habilidades necessárias ao ensino de teatro uma se destaca. Assinale-a.
Os conjuntos dos números racionais e dos números irracionais são disjuntos e subconjuntos dos números reais.

O conjunto dos números irracionais não é fechado para a
Em uma aula sobre a dinâmica interna da Terra, a professora Júlia apresentou aos estudantes a matéria intitulada “Cientistas resolveram o mistério do vulcão ‘zumbi’ da Bolívia”, publicada na revista Superinteressante em 3 de maio de 2025.
A reportagem descreve o comportamento do vulcão Uturuncu, que, apesar de estar dormente há cerca de 250 mil anos, apresenta sinais de atividade não eruptiva, como deformações no solo e emissões de gases. Esses fenômenos estão associados à movimentação de fluidos e gases provenientes de um grande corpo magmático localizado sob o Altiplano-Puna, que se estende até o norte do Chile e da Argentina. Com base nessas informações, a professora propôs uma discussão sobre os processos geológicos envolvidos e suas implicações para a compreensão da estrutura interna da Terra.

Na situação apresentada, assinale a alternativa que melhor interpreta os fenômenos descritos e sua relação com os processos geológicos internos da Terra.
Leia o texto para responder à questão.


Vivemos num presente alargado, no qual “viver no momento é a paixão dominante”, na definição de Christopher Lasch. O presente se torna alargado à mesma medida que o tempo corre veloz. Essa contradição só pode ser explicada pelo fato de que a aceleração tecnológica, conquanto implique “uma diminuição no tempo necessário para realizar processos cotidianos de produção e reprodução” (o que deveria levar a uma abundância de tempo livre), levou ao acúmulo quantitativo de atividades. Quanto mais a aceleração tecnológica avançou, mais trabalho se acumulou e menos tempo livre sobrou. Se já não temos uma vida profissional, mas especializações, se já não temos espaço para contemplar os locais que cruzamos, mas uma observação dirigida por algoritmos de afinidades eletivas, já deveríamos saber que a aceleração tecnológica levou aos grilhões da hiperconectividade, que demandam sempre nosso engajamento.

O resultado desse processo foi que a contínua aceleração do tempo social tornou o espaço muitas vezes indiferente, um mero detalhe, um pano de fundo que sustenta a virtualidade das relações. Ante a aceleração da vida, concebemos o espaço como um empecilho para aquilo que realmente queríamos fazer. “Ter que ir” e “ter que visitar” se tornaram tarefas “torturantes”, uma vez que basta uma chamada de vídeo para tirar a tarefa da frente. O isolamento tornou-se comum e mesmo os locais que sustentavam a ação da experiência subjetiva aparecem agora como lugares sem histórias, cada vez mais homogeneizados.


BARROS, Douglas. O que é identitarismo? São Paulo: Boitempo, 2024, edição digital. Adaptado.
A conjunção que inicia o trecho “conquanto implique uma diminuição no tempo necessário para realizar processos cotidianos de produção e reprodução’” expressa, no contexto, ideia de
Durante um debate sobre o impacto humano nos sistemas naturais, com os estudantes do Ensino Médio do estado do Mato Grosso do Sul, o professor de Biologia busca exemplos deste impacto sobre os sistemas locais e observa que os estudantes:

- Associam a degradação ambiental apenas a grandes cidades, subestimando problemas locais, como a expansão de pastagens sobre o Pantanal e o assoreamento de rios do Cerrado.
- Não relacionam práticas agropecuárias intensivas (ex.: monocultura de soja e criação de gado) a impactos integrados no solo (compactação), água (contaminação por agrotóxicos) e biodiversidade (perda de polinizadores).
- Ignoram o papel de políticas públicas estaduais, como o Zoneamento Ecológico-Econômico (ZEE), na mediação entre produção e conservação.

Qual estratégia instrucional promove o pensamento crítico sobre os impactos humanos nos sistemas naturais, considerando a realidade sul-mato-grossense?
Durante uma reunião pedagógica, a equipe docente de Ciências da Natureza de uma escola pública estadual propõe que as disciplinas contribuam para tratar do tema “Diferenciação Sexual Humana” com estudantes do Ensino Médio. Com base na BNCC e no conhecimento científico atual, a coordenação pedagógica solicita ao professor de Biologia que elabore uma sequência didática de, no mínimo, três aulas, de modo a que os conteúdos da Biologia possam se articular com temas transversais como identidade de gênero, respeito às diferenças e saúde reprodutiva.

Com base na situação descrita, analise as afirmativas a seguir e assinale a alternativa correta para atender estes objetivos:
Em uma urna são colocadas bolinhas numeradas com todos os números de três algarismos (números da ordem das centenas). Retira-se uma bolinha ao acaso.

Qual é a probabilidade de que o número seja ímpar e tenha pelo menos dois algarismos iguais?

Assinale a alternativa que completa correta e respectivamente as lacunas.

“O conceito d e _______ pode ser pensado a partir de inúmeras perspectivas. Alguns filósofos encetaram uma discussão profunda e até mesmo radical sobre o problema, no sentido de buscar saber se somos ou podemos ser _______ou se a_________ seria apenas uma ilusão”.

A sequência correta é:

Analise as afirmativas a seguir e assinale a alternativa correta:

I. Argumento é um conjunto de proposições (asserções sobre o mundo, independe da língua na qual é expressa) ou um conjunto de sentenças (sequência gramatical de palavras de uma língua pela qual transmitimos informações).

II. A Lógica, como um todo, interessa-se por proposições (muito embora a Lógica formal se interesse pelas sentenças, ou seja, pelo aspecto formal dos argumentos, sobre os quais só se pode dizer se são válidas ou não válidas).

III. Com relação à primeira definição, podemos afirmar que um argumento, ainda que formado por sentenças, sempre é apresentado em um certo contexto e expressa, ao menos,várias proposições.

IV. É importante destacar que mesmo não se interessando pelo poder de persuasão dos argumentos, mas pela relação entre evidências e conclusão, a Lógica mantém um compromisso com o saber científico, com a construção de conhecimentos seguros.

V. O grande objetivo de um argumento é o de convencer e produzir novos conhecimentos. Estes argumentos podem ser de dois tipos: dedutivos e indutivos.

Estão corretas as afirmativas:

Existem variações de passos complexos, porém o mais importante no cirandar não é a dificuldade dos passos, mas a simplicidade e a união. A roda pode acontecer em diferentes contextos como carnaval, encerramento de uma atividade pedagógica ou em festejos juninos; em espaços abertos ou fechados, como ruas, bares e praças.

Disponível em: https://www.gov.br/turismo/pt-br/secretaria-especial-dacultura/assuntos/noticias/ciranda-do-nordeste-e-reconhecida-comopatrimonio-cultural-do-brasil. Adaptado

A dança descrita é:
Suponha que você seja o motorneiro de um bonde desgovernado avançando sobre os trilhos a quase 100 quilômetros por hora. Adiante, você vê cinco operários em pé nos trilhos, com as ferramentas nas mãos. Você tenta parar, mas não consegue. Os freios não funcionam. Você se desespera porque sabe que, se atropelar esses cinco operários, todos eles morrerão. (Suponhamos que você tenha certeza disso.) De repente, você nota um desvio para a direita. Há um operário naqueles trilhos também, mas apenas um. Você percebe que pode desviar o bonde, matando esse único trabalhador e poupando os outros cinco. O que você deveria fazer?

SANDEL, Michael J. Justiça: o que é fazer a coisa certa?. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2015.

O excerto de Michael Sandel descreve o conhecido “dilema do bonde desgovernado”. Dilemas como esse apresentam como característica a
Uma professora do Ensino Fundamental percebe que seus estudantes apresentam dificuldades em compreender frações. Para lidar com esse desafio, ela decide utilizar recursos digitais em sua prática pedagógica. Após pesquisar, opta por usar um aplicativo de simulação interativa que permite aos estudantes manipularem visualmente as frações em situações do cotidiano, como dividir uma pizza ou medir ingredientes em uma receita. Durante as aulas, ela propõe desafios com base nas simulações e avalia o desempenho dos estudantes por meio de tarefas no próprio ambiente digital, adaptando suas intervenções conforme o progresso individual.

Diante desse cenário, qual atitude da professora representa corretamente o uso das práticas pedagógicas com tecnologias digitais?
Leia o texto para responder à questão.


Vivemos num presente alargado, no qual “viver no momento é a paixão dominante”, na definição de Christopher Lasch. O presente se torna alargado à mesma medida que o tempo corre veloz. Essa contradição só pode ser explicada pelo fato de que a aceleração tecnológica, conquanto implique “uma diminuição no tempo necessário para realizar processos cotidianos de produção e reprodução” (o que deveria levar a uma abundância de tempo livre), levou ao acúmulo quantitativo de atividades. Quanto mais a aceleração tecnológica avançou, mais trabalho se acumulou e menos tempo livre sobrou. Se já não temos uma vida profissional, mas especializações, se já não temos espaço para contemplar os locais que cruzamos, mas uma observação dirigida por algoritmos de afinidades eletivas, já deveríamos saber que a aceleração tecnológica levou aos grilhões da hiperconectividade, que demandam sempre nosso engajamento.

O resultado desse processo foi que a contínua aceleração do tempo social tornou o espaço muitas vezes indiferente, um mero detalhe, um pano de fundo que sustenta a virtualidade das relações. Ante a aceleração da vida, concebemos o espaço como um empecilho para aquilo que realmente queríamos fazer. “Ter que ir” e “ter que visitar” se tornaram tarefas “torturantes”, uma vez que basta uma chamada de vídeo para tirar a tarefa da frente. O isolamento tornou-se comum e mesmo os locais que sustentavam a ação da experiência subjetiva aparecem agora como lugares sem histórias, cada vez mais homogeneizados.


BARROS, Douglas. O que é identitarismo? São Paulo: Boitempo, 2024, edição digital. Adaptado.
Analise as afirmações.

I. O trecho sublinhado em “basta uma chamada de vídeo para tirar a tarefa da frente” está corretamente substituído do seguinte modo: “tirar-lhe”.
II. Em “a aceleração tecnológica levou aos grilhões da hiperconectividade, que demandam sempre nosso engajamento e mais trabalho”, a supressão da vírgula altera o sentido do trecho.
III. Sem prejuízo para o sentido, o trecho “um pano de fundo que sustenta a virtualidade das relações” está corretamente reescrito da seguinte forma: um pano de fundo no qual se sustenta relações virtuais.

Está correto o que se afirma apenas em
Para responder à questão, leia a crônica “Esquisitices” de Luis Fernando Verissimo.


A família chegou na casa da praia e, enquanto o pai e a mãe se ocupavam de tirar os tapumes das janelas e religar a luz, a filha adolescente foi direto para o seu quarto e sentiu que havia alguma coisa diferente dos outros verões, um cheiro que ela não lembrava, um brilho nas paredes, alguma coisa. Quando foi ajudar a mãe a desempacotar as compras na cozinha, disse que o mar tinha invadido a casa e a mãe disse que o mar nunca chegava até ali, tá louca? Então invadiu só o meu quarto, disse a filha, e naquela noite, quando entrou no quarto para dormir, viu que o chão estava coberto de algas, e quando foi pegar um dos livros que tinha deixado na prateleira no verão anterior derrubou várias conchas no chão, e quando abriu a gaveta da sua mesinha de cabeceira – juro, mãe! – descobriu uma estrela-do-mar. Não conseguiu dormir, o som do mar invadia o quarto, ela chegou a ouvir o ruído de fritura da espuma se desfazendo ao seu redor, como se o mar estivesse arrebentando em volta da cama. E as paredes fosforescentes! Se um peixe prateado pulasse na cama, refletiria o brilho das paredes no ar, antes de cair ao seu lado. Passou a noite esperando o peixe prateado. De manhã a mãe disse que o mar não estava mais perto da casa, estava onde sempre estivera desde que eles tinham construído a casa, e que ela se acostumaria com o ruído. E que não, não sentira o cheiro novo nem vira as algas no chão do quarto, nem as conchas, você parece doida. A filha perguntou se o mar nunca tinha invadido a casa e a mãe respondeu que não. Depois pensou um pouco e disse: não que eu me lembre. Naquela noite a filha leu um pouco – apesar das ondas estourando ao seu redor – depois mergulhou a mão na água e pegou um cavalo-marinho para marcar o lugar, e fechou o livro. Estava pronta para o peixe prateado, estava certa de que nunca mais seria a mesma. Quando a mãe contou para o pai as esquisitices da filha naquele verão, o pai só disse uma coisa. Catorze anos é fogo.


VERISSIMO, Luis Fernando. Verissimo antológico: meio século de crônicas, ou coisa parecida. Rio de Janeiro: Objetiva, 2020.
A referenciação anafórica ocorre quando um termo retoma uma informação já mencionada anteriormente no texto, a exemplo do que se verifica com o termo sublinhado em:
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